Aras se acovarda e a Procuradoria enfim pede ao STF providências com base no relatório da CPI

Charge do Nani (nanihumor.com)

Márcio Falcão
TV Globo — Brasília

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) dez pedidos de providências a partir dos elementos reunidos durante as investigações da CPI da Covid. A TV Globo apurou que a Procuradoria encaminhou o material na tarde da quinta-feira (25) e nele constam pedidos de investigação, de inclusão dos fatos apurados em casos já em andamento na Corte e, ainda, o envio de fatos para análise de outras instâncias da Justiça.

Essas providências envolvem o fatiamento feito pela PGR dos temas investigados pela CPI. A Procuradoria é responsável pela avaliação dos fatos que envolvem investigados com foro nos tribunais superiores.

INDICIAMENTO – O relatório final da CPI pediu o indiciamento de 80 pessoas, sendo 13 com foro privilegiado. Entre elas, o presidente Jair Bolsonaro.

Ainda figuram na lista, os ministros: Marcelo Queiroga, da Saúde; Onyx Lorenzoni, do Trabalho; Braga Netto, da Defesa e Wagner Rosário, da CGU. Também constam o senador Flávio Bolsonaro; o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros; outros cinco deputados (Eduardo Bolsonaro; Bia Kicis; Osmar Terra; Carla Zambelli e Carlos Jordy); e o governador do Amazonas, Wilson Lima.

A TV Globo apurou ainda que as providências da PGR já foram distribuídas para a relatoria de ministros, que vão avaliar as análises feitas pela equipe do procurador-geral da República, Augusto Aras. Serão relatores os ministros Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Roberto Barroso e Nunes Marques.

PRESTAÇÃO DE CONTAS – A posição de Aras sobre as implicações feitas pela CPI ao presidente foram encaminhadas para a ministra Rosa Weber, que é relatora de um inquérito que investiga se o presidente cometeu prevaricação no caso da vacina Covaxin. O relatório final da CPI, com 1.288 páginas, atribuiu ao presidente nove crimes durante a pandemia.

Nessa semana, Aras vinha sendo pressionado por integrantes da CPI a prestar contas das medidas que seriam adotadas. Ele chegou a ser chamado para falar no Senado.

Aras recebeu o material da CPI no dia 27 de outubro e determinou a abertura de uma apuração preliminar para checar se há conexões dos elementos da CPI com todos os procedimentos e investigações que já estejam em andamento na própria PGR, no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça e que tenham relação com os pedidos de indiciamento feitos pela CPI.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEm tradução simultânea, Aras se acovardou e desistiu de se omitir da obrigação de identificar se as conclusões da CPI são procedentes. O PGR queria fingir que não tem nada a ver com o assunto e até anunciou que iria encaminhar ao Supremo o Relatório da CPI, para que os ministros cumprissem a obrigação que cabe aos procuradores. Mas a reação foi muito forte e Aras teve de colocar o galho dentro, como se dizia antigamente. Melhor assim. (C.N.)

5 thoughts on “Aras se acovarda e a Procuradoria enfim pede ao STF providências com base no relatório da CPI

  1. O relatório de Renan mete na cadeia todos os membros do Governo Bolsonaro.
    Renan, o probo resolveu moralizar a esbórnia toda.
    Visto isso podemos considerar que a Terceira Via já pode contar com Bolsonaro fora, é macuco no embornal.
    Sobe Moro, Ciro e algum outro que for do interesse da mídia freguesa.
    A covardia do Aras vai render uns trocentos anos de cadeia para Bolsonaro e família.
    A História do Brasil vai se resumir em antes e depois de Renan. AR e DR.
    No panteão dos heróis da pátria o Calheiros vai se ombrear a outros vultos da história.
    Roma teve o seu veni, vidi, vici de Júlio Cesar.
    Nós temos o Renan.

    • Veni, vidi, vici é uma expressão em latim que significa em português “Vim, vi e venci”.
      De acordo com a história, esta frase ficou famosa por causa do imperador romano Júlio César, que enviou uma carta ao Senado Romano, em 47 a.C, descrevendo a sua vitória sobre Fárnaces II, rei do Ponto, durante a Batalha de Zela.
      A intenção de César, além de se auto proclamar um vitorioso e conquistador, também foi alertar aos senadores romanos sobre o seu grande poder militar, visto que Roma passava por uma intensa guerra civil.

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