Aposentadoria média de parlamentar é 7,5 vezes superior à dos trabalhadores

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Fotomontagem reproduzida do Arquivo Google

Deu em O Tempo

A União gasta todo ano R$ 164 milhões para pagar 1.170 aposentadorias e pensões para ex-deputados federais, ex-senadores e dependentes de ex-congressistas, segundo levantamento. O valor equivale ao que é despendido para bancar a aposentadoria de 6.780 pessoas com o benefício médio do INSS, de R$ 1.862.

A aposentadoria média de um ex-parlamentar (levando em conta também os que se aposentam proporcionalmente) é de R$ 14,1 mil. Todo reajuste dos salários de deputados e senadores é repassado para as aposentadorias. Com a morte do parlamentar, a viúva ou os filhos (até os 21 anos) passam a receber a pensão. Enquanto o teto do INSS é de R$ 5.189,82, o do plano de seguridade dos congressistas é de R$ 33.763.

Responsável pela condução da proposta da reforma da Previdência, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, é aposentado pela Câmara. Ele recebe R$ 19.389,60 por mês, além do salário de R$ 30.934,70 de ministro. Padilha se aposentou com 53 anos, em 1999, depois do seu primeiro mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Sul. “Tenho 70 anos e sou aposentado”, limitou-se a dizer o ministro, quando foi procurado para falar sobre o assunto.

GEDDEL, TAMBÉM – Já o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, que terá a missão de angariar votos entre os parlamentares para garantir o quórum para fazer as mudanças na Previdência, aposentou-se, após cinco mandatos na Câmara, em 2011, quando tinha 51 anos. Recebe R$ 20.354,25 de aposentadoria, além do salário de ministro. Procurado, ele não quis comentar.

A Câmara tem 525 ex-deputados aposentados, mas 22 estão com o pagamento do benefício suspenso por estarem exercendo mandato. Já o Senado conta com 70 ex-senadores aposentados, mas 9 deles estão em exercício do mandato e, por isso, não acumulam o benefício com o salário de R$ 33,7 mil.

Esses parlamentares se aposentaram com regras bem mais generosas do que as em vigor atualmente para os congressistas, similares às exigidas no serviço público. Eles contribuíram para o Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), extinto em 1997 após registrar rombo de R$ 520 milhões – atualmente já ultrapassa R$ 2 bilhões, cobertos com o Orçamento da União. Esse plano de previdência permitia que parlamentares se aposentassem a partir de 8 anos de contribuição e com 50 anos de idade.

DIFERENÇAS – Atualmente, no INSS são necessários, no mínimo, 15 anos de contribuição e 60/65 anos (mulheres/homens) para se aposentar por idade ou 30/35 anos de contribuição para se aposentar por tempo de serviço.

Mais do que o montante, pequeno perto dos rombos bilionários da Previdência, o que impressiona é que 85% dos gastos com aposentadoria de ex-senadores e ex-deputados foram “contratados” com regras muito acessíveis. Só deputados e senadores que assumiram a partir de 1999 foram obrigados a cumprir as regras do atual Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), que exige 35 anos de contribuição e um mínimo de 60 anos de idade para pagar a aposentadoria integral.

A equipe técnica responsável pela reforma da Previdência propôs que as regras dos parlamentares também sejam modificadas para convergir com a realidade dos trabalhadores da iniciativa privada e do setor público. Já é consenso que a idade mínima aumentará para 65 anos e se exigirá, no mínimo, 25 anos de contribuição.

9 thoughts on “Aposentadoria média de parlamentar é 7,5 vezes superior à dos trabalhadores

  1. E o senhor presidente Temer, que o WIKILEAKS diz ser “Agente da CIA” não foi mencionado porquê? Temer, também é aposentado desde os cinqüenta e poucos anos.

    • Caro Aquino, Temer é aposentado como procurador de SP com 57 mil, acima da Lei. Que moral tem esses políticos dos 3 podres poderes, em sacrificar ainda mais o trabalhador que com suor e lágrimas, tentam construir uma Nação, mas são roubados pelo ditos cujos. A eleição de 02/10, mandou recado aos cretinos, queira Deus, que não aconteça o pior, como dizia Rui Barbosa: A fome é má conselheira, 12 milhões de desempregados, significa 48 milhões na rua da amargura, não contando o salário mínimo miserável, que mal dá para alimentar por 15 dias uma família de 4 pessoas.

  2. Enquanto os congressistas tiverem a liberdade de propor e aprovar legislação separada para regulamentar seus próprios salários e benefícios, teremos as raposas tomando conta dos galinheiros…

    • Caro Wilson, em 2018, não reeleger, não eleger, quem já participou e não honrou o seu eleitor, Votar com Consciência e Dignidade, é preciso, para o Brasil ser uma República Democrática, e não Democradura, nossa situação atual.
      isto é: os 3 podres poderes, governarem para roubar o cofre público.
      Que Deus no ajude, mas façamos nossa parte.

  3. Vamos lançar uma campanha.
    A reforma da previdência deve começar pelos parlamentares, que deveriam precisar de nove mandatos (36 anos) para ter o direito de se aposentar.
    Caso algum não consiga se eleger tantas vezes, que vá trabalhar o vagabundo!!!
    Saudações

  4. Caro CN … continua o treino do Juízo Final … a principal Missão de Temer é começar a acabar com as castas … para isto precisamos TODOS E TODAS de sair do farisaísmo e assumirmos nossa descendência judaica … … … pois confundem descendência judaica com descendência levítica – todos querem receber o dízimo!!!

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