Ativista bolsonarista, Sara Giromini é transferida pela Polícia Federal para penitenciária em Brasília

Extremista planejou cada ação, passo a passo, até conseguir ser presa

Aguirre Talento
O Globo

A Polícia Federal decidiu transferir nesta quarta-feira, dia 17, da sua carceragem em Brasília para a penitenciária feminina do Distrito Federal, a extremista Sara Fernanda Giromini, presa na última segunda-feira sob suspeita de apoio a atos antidemocráticos. 

Giromini, que se autodenomina Sara Winter, foi alvo de um mandado de prisão temporária, cujo prazo é de cinco dias, prorrogável por mais cinco dias. Caso não haja prorrogação, a prisão,  determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, vence na sexta-feira.

RISCO – Por isso, a defesa da militante bolsonarista havia solicitado que ela fosse mantida na carceragem da PF e argumentou ao Supremo que ela correria risco caso fosse transferida para a Colmeia, apelido da penitenciária feminina do DF. Em seu depoimento, Giromini também afirmou aos investigadores que correria risco se essa transferência fosse efetivada.

A carceragem da Superintendência da PF em Brasília costuma ser usada justamente para presos provisórios e oferece uma estrutura melhor do que a penitenciária feminina do DF. A defesa de Giromini afirmou ao STF que ela estaria “jurada de morte” por integrantes de facções criminosas que estão nessas penitenciárias.

PRIORIDADE – Por isso, a defesa pediu prioridade no julgamento de um habeas corpus protocolado no STF e que está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia. “Além de ser ilegalmente encarcerada, corre ainda o risco de perder a vida por tal ato, o que é de uma gravidade sem precedentes na historia do Brasil, haja vista que a ora paciente é uma presa política, por expressar opiniões divergentes daquela entendida pela Autoridade Coatora, em mais um inquérito absurdamente ilegal, do ponto de vista jurídico e constitucional”, escreveu a defesa no pedido ao STF.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que, por questões de segurança, Sara Giromini ficará isolada das demais detentas. Disse ainda que adotará protocolo sanitário de quarentena devido à pandemia do coronavírus.
 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
O enredo é claro. A ativista queria ser presa e seus atos recentes ratificam a sua intenção, agravados pelos ataques ao STF, pelos discursos extremistas e pelas ações em Brasília. A apoiadora bolsonarista pensa (?) que o tempo encarcerada será um “plus” em seu portfólio para uma possível projeção e futura candidatura. Agora, aos brados, adicionará a lamúria de ter sido uma presa política, “vítima do sistema”. E nessa conversa, muitos cairão, desperdiçando votos, tempo e dinheiro público. A certeza dela é tão grande que foi capaz de arquitetar toda a situação até ser pega a ponto de passar o seu aniversário em uma penitenciária, já que hoje completa 28 anos. (Marcelo Copelli)

16 thoughts on “Ativista bolsonarista, Sara Giromini é transferida pela Polícia Federal para penitenciária em Brasília

  1. Burra, fez tudo pra ser presa e Lula pra não ser.
    Sabedoria é patrimônio perpétuo da esquerda.
    Os burros dão coice, os inteligentes, tiro na nuca.

  2. O juiz Rodrigo Parente Paiva Bentemuller, da 15ª Vara Criminal do Distrito Federal, arquivou a denúncia de ameaça à segurança nacional feita contra a ativista Sara Winter. A denúncia do Ministério Público Federal havia sido baseada na Lei de Segurança Nacional, após a soltura de fogos ocorrida no domingo (14), em frente à sede do Supremo Tribunal Federal. No local, o grupo “300 do Brasil”, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, protestava contra o recentes abusos cometidos pela Suprema Corte.

    “Percebe-se com a documentação acostada aos autos e com informações veiculadas pela mídia que a manifestação da denunciada demonstra excessiva indignação, com ameaças e ofensas à honra de Ministro do Supremo Tribunal Federal, atingindo-lhe a dignidade e o decoro, ocorrida, em especial, após cumprimento de busca e apreensão realizada em sua residência. Portanto, não reputo ser possível concluir que sua real intenção fosse tentar impedir o livre exercício do ofendido ou de qualquer dos Poderes da União ou dos Estados”, afirmou Bentemullher em despacho.

    Contra Sara Winter, resta apenas a acusação de injúria. De acordo com o artigo 140 do Código Penal Brasileiro, o crime de injúria pode ser penalizado com multa ou 3 meses de detenção. Sendo um crime com baixa penalidade, é de praxe que a pena seja cumprida em liberdade. E nem isso: é obrigatório, nesse caso, que seja oferecido a Sara Winter a oportunidade da transação penal. E ela sai livre do caso, sem qualquer outra penalidade. Fica evidente que o Supremo Tribunal Federal agiu de maneira absolutamente atrabiliária neste caso.

    • Esse juiz é da turma super garantista.
      Só aceita prisão em casos muito raros.
      Rejeitou a ação contra o Presidente da OAB por ofensa ao então Min. Moro. Mandou soltar o cara que jogou tinta na rampa do Planalto.

      Tem juiz do tipo que a mulher não basta apanhar bastante do marido para que este seja preso, só quando este joga ácido sulfúrico, ataca fogo etc.

    • Mas também devemos ver que para um juiz receber a denúncia, deve a descrição das condutas e dos elementos materiais para formar convicção deve ser bem relacionada na peça acusatória.
      Ou seja, muitas vezes uma denúncia pode não ser recebida por deficiência da acusação.

  3. Em todas as instituições tem gente movida por ideologias.
    Alguns adotam postura messiânica.
    Veja, por exemplo, o procurador-geral salvo engano de Goiás ou Minas. Depois dê uma olhada no perfil dele.
    O tom que um profissional desses adota é sem nenhum bom senso.
    Especificamente, tem promotor que defende teses exclusivistas.
    Um absurdo! Veja Augusto Aras. Imagine pior do que ele… pois é isso que tem.
    E graças a independência funcional são intocáveis.

  4. As Instituições são seus fundamentos, sua história e as pessoas que as representam. Depois do golpe de 64, Castelo Branco foi visitar o STF e pedir a seu então Presidente, Alvaro Ribeiro da Costa, apoio do Tribunal aos seus atos. Ribeiro refutou com veemência tal proposta ao que Castelo retrucou com ameaça de cassação de ministros do Supremo. Ribeiro da Costa disse então que se fizessem isso, ele fecharia o Tribunal e entregaria as chaves ao porteiro do Palácio do Planalto. Castelo não cassou nenhum ministro. Em outro episódio famoso, o STF, acuado pelo Executivo, recusou-se a examinar a “lei da mordaça” que censurava a edição de todos os livros no país. O Ministro Adaucto Lúcio Cardoso – que curiosamente tinha sido nomeado por Castelo para substituir Ribeiro da Costa que se aposentara – diante do resultado vexaminoso para o STF, arrancou a toga, jogou sobre a mesa e disse que nunca mais voltaria aquele Tribunal. Pediu aposentadoria imediatamente. Olhando para o STF de hoje não vejo naquela Instituição nem uma sombra que se assemelhe a homens da envergadura moral e da coragem cívica dos que acima citei como exemplos que me ocorrem, entre tantos outros. Só vejo ministros se desmoralizando a cada dia, com inquéritos extravagantes, decisões estapafúrdias e conflitantes que impõem um corre-corre burlesco para dar ares de legalidade que só apequenam a Instituição a que pertencem. Medrosos, inseguros, cônscios da sua irrelevância e de suas culpas, tremem diante de uma maluquete e seus 30 mané-fogueteiros que de tão ridículos não mereciam nem uma nota de pé de página mas de repente são “uma ameaça às instituições, ao Estado de Direito e à Democracia”. Só me faz lembrar a história que fala que os elefantes, com aquele tamanho, se pelam de medo de um mero ratinho. Patético!

  5. Gostaria, se possível, que o nobre Dr. Beja analise o comentário do leitor James Pimenta. Quanto ao Paulo Saboia, ministros no STF como os saudosos citados, ou Nelson Hungria, com certeza nunca mais veremos.

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