As manhãs que nascem na poesia de Flora Figueiredo

A tradutora, cronista e poeta paulista Flora Figueiredo mergulha no silêncio da noite para nos mostrar como nascem as manhãs, no seu poético entender.
COMO NASCEM AS MANHÃS
Flora Figueiredo

O fundo dos olhos da noite
guarda silêncios.
Esconde na retina
a menina que corre descalça em campo aberto.
Pálpebras cerradas, a noite emudece.
A menina com medo
faz um furo no escuro com a ponta do dedo.
Cai um pingo de luz.
Amanhece.

(Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)
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2 thoughts on “As manhãs que nascem na poesia de Flora Figueiredo

  1. Minha filha publicou este lindo texto em seu ” estado do whatsapp” .Quando li, logo respondi e fui pesquisar autoria.Deparei-me com este .Lindo! Criativo e emocionante.Amei.

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