Agenda importante

Vicente Limongi Netto
“Sob a presidência do senador Fernando Collor a Comissão de Infraestrutura do Senado se reuniu pela primeira vez, em 2010 e, dentro da programação da agenda Desafio 2009-2015, marcou um ciclo de 14 audiências públicas que começam dia primeiro de março e terminam dia 7 de junho. Sempre às segundas-feiras. Dia 15 de março os temas serão Copa do Mundo de 2014 no Brasil e as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Foram convidados o ministro dos Esportes, Orlando Silva, o presidente de honra da Fifa, João Havelange, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzmann. Serão discutidas as demandas das cidades sedes da Copa, as necessidades de infraestrutura e de formação e capacitação de mão-de-obra.”

Comentário de Helio Fernandes
Os temas, os debates, as audiências públicas, deviam ser cada vez mais assíduas e insistentes. Mas é preciso evitar a perda de tempo. Havelange não pode ficar fora, a Olimpíada de 2016 só será no Brasil por causa do prestígio dele, da sua atuação, do respeito que todos têm por ele.

Ricardo Teixeira? Já esteve aí, saiu acusado e indiciado em 7 (sete) crimes financeiros. Carlos Nuzman? Ha! Ha! Ha! Diz, “ganhei sozinho a Olimpíada de 2016”. E 2008 e 2012, quem perdeu? Nuzman é como certos treinadores de futebol, citados por João Saldanha, que diziam: “EU ganhei, NÓS empatamos, VOCÊS perderam”.

DEM convencido de que Arruda deixa o governo

A cúpula tem se reunido e já se convenceu: o governador será retirado do cargo, pela justiça. Acha que Arruda pode renunciar. E certo disso, quer salvar o mandato para o vice Paulo Octávio. Por isso, o DEM se movimentou e retirou o vice do noticiário negativo.

Motivo: o DEM só tem um governador, precisamente o de Brasília. Já estava sendo “preparado” para vice de Serra, (aliança PSDB-DEM) numa continuação das alianças no retrocesso dos tempos de FHC.

Agora o DEM se conforma com o resto do mandato de Arruda, e a candidatura de Paulo Octávio, disputando no Poder.

Garotinho-Lula-Cabral

O ex-governador estava sufocado pelo silêncio eleitoral. Diante da mídia amestrada e avassaladora de Cabral, resolveu agir. Conversou com Serra, mobiliza pessoas em várias direções. Tenta encontro com o próprio Lula, mas fez um pedido: “Como Lula vem ao Rio por causa do carnaval, o governador vai cercá-lo de todas as maneiras”.

Assim, gostaria de uma conversa particular e não no palanque carnavalesco.E ainda garante: “Palanque só eleitoral, e o meu é fortíssimo”.

Quem assume no lugar de Serra?

Geraldo Carmona
“Helio, falam na saída do governador, mas não dizem quem será o substituto. Serra perdeu muito voto com essa traição ao seu PSDB, tirando a prefeitura do seu legítimo candidato, Alckmin. E agora, quem assume?”.

Comentário de Helio Fernandes
Geraldo, acho que você embutiu duas questões em apenas uma pergunta. O substituto , agora, se Serra deixar o governo, é Alberto Goldman. O ex-stalinista foi surpreendentemente indicado por Serra. O alto empresariado, que apoiava e financiava Serra, não entendeu. Além de todas as restrições, não tem votos. Mas haja o que houver, se Serra disputar a presidência o governador será Goldman.

Sem contestação, mas apenas por 9 meses, a duração da gestação de uma vida, embora em volta de Goldman, só exista o vazio. Mal comparando, Goldman é o Lembo de anos passados, sabia que só ficaria esses 9 meses. Ficou.

Já em relação ao governador a ser eleito em outubro, só existe um candidato e um vencedor. Serra bem que gostaria de “repetir” o Kassab, que sem ele não teria sido reeeleito. Serra ainda tentou que o candidato fosse o prefeito, mas o PSDB se movimentou e fez duas comunicações a Serra em relação a Alckmin.

1 – Em público, apoio discreto ao ex-governador. 2- Em particular, afirmação incisiva, decisiva e definitiva: “O candidato tem que ser do PSDB”. Serra entendeu imediatamente, logo se reconciliou com o presidenciável do PSDB em 2006.

Terminando com uma perguntinha inócua, ingênua e inútil: por que Serra lutou tanto para eleger Kassab, quando tinha um companheiro que se elegia sozinho e sem esforço? O que acontecerá na certa em outubro.

Isso faz parte do temperamento autoritário, arbitrário e atrabiliário do ainda governador.

Toyota impune

Resolveu fazer “recall”, (desculpem) de 437 mil carros, com defeito no air bag. Mas a direção da maior empresa automobilística do mundo, ainda está “pensando” sobre o defeito nos freios de 9 MILHÕES de carros. E embora esse perigo atinja vários países , ninguém pode pressionar ou punir a poderosa Toyota.

O PMDB engana Temer, Temer engana Lula

O maior partido do país, finge que a falada “lista tríplice para vice” (royalties para o presidente), seria formada por Meirelles, Jobim e Temer. Ha! Ha! Ha! Os dois primeiros não têm uma chance em 1 milhão.

O último é “aceito” pela cúpula do partido, se Lula aceitar a responsabilidade de indicá-lo. O PMDB até que “gostaria” de Temer vice, seria a forma de se livrar dele. E por que Lula ficaria responsável por colocar como vice de Dona Dilma um candidato sem votos, sem prestígio e sem repercussão?

No PMDB e mesmo no PT, a resposta é uma só: Lula parece querer aparecer como o único a carregar votos para a candidata. Dilma-Temer: “a chapa pura” negativa, ela nunca disputou eleição, ele encarcerado como deputado. Condenado sempre a ser um dos últimos, (ou até mesmo só entrando pela cassação de um eleito) da legenda.

Em 11 de fevereiro de 1990, Mandela era libertado. Mas não era o homem que ganhava a LIBERDADE e sim um país. E não permitiu o que extremistas queriam: a divisão entre brancos (minoria) e negros (maioria). Hoje, 20 anos depois, Mandela, o herói sem secessão

Passados 27 anos, era solto depois de uma tremenda batalha de bastidores. Era um líder nato, poucos percebiam que seria o primeiro estadista negro. (E provavelmente o último). Desses 27 anos, 13 foram cumpridos em regime da mais terrível crueldade, selvageria, só não morreu porque precisava conduzir seu povo.

12 horas trabalhando de 7 da manhã às 7 da noite, 12 horas sem intervalo, uns goles de água raros, comida rala e intragável, e assim mesmo apenas uma vez por dia. 12 horas lutando com uma montanha de pedras rochosas, que precisavam ser destruídas.

Sem descanso, sem palavras, num silêncio, que se rompido era reprimido com uma violência impressionante. Os brancos que dominavam a prisão, não tinham capacidade para perceber, que aquele negro que quase matavam de pancada, iria salvá-los mais tarde, arriscaria até a sua liderança para mantê-los como país e como pessoas, em igualdade de condições com os 20 milhões de negros.

De 1840 a 1888, apenas três países mantiveram a escravidão: EUA, Cuba e Brasil. Mas a África do Sul, que estava na relação dos que já haviam acabado com a escravidão, desmentia os fatos, o tratamento e a própria história. Pois o regime imposto aos líderes negros era mais desumano do que aquele que os escravos sofreram em qualquer país. E não há brutalidade que possa ser comparada com a que aplicavam aos líderes negros.

E todos eles estavam presos, embora nenhum pelos 27 anos de Mandela. Na prisão, durante os 13 anos de selvageria branca, sabiam de muito pouco. Não tinham rádio, jornal, televisão, a raridade da notícia só era filtrada pelo heroísmo de Winnie, a mulher de Mandela, 27 anos lutando, sofrendo e se desesperando por ele.

(Depois de solto, Winnie foi presa e condenada por seqüestro e homicídio. Mandela lutou o mais que pôde para livrá-la. E mais terrível ainda: teve que  se separar dela, numa tremenda renúncia dele, mais um gesto de desprendimento dela. Separação consensual e a confissão dele: “Nem nos 27 anos de prisão, sofri tanto quanto nessa separação”. E amigos intimíssimos: “Até hoje, Nelson Mandela não esquece de Winnie, ainda é a sua paixão”).

Na escravidão do cárcere e na luta diária de 12 horas, organizava tudo. Marcava tarefas para todos (e para ele mesmo), estabelecia tempo de estudos, de orientação, “precisamos aproveitar o tempo”. Todos seguiam o que Mandela determinava, sabiam que era o certo.

Em liberdade, Mandela teve que enfrentar a minoria branca, que estava no Poder e queria mantê-lo. E a maioria negra, alijada de qualquer direito, queria o Poder, mas sem os brancos. E os mais radicais, armados, agressivos e revoltados, queriam um país só deles.

Nelson Mandela teve a INTUIÇÃO (ou até a INSPIRAÇÃO) de Lincoln. Assumindo o Poder já em guerra contra a escravidão, que era a sua convicção e obsessão, o estadista americano se viu diante da incógnita: o fim da escravidão ou o fim da unidade do país.

Sem hesitar, Lincoln, não abandonou a luta pela libertação dos escravos, mas optou abertamente pela manutenção dos EUA. De tal maneira, que na história, a guerra é chamada de SECESSÃO e não contra a ESCRAVIDÃO.

Mandela tinha dois grandes objetivos. 1 – O fim da escravidão, da segregação, do horror que o mundo chamava de APARTHEID. 2 – A eleição direta para escolha de um presidente. E aí, o inacreditável: a MINORIA branca terrorista, não queria eleição alguma. A MAIORIA negra, segregada, humilhada e esmagada, também não admitia eleição. Isso é rigorosamente inexplicável e incompreensível.

Mandela lutou heroica, convicta e esclarecidamente pelas eleições. Os dois lados, estranhamente unidos pelo mesmo objetivo incompatível, usando o recurso do ADIAMENTO. O estadista negro não fazia concessão, nem à minoria branca nem à maioria negra. Fixou a eleição para 1994, recusou todos os artifícios, realizou-a. E chamou observadores internacionais, não queria acusações ou suposições de fraudes.

Menos de 1 depois da posse, decisão de genialidade: se realizava o Campeonato Mundial de Rugby, praticado apenas por brancos, os negros nem ligavam. Para estarrecimento dos negros revoltados, Mandela deu a palavra de ordem: “A África do Sul tem que ser campeã mundial”. Foi e isso contribuiu para que pudesse aplainar as divergências bastante visíveis. Governou r-e-v-o-l-u-c-i-o-n-a-r-i-a-m-e-n-t-e, de tal maneira, que os brancos queriam a sua reeleição, e os negros não podiam recusá-lo.

Aí, o toque de AUTENTICIDADE, de GENEROSIDADE, de verdadeiro amor à LIBERDADE. Mandela recusou, não admitiu conversar, não indicou nenhum nome, naturalmente a obrigação: que fosse alguém que estivera preso com ele.

* * *

PS – Neste 11 de fevereiro, 20 anos de libertação e a constatação esportiva, mas abrangente, conclusiva e definitiva: a África do Sul, que em 1976 era expulsa da Fifa, “não jogamos com negros”, realiza a Copa do Mundo de Futebol.

PS2 – Todos comparecem, esquecem a África do Sul do Apartheid, mas reverenciam Mandela. Sem ele, sem os 27 anos de prisão insuportável, não haveria a recuperação e a união. Quem acreditava que isso pudesse acontecer?

PS3 – Acho que só Nelson Mandela, defendendo a liberdade quando estava preso e lutando por ela depois de libertado.

A Bovespa devagar, quase parando

Desde o início, assinalei: instabilidade total, praticamente em ritmo de carnaval. Poucos negócios, altas e baixas nada significativas. Da abertura até a metade do pregão, a maior alta, 0,30%, a queda, de 0,23%, a que chamou a atenção.

Daí até o final, oscilação zero, 65 mil bem baixo, ou 64 mil bem alto, quer dizer, compras e vendas eventuais, sem representar coisa alguma.

Curiosidade: até Gol e Tam subiram, Petrobras e Vale, potências, caíram. Motivo: como são as de maior volume, quem precisa vender, vende essas.

Quase todas as Telefônicas desceram. Bebida em baixa, fumo em alta das maiores. Magnesita em queda desde a semana passada, quem compra “isso?”. As imobiliárias se recuperaram.

Fechamento, (antes dos leilões) em 64 mil e 900 pontos, mais 0,2%, nada. O dólar em 1,85, alta de 0,35% bom para o grande volume negociado.

Bovespa instabilíssima, jogadores desarvorados

Desde o início, até gora, 13:30, quando posto estas observações, o Índice subiu e desceu, como se fosse um elevador que carregasse, ao mesmo tempo, Daniel Dantas, Eike Batista, Arruda e outros não tão pesados.

Na primeira meia hora estável, às 11 horas mais 0,25%, 11:30 passava dos 64 mil, chegava a 65 mil e 200 pontos, alta de 0,50%.

Ao meio-dia voltava aos 64.790, a 1 hora caía para 64.480 pontos, menos 0,50%. Quer dizer: descia 1 ponto em meia hora.

Ações em alta, outras em baixa, como deve ser sempre. Só em momentos de crise, UNANIMIDADE da queda. Em tempos de EUFORIA, (fabricada ou não) também UNANIMIDADE, só que na alta.

O dólar no mesmo patamar de uma semana, entre 1,84 e 1,85. Agora em alta de 0,65%.

No reino das baixarias

Carlos Chagas

Esta semana a baixaria chegou ao Congresso, depois de haver-se estabelecido em artigos de jornal, seminários e palanques, do lado de fora. Basta referir algumas referências de  parte a parte, entre oposição e governo. O presidente Lula havia chamado o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, de “babaca”, enquanto  o ex-presidente Fernando Henrique rotulou Dilma Rousseff de “boneca do Lula”. Foi o que bastou para encher de vergonha os  microfones do Legislativo.

O  senador tucano Tasso Jereissati  falou da “liderança de silicone” exercida pela candidata, quer dizer, falsa. Jarbas Vasconcelos, do PMDB engajado na candidatura José Serra acusa Dilma de “mentirosa” e Ciro Gomes, até agora candidato, acentua que Fernando Henrique “não tem moral” e que age “por vaidade e inveja”. Sucedem-se as tertúlias para saber que governo foi melhor, ou pior: de FHC ou do Lula.

Do jeito que as coisas vão, imagine-se como ficarão quando suspensos os impedimentos legais para as campanhas eleitorais. Porque essas coisas costumam pegar quando movimentadas de cima para baixo. As disputas pelos governos estaduais pegarão fogo. Cite-se apenas Brasília, com o governador acusado de roubalheira, desvio de recursos, compra de deputados e até de tentativa de suborno. Quem se lançar contra José Roberto Arruda precisará alinhar essas e outras acusações, preparando-se para receber igual carga de agressões.

No fundo, é o poder que está em jogo. Para preservá-lo, vale tudo. Para reconquistá-lo, mais ainda. Se as oposições andam com medo do crescimento de Dilma, o PT e o governo tremem diante da possibilidade de perder a ocupação da máquina estatal, mais as  mordomias e nomeações desvairadas.

Saída ainda existe para evitar a multiplicação da lambança. Bastaria uma conversa entre o governador  José Serra e o presidente Lula, enquanto ainda podem controlar seus contingentes e aliados.  Seriam obedecidos,  caso dispusessem de vontade política  para mandar parar as baixarias. O problema é saber se querem…

Não querem outra coisa

Denunciou o presidente Lula, esta semana, que as elites nacionais são perversas porque pode estudar mas não querem que o povo estude. Na mesma oportunidade, no interior de Minas, Dilma Rousseff completou dizendo que Fernando Henrique governou para as elites,  pouco se importando com o povo.

A retórica pode ser até elogiada, mas  enquanto a dupla metralhava o andar de cima, em Brasília o Banco Central divulgava que os bancos, em 2009, tiveram seus lucros aumentados em 24%. Centenas de bilhões engrossaram seus cofres, registrando-se a euforia dos especuladores financeiros diante dos resultados. Não querem outro governo senão o atual, e estão preparados, até mesmo, para desencadear uma perigosa campanha pelo continuísmo, caso a candidatura de Dilma Rousseff não decole a ponto de prenunciar sua vitória. Afinal, se em ano de crise econômica, como foi o passado, o que imaginar para o corrente?É bom tomar cuidado.

Mudanças, só de boca

Terça-feira a  Comissão de Constituição e Justiça do Senado derrotou, por 14 votos a um, projeto do senador Paulo Pain instituindo o imposto sobre grandes fortunas. Solitário, o senador Eduardo Suplicy não conseguiu convencer seus companheiros, mesmo tendo lembrado que projeto igual havia sido apresentado anos atrás, de autoria do então senador Fernando Henrique  Cardoso. Foi aprovado substituto do senador Antônio Carlos Magalhães Júnior, recomendando o arquivamento da proposta.

Na véspera o Senado havia comemorado o Dia do Aposentado, com o plenário cheio e emocionados discursos em favor da correção de todas as  aposentadorias  pelos mesmos índices concedidos aos aposentados de salário mínimo. Mesmo assim, a matéria continua engavetada e nem por sombra será votada este ano. As bancadas governistas, em especial do PT e do PMDB, sustentaram a impossibilidade de a Previdência Social  arcar com as despesas desse reajuste, mesmo sabendo que  em poucos anos estará tudo  nivelado por baixo, ou seja, à exceção de algumas carreiras privilegiadas, todos os aposentados estarão recebendo o salário mínimo.

De José Serra, Dilma Rousseff, Ciro Gomes e Marina Silva não se ouve uma só palavra a respeito. Apenas o governador Roberto Requião ousa prometer que, se eleito, fará justiça aos velhinhos.

Escorregou

Quem escorregou foi o governador José Serra, que em recente entrevista coletiva, acusou a TV-Brasil de parcialidade, enfatizando as enchentes em São Paulo e esquecendo outras regiões, além de agredi-lo com perguntas que não podia responder.

Está enganado o candidato tucano, certamente sem tempo para assistir os telejornais da Rede Brasil, que sendo pública, não é governamental.  Basta somar os espaços e o tempo  dedicados à atividade das oposições para concluir que estão no bom caminho, apesar de incompreensões agora conflitantes: no governo também reclamam  da TV-Brasil, só que por motivos opostos aos de José Serra.  Não parece fácil cultivar a arte da informação precisa e correta.

Há 6 meses, eu dizia: “Sarney pode voltar”

Por causa da campanha eleitoral, e atento aos fatos, colocava a possibilidade do presidente do senado voltar ao Planalto. Agora os fatos e os comentaristas confirmam. Alencar se licencia para tentar ajudar Dona Dilma, Temer não pode assumir para não ficar inelegível. Sarney, “ídolo” no Amapá, tem mandato até 2014.

O corrupto Arruda

A OAB pede a saída do governador de Brasília, e até sua prisão. Faltam provas? As fotos e os fatos são irrefutáveis. Além do mais, existe a CONFISSÃO de Arruda: renunciou para não ser cassado.

A OAB de agora, me lembra a de 1936: Luiz Carlos Prestes, preso e violentamente torturado, não tinha advogado. A OAB, presidida por Magarino Torres, designou o jovem Sobral Pinto para defendê-lo perante o terrível e selvagem Tribunal de Segurança.

A seleção capenga do Dunga, felizmente não é definitiva

A única explicação: como é para jogo amistoso, fez um convescote e não convocação. Só 2 goleiros, o segundo Doni, onde joga e desde quando não joga? Gilberto (?), Michel Bastos (?), por onde anda André Santos? Felipe Melo (?) e Gilberto Silva (?) tudo interrogação.

Entre os “apoiadores”, só Kaká não leva interrogação. Elano (?), Julio Batista (?) e Ramires (?) como segunda opção? Não estão jogando nem nos seus clubes.

Único e verdadeiro quesito: “atacantes”. São esses 4 mesmos, não há o que fazer. Quanto aos dois Ronaldos, o fenômeno no limiar dos 33 anos, nunca esteve nos planos. (Não pela idade, Gilberto tem os mesmos 33 anos).

Ronaldinho não está descartado, mas as dúvidas e a não convocação, perfeitamente compreensíveis. Mas como substituto de Kaká, muito melhor do que os outros três. Mesmo jogando mal, preocupa os adversários. Ainda bem que não é a última convocação.

(No último ministério do Império, Ouro Preto encarregou um senador de comunicar por telefone ao Duque de Caxias. Como eram todos desconhecidos e Caxias já não ouvia nada, a cada nome, perguntava: “Quem? Quem?”. Ficou conhecido como o “ministério quem, quem”. Não durou muito).

Vice candidato

Walter Menezes, Ceará
“Helio, desculpe, mas até quando Aécio pode decidir se será o segundo de Serra? Tenho a impressão que ele mesmo não sabe, pois a cada dia faz uma declaração diferente”.

Comentário de Helio Fernandes
O prazo de desincompatibilização termina em 3 de abril. Até lá pode ficar refletindo sobre as propostas fantasiosas do governador de São Paulo. Ele vai deixar o cargo, sem dúvida pois já foi reeeleito. Se não aceitar a vice com Serra (só aceitará se for alienado) tem praticamente até quase o dia da eleição para concorrer ao senado, uma das vagas é dele.

Idem, idem no Paraná

O governador Requião tem os mesmos prazos. Só que o governador reeeleito, quer ser candidato a presidente. A resistência e o grande adversário: o próprio PMDB. Se não obtiver a legenda, se elege senador mais uma vez. Que República.

Rio 40 graus

Considerado o máximo da temperatura, gerou o filme de Nelson Pereira dos Santos, ficaram como referência. A ONU chegou a discutir uma resolução: quando os termômetros chegassem a esses 40 graus, os empregados deveriam ser mandados para casa. Como tudo na ONU, não sai do papel, a não ser quando os EUA querem invadir um país.

Agora passa dos 40 graus todo dia, os relógios dos bairros, que não existiam antigamente, assustam e esquentam a população. O que fazer?

Lucro do Itaú e do Bradesco,
caso de polícia, espantoso

Enquanto o desemprego aumenta no Brasil, (me farte de desmentir esse estranho Ministro do trabalho, que quase todo dia aparecia na televisão “garantindo que o desemprego estava acabando”) surge esse vergonhoso lucro dos bancos, e COM DESEMPREGO.

Como é que um banco pode aumentar os ganhos em 10 BILHÕES NUM ANO? E além do mais, as filas aumentam, várias caixas ficam sem atendentes, “para reduzir a folha de pagamento”. Ninguém controla isso?

Cobrando caro e mentindo para o assinante

O Sportv está transmitindo tênis da Bahia. Anuncia: “Aberto de Tênis do Brasil”. A verdade: “Challenger do Brasil”. A diferença entre as duas denominações, enorme.

Idade do Ciro Gomes

Juliana
“Helio, corrige aí, o nascimento do Ciro foi em 6 de novembro de 1957”.

Comentário de Helio Fernandes
Desculpa, Juliana, estou aqui com a cópia do registro do seu nascimento: “Pindamonhagaba, 15 de novembro de 1957”. Mas você escreveu com tanta segurança, que acho que deve ser amiga da família. O que eu faço? Desfaço o documento?

Renan “pensa” errado nos adversários ao senado

Para alguns que perguntam como vai sua reeleição, o senador costuma dizer: “Nenhuma preocupação, estou na frente em todas as pesquisas”. Não é isso, ou melhor, “menas” verdade. Na frente dele estão o ainda governador (já reeeleito) Teotônio Vilela Filho. E a ex-senadora Heloísa Helena, garantida.

Agora surgiu o ex-governador Ronaldo Lessa, que deixou o governo totalmente desprestigiado, o que não liquida ninguém e vai bem. Portanto com tantos adversários fortes, já lançados, Renan não pode estar tão tranquilo.

Quatro (com ele) candidatos para duas vagas. E dizem que não são os únicos, surgirão outros.

A “sujíssima” Veja erra
no tênis e na diagramação

1 – “Chama” para a página 65, não há nada do que afirmaram. 2 – Diz que Tiago Fernandes “é o novo fenômeno do tênis brasileiro”. Quanta besteira, Manuel Bandeira. Dos grandes do tênis, raros vieram dos mundiais infantis e juvenis. Alguns ganharam os dois e desapareceram antes dos 21 anos.

Tiago não tem destino ainda definido. No Challenger de Sauípe, que só tem participantes do terceiro time, foi eliminado na chave de classificação.

Bretton Woods, Plano Marshall, Truman, McArthur, Eisenhower, quem queria ser presidente, quem foi presidente depois de Roosevelt

Arnaldo Bragança, Petrópolis
“Quero agradecer a aula sobre o dólar. Tenho 29 anos, formado em Direito, e no segundo ano de Economia. Imprimi o que você escreveu, mostrei aos professores, não sabiam de nada. Tenho uma grande curiosidade: o Plano Marshall tem a ver com essa questão do dólar? E por que o nome? Muito obrigado”.

Comentário de Helio Fernandes
Antes de mais nada, meus parabéns. Formado em Direito, se formando em Economia, não pare por aí. Sem o dólar moeda de troca universal criado em 1944, não haveria de jeito algum o Plano Marshall, logo em 1946. E sem este, quase toda a Europa Ocidental seria sovietizada.

Praticamente destruídos, os países não teriam recursos para a reconstrução nem para começar o desenvolvimento. Os americanos não agiam por generosidade ou impulso, mas plano e idéia, geniais.

Em 1946, pela Revista O Cruzeiro, fiz minha primeira viagem à Europa. Não havia nada em pé, a guerra praticamente terminara. Me concentrei na Alemanha e Inglaterra. Cidades totalmente destruídas. Colônia, na Alemanha, a Prefeitura, funcionando num galpão, com três maquetes. A cidade antes, agora, e a do futuro.

(Coventry sem nada em pé, também reconstruída. Anos depois em novas viagens, tudo completamente reconstruído).

O primeiro cheque veio dos EUA em março de 1946. (A guerra acabou em 8 de maio de 1945). Era de 13 BILHÕES de dólares, festival completo. Foram divididos e depois suplementados. O efeito político, social e administrativo, sensacional. O custo para os EUA, ZERO, era só imprimir e enviar.

A União Soviética iniciava a derrocada, completada pela formidável corrida armamentista dos americanos, que os soviéticos não conseguiam acompanhar. Estes ainda conseguiram construir os submarinos nucleares, Mas à medida que o tempo passava, iam ficando para trás.

Os americanos, de dentro da União Soviética, tiveram a ajuda de Gorbachov e de Yeltsin. Se não fossem esses dois, teria havido na certa a guerra EUA-União Soviética, que se transformou na custosa e famosa Guerra Fria, inacreditável.

O general Marshall foi o senhor da guerra. Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, comandou tudo. A Europa, desesperada, bradava pela “Segunda Frente”. Organizada por Marshall. Indicou para chefiá-la, seu chefe de gabinete, Eisenhower. Não quis ser presidente em 1952, indicou o mesmo Eisenhower.

(Quem queria ser e não conseguiu, foi o “Imperador” McArthur. Mas isso já é outra história).

* * *

PS – A propósito da sucessão de Truman. Vice, assumiu com a morte de Roosevelt. (Um estadista substituído por um medíocre total). Eleito em 1948, queria a reeleição em 1952, o máximo permitido. Tinha ciúme de McArthur e a quase certeza de que teria que enfrentá-lo. Só o chamava de “Imperador”.

PS2 – No final de 1950, chamou o general que administrava o Japão. Foi, Truman era o presidente. Desceu em Nova Iorque, teve recepção extraordinária, igual a de Lindbergh, quando voltou, depois de ter atravessado o Atlântico naquele “aviãozinho” em 1927.

PS3 – McArthur viajou para Washington no “Trem dos Congressistas”, foi direto à Casa Branca. Levado ao “Salão Oval”, Truman falou: “General, pode sentar”. E aquele homem altíssimo, personalidade impressionante, respondeu: “Fico em pé mesmo, o que vou dizer é rapidíssimo. Quem vai derrotá-lo, presidente, não sou eu, é o general Eisenhower”.

Acenou com a mão, deu boa tarde seco e ríspido, foi embora. Pouco mais de 1 ano depois, 1952, Eisenhower era eleito. Ficou 8 anos, até 1960. Não ficou mais, a Constituição não permitia.



Dois bicões

Carlos Chagas

Dois bicões  entraram no palco sem ser chamados nem fazer parte do elenco. Muito menos dispõem de papel definido na peça. Mas puseram-se  sob os holofotes. Comportam-se como  atores principais, quando nem para coadjuvantes tinham sido  chamados.

Se for possível outra imagem, vale a de que Fernando Henrique Cardoso e José Dirceu estão atravessando  o samba. Deixam perplexos a bateria, o mestre-sala e a porta-bandeira das respectivas escolas, mas não estão nem aí para a contagem de pontos.  Querem mesmo chamar a atenção das arquibancadas, imaginando encenar  a  repetição de desfiles antigos e ultrapassados.

O sociólogo, talvez por mágoa de não ser ele o candidato, só faz prejudicar José Serra ao agredir fora de hora  o presidente Lula e  Dilma Rousseff.  Declara guerra aos adversários  nessa fase preliminar do processo sucessório, quando os candidatos ainda se examinam.

O ex-chefe da Casa Civil imagina-se  o coordenador político do governo, que deixou de ser, tentando costurar  alianças capazes  apenas de  acirrar as  divergências na base partidária oficial. Parece não aceitar a perda de poder e cria problemas aos  montes para o PT e adjacências.

Fernando Henrique e José Dirceu não desencarnaram.   São mesmo  dois bicões.

Não aprendeu a lição

De Brasília para Governador Valadares. Entrevista a duas emissoras de rádio. Visita a obras do PAC. Ida a uma universidade federal. Mais obras do PAC. Deslocamento para Teófilo Otoni. Vistoria em outra universidade. Inauguração de instalações. Mais obras do PAC. Reunião com prefeitos da região. Volta a Governador Valadares e retorno a Brasília.

Em todas essas oportunidades  referidas, com Dilma Rousseff a tiracolo,  cumprimentos e conversa com autoridades, discursos em palanques variados, confraternização com populares, banquete e montes de cafezinhos.

Convenhamos, para quem já teve um aviso dias  atrás,  o homem voltou a abusar.

Mais estado ou menos estado?

Parece que dessa vez  a criança nasce.  Dia 20  Dilma Rousseff apresenta seu programa de governo, em assembléia do PT.  O redator principal foi Marco Aurélio Garcia e a informação é de que, em matéria de política econômica,  a proposta é de mais intervenção do estado.

Seria cômico se não fosse trágico verificar que outro programa de governo está sendo  elaborado a toque de caixa. No caso, pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, só que a pedido do PMDB. Michel Temer encomendou o texto ao mais novo filiado ao partido, pretendendo encaminhá-lo à candidata e sugerindo uma simbiose entre os dois planos. É claro que o ex-presidente do Banco de Boston não enfatizará a função  do estado na economia, muito pelo contrário.

Papéis, o vento leva, mas não deixa de ser  promissor que a candidata,  afinal, se disponha dizer a que virá. Como singular parece que um pretendente à vice-presidência da República também possua um plano de governo…

Consequência inevitável

Até que demorou, mas veio. Fala-se da reação explosiva dos paulistanos diante das autoridades municipais, por conta das enchentes. Afinal, são cinqüenta dias de inundações permanentes, sem que a prefeitura dê jeito. O povão estrilou, a polícia bateu e o prefeito sumiu.

É bom  o dr. Kassab  preparar-se,  tendo ou não culpa na tragédia que se repete. Pelo menos, poderia  determinar que gás de pimenta, não. Com a casa alagada, os móveis e demais bens  perdidos, a família abrigada pela caridade pública, o cidadão não merece ser tratado como marginal, só porque protesta.

Depois de quase 4% de alta, a Bovespa virou Las Vegas

Começou em rota de compra, como fui revelando em várias postagens. Às 3 horas batem em 2,80%, às 3:40 em 3,75%. Aí um bando resolveu vender, vinha comprando desde cedo. Como o “mercado” é de oferta e procura, veio caindo. Parou no limite de alta de 2 por cento, ficou um movimento entre compradores e vendedores, mais ou menos igual.

Final: mais 2,40% em 64 mil e 700 pontos. Todas as ações em alta, até as Telefônicas e quem diria, Lojas Americanas e Lojas Renner.

O dólar quase na saiu do lugar, entre 1,84 alto ou 1,85 baixo.

Jereissati-Gilmar Mendes

Às 4:25 cansado da leitura de um livro (maravilhoso) de 720 páginas sobre a Guerra Fria, liguei a televisão. Na TV Senado, Jereissati. Como não tenho tanta saúde, mudei para a TV Justiça. Quem estava falando? O próprio presidente do Supremo, o que une os dois?

Procurei uma televisão que não exibisse Daniel Dantas ou Eike Batista, não encontrei.