Aproximação do Brasil aos países latino-americanos mostra ser comercialmente proveitosa.

Carlos Newton

Vai bem o comércio brasileiro com a América Latina, obtendo crescentes superávits, e agora o governo da Venezuela planeja comprar novas aeronaves comerciais da  Embraer, para expandir os serviços da estatal venezuelana de aviação, a Conviasa, segundo anunciou o próprio presidente Hugo Chávez.

Ele afirmou ter aprovado um plano para obter crédito junto ao governo brasileiro (leia-se, BNDES) e comprar até 20 aeronaves a um custo de US$ 814 milhões. Nada mal.

Por sua vez, a Colômbia deve comprar algumas unidades do cargueiro fabricado pela Embraer, o KC-390. Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Colômbia, Juan Carlos Pinzon Bueno, reuniram-se recentemente para estabelecer um cronograma de parcerias militares entre os dois paises – inclusive a participação da Colômbia na fabricação do KC-390.

Além do cargueiro KC-390, que é uma espécie de Hercules em versão moderna, os dois países estudam uma parceria na construção de um navio patrulha fluvial. A Colômbia quer ainda conhecer os projetos brasileiros de veículos aéreos não-tripulados, para estudar a compra futura.

Amorim anunciou também que o Brasil irá enviar integrantes do ministério à Colômbia em fevereiro para conhecer lanchas fluviais blindadas fabricadas no país vizinho. O Brasil estuda adquirir as lanchas para utilização no controle das fronteiras da região amazônica.

Na verdade, a política de integração da América do Sul, que começou a ser implantada no primeiro governo Lula, está dando bons resultados para o Brasil. De 2003 a 2010, as exportações brasileiras para a região aumentaram 350% (de US$ 18 bilhões para 63 bilhões) e o saldo comercial cresceu 450% (de US$ 2,5 bilhões para 11,3 bilhões).

No ano passado, 65% do saldo comercial brasileiro se deveram às exportações para a América Latina e Caribe, chegando a espantosos US$ 19,342 bilhões. Nada mal, mesmo.

 

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