Atentado na França é alerta ao mundo contra o cyberterror

Milton Corrêa da Costa

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, após a aterrorizante ação do franco-argelino Mohammed Merah, que resultou no assassinato de três militares e quatro judeus, entre eles três crianças, além da morte do próprio assassino que resistiu agressivamente à prisão, acaba de alertar o mundo contra o islamismo radical, perigosamente exposto nas redes sociais.

Está propondo medidas severas na legislação contra os que fazem apologia ao terrorismo na Internet ou incitam o ódio e a violência através dela. A proposta pune, inclusive, os que consultam regularmente sites que promovam o terror, com sentença de prisão, enquanto o Brasil, em berço esplêndido, até hoje sequer tipificou o crime de terrorismo.

Medidas preventivas e repressivas são por demais necessárias quando sabemos hoje que o terrorismo islâmico, após o atentado do World Trade Center, para dificultar setores de inteligência governamentais, se subdivide em redes espalhadas por todo o mundo, inclusive na América Latina.

É ledo engano imaginar que o mundo está mais seguro com a morte de Osama Bin Laden. Radicais de todo gênero, islâmicos ou simplesmente simpatizantes da ‘causa’, incentivam jovens ao extremismo em sites radicais. É o que se pode chamar de “faça você mesmo a sua guerra aprendendo na Internet”. Uma espécie de cyberterror que perigosamente se alastra para incentivar mentes, já doentias, à destruição de vidas humanas inocentes com a prática de atos de violência extrema e contra qualquer alvo.

Em Curitiba, a Polícia Federal prendeu quinta-feira, dois psicopatas, de 29 e 32 anos, acusados de manter um site que trazia mensagens de apologia a crimes graves e violência contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus, além de incitar abuso sexual contra menores. O cerco à dupla, conforme noticiado, se intensificou depois de duas ameaças no site mantido por eles de que estavam “contando as balas” para entrar em uma festa de estudantes de Ciências Sociais da Universidade de Brasília.

Um deles escreveu (pasmem) que estava “ansioso, sonhando com gritos de pessoas chorando e implorando para viver”. A polícia investiga ainda a ligação dos dois com Wellington Oliveira, o atirador que no ano passado matou 12 crianças numa escola em Realengo, no Rio de Janeiro.

Sobre o terrorismo islâmico, a grande questão é que a al-Qaeda é uma organização terrorista ‘nebulosa’ como cita o próprio serviço de inteligência da França. Pouco se conhece sobre ela. O que se sabe é que se organiza em redes, em nós, inexistindo uma estrutura necessariamente verticalizada. Está ao redor do mundo, mas não se sabe precisamente onde e como se comunica. São células terroristas com fanáticos dispostos a praticar qualquer ato extremo em nome do Jihad, a guerra santa islâmica.

O certo é que, nesse contexto mundial de permanente preocupação contra atos de terrorismo, oriundos de qualquer causa, isolados ou não, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, saiu na frente e acaba de alertar o mundo na proposição de medidas de contenção ao real perigo do cyberterror.

Depois do ataque às Torres Gêmeas, nos EUA, jamais poderemos duvidar do perigoso inimigo oculto. Tenhamos, pois, ciência e consciência da necessidade da prevenção e combate ao terrorismo transnacional e seus novos atores.

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