Aras pede que Supremo apure quem convocou o protesto pedindo intervenção militar

Protesto foi organizado pelo “gabinete do ódio”, mas é preciso provar

Rafael Moraes Moura, Pepita Ortega e Fausto Macedo
Estadão

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu nesta segunda-feira (20) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar “fatos em tese delituosos envolvendo a organização de atos contra o regime da democracia participativa brasileira”. O objetivo é verificar se houve violação à Lei de Segurança Nacional nos protestos ocorridos no último domingo.

Aras não cita especificamente o presidente Jair Bolsonaro, que participou de uma manifestação em Brasília em que se pedia a intervenção militar, mas alegou ao STF que os atos foram cometidos “por vários cidadãos, inclusive deputados federais”. Os parlamentares possuem prerrogativa de foro perante a Suprema Corte.

MORAES É O RELATOR – O pedido do procurador será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes. Moraes vai avaliar o pedido do procurador e examinar se há justificativa para deixar a investigação na Corte – como os indícios de envolvimento de parlamentares na organização dos atos, por exemplo.

A presença de Bolsonaro na manifestação, em que apoiadores pediam o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), gerou forte repercussão negativa entre políticos, ministros da Suprema Corte e entidades.

Segundo o Estado apurou, Bolsonaro não é alvo do inquérito pois até o momento não há indício de participação dele na organização dos atos.

IDENTIFICAR OS AUTORES – Um integrante da cúpula da PGR ouvido reservadamente pela reportagem informou que o inquérito “não tem alvo” e sim “investigação para apurar autorias”.

A investigação refere-se a atos realizados em todo o país, neste domingo (19), em que participantes pediram o fechamento de instituições democráticas, como o Congresso Nacional e o STF. Uma das pautas de parte dos manifestantes era a reedição do AI-5, o ato institucional que endureceu o regime militar no país.

“O Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”, afirmou o procurador-geral, Augusto Aras.

“PATIFARIA” –  Bolsonaro elevou no último domingo o tom do confronto com o Congresso e o Supremo Tribunal Federal e, diante do Quartel- General do Exército, pregou o fim da “patifaria” em uma manifestação que pedia intervenção militar no País. Com microfone em punho, o presidente subiu na caçamba de uma caminhonete e fez um discurso inflamado para seguidores que exibiam faixas com inscrições favoráveis a um novo AI-5, o mais duro ato da ditadura (1964 a 1985), e gritavam palavras de ordem contra o STF e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Nós não queremos negociar nada. Queremos é ação pelo Brasil”, disse Bolsonaro, aplaudido por centenas de manifestantes. “Chega da velha política! (…) Acabou a época da patifaria. Agora é o povo no poder. Vocês têm a obrigação de lutar pelo País de vocês”. Dezenas de cartazes sugeriam fechamento do Congresso e do Supremo, além de pedidos para que as Forças Armadas ocupassem as ruas. O grito de “Fora, Maia” era um dos mais ouvidos. Em nenhum momento, porém, o presidente contestou os apelos pela volta da repressão

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Sabe-se que as manifestações foram organizadas sigilosamente pelo “gabinete do ódio”, comandado pelos filhos de Bolsonaro. Não houve divulgação pela imprensa, os contatos foram feitos por redes de WhatsApp. Se a Polícia Federal conseguir comprovar a participação dos filhos de Bolsonaro, será o fim da família, porque o impeachment passará a ser inevitável. (C.N.)

9 thoughts on “Aras pede que Supremo apure quem convocou o protesto pedindo intervenção militar

  1. CAROS ELEITORES DE BOLSONARO

    Tenho 03 verdades para dizer pra vocês,
    apesar de saber que geralmente vocês não são dados à leitura:

    1. VOCÊS NÃO SÃO A MAIORIA
    Mais de 89 MILHÕES de brasileiros NÃO votaram em Bolsonaro,
    o qual recebeu apenas 57 milhões de votos.

    E, não, não existem 89 milhões de petistas no Brasil.

    Não é porque a pessoa não votou em Bolsonaro
    que ela é petista ou adora o Lula. (ENTENDAM)

    Existem 73 partidos políticos no Brasil,
    e apenas 15 milhões de pessoas são filiadas a partidos políticos,
    dos quais o PT conta com apenas 2 milhões de filiados.
    Então aceite: ao menos 87 milhões de pessoas NÃO votaram em Bolsonaro
    e não são do PT.

    2. TODO PRESIDENTE RECEBE CRÍTICAS
    Fernando Collor recebeu críticas e várias manifestações foram feitas até ele receber o Impeachment.

    FHC também sofreu duras críticas e também quiseram tirá-lo do poder.

    Lula, mesmo no ápice de sua popularidade, sofreu críticas e quiseram tirá-lo do poder.

    Dilma foi criticada do início ao fim de seu governo, e as maiores manifestações da história deste país foram feitas até ela ser retirada do poder.

    Temer, então, ouviu Fora Temer até sair do poder.

    Então por que raios vocês não querem aceitar críticas ao Bolsonaro?
    Ele é algum Deus?

    Ele será criticado sempre que fizer coisas ruins para a população, sim, enquanto houver democracia e pessoas de bom senso neste país.

    Aceitem que dói menos.

    3. POLÍTICA NÃO É CAMPEONATO DE FUTEBOL
    Parem com esse mimimi de que tem gente torcendo contra.
    Não existe essa história de que há pessoas torcendo pra dar errado.
    Ninguém quer ver o Brasil afundando.

    Tenham maturidade política para cobrar uma boa gestão do Presidente que ajudaram a eleger.
    Se ele acertar, aplaudam.
    Se errar, critiquem.
    Se fizer algo inaceitável, retirem ele do poder.

    Bolsonaro não é um santo. Vocês não estão numa igreja.
    Comportem-se como eleitores conscientes,
    não como fanáticos alienados.

    E, por favor, mantenham boa educação…

    Autor, por mim, desconhecido.

  2. Entonces temos um “Gabinete do Ódio” pois bem, acredito piamente que, mesmo sem ser jornalista, detecto outro gabinete, o “Gabinete da Boa Aventurança”
    Imagino Carlos Newton pregando seu Sermão da Montanha,
    “Bem aventurados aqueles que aqui nessa tribuna vivem de meter a ripa na cacunda do Bolsonaro, pois deles será os reinos do céu”
    Hehehe.
    E os da Boa Aventurança são os bons samaritanos, Marcelo Freixo, Stedile, Maria do Rosário, Marilena Chauí, Luciana Genro e a magnânima Manuela D’Ávila.
    A questão é que esse povo da Boa Aventurança quer nos conduzir ao paraíso terreno a poder de gulags e sibérias nem que para isso nos deem uma picaretada nas costas. (Mercander e Trotsky)

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