Augusto Aras prepara parecer em outro processo importantíssimo para Bolsonaro

Aceno de Bolsonaro a Aras com vaga no STF é crime?

Aras vai dizer se o argumento de Moraes é mesmo válido

Eduardo Barretto
Metrópoles

O procurador-geral da República, Augusto Aras, terá de tomar mais uma decisão sensível para Jair Bolsonaro. Nos últimos dias, o ministro Kassio Nunes Marques, do STF, pediu o parecer de Aras sobre a cassação do ex-deputado estadual bolsonarista Fernando Francischini, o primeiro parlamentar condenado por fake news contra as urnas eletrônicas.

Em outubro do ano passado, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato de Francischini e tornou o bolsonarista inelegível por oito anos, atendendo a um pedido do MP Eleitoral.

ATAQUES SEM PROVAS – No dia do primeiro turno do pleito de 2018, o então candidato fez uma live em seu Facebook fazendo ataques sem provas e com informações falsas contra o sistema eleitoral.

No julgamento, ministros deram recados duros sobre o tema. “É um precedente muito grave que pode comprometer todo o processo eleitoral se acusar, de forma inverídica, a ocorrência de fraude e se acusar a Justiça Eleitoral de estar mancomunada com isso”, declarou o ministro Luís Roberto Barroso.

Bolsonaro logo reagiu. “A cassação dele foi um estupro. Foi uma violência contra a democracia”, disse o presidente, na semana seguinte. Nessa época, Bolsonaro já era investigado no STF e no TSE por ter feito ataques sem provas às urnas em uma live da Presidência. E há ainda outro laço do governo com o parlamentar condenado: o ministro da Justiça, Anderson Torres, foi chefe de gabinete de Francischini em 2010, quando era deputado federal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– O parecer é importante, por causa da ação contra Daniel Silveira. O relator Moraes quer usar a cassação de Francischini como jurisprudência, mas os casos são diferentes. No dia da eleição, Francischini divulgou um vídeo dizendo que as urnas estavam sendo fraudadas e transcreviu uma filmagem do eleitor na cabine. Dava para ver nitidamente que o eleitor é que votou de forma errada, não havia fraude. Ou seja, Franscishini usou uma prova forjada. E como é delegado de polícia, não havia circunstância atenuante para ele, muito pelo contrário, agira propositadamente. O caso de Silveira é diferente, porque ele apresentou um vídeo grotesco esculhambando o Supremo, mas ficou nisso e não exibiu provas falsas. Silveira é um “anjinho”, em comparação a Francischini, (C.N.)

4 thoughts on “Augusto Aras prepara parecer em outro processo importantíssimo para Bolsonaro

  1. O deputado cassado por denunciar as urnas fraudulentas dos marginais do STF deveria seguir o exemplo daquele outro ex-deputado e delegado, Protógenes Queiroz, que, após montar uma equipe na PF para prender os vendedores de mandato do TSE em flagrante, foi aconselhado a desmontar a operação e se refugiar na Suiça.
    Outro que caiu fora do Brasil, por causa das urnas inauditáveis, foi o professor universitário Diogo Aranha, primeiro programador a denunciar publicamente as falhas da tal urna.
    Como se vê, qualquer cidadão brasileiro que ouse contestar a venda de mandatos pelos marginais do STF, cai em desgraça; os que não fogem do país, acabam torturados na cadeia.

  2. As urnas eletrônicas são impecáveis. O que acontece é que alguns fanáticos pelo boçal tentam de tudo para conservá-lo no cargo, apesar dele ser um idiota. Quanto ao STF, se houver juízes que não são corretos, a culpa é do sistema, que permite que qualquer advogado seja nomeado pelo presidente da república (um absurdo) que, obviamente, só nomeia quem for cupincha dele. Tais juízes deveriam ser eleitos pela OAB.

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