As mentiras, os fatos e o tornado Joaquim

Ruth de Aquino

O Brasil também tem seu tornado – e ele se chama Joaquim Barbosa. Por muitas vezes ainda, o presidente do Supremo Tribunal Federal exercitará seu temperamento explosivo. Essa impulsividade cobra um preço alto em sua coluna lombar. E joga destroços no lombo de muita gente no Planalto. Acho sensacional quando o redemoinho da verdade atinge nossos políticos.

O tornado Joaquim só espalha o que todo mundo diz. Que os partidos são “de mentirinha”. Que “o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos”. Que “os partidos e seus líderes não têm interesse em ter consistência” e “querem o poder pelo poder”. E que o Congresso prima pela ineficiência e submissão ao Executivo.

Joaquim falou como professor, em palestra no Instituto de Educação Superior de Brasília. Não é desculpa. Ele pode ser tudo, menos ingênuo. Sabe que qualquer coisa que fale, ainda mais espinafrando, tem hoje o peso da toga e da posição no STF. O juiz supremo recebeu bordoada de todo lado. O presidente da Câmara, Henrique Alves, disse que “uma declaração desrespeitosa como essa não contribui para a harmonia constitucional”. O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que a declaração não ajuda “o fortalecimento das instituições”.

Joaquim – é pelo primeiro nome que o povo o conhece e o aplaude nas ruas – não negou nem voltou atrás, apenas afirmou ter falado como acadêmico em recinto fechado. Ora, ministro, paredes não resistem a tornados. Joaquim acha mesmo tudo o que disse. Na concepção de Alves e Renan, temos então no STF um golpista, um revolucionário, um juiz que joga contra a democracia e quer ver o circo pegar fogo. Menos, menos. (artigo enviado por Mário Assis)

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4 thoughts on “As mentiras, os fatos e o tornado Joaquim

  1. Prezada Ruth de Aquino, considerando-se: que os candidatos a Presidente são a mesma
    farinha em sacos diferentes, o Ministro Joaquim Barbosa, seria uma boa opção para o cargo
    de Presidente da República. A corrupção que assola o país, se não tivesse um fim, pelo menos
    iria diminuir consideravelmente. Conhece-se um homem pelos seus atos.

  2. Na realidade foi o golpe de 64 que acabou com os partidos. Atualmente a maioria realmente são de mentirinha. Admitem qualquer um, desde que seja bom de voto. Não exigem nenhum tipo de fidelidade e seu estatuto só existe no papel. Mas não são todos. O PDT, por exemplo já expulsou muitos partidários que achavam que após eleitos poderiam seguir a linha que quisessem. O PT tambem já teve casos rumorosos, onde partidários que não se enquadraram forma convidados a se retirar. Quando isto acontece, a imprensa cai de pau, afirmando que o partido é ditatorial. Imagimem que se numa empresa ou mesmo equipe de futebol cada um fizesse o que quer! Ainda são poucos os paridos com uma diretriz estável, talvez só daqui uns 20 anos. Até lá os partidos maragatos é que dirigirão os destinos do Brasil.

  3. Concordo com tudo que foi dito e exposto. Mas toda esta situação me lembra um filme chamado “Caçador de Marajás”. O que se espera é que não seja uma refilmagem fiel, mas uma releitura com um final diametralmente oposto ao primeiro. tenho muitas reservas aos líderes carismáticos, mais ainda os de “temperamento explosivo” como nosso “Caçador”.

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