Assessores do Planalto temem que Bolsonaro imobilize o governo no combate à Covid-19 

Charge Gilmar Fraga (Arquivo Google)

Valdo Cruz
G1 Política

O negacionismo do presidente Jair Bolsonaro não pode imobilizar de vez o governo no combate à pandemia de Covid-19. O alerta é de assessores presidenciais, preocupados com a demora do Ministério da Saúde em anunciar um Plano Nacional de Imunização e uma estratégia definitiva em relação às vacinas.

Sem falar nos esclarecimentos do ministro Eduardo Pazuello, ainda pendentes, sobre os testes de Covid-19 que correm o risco de perder a validade.

MINISTÉRIO INIBIDO – Segundo auxiliares do próprio presidente da República, a posição do chefe estaria “inibindo” a atuação do Ministério da Saúde, comandado pelo general da ativa Eduardo Pazuello, que tem preferido ficar em silêncio diante das últimas polêmicas criadas por Bolsonaro em relação ao combate ao coronavírus.

Assessores de Pazuello garantem que o Plano Nacional de Imunização está em fase final de elaboração e deve ser divulgado nas próximas semanas. Só que, alertam assessores presidenciais, o ministro da Saúde não tem vindoi a público fazer esses esclarecimentos, gerando dúvidas e suspeitas sobre como o governo está se preparando para fazer uma vacinação em massa da população.

SEGUNDA ONDA – Interlocutores de Pazuello destacam, por exemplo, a nova polêmica sobre o coronavírus, se o país está ou não enfrentando uma segunda onda. O presidente e o ministro da Economia, Paulo Guedes, têm rebatido as avaliações de especialistas de que a segunda onda já é uma realidade. O Ministério da Saúde, responsável pelo tema, porém, não se pronunciou até agora.

Esses interlocutores lembram que, mesmo que ainda não seja possível dizer que o Brasil enfrenta uma segunda onda, o ideal seria o ministro da Saúde estar promovendo reuniões com os secretários estaduais e municipais da área para traçar uma estratégia a fim de enfrentar esse cenário, se ele se concretizar.

HAVERÁ COBRANÇAS – Enquanto isso, o governo deve ser alvo de cobranças do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministério Público Federal e Tribunal de Contas da União (TCU) sobre suas ações no combate ao coronavírus.

Só que o governo, lembram aliados de Bolsonaro, continua perdendo tempo por causa da insistência do presidente em negar a realidade.

6 thoughts on “Assessores do Planalto temem que Bolsonaro imobilize o governo no combate à Covid-19 

  1. “O presidente e o ministro da Economia, Paulo Guedes, têm rebatido as avaliações de especialistas de que a segunda onda já é uma realidade.”

    Quando não se tem ministro da Saúde os palpiteiros aparecem.

    Nesse governo, desde o chefe, só tem amadores, ou se preferirem, aRmadores.

  2. Para JB e seus apoiadores o importante é o tempo e a boiada passarem devagar. Eles acham que até 2022 tudo terá sido um pequeno percalço e esquecido como sempre.

  3. Vamos aqui pela gradação de um ente animado: móvel, imóvel, vegetativo, morto……
    Desde quando Bolsonaro assumiu a presidência, em qual desses estágios o Brasil se estagnou?

  4. Fica difícil acreditar que o Presidente, equipe e família sejam brasileiros, parecem mais uma força tarefa incumbida de desqualificar o Brasil como país soberano e seu povo como nação.
    Na última manobra estratégica, nosso ex-candidato a embaixador nos USA, deputado federal e filho 03 do PR, Eduardo Bolsonaro, mais conhecido como “bananinha” tuitou uma nota onde acusa a China de utilizar o 5G para espionar pelo mundo. Eu digo, estratégica, porque mesmo sabendo da liliputiana inteligência e cultura do indivíduo, hoje há elementos suficientes para acreditar que ele seja teleguiado por organizações ultradireitistas estrangeiras além da influência extremista paterna.
    Como não poderia deixar de acontecer, a embaixada da China, cansada de tantos ataques gratuitos, emitiu nota de protesto, desta vez menos diplomática, já que como se diz jargão popular, “pagou para ver”
    Imediatamente, nosso herói apagou o tuite, agora resta esperar a manifestação oficial do Itamarati.
    Desconfio que nessa marcha, a catástrofe esteja mais perto do que se imagina.

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