As profecias de João XXIII, feitas há 80 anos, quando ainda era arcebispo

José Carlos Cataldi

A premonição é fenômeno atribuído a pessoas especiais. Sintonizadas com o que emana como emissora de rádio, de parte de um poder superior, que alguns chamam de Deus outros de Grande Arquiteto do Universo, pouco importa… Ele existe! Se defendido ou proposto por pessoas comuns, alguns consideram o fenômeno como feitiçaria. Quando provém de religiosos, são conversas diretas e íntimas com o Criador. Nostradamus foi fantástico. Júlio Verne, também. João XXIII, idem.

O texto abaixo foi enviado por meu amigo Jorge Béja. Antes, devo esclarecer que Jorge Beja é o melhor advogado que conheci até hoje. É um prazer privar de sua amizade. Foi uma honra estagiar em seu escritório. Além de cultor do Direito, é detentor de vasta cultura geral. Pois sabedor de que gosto de João XXIII, me mandou relatos proféticos da época em que ele ainda era arcebispo e nem sonhava com o papado. Jorge Beja é muito mais que um competentíssimo amigo.

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UMA LINGUAGEM MARCADA POR SIMBOLISMO E ENIGMAS
Jorge Béja

Resolvi ler “As Profecias do Papa João XXIII”. Dizem respeito à história da humanidade, de 1935 a 2033. Por lhe faltar o”imprimatur” ou, o “nihil obstat”, as profecias não contam com o aval do Vaticano, o que não retira o interesse e a natural curiosidade de conhecê-las. Foram escritas em 1935, quando Angelo Roncalli era arcebispo de Masembria, legado apostólico na Turquia, e tornadas públicas pelo escritor italiano Pier Capri, no início da década de 70 (“Le Profezie di Papa Giovanni”, Edizioni Mediterranee, Roma).

Os relatos são precisos, embora escritos em linguagem marcada por simbolismo e enigmas, não tão obscuros.

DUAS PROFECIAS – Das muitas profecias, destaco duas delas:

1) “Entre as nuvens, as mais tristes, erguer-se-á a pomba eleita, o décimo segundo pio de perfil metal. Única paz na guerra, única oração entre os gritos, dos lobos da cruz usurpada”. Seria a previsão da eleição do novo Papa e o nome que assumiria, Pio XII. A “cruz usurpada” seria a suástica de Hitler.

2) “O homem de túnica amarela semeará o terror. Acontecerá onde termina a África. Quando o Islã for dividido, e os filhos de Maomé lutarem contra os filhos de Fátima… os filhos de Maomé triunfarão, o nome de Fátima será de novo consagrado, e o sangue do cruel banhará o deserto. E da ilhazinha do Mediterrâneo partirá o grito do novo cavalheiro”.  Não estaria a Profecia referindo-se a Kadafi e à Líbia? Kadafi, sempre usando aquela túnica, ora marrom, ora amarela… A Líbia, porque situa-se justamente onde termina a África, ao norte do continente. Fátima é a famosa filha do Profeta Maomé.

KADAFI E MALTA? -“O sangue do cruel banhará o deserto”. A profecia aqui prevê a morte do homem da túnica amarela – que seria Kadafi –, ditador de país encravado no deserto e que no deserto político se encontra, por tantas desgraças que causou e vem causando.

Quanto “à ilhazinha do Mediterrâneo”, tudo indica ser a Ilha de Malta, que vem acolhendo milhares de fugitivos do terrível ditador. 

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