Assim que for libertado, Cachoeira deveria pedir uma pizza em homenagem a Thomaz Bastos e à CPI

Carlos Newton

O negocista e corruptor Carlos Cachoeira (chamá-lo de bicheiro é ridículo), graças a seu advogado MarcioThomaz Bastos, está prestes a se livrar da prisão, Quando sair, deveria pedir uma pizza em homenagem ao ilustre causídico, que mesmo depois de ter sido ministro da Justiça não demonstra o menor constrangimento em defender esse tipo de criminoso.

Como se sabe, o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, expediu sexta-feira habeas corpus para a soltura imediata do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Porém, como há outro mandado de prisão contra o bicheiro, ele não será liberado do presídio da Papuda, em Brasília.

Esse segundo mandado foi expedido pela quinta Vara de Justiça do Distrito Federal, e é relacionado à Operação Saint Michel, da Polícia Federal, posterior à Operação Monte Carlo, que culminou na prisão de Cachoeira.

O mesmo desembargador que decidiu favoravelmente ao contraventor nesta sexta-feira, também julgou um outro habeas corpus apresentado pela defesa de Cachoeira, pedindo que fossem declaradas ilegais as escutas da operação da PF. Tourinho Neto votou a favor ao pedido, argumentando que a autorização para a realização das escutas não foi bem fundamentada. Mas pedido de vista de outro desembargador adiou a decisão, que ainda está pendente.

Mas Cachoeira pode ficar tranquilo, já está demonstrado que não há problema que Thomaz Bastos não consiga resolver nesse podre poder chamado Justiça no Brasil.

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NA CADEIA, POR ENQUANTO

O contraventor Carlinhos Cachoeira só continua na penitenciária da Papuda, em Brasília, porque no sábado  o desembargador Sérgio Bittencourt, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios,  rejeitou pedido de liberdade a Cachoeira, um dia depois de a defesa ter conseguido derrubar o decreto de prisão referente à Operação Monte Carlo.

“Não se pode olvidar o fato de as investigações mostrarem ser o paciente o líder de uma organização criminosa com complexas relações ilícitas, que envolvem autoridades de grande influência em Poderes da República, o que justifica a manutenção da prisão para a garantia da ordem pública”, alegou Bittencourt na decisão, que pode ser revogada pelo Tribunal.

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