As elites atacam para atender aos interesses dos banqueiros

Charge do Pelicano (Arquivo Google)

Carlos Chagas

Da “Ponte para o Futuro”, elenco de sugestões retrógradas apresentadas pelo PMDB para reviver o neoliberalismo, caímos na arapuca do governo Temer. Sua equipe econômica, quase completada, vai do Banco de Boston ao Itaú e à Febraban,   exprimindo bem urdida e competente trama para a submissão de nossa economia aos postulados elitistas  do capital internacional.

Quem primeiro detectou esse assalto foi o senador Roberto Requião, adversário do impeachment sem ter sido adepto de Dilma Rousseff.  O desmonte das reformas sociais, a desvinculação do salário mínimo, a retomada das  privatizações, a extinção das garantias do trabalho, a prevalência do mercado, a contenção salarial, o estímulo ao desemprego são apenas algumas das propostas já em desenvolvimento. Eles não perdem tempo, chefiados por Henrique Meirelles. A palavra de ordem é entregar tudo ao capital.

O senador pelo Paraná articula uma reação ao entreguismo, espantando-se porque as  forças populares continuam sem reagir. O presidente Michel Temer parece resignado às imposições dos  detentores do poder  econômico. Breve estará entregando a Petrobras e mais o patrimônio público que sobrar. Cortará benefícios sociais, como já vem fazendo, além de permitir aumentos de toda ordem, desde taxas e tarifas até impostos.

Acredita o ex-governador Requião no sucesso de uma campanha destinada a esclarecer a opinião pública do esbulho a que os mesmos de sempre vêm nos impondo. Tempo anda existe para uma contramarcha.

11 thoughts on “As elites atacam para atender aos interesses dos banqueiros

    • E com a situação do Brasil? Maria do Carmo, nome popular com ares de quem tem nojo de povo. Bateu panela contra dilma, tem coragem de bater contra temer e seus 40 ladrões? Duvido, está satisfeita,desde que sua empregada não consiga colocar a filha na universidade e nem veja mais populacho em vôos de carreira, não é, dondoca?

  1. Das Causas que nos levaram e essa situação de Endividamento Público de mais de 70% do PIB, girada a Juro Alto devido falta de CONFIANÇA e alta Inflação sempre acima da Meta, ( Selic + Spread + Comissão ), a necessidade de tirar da Economia Real ( aquela que produz Bens e Serviços) mais de R$ 1.000 Bi/Ano para girar a Dívida Pública, NADA.

    Não é possível fazer uma Política NACIONALISTA, como sempre defende o ilustre Autor, Sr. CARLOS CHAGAS, gastando-se sempre mais do que se Arrecada.

    • Bortolotto;

      Todos os governos gastam mais do que deviam, pois o propósito deles é a manutenção do Poder infinitamente para eles e seu grupo de influência. Concordo com as assertivas elaboradas pelo mestre Carlos Chagas. Não sairemos da crise sacrificando ainda mais o povo, enquanto o privilégio das classes produtoras forem mantidos intactos.

      O governo Dilma e Temer, presidente e vice, um do PT e outro do PMDB apostaram nos campeões nacionais. Pois bem, todos eles fracassaram e deixaram um rombo no BNDES, essa caixa preta que muitos medalhões do Executivo e do Legislativo protegem.

      Por que Temer tem uma parcela de culpa no cartório da crise. Porque no primeiro mandato concordou com tudo na parceria PT/PMDB e somente no final de 2015 escreveu a famosa CARTA para Dilma reclamando em termos chorosos de que não era bem tratado, isto no momento em que o destino de Dilma tinha sido definido por Eduardo Cunha, como vingança ao PT que retirou o apoio dele no Conselho de Ética.

      Afora, pergunto: O que o povo tem a ver com todos esses erros primários do PMDB e do PT?

      A política nacionalista, quero crer sinceramente, seja o objetivo principal do cidadão brasileiro. Antes de qualquer coisa, os objetivos nacionais permanentes são cláusula pétrea para aqueles que confiam nos destinos da nação como potência regional e com influência no concerto das nações mais desenvolvidas do globo.

      Ficar a reboque dos banqueiros e dos interesses das empresas estrangeiras e de governos da União Europeia e dos Estados Unidos como pretendem Meirelles e José Serra significa abdicar da força do povo brasileiro colocando esse destino nas mãos dos piratas do mundo atual.

      Posso estar errado na argumentação, porém, depois de velho, a mudança de conceitos não podia ser diferente, pois o mundo continua o mesmo, como nossos pais, como disse muito bem Belchior.

      Ainda somos os mesmos, com um adendo: A tragédia que se aproxima da nação é preocupante.

      • Prezado Sr. ROBERTO NASCIMENTO,
        É verdade que a Democracia Representativa, principalmente em Países pobres como o nosso ( Renda per Capita 1/5 dos EUA e 1/8 dos Países Escandinavos ) induz o Governo “a prometer e a GASTAR ” bem mais do que Arrecada, para ganhar Eleições.
        Mas é indesculpável que em nosso caso, se chegou a uma “situação insustentável” de CRISE FISCAL.
        Um GOVERNO NACIONALISTA de verdade nunca deve chegar a uma situação assim, sob pena de ficar quase totalmente nas mãos dos CREDORES, mais de 50% CAPITAL INTERNACIONAL.
        Então, na CRISE, as pressões são muito grandes para DESNACIONALIZAR ainda mais nossa Economia.
        Depois que a CRISE acontece, vai pagar o CUSTO Maior, a Classe Social com menos Organização Política. E esta é o Povão.
        Ele é o que menos tem culpa na estória, mas porque é o mais DESORGANIZADO POLITICAMENTE, é o que vai pagar o maior Preço, geralmente sob a forma de perda/estagnação de PADRÃO DE VIDA.

        A Política NACIONALISTA visando a Acumulação de CAPITAL NACIONAL via Empresas, principalmente PRIVADAS “com Matriz no Brasil”, é a única que gera aumento constante no Padrão de Vida do Povão. ( Industrialização Autônoma).

        A minha crítica ao Artigo do ilustre CARLOS CHAGAS é que ele nunca foca na CAUSA ( Duplo Deficit crescente, Deficit Público Federal/Endividamento, e Deficit de nosso Balanço de Pagamentos Internacional), e só foca na INJUSTIÇA na solução da Crise. Ora, todos sabemos que quem paga “o pato” é sempre a Classe Social menos Organizada Politicamente. Abrs.

        • Prezado Flávio Bortolotto.
          A maioria das nossas empresas privadas, só conseguem se firmar e expandir suas plantas industriais, com recursos do BNDES, mesmo que tenham capital para investir, elas preferem recorrer ao hospital das empresas privadas, cujos juros são baixíssimos, praticamente a metade do praticado pelas instituições bancárias privadas. Esse é o ponto crucial.

          Por esta razão dentre outras, o Tesouro está endividado até a medula. Nesse particular, tanto as empresas privadas quanto às públicas estão interligadas referentes ao aporte de recursos dos bancos públicos via Tesouro ou do FAT ( Fundo de Amparo ao Trabalhador).

          É claro e insofismável, que se você gasta mais do que arrecada, em algum momento fora da curva, o déficit aflora gerando desemprego e inflação, notadamente quando o cenário internacional torna-se desfavorável, o que vem acontecendo desde 2008, início da crise imobiliária americana, que Lula equivocadamente denominou de ” marolinha”.

          A política nacionalista visa primordialmente alavancar o mercado interno e fortalecer as empresas nacionais. Entretanto, o poder mundial faz tudo para que esse processo fracasse. Exemplifico com os governos militares, os quais empreenderam uma forte política nacionalista e deu no que deu. Adveio o choque do petróleo e a partir da década de 80 tivemos inflação galopante, recessão e depressão econômica, muito mais grave do que a crise atual. Lembro que a maquininha do Supermercado funcionava todo dia. As vezes, um preço na manhã já tinha reajuste a noite, uma coisa insuportável. A inflação e a recessão foi predominante para a queda do regime militar.

          Nesse particular, entendo que nenhum governo se sustenta sem o apoio popular. Quando o povo sai às ruas protestando, o Legislativo retira o apoio ao governo e a queda se torna iminente. Os exemplos foram Collor e agora Dilma. Sarney escapou por pouco. O caso de João Goulart foi um caso a parte, fruto de um golpe gerado pelas classes produtoras, principalmente de São Paulo apoiado pelo governo americano. No caso atual, a crise é interna provocado pela falta de apoio do governo com a saída da base aliada de seu maior parceiro, o PMDB.

          Para finalizar, creio que o governo do PT não empreendeu uma política nacionalista, mas sim uma política destinada a preservação do PODER por mais de 20 anos, assim como o PRI do México. Esse foi o verdadeiro objetivo, que deu errado.

          Que fazer?

  2. Um governo que nomeia um engenheiro para a saúde , um senhor de engenho para a educação, um Bispo para a ciência e tecnologia e 3 de bancos, já disse a que veio.

  3. Dia desses um importante jornalista disse que Getúlio era mau caráter, que entregou Olga Benário para ser morta na câmara de gás. Tudo bem, está mais que certo nesse caso, mas espero que não venha a dizer que ele tinha amante entre as vedetes. Porque, de resto, a maioria dos seus compromissos era com a massa trabalhadora e com o país. Foi ditador? Foi. Mas tb foi eleito pelo povo.

    Meu pai não era getulista, estava na outra ponta, era juscelinista, o homem que onde chegava promovia o desenvolvimento do lugar (meu pai). Tinha jeito pra tudo, uma inteligência ímpar.

    Teve algumas indústrias, tudo da cabeça dele. Uma delas foi de vidro para relógio de pulso (tinha sido relojoeiro, ouvi muito rádio ao seu lado, junto ao cheiro de benzina com a qual limpava os balanços dos relógios).
    Quando saíam do forno, os vidros estalavam. Ele estudou, se aconselhou e descobriu que precisava resfriar o vidro lentamente em uma esteira de amianto após a saída do forno. Era inventivo, trabalhador. E só não gostava do Lacerda pela virulência dos discursos, especialmente contra JK.

    Antigamente os políticos tinham outra têmpera. Ou eu é que era pequena e não sabia de nada?

    Nessa época que vai longe, o empregado que ficasse no mesmo emprego por 10 anos tornava-se sócio do patrão. Não era justo. O FGTS veio consertar o erro.

    Hoje andam fazendo tudo para acabar com as leis trabalhistas de Getúio, ferrar com os trabalhadores. Em alguns tipos de atividades (muito bem pagas), a fígura da PJ (pessoa jurídica) vem se tornando dominante.

    Que bom que a Cláudia Cruz ganhou uma grana da Globo.

    Não defendo ela agora, com o marido. Tb não julgo. Cada um sabe de si.

    Mas por que mesmo escrevi isto?

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