Até o PMDB pede a demissão do ministro do Turismo, Pedro Novais, que é um político realmente deplorável.

Carlos Newton

È inacreditável que a presidente Dilma Rousseff ainda não o tenha demitido. Qual o motivo? Agradar a José Sarney, que indicou o velho amigo e compadre para o cargo de ministro do Turismo, mesmo sabendo que ele não tinha a menor qualificação? Seria um preço muito alto, Sarney não vale tanto.

Agora, sabe-se que nem dignidade Pedro Novais tem. Então, por que mantê-lo, se a pressão pela saída dele tem apoio até mesmo do seu partido, o PMDB?

A cada dia sai uma denúncia. Ontem, foi o uso de verba pública para pagar sua empregada doméstica, hoje aparecem na Folha de S. Paulo as fotos da mulher do ministro sendo servida por um motorista da Câmara dos Deputados.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS), por exemplo, afirma que o episódio é uma oportunidade para a presidente Dilma formar um governo com pessoas com a ficha limpa. “Este senhor já está há não sei quantos anos como deputado e não tem tradição ou história. Ocupa uma pasta importante para o país que terá Copa do Mundo e Olimpíada. Vamos ver agora se não tem mesmo toma lá, dá cá”, disse Simon, fazendo referência ao que afirmou a presidente, no programa “Fantástico”, da TV Globo, de que não haveria toma lá dá cá com o Congresso.

Enquanto a presidente Dilma Rousseff titubeia, o Ministério Público Federal do Distrito Federal já decidiu que irá analisar os pagamentos de forma preliminar. Em seguida, deverá abrir inquérito para apurar improbidade administrativa.

Outros integrantes do partido também protestam. Para o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), a nova acusação foi a gota d’água para a saída de Novais. “É incrível como ele se mantém no cargo”, disse. Na avaliação da vice-presidente da Câmara, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), o Ministério do Turismo está refém das suspeitas de irregularidades.

O PSDB anunciou que entrará na Procuradoria-Geral da República com representação pedindo abertura de ação por improbidade administrativa contra o ministro. O líder do partido na Câmara, Duarte Nogueira (SP), disse que as reportagens da Folha sobre os pagamentos à empregada e o uso do carro oficial mostram a clara utilização do cargo para benefício pessoal.

E a presidente ainda o mantém como ministro.

 

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