As perspectivas da eleição em 2014 favorecem Dilma Rousseff

José Carlos Werneck

A última pesquisa Ibope, feita com o jornal “O Estado de São Paulo”, confirmou o resultado de sondagens encomendadas pelo profissional de marketing João Santana, consultor de Dilma, e fortaleceu a estratégia presidencial. Realizada entre os dias 14 e 18 de março, sinalizou que as aparições de Dilma na televisão, anunciando reduções de impostos e tarifas, renderam nove pontos a mais desde novembro.

Se as eleições fossem hoje, Dilma venceria no primeiro turno. Na pesquisa , ela possui 76% de potencial de voto, o que significa um eleitorado três vezes maior do que a soma de todos os outros concorrentes.

“O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, não conseguiu dividir a base aliada e está piscando para a oposição”, disse o secretário-geral do PT, numa alusão ao possível rival de Dilma, em 2014. “Eu não vou entrar nesse rame-rame eleitoral agora”, garantiu Campos. “Cada um tem o seu relógio.”

Nos bastidores,Campos tem declarado não confiar que o PT apoie seu nome em 2018, caso ele desista de ser candidato em 2014. Segundo ele, apesar da alta popularidade da presidente, o que pode prejudicar a reeleição é exatamente a Economia.

TRAIÇÃO

A preocupação política do Planalto foca-se,atualmente na montagem dos palanques para a presidente Dilma. Por enquanto, a meta do PMDB é lançar candidatos próprios em pelo menos 20 dos 26 Estados, além do Distrito Federal. Em muitos deles, como o Rio, o PT e o PMDB estão em guerra declarada e há outros lugares onde as discórdias crescem a cada dia, como no Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul.

“Seria muita traição, depois de tudo o que Lula e Dilma fizeram pelo governador Sérgio Cabral e pelo prefeito Eduardo Paes , o PMDB do Rio condicionar o apoio à presidente à retirada da minha candidatura”, enfatizou o senador Lindbergh Farias, do PT fluminense.

Pré-candidato do PT ao governo estadual, Lindbergh foi acusado, pela revista Época, de envolvimento em corrupção quando era prefeito de Nova Iguaçu. O material foi obtido com o PMDB. Cabral tenta emplacar a candidatura do vice-governador Luiz Fernando Pezão do PMDB e quer a desistência de Lindbergh, que nega com veemência a veracidade das denúncias.

“O PMDB me jogou na oposição. Por que Geddel Vieira Lima pode ser candidato do partido na Bahia e eu não posso concorrer pelo PT no Rio?”

Para Valdir Raupp, senador por Rondônia e presidente do PMDB, a pergunta deve ser feita no sentido inverso. “Por que o PMDB tem de apoiar o governo em todos os Estados e o PT não pode abrir mão de nada?”, afirmou . No Governo, acredita-se que, resolvidas as pendências do PT com os aliados, “o resto vem por gravidade”.

 

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