Aprovação da PEC 241 consolida a base aliada do governo no Legislativo

Resultado de imagem para votaçao da pec 241

Charge do Clauber, reprodução do site Intersindical

José Carlos Werneck

Conforme o esperado, a Câmara dos Deputados aprovou por 366 votos favoráveis a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 241) que estabelece um limite de gastos públicos, matéria tida como prioritária pelo presidente da República Michel Temer para organizar a economia do País. Foi uma vitória pessoal de Temer e mostrou que o jantar, por ele oferecido, domingo, a quase 300 deputados federais, rendeu preciosos frutos ao governo, que considera importantíssima a aprovação da PEC 241.

Antes do jantar, o presidente Michel Temer declarou que o governo trabalha para contornar a atual crise fiscal com a PEC do teto dos gastos, como opção à não elevação dos impostos, ressaltando, que há meses falava-se muito sobre uma possível volta da CPMF, mas hoje o assunto saiu da pauta, dando lugar à aprovação da PEC 241, que limita os gastos públicos. Durante o encontro de domingo, Temer deixou bem claro que, ao contrário da ex-presidente Dilma Rousseff, quer estabelecer uma estreita e proveitosa parceria com o Legislativo.

A votação, presidida por Rodrigo Maia, teve início às 18h30 e foi uma vitória marcante do presidente da República, que viu consolidada sua base aliada no Congresso Nacional, depois do impeachment de sua antecessora.

HABILIDADE – Temer empenhou-se muito para convencer seus aliados a aprovarem a matéria, mostrou toda sua habilidade política e suas virtudes de hábil negociador.

A oposição, liderada pelo PT e pelo PCdoB, fez de tudo para atrapalhar a votação, entrando com pedido de cancelamento da PEC no Supremo Tribunal Federal, mas o ministro Luís Roberto Barroso negou o pedido.

O mercado financeiro reagiu com otimismo com a aprovação do início do ajuste fiscal.

 

26 thoughts on “Aprovação da PEC 241 consolida a base aliada do governo no Legislativo

  1. Depois de 14 anos de bagunça fiscal, onde governos perdulários agiram como se dinheiro desse na horta, chegou a hora difícil de evitar que o Brasil se transforme na Grécia sulamericana. Uruguai, Paraguai, etc. todos estão em situação mais tranquila. Pudera, os irresponsáveis estavam todos aqui.

  2. O PROBLEMA DO TEMER É QUE ELE SÓ COMPLICA, NADA PACIFICA, E MUITO MENOS SE EXPLICA. E O SISTEMA POLÍTICO PODRE, COMO É QUE FICA ? CONTINUA DANDO AS CARTAS E JOGANDO DE MÃO NA BICA ? E DE QUE ADIANTARÁ A LAVA JATO PRENDER A REPÚBLICA 171 INTEIRA, MAS DEIXAR O SISTEMA POLÍTICO PODRE INTACTO, LIVRE, LEVE E SOLTO, ENQUANTO MÁQUINA DE FORJAR CAPETA$ ANTROPÓFAGOS ? MAIS EFICAZ PARA TODOS É EXIGIR A RENDIÇÃO INCONDICIONAL DO DITO CUJO SISTEMA POLÍTICO PODRE, PRENDÊ-LO, E BOTAR AS QUADRILHAS PARA TRABALHAR, SUAR A CAMISA, DEVOLVER O QUE ROUBARAM, E VOLTAR A PRODUZIR PARA O BEM DO BRASIL E DO SUCESSO PLENO DO BEM COMUM. http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/259733/Por-366-votos-a-111-Temer-congela-gastos-p%C3%BAblicos-por-20-anos.htm

  3. A habilidade política do Temer, sob o teto da república 171, comandada pelo sistema político podre, consiste em dar milho aos pombos, como aprendeu com Sarney, FHC, Lula e CIA, à base do é dando que se recebe, e do dá, ou desce. Lindo isso, né ?

    • Virgílio, me explica por que motivo os deputados estavam tão felizes com a votação da PEC 241 e por que razão os deputados ficaram extasiados com o ‘glamour’ da noite no regabofe nos jardins do Alvorada?

      Uma deles, gordinho (eufemismo), com boca de sapo ou peixe), declarou: “Brasília voltou ao glamour”.

      Você entendeu? O que estão ganhando? Sim, porque sem ganhar não existe alegria para os nobres deputados.

      • Newton, vou aproveitar o espaço pra te dizer que Maysa sumiu da minha lembrança como tantas outras coisas.

        Procurei, só hoje, sobre ela e Carlos Alberto, em Maricá. Entrevista da ex-Última Hora Marisa Raja Gabaglia (estudei com uma Raja Gabaglia, não lembro o primeiro nome).

        É como uma parede branca, de nada me lembro.

        Os dois juntos? Nem pensar! E olha que vi a série Maysa do começo ao fim.

        Minha cabeça está mesmo rateando. E não é de agora.

        Abraço
        Ofelia

  4. Uma vitória robusta,inconteste.O governo do Temer realmente se fortalece para desespero dos petista e daqueles que não vão com cara do presidente Temer, e de quebra,temos uma primeira dama mais linda do mundo.Vendo-a, nós marmanjos, suspiramos.Né não Marmanjada aqui do blog?
    A cultura de que, na Câmara só passa tema complexo se eles (deputados) receberem o butim combinado,é forte!, e não vai se acabar nunca.
    A situação econômica do Brasil – só não ver quem não quer -, está a melhorar gradativamente.
    Saudações democráticas.

    César Cavalcanti.

  5. Esse ajuste fiscal é necessário, mas penaliza o lado mais fraco da sociedade, que são os mais pobres, beneficiários das políticas sociais de transferência de renda e os usuários do SUS e das escolas públicas. É um ajuste feito somente pelo lado da despesa. O lado da receita foi completamente negligenciado. Medidas para combater a sonegação tributária, cobrar a dívida ativa, tributar as grandes fortunas, aumentar a taxação das heranças (muito baixa no Brasil), criar mais faixas de incidência do imposto de renda com alíquotas mais elevadas para os rendimentos maiores, nada disso foi levado a cabo. Só corte de despesa. Poderia ter sido um mix das duas coisas, tipo 65% corte de despesa e 35% aumento da receita mas, infelizmente, não foi o que ocorreu.

  6. Em minha opinião, a Tribuna da Internet tem condições de entrevistar autoridades do governo e até mesmo oficializar sugestões, tais como as do Carlos Frederico Alverga. Existe massa crítica para isto. Certo CN?

  7. O Brasil e o século 21
    05.10.2016

    SÃO PAULO – Não é preciso ser um globetrotter para se saber que o comércio exterior que se praticava há dez ou vinte anos não existe mais e que hoje o planeta caminha em direção da formalização de pactos regionais, colocando por terra a esperança que havia de que grandes acordos multilaterais, intermediados pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e regidos por negociações de tarifas e controle de fronteiras, pudessem ser assinados e seguidos por todos. Parece que o pragmatismo chinês de defender prioritariamente seus próprios interesses, ocupando espaços sempre que o interlocutor o permita, é o que vai prevalecer daqui para frente.

    Diante disso, é de se elogiar o pragmatismo adotado pela política externa comercial do atual governo brasileiro, que parece colocar em primeiro lugar os interesses do País, deixando para trás uma mentalidade retrógada que procurava edulcorar uma possível liderança do País por meio de um relacionamento com outros governos com base em financiamentos a juros maternais pelo Banco Nacional Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Aparentemente, o pragmatismo chinês começa a influenciar os responsáveis em Brasília pela diplomacia comercial.

    Se alguma dúvida resta quanto à eficiência dessa política, basta lembrar que o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina, que na década de 80 superava o da China em 150%, em 2013 representava apenas 60% do PIB chinês. Isso mostra a diferença de crescimento entre as duas regiões nos últimos trinta e seis anos. E mostra também que esse crescimento desenfreado da China não foi obtido com a exportação de produtos básicos, mas com a venda de produtos de valor agregado, que são aqueles que geram os empregos que acabam movimentando também o mercado interno.+

    Sem entender esse fenômeno, os três últimos governos brasileiros isolaram o País, deixando-o despreparado para atuar nesse novo modelo de comércio internacional. Como o Mercosul vai para onde o Brasil for, o bloco sul-americano também se isolou do mundo. Basta ver que, dos 400 acordos firmados nos últimos dez anos, não mais que cinco envolveram o Brasil e o Mercosul.

    Além disso, os três últimos governos se recusaram peremptoriamente a discutir questões regulatórias internacionais que hoje já se tornaram imperativas, deixando de endossá-las por motivos ideológicos que se justificariam se o mundo ainda vivesse ao tempo da Guerra Fria (1945-1991). Entre essas questões, estão medidas de padronização dos produtos, proteção do consumidor, regras de investimento, competitividade, transparência, barreiras técnicas e sanitárias.

    Portanto, para começar a mudar o status internacional do País, o atual governo precisa se inspirar não só no pragmatismo chinês como forma de atuação, mas também nos modelos norte-americano e inglês em que são os empresários que apontam os caminhos a seguir, cabendo aos governantes viabilizá-los, e não o contrário. Em outras palavras: o comércio exterior brasileiro precisa deixar para trás o quanto antes uma legislação e um estilo de atuação de meados do século 20, se pretende competir com os países que já estão no século 21.
    _________________________

    (*) Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site:www.fiorde.com

  8. A esquerda troglodita que trabalha contra o Brasil e nosso desenvolvimento ‘não curtiu isso’.
    Querem os pobres cada vez mais pobres para poderem fazer suas mágicas através da gastança e da manutenção da pobreza.
    Se a pobreza acaba, eles acabam.

  9. Base aliada? Piada!É um exército de dejetos ,mercenários e entreguistas venais.A politica brasileira e as políticas dos países subjugados continuam com o mesmo eixo neo liberal e estão presas a ele por corrupção sistêmica e inteligente.O que acontece qui agora esta acontecendo em toda a America e Europa.Só livrou a Inglaterra que saiu do Mercado Comum Europeu(Por enquanto!). A discursiva do arrocho e da reforma da previdenciária é a mesma.Tudo por uma imposição internacional para todos os países subjugados.Precisam competir com a China em preços e portanto aviltar os salários e escravizar o trabalhador.Esta é uma realidade latente e concreta.

  10. A teoria na prática é outra coisa. Os salários deles não foram congelados. Congelar gastos com saúde e educação? Quer tirar o país do vermelho? Reduz o número de deputados. Para que mais de 500 : Para que 81 senadores?
    Tira as mordomias dos parlamentares!Um deputado do PTB disse que verba para o ensino superior tem que ser cortada. Ou passa nas universidades federais ou fica sem estudar.
    Saúde? Temos o SUS!!!!!

    • É o modelo americano, Carmen. O pessoal nos EUA junta $ para pagar a faculdade dos filhos.

      Depois, aqui, os mais bem nascidos não estavam contentes com os mais pobres disputando vagas nas faculdades do governo.

      As pessoas fingem que não entendem. Mas o resumo da ópera é não dar oportunidades aos que nunca tiveram.

      A ‘escravidão’ será mantida. E não falo de negros não.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *