Atenção para os crimes cibernéticos aplicados através da internet

Hildeberto Aleluia

O famoso Facebook recorreu a hackers independentes pagando 40 mil dólares para que um grupo deles localizasse falhas em seu site. Com este gesto, a empresa pretende institucionalizar um programa de recompensa pela descoberta de vírus em seu site. Botou o ladrão dentro de casa para tomar conta do terreiro.

Para o diretor de segurança do Facebook, Joe Sullivan, “há muitos especialistas em segurança, talentosos e bem intencionados, em todas as partes do mundo que não trabalham para o Facebook. Estabelecemos um programa de recompensa à detecção de vírus em um esforço para reconhecer e remunerar esses indivíduos pelo seu bom trabalho e encorajar outros a se unirem a nós”, declarou ao jornal Financial Times, de Londres.

O Google e o Mozilla também oferecem pagamentos a pessoas de fora que encontram vulnerabilidades em seus softwares.

A melhor explicação para definir essa história de vírus em nossos computadores me foi dada pelo sérvio Zivota Nokolic, assistente técnico para problemas em rede do meu escritório e computadores pessoais. Desafiado pela falta de qualidade ampliada dos antivírus, gratuitos, ele com uma resposta sábia e objetiva atesta:

– E daí? As ruas estão cheias de policiais e nem por isso os bandidos deixam de agir.

Transfira essa sentença para o seu PC. Por mais protegido que ele esteja, convém estar sempre atento à questão dos vírus. O mesmo vale para as grandes e pequenas empresas, visto que estas são as mais vulneráveis para a atuação dos hackers. Sem conhecimento do proprietário Joe Angelastri, larápios cibernéticos implantaram softwares nos caixas de suas pequenas lojas de venda de revistas, em Chicago, EUA, que, por sua vez, enviou para a Rússia dados de clientes que pagaram com cartão de crédito. A Mastercard, emissora do cartão, exigiu dele uma investigação por conta própria na qual ele teve de gastar cerca de 22 mil dólares.

Em depoimento ao jornal Wall Street Journal, Angelastri se mostrou estupefato diante das evidências concretas de invasão de seu micro sistema de controle de pagamentos. Mas, segundo o jornal, a moda em terras americanas para os hackers é invadir os caixas das pequenas empresas. São mais fáceis em questão de defesa eletrônica e demoram a agir. Com isso os ladrões ficam com tempo de sobra para sumirem com as pegadas. Além disso, seus proprietários não costumam se precaver eletronicamente.

Nas palavras de Dean Kinsman, agente especial da divisão de crimes cibernéticos do FBI, a polícia federal americana, falando ao mesmo Wall Street, afirma que “a invasão a sistemas de pequenas empresas nos Estados Unidos é um problema fértil”. Revela que existem 400 inquéritos em andamento para esse tipo de crime e que “antes de melhorar, ainda vai ficar muito pior”.

O delegado Carlos Eduardo Miguel Sobral, da Polícia Federal brasileira e chefe da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos, na mesma reportagem, adverte que as pequenas empresas são mais vulneráveis quando se informatizam. Ele acredita que é uma questão de tempo para que os hackers também comecem a atacar os sistemas de pequenas empresas brasileiras. E deixa uma sugestão:

“ O ideal é que toda empresa que armazena dados com valor econômico invista em segurança, usando dados criptografados e mais camadas de proteção.”

Acesse o blog – http://aleluiaecia.blogspot.com

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *