Às vésperas do julgamento de Dallagnol, mais de 2 mil procuradores e promotores lançam manifesto

Há um novo gabinete do ódio operando para macular a Lava-Jato ...

Manifesto defende Dallagnol e denuncia as perseguições

Pepita Ortega e Fausto Macedo
Estadão

Na véspera do julgamento no Conselho Nacional do Ministério Público que pode culminar em punição ao líder da força tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol, integrantes do MP em todo o País lançaram manifesto em que defendem ‘importância das garantias constitucionais da inamovibilidade e da independência funcional para o regular cumprimento das suas relevantes funções em defesa da sociedade’.

Até a tarde deste domingo, 16, o documento contava com mais de 2.250 assinaturas, entre procuradores da República e dos outros ramos do Ministério Público da União, além de promotores e procuradores de Justiça que integram os quadros do Ministério Público nos Estados. Tais adesões foram contabilizadas em cerca de 24 horas, sendo que a coleta das assinaturas foi aberta na tarde deste sábado, 15.

CASOS EXCEPCIONAIS – “A pretensão de utilizar a remoção compulsória de membros do Ministério Público com fundamento no interesse público só se justifica em casos absolutamente excepcionais, em que reste devidamente comprovada a completa falta de compromisso e responsabilidade do agente com o cargo exercido”, diz o documento.

Segundo o abaixo-assinado, a observância de tal baliza é ‘fundamental para evitar a ocorrência de perseguições e retaliações em razão do exercício das importantes funções ministeriais’.

“Um Ministério Público forte e respeitado em suas garantias constitucionais é do interesse de toda a sociedade, que terá a certeza, assim, de poder contar, sempre, com um fiscal imparcial e um agente ativo no enfrentamento da criminalidade organizada e da corrupção, na defesa dos direitos humanos, do meio ambiente e dos consumidores, bem como na vigilância permanente das liberdades, dos valores democráticos e da igualdade para todos”.

DELTAN E O CNMP – Três procedimentos envolvendo o chefe da Lava Jato em Curitiba estão pautados para a sessão do chamado ‘Conselhão’ nesta terça-feira, 18, entre eles um pedido de remoção por interesse público. O procurador chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal para travar dois deles – ações disciplinares movidas por Renan Calheiros (MDB-AL) e Kátia Abreu (PP-TO) que envolvem publicação nas redes sociais e supostas atitudes de promoção pessoal. O terceiro tem relação com o powerpoint contra Lula.

Na última semana, a força-tarefa da operação em Curitiba divulgou nota em defesa de Deltan, afirmando que a atuação do procurador é ‘correta, dedicada e corajosa’ e comprometida com a causa anticorrupção. O grupo argumenta que as representações em julgamento não foram provadas ou incluem episódios arquivados pela Corregedoria e foram trazidas à tona em um ‘movimento de reação aos avanços contra a corrupção visando a impedir ou macular investigações’.

8 thoughts on “Às vésperas do julgamento de Dallagnol, mais de 2 mil procuradores e promotores lançam manifesto

  1. Exatamente para preservar a autoridade do MPF, os maus elementos, que usurparam e extrapolaram todos os limites devem ser punidos. Os demais procuradores precisam saber que para tudo há lleis e limites. Talvez o exemplo maior dos desvios dele está demonstrado no infeliz Power Point, onde tentou somente com o gráfico condenar Lula sem nenhuma prova? E para isso levou 6 anos!

    • Não é preciso de gráfico e nem de qualquer recurso para condenar Luiz Inácio.
      Quem condenou esse ladrão do dinheiro público foram os juízes, e muitos, não só o corajosos Sérgio Moro.
      Defender esse cretino é coisa de pessoa que chuta contra as próprias redes.

  2. As ações disciplinares contra o incorruptível procurador Deltan Dallagnol foram propostas por notórios corruptos, amantes do dinheiro público, todos protegidos pelo foro privilegiado que, na realidade, deveria se chamar “foro prevaricado”, pois os processos contra eles jamais são julgados.

    Renan Calheiros (MDB-AL) e Kátia Abreu (PP-TO) estão envolvidos na operação Lava Jato. Lula foi considerado o maior corrupto do planeta em todos os tempos. Renan possui vários processos contra ele no STF, aguardando a prescrição, pois jamais serão julgados.

    Porém, não devemos esquecer que o Conselho Nacional do Ministério Público fica em Brasília e que tudo pode acontecer lá para proteger corruptos, até a extinção da operação Lava Jato.

    Portanto, Dallagnol corre risco sim, tendo em vista que a mídia tem provado com publicações quase diárias que a corrupção no Brasil virou “instituição” e, como tal, a mais poderosa do país.

  3. Hummm. Sempre ouvi argumentos, até do acusado nas ações, que o Conselho Nacional do Ministério Público seria o antídoto para eventuais excessos ou desvios dos membros do MP.

    Agora são lançadas essas teses de suspeição do Conselho.

    Quanto a assinaturas de procuradores e outros membros do MP, nada há a estranhar. Afinal de contas somos corporativistas, para o bem ou para o mal.

  4. “O Maior Espetáculo da Terra” filme de 1952, dirigido por Cecil B DeMille e estrelado por Charlton Heston e Betty Huntton, vai ser reprisado amanhã em Brasilia.
    Produzido pelo “Gabinete do Ódio Arts” dirigido por Augusto Aras, tendo como roteiristas, Jair Bolsonaro, Dias Toffoli, Rodrigo Maia, Renan Calheiros et caterva, o novo filme estreia com perspectiva de bilheteria record, a ser paga pelos otários de sempre.

  5. Como pode o renão, que cagou mole pra ordem do supremo tribunal de frangos (marcolor aurélio) e ainda classificou a todos de juizecos (com a concordância e anuência da bento carneiro, vampiro brsileiro) tem moral pra pedir o afastamento do Deltan – exemplo de trabalho árduo, disposição e perseverança no combate a corrupção de colarinho encardido no Br?
    Se o Br fosse um país minimamente decente o renão: pai da filha da gestante, que pagava pensão através de lobista e tem criação de bois voadores, vários processos na fila – que não anda – já estaria em cana de há muito e sem direito a surcis.

    Vade retro, mores sine lege conscripsit!

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