Assessor que ajudou Geddel teve apoio de Eduardo Cunha para acumular cargos

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Rocha também integra o Conselho Nacional do MP

Camila Mattoso e Rubens Valente
Folha

O advogado Gustavo do Vale Rocha já defendeu na Justiça o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso em Curitiba por causa da Lava Jato, e foi apoiado pelo ex-parlamentar para uma vaga de conselheiro no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). Rocha ocupa o cargo desde 2015 no conselho. O advogado havia atuado em favor de Geddel Vieira Lima na Justiça Eleitoral, em representações variadas, até 2014. Ele atuava pelo PMDB da Bahia e também pelo candidato. Procurado pela Folha (25), Geddel afirmou, por escrito, que Rocha “era advogado do PMDB nacional em causas eleitorais”.

O advogado também foi personagem na saída do então ministro da AGU (Advocacia Geral da União), Fabio Osório Medina, em setembro. Ao sair, o então ministro afirmou que era alvo de fogo amigo na Casa Civil, que teria vindo de Rocha.

Rocha é alvo de críticas nos bastidores do Judiciário por acumular o cargo da assessoria jurídica do governo federal com a cadeira que tem no CNMP, órgão de controle externo do Ministério Público. À Folha ele afirmou que o CNMP decidiu “por unanimidade, pela compatibilidade entre as duas funções, bem como pelo Ministério Público Federal”.

RECONDUÇÃO – Gustavo já trabalha por sua recondução no conselho e apoia seu adjunto na Casa Civil, Felipe Cascaes, a uma vaga do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Ao justificar sua atuação como advogado de Geddel, Eduardo Cunha e do PMDB em alguns casos na Justiça Eleitoral, ele disse que, ao longo de quase 20 anos, “atuou para centenas de clientes, sempre pautado pela ética e pelo profissionalismo”. Na sabatina no Senado que aprovou seu nome para o CNMP, ele chegou a ser indagado sobre a defesa que fazia por Eduardo Cunha.

“Afirmo que as colocações envolvendo o meu nome podem estar vinculadas às disputas no CNMP e no CNJ, nas quais não interferi, e não interferirei no processo, por razões já explicadas anteriormente”, disse em nota à reportagem.

Ele negou estar fazendo pressão por algum candidato a uma vaga no CNJ. Sobre sua recondução à CNMP, disse que seu mandato vai até junho de 2017.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Diz o velho ditado: “Quem com ferro fere, com ferro será ferido”. Agora, quem entra na alça de mira da imprensa é o advogado preferido de Eduardo Cunha, Romero Jucá, Renan Calheiros, Eliseu Padilha e… Geddel Vieira Lima. Assim que Padilha for removido da Casa Civil, Gustavo Rocha e o secretário de Imprensa, Márcio de Freitas Gomes, irão no mesmo barco. (C.N.)

24 thoughts on “Assessor que ajudou Geddel teve apoio de Eduardo Cunha para acumular cargos

  1. MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

    JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

    MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

    JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.

    MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.

    JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.

    • O golpe será desmontado.

      O TSE cassará a chapa Dilma-Temer ano que vem, nem precisará do julgamento do impeachment protocolado recentemente.

      Sem contar a delação da ODEBRECHT que implodirá todo o centro duro de poder do Planalto.

      O governo Temeroso de Temer, o breve, acabou !!!

      Já vai tarde !!!

  2. “Jucá: “Geddel estava defendendo a Bahia” (O Antagonista)

    Brasil 26.11.16 16:39
    Romero Jucá, ex-ministro, voltou a defender Geddel Vieira Lima, ex-ministro:

    “Ele (Geddel) estava defendendo a Bahia, defendendo Salvador”, afirmou o líder do governo no Senado a jornalistas, após participar de evento em Porto Alegre.

    “Não houve corrupção do presidente ou da estrutura de governo para definir uma solução. Houve, sim, pressão do ministro Geddel para que fosse a Advocacia-Geral da União a arbitrar uma diferença de posicionamento entre técnicos do Iphan da Bahia e técnicos do Iphan nacional”, acrescentou.

    E disse mais:

    “Quem não pode pagar o pato é o governo, que não tem nada a ver com essa briga pessoal.””

  3. Resumo do jogo quer será jogado :
    Para tentar se limpar um pouco dos respingos do Geddel, o Temer irá vetar a anistia ao caixa 2.
    O assunto retornará ao Congresso que derrubará o veto, com o voto secreto, assim ninguém da base aliada terá pessoalmente votado contra a temerosa decisão.
    Se o Temer não deixar passar essa anistia, ele durará menos que a Dilma, pois quem pode admitir o impeachment será o seu ‘sucessor’ Rodrigo Maia.

  4. Tiro certeiro na Lava Jato
    Brasil 26.11.16 15:57

    Dois especialistas em direito penal analisaram a emenda da anistia na Folha de S. Paulo.

    O primeiro disse que ela é inconstitucional. O segundo, que não é.

    Ambos concordaram, porém, num ponto fundamental: se passar, a emenda da anistia destrói a Lava Jato.

    César Mariano da Silva:

    O direito, a ética e a moral andam de mãos dadas. Uma lei, mesmo que observe o devido processo legislativo, pode ser considerada imoral e, nesse caso, será declarada materialmente inconstitucional. Isso pode ocorrer quando a lei não visar o bem comum, mas apenas o de alguns.

    A imprensa tem noticiado que está sendo cogitada a aprovação de anistia que alcançará inúmeros congressistas que cometeram o crime denominado de caixa dois, que atinge os pilares da democracia.

    Ou seja, está sendo elaborada lei, a ser votada e aprovada pelos próprios autores do delito, pela qual eles estarão, no final das contas, se autoperdoando.

    Rodrigo Sampaio Gouveia:

    No texto original do projeto apresentado pelo Ministério Público Federal, o sujeito ativo da tipificação penal será o candidato que receber recursos não declarados nos 45 dias anteriores ao primeiro turno, o chamado período eleitoral. Já na comentada emenda, passa a ser qualquer um que já se beneficiou de forma ilícita e antecedente à modalidade de caixa dois…

    O projeto de lei pode ser um tiro certeiro na Lava Jato – o Congresso Nacional, aprovando a emenda legislativa, fará surgir a tal da alardeada anistia.

    Como diz o jargão jurídico, a lei nem sempre é justa, mas é a lei.

    No caso de serem anistiados os crimes, constitucionalmente e legalmente, o exercício do direito de defesa – por exemplo, de quem será ou está sendo processado ou já foi condenado na Lava Jato e na Justiça Eleitoral – fará extinguir a punibilidade de empresários e políticos, colocando alguns já em liberdade.

  5. Jucá: “Geddel estava defendendo a Bahia”
    Brasil 26.11.16 16:39

    Romero Jucá, ex-ministro, voltou a defender Geddel Vieira Lima, ex-ministro:

    “Ele (Geddel) estava defendendo a Bahia, defendendo Salvador”, afirmou o líder do governo no Senado a jornalistas, após participar de evento em Porto Alegre.

    “Não houve corrupção do presidente ou da estrutura de governo para definir uma solução. Houve, sim, pressão do ministro Geddel para que fosse a Advocacia-Geral da União a arbitrar uma diferença de posicionamento entre técnicos do Iphan da Bahia e técnicos do Iphan nacional”, acrescentou.

    E disse mais:

    “Quem não pode pagar o pato é o governo, que não tem nada a ver com essa briga pessoal.”

  6. Meus sais…..

    Como foi o pior dia da vida de Adriana Ancelmo
    Por: da Redação 26/11/2016 às 12:30 .
    No dia em que prendeu Sérgio Cabral, a Polícia Federal encarregou uma agente para acompanhar cada passo da mulher do ex-governador, Adriana Ancelmo. Até mesmo as idas ao banheiro e as conversas com os filhos precisaram ser vigiadas.

    O detalhe é revelado em uma das ligações telefônicas entre Fanny Maia, tia de Adriana, e seu marido, Ricardo Maia, gravadas com autorização da Justiça.

    Os dois também contam que, depois de depor na PF, Adriana precisaria recorrer a medicamentos para conseguir descansar. “Ela (Adriana) já tinha chegado em casa, ia comer alguma coisa e ia dormir. Vai se encher de remédio”, diz a tia.

    Fanny pergunta ao marido se a ex-primeira-dama pode acabar presa. Ricardo encerra o assunto: “A mulher do Cunha tá solta. Vai prender ela por que?”.

    (por Luisa Bustamante)

  7. ” Moralizaram ” !!!

    SUPERINTENDENTE DO BNDES É ALVO DE BLOQUEIO DE BENS
    Brasil 26.11.16 19:59

    A juíza Neusa Larsen determinou ontem o bloqueio de bens num total de R$ 1 bilhão, além da quebra de sigilo fiscal, de Sérgio Cabral, de seu ex-secretário da Fazenda Júlio Bueno e da companhia Michelin.

    Também foi alvo da medida Maurício Elias Chacur, que presidia a Agência de Fomento do Rio no governo Cabral. Ocorre que Chacur é hoje superintendente da Área de Gestão de Riscos do BNDES, nomeado por Maria Silvia.

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