As bolsas da Ásia subiram e o preço do ouro caiu, como resultado do acordo entre republicanos e democratas para evitar o calote dos EUA.

Carlos Newton

Como se esperava,  os líderes democratas e republicanos do Congresso dos Estados Unidos chegaram a um acordo sobre a elevação do limite de endividamento federal. O projeto ainda terá de passar pelo Senado e pela Câmara até a meia-noite de hoje, para evitar a suspensão de pagamentos do governo americano, mas já está tudo certo – como dois e dois são cinco, é claro.

No discurso em que anunciou o entendimento, o presidente Barack Obama advertiu que o trabalho ainda não está terminado. “Temos um acordo. Este é o acordo que eu preferiria? Não”, afirmou Obama, ressalvando: “O mais importante é que vai nos permitir evitar a suspensão de pagamentos e pôr um fim na crise que Washington imporia ao resto da América. Vai assegurar ainda que não enfrentaremos esse tipo de crise de novo em seis, oito ou doze meses. E começará a dispersar a nuvem da dívida e a nuvem da incerteza sobre a nossa economia.”

O acordo foi parcial, em relação à proposta do Senado e da Câmara e às ambições da Casa Branca. A ideia original era de apresentar ao país e especialmente aos mercados um plano consistente de elevação do teto da dívida pública federal, hoje em US$ 14,3 trilhões, e também de redução significativa desse passivo e do déficit fiscal. O resultado será detalhado hoje às bancadas republicana e democrata antes de ir à votação.

Conforme indicou Obama, o limite da dívida será elevado em US$ 900 bilhões, em troca do compromisso de redução de US$ 1 trilhão em gastos públicos nos próximos dez anos. Mas o pacote fiscal mais significativo, para permitir um ajuste de US$ 3 trilhões a US$ 4 trilhões até 2022, será concluído por um comitê bipartidário a partir de novembro. O acordo a ser aprovado hoje é apenas o primeiro passo.

 Obama disse que abriu mão de princípios de seu governo e do Partido Democrata neste momento, para evitar a suspensão de pagamentos e seus impactos. Mas enfatizou que quer ver definido, até o fim do ano, “um compromisso equilibrado, no qual estejam presentes o aumento de tributos e a prevenção de cortes drásticos nos gastos sociais”.

Os mercados acionários da Ásia fecharam em alta, depois de o presidente americano Barack Obama anunciar o acordo para o aumento do limite da dívida pública dos Estados Unidos. E o ouro perdeu o patamar recorde de US$ 1.632,80 a onça troy (cerca de 31 gramas), alcançado no dia 28 de julho.
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