Ataques a Aldo Rebelo já começaram, antes mesmo de assumir o Ministério do Esporte

Carlos Newton

Já começou o ataque ao próximo ministro do Esporte, antes mesmo de assumir o cargo nesta segunda-feira. Como se sabe, houve apenas troca de guarda no PCdoB, com o deputado federal Aldo Rebelo substituindo Orlando Silva, que pediu demissão na última terça-feira após as suspeitas iniciadas após as acusações de Ferreiras, feitas em entrevista à revista “Veja”.

A primeira investida contra Aldo Rebelo, que começa a circular, consta do depoimento de mais de oito horas que o policial militar João Dias Ferreira prestou à Polícia Federal na semana passada. Entre as diversas denúncias, João Dias acusou o envolvimento de Apolinário Rebelo, vice-presidente do PCdoB no Distrito Federal e irmão do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), no esquema de desvios no Ministério do Esporte.

João Dias, autor da denúncia de que o então ministro Orlando Silva comandava um esquema de corrupção na pasta, disse que foi Apolinário quem indicou Fredo Ebling como “responsável pela arrecadação” do dinheiro fruto do suposto esquema. Apolinário nega as acusações do delator. Disse que não tinha poder para fazer indicações no ministério e afirmou que pretende entrar na Justiça contra João Dias.

Outra denúncia, divulgada pela colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, dá conta de que, o agora nomeado ministro do Esporte, Aldo Rebelo, turbinou gastos de seu gabinete. No começo do mandato, o deputado gastou a metade dos R$ 34.380 da cota parlamentar de janeiro com uma agência de publicidade de Brasília: a Link Bagg.

Depois, entre outras providências como relator do Código Florestal, contratou a consultoria de comunicação CDN para divulgar a defesa de suas ideias. Em março, gastou no total R$ 33 mil da cota parlamentar. Em setembro, quando o tiroteio arrefeceu, baixou os custos para R$ 14.995.

Traduzindo: Aldo Rebelo que se cuide. O tiroteio apenas começou.

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