Autênticas, textuais e entre aspas

A tragédia da destruição de uma parte do acervo do extraordinário Helio Oiticica, provocou discussão sobre o destino da obra de outros artistas, também inteiramente abandonadas, desprezadas, ignoradas. Mas autoridades (?) vieram a público com disparates.

Jandira Feghali, Secretaria de Cultura do Rio: “Fizemos proposta de COMODATO, não foi aceita”.

Cesar Oiticica filho, sobrinho do artista e Curador de sua obra: “É deselegante e de muito mau gosto, ela vir falar sobre isso num momento de luto da arte brasileira”.

Dona Jandira assumiu a secretaria de Cultura do Rio, criando tremenda polemica, (destrutiva e não construtiva) com o pessoal de teatro, que trabalha, luta e sofre para fazer o teatro existir, perdão, sobreviver.

Juca Ferreira, Ministro da Cultura, (com mais espírito público), mas sem fazer nada: “Estamos conversando com famílias de artistas em contato com os herdeiros de Oiticica, HÁ MUITO TEMPO”.

Depois o mesmo Ministro garante, estapafurdiamente: Há 7 anos estamos dizendo que O ESTADO TEM QUE ASSUMIR RESPONSABILIDADES, proteger esses acervos, FALTAM RECURSOS”.

Estranho e incompreensível o Ministro, que antes, como Secretário Geral do Ministério, esquematizava e decidia tudo. Num caso levou “7 anos”. Em outro, diz que “CONVERSA HÁ MUITO TEMPO”. 7 anos, sabemos o que é. E MUITO TEMPO, como pode ser definido?

De qualquer maneira, fico com as afirmações da Curadora Vanda Klabin, que afirmou que grande parte da obra de Helio Oiticica “ESTÁ NO EXTERIOR”. Temos sorte de TER SALVO UMA parte do acervo, POR TER SIDO COMPRADO POR estrangeiros. Que República.

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