Até que a morte os separe, politicamente

Paulo Luiz Mendonça

No nosso país temos, a grosso modo, dois grupos de eleitores. O primeiro grupo são aqueles eleitores que se preocupam com a política, sem interesse particular, mas em função do interesse coletivo. Para votar, procuram saber as origens dos candidatos, as propostas, e principalmente o passado, para saber se sua ficha está limpa. Infelizmente, são minoria.

O segundo grupo, infelizmente maioria, são aqueles que casam com um partido ou com um político, fazendo votos de até que a morte nos separe. Existem vários exemplos para esta afirmação. Durante minha vida conheci getulistas ferrenhos, janistas apaixonados, ademaristas enlouquecidos, coloristas cheios de fé, malufistas deslumbrados com o rouba, mas faz, e ultimamente temos os lulistas ou petistas, não importa os nomes.

Toda essa euforia continua até que a morte os separe. Mesmo quando é provado o envolvimento em corrupção destes mencionados, a fidelidade continuará até o túmulo. Sendo assim, podemos confiar nestes eleitores para escolher alguém decente para cargos público? A resposta é não. E enquanto este tipo de eleitor for maioria no Brasil, não teremos nunca um resultado satisfatório.

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3 thoughts on “Até que a morte os separe, politicamente

  1. Caro Paulo. Não creio que o problema seja o eleitor. O problema são os partidos que nos disponibilizam péssimas figuras para escolher. No Rio de Janeiro, por exemplo, ao que tudo indica teremos que escolher entre Pezão, Lindberg e Garotinho. Fica difícil! Como escolher o bom dentre os ruins? O sistema eleitoral é péssimo. Sim à democracia direta. Pois a indireta já foi testada e não presta. A tecnologia está aí para nos servir. É possível sim uma maior participação popular nas decisões.

  2. Um outro ponto que se deveria fazer é quem recebe benefícios do Governo em âmbitos municipal, estadual e federal deveriam ser impedidos de participar das eleições, pois ” inegavelmente ” votariam em quem estar no poder ou candidatos desses partidos. Voto facultativo, qualificado e sem ” predestinados ao favoritismo “.

  3. O grupo mais importante, é dos ignorante políticos, os alienados, que vai para a zona
    eleitoral sem saber em quem votar, pega o primeiro panfleto ou santinho e vota, para ele,
    o importante é se livrar dessa obrigação. Isso é tão verdade que em todo local de votação
    existem inúmeros cabos eleitorais fazendo boca de urna.
    Com o voto facultativo, sem dúvida melhoraria a representatividade.

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