Associação do Aço do Rio Grande do Sul denuncia desindustrialização do país.

Polibio Braga

O presidente da Associação do Aço do Rio Grande do Sul, José Antonio Fernandes Martins, botou mais lenha na fogueira das discussões atuais sobre desindustrialização. Ele é o primeiro líder empresarial gaúcho de peso que bate de frente no problema.

Suas reclamações e denúncias:

1) A concorrência chinesa e de outros países asiáticos, é a principal responsável pela desindustrialização, devido aos seus menores custos tributários, cambiais e trabalhistas.

2) A situação está se agravando ainda mais devido ao procedimento da triangulação, através do qual empresas chinesas estão “instalando” montadoras no Mercosul.

3) Em Países como Argentina e Uruguai, os chineses e coreanos “montam” seus produtos, porém com componentes totalmente importados da China. Como não há uma checagem rigorosa sobre o “Certificado de Origem”, esses produtos ingressam como produtos do Mercosul e são exportados para o Brasil sem imposto de importação.

4) O presidente da Associação do Aço refere-se a produtos do setor metal-mecânico, como tratores, colheitadeiras, automóveis, ônibus, caminhões, pregos, cutelaria, talheres, mas denúncias semelhantes partem de todos os setores ligados ao agronegócio do RS.

5) Nesta sexta-feira, 12 horas, na Fiergs, a entidade ouvirá o diretor comercial da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Luiz Fernando Martinez, que falará sobre o impacto da “desindustrialização” sobre o setor siderúrgico, tendo em vista as crescentes importações de aço.

6) O pessimismo dos empresários sobre as condições atuais da economia cresceu em setembro sobre agosto. O indicador caiu de 44,5 pontos, no mês passado, para 44,2 pontos em setembro.

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