Após ser revelado o depoimento à PF, Temer se encontra com filha Maristela

Resultado de imagem para maristela temer

Depoimento de Maristela indica a lavagem de dinheiro

Andréia Sadi
G1 Brasília

O presidente Michel Temer se encontrou neste sábado (19) com sua filha Maristela Temer, em São Paulo, em sua residência. O encontro ocorre um dia após a TV Globo divulgar a íntegra dos depoimentos à Polícia Federal de Maristela e dos fornecedores de uma obra feita na casa da psicóloga em 2014.

A PF suspeita que a obra tenha sido paga com dinheiro de propina. A mulher do coronel Lima, Maria Rita Fratezi, cuidou dos pagamentos da reforma em dinheiro vivo, segundo depoimento dos fornecedores. Lima é apontado pela JBS como intermediário de R$ 1 milhão de propina para o presidente Michel Temer.

NÃO SABE DE NADA –  No depoimento, consta a seguinte declaração da filha de Temer:

“Maristela não reconhece nenhum dos nomes de outros depoentes apresentados a ela e diz “QUE não se recorda do valor exato gasto na reforma de sua residência, mas pode afirmar que custeou as obras com aproximadamente quinhentos mil reais remanescentes da venda do antigo imóvel, empréstimos bancários, não se recordando os valores e mais cem mil reais que a depoente solicitou emprestado de sua mãe; QUE ainda utilizou uma reserva de aproximadamente sete mil dólares que possuía guardado; QUE também utilizou na obra parte da remuneração recebida de sua atividade profissional e, inclusive, naquela ocasião, a depoente recebeu vários pagamentos em espécie de seus pacientes, na sua atividade profissional; QUE também não se recorda o valor total destes recursos que repassou em espécie; QUE, somando superficialmente os valores, acredita ter gasto algo em torno de R$ 700.000,00 (setecentos mil reais) na obra.”

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O depoimento da filha de Temer é uma confissão de culpa. É uma mulher adulta, que comprou uma casa por R$ 900 mil, na obra gastou outro tanto (não sabe o valor), não sabe quem fez a reforma, tudo foi feito e pago em dinheiro vivo pela mulher do coronel Lima, aquele amigo e cúmplice de Temer em trampolinagens, e filha não sabe de nada, rigorosamente nada. (C.N.)

Ex-presidente Dilma concorrerá ao Senado em Minas Gerais, decide o PT

Resultado de imagem para frases de dilmaJuliana Cipriani
Estado de Minas

O PT de Minas Gerais deve mesmo lançar a candidatura de Dilma Rousseff ao Senado. A intenção da ex-presidente de concorrer ao Parlamento este ano já havia sido anunciada, mas o partido cogitava a possibilidade de ela não concorrer em troca do apoio do MDB para barrar o processo de impeachment contra o governador Fernando Pimentel (PT). Agora, os petistas mineiros devem tentar salvar o mandato de Pimentel vencendo a votação no plenário da Assembleia Legislativa.

Na quinta-feira à noite (17/5), o lançamento em Belo Horizonte do filme O processo, documentário sobre o impeachment de Dilma, ganhou ares de pré-campanha. O mote “Dilma senadora” foi usado em faixas e cartazes pelos petistas que lotaram a sessão.

SEM ACORDO – Segundo uma fonte ligada a Pimentel, o governo já entendeu que não há mais possibilidade de acordo com o MDB, partido do presidente da Assembleia, Adalclever Lopes. Assim, vai partir para a eleição com uma chapa forte, com Dilma concorrendo para o Senado. Para o governo mineiro, a oposição não deve aprovar o impeachment de Pimentel.

“Não tem mais nenhum tipo de possibilidade de acordo. Eles querem manter o processo de impeachment só para aumentar o desgaste do governo. Sabem que não têm força para aprovar”, disse a fonte.

O governo, por sua vez, vai usar as armas de que dispõe para derrotar o impeachment. Nos bastidores, cargos e liberação de emendas estão sendo negociados com os aliados e possíveis novos apoiadores. A conta é que Pimentel só precisa de 26 votos a seu favor para impedir que o processo de impeachment se instaure. A diferença de articulação entre ele e a ex-presidente Dilma, que perdeu seu mandato, é gritante. Pelos cálculos do governo, Pimentel tem pelo menos 40 votos garantidos.

DILMA FOI O ESTOPIM – A crise surgiu devido à pré-candidatura de Dilma ao Senado, com a transferência do título dela para Belo Horizonte. Foi o estopim para uma briga com o MDB, que sustentou o governo Pimentel no Legislativo. O presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, esperava ser o único nome forte a concorrer na chapa do PT ao Senado, apesar de este ano duas vagas estarem em disputa.

Nessa quarta-feira, o emedebista deu mais uma mostra de que vai seguir com o pedido de impeachment apresentado pelo advogado Mariel Marra. A Mesa aprovou o rito do processo, que foi publicado nesta sexta-feira no Diário Legislativo.

Na Assembleia, o primeiro-secretário da Casa deputado Rogério Correia (PT) participou do ato de apoio à candidatura de Dilma. Ele minimiza, porém, a situação de rompimento com o MDB e diz ainda acreditar em uma aliança. “Havendo aliança do PT com o MDB, na minha opinião, a candidatura do Adalclever ao senado pode vir junto. Não há impedimento nisso e acho que até reforça a Dilma. Ele (Adalclever) alavanca as duas candidaturas e o segundo voto do PT certamente seria dele”, disse.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– A notícia da volta de Dilma é auspiciosa. O povo precisa de diversão e a ex-presidente é uma atração à parte, com uma rara “mulher sapiens” que realmente sabe usar a oratória para divertir as massas. (C.N.)

Aliados de Doria cobram recursos para a campanha e irritam Alckmin

Resultado de imagem para alckmin irritado

Alckmin não aceitou ser pressionado por Tobias

Daniela Lima
Folha/Painel

É crescente a tensão no PSDB. Nesta semana, Geraldo Alckmin, presidente e pré-candidato do partido ao Planalto, teve uma conversa ríspida com quadros da sigla em SP que foram reivindicar um volumoso repasse de recursos do fundo eleitoral para a campanha de João Doria (PSDB) ao governo do estado. Alckmin não gostou da abordagem, fez questão de dizer que não trataria de dinheiro e, em privado, reclamou do teor do pedido, feito em meio à desconfiança que ronda sua pré-candidatura.

A reunião com o ex-governador foi pedida pelo presidente da sigla no estado, Pedro Tobias. Ele apareceu na audiência acompanhado do presidente da Assembleia, Cauê Macris (PSDB), do secretário-geral do partido, Cesar Gontijo, e do deputado estadual Marcos Vinholi (PSDB-SP).

HORA ERRADA – Ao ouvir o pleito do grupo, Alckmin disse que não estava disposto a tratar do assunto. Segundo relatos, o presidenciável se irritou porque, num momento delicado de sua jornada eleitoral, foi abordado por aliados que não queriam sugerir soluções, mas demandar.

Procurado, Cauê Macris negou que tenha havido qualquer discussão na conversa com o ex-governador. “Em nenhum momento houve fala mais ríspida. Quem disse isso está mentindo”, afirmou.

Para melhorar a campanha, o PSDB vai colocar no ar uma série para web, sob o título “Geraldo Alckmin descomplica”. A ideia é que o presidenciável tucano use um discurso simples, respondendo perguntas de eleitores sobre os mais variados temas.

OUTROS PARTIDOS – Dirigentes do DEM que estiveram com Valdemar Costa Neto dizem ter sentido que o comandante do PR está inseguro em se aliar ao grupo que busca uma alternativa para a eleição, mas vai dar corda à proposta de o empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar, ser o candidato ao Planalto do bloco.

A postos, Josué disse à cúpula do DEM que está disposto a assumir qualquer missão.

Por fim, o PSB e PT decidiram deixar para depois uma conversa sobre aliança no cenário nacional. A ordem agora é priorizar as negociações locais, para resolver palanques nos dez estados em que há chance de parceria. Minas e Pernambuco são os mais complexos.

Um porto minado pela corrupção é mais uma denúncia contra Jaques Wagner

Crédito: Yasuyoshi Chiba

No Reino Unido, a propina a Wagner é caso judicial

Ary Filgueira e Tábata Viapiana
IstoÉ

O ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT), quem diria, foi parar na mais alta corte comercial da Inglaterra, a Queen’s Bench Division Commercial Court. É mais um capítulo da polêmica obra do Porto Sul, um complexo formado por porto e ferrovia, que está sendo construído em Ilhéus (BA), iniciado por Wagner e que prossegue no atual governo do também petista Rui Costa. A obra vem sendo contestada por ambientalistas, pois desmatará 500 hectares de Mata Atlântica. Na corte inglesa, discute-se como, em um único dia, reverteu-se um parecer do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) que reprovava o empreendimento.

Existem veementes indícios de pagamento de propina tendo como endereço os aveludados bolsos do petista.

PORTO SUL – O início da história do Porto Sul remete a 2007, quando o bilionário indiano Pramod Argawal resolveu desenvolver o projeto Pedra de Ferro, ou Porto Sul, para extrair minério de ferro no município de Caetité e levá-lo até Ilhéus, pela estrada de ferro. O objetivo da empresa privada seria alcançado com a ajuda de recursos públicos. O então governador da Bahia, Jaques Wagner, conseguiu que a obra fosse incluída no Plano de Aceleração e Crescimento (PAC).

Mas só os recursos públicos não eram suficientes. Era preciso vencer a burocracia que emperrava os planos do magnata indiano. Um deles era a recusa do Ibama em emitir a licença de instalação do porto. É aí que a resistência do Ibama é resolvida por um passe de mágica. No início do dia 19 de setembro de 2014, técnicos do Ibama negaram a autorização da licença de instalação da obra. No final desse mesmo dia, o consórcio conseguiu permissão dada de forma misteriosa pelo presidente do órgão na época, Volney Zanardi Junior.

CORONEL WAGNER – Para o diretor da SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, Jaques Wagner agiu no episódio como um verdadeiro coronel no Sul da Bahia, para conseguir autorização para a obra. “Ele reclamava tanto de Antônio Carlos Magalhães que agiu de forma semelhante”, comparou, referindo-se ao ex-senador e coronel baiano, falecido em 2007.

Exatamente pelas suspeitas em torno da reviravolta no Ibama é que esse episódio foi parar na Corte inglesa. Sócia do indiano no Porto Sul, a Eurasian Natural Resources Corporation (ENRC) cogitava comprar a totalidade do empreendimento. Uma última parcela, de US$ 220 milhões, seria paga somente se Pramod Argawal conseguisse a licença do Ibama. Ele conseguiu, mas não evitou que o caso fosse parar na Justiça inglesa.

DENÚNCIA – No dia 20 de fevereiro, na Queen’s Bench Division Commercial Court, os advogados da ENRC alegaram que não pagaram a parcela porque descobriram que a licença de instalação do Porto Sul foi conseguida com pagamento de propina. E um dos beneficiados seria Jaques Wagner.

Um fato que corrobora a suspeita é o número de contatos telefônicos entre o indiano e o ex-governador. Segundo os advogados, foram feitas quatro ligações para o telefone de Wagner às vésperas da saída da licença. Wagner defende-se das acusações. Nega qualquer vantagem pessoal. Em nota enviada por sua assessoria, ele afirma que “tanto o porto como a ferrovia são essenciais para o desenvolvimento da Bahia, do Nordeste e do Brasil”.

Na próxima terça-feira 22, representantes do Ibama terão reunião em Ilhéus com o Ministério Público Federal e integrantes da sociedade civil para tratar do caso. Este é mais um enredo obscuro que envolve o petista. Ele chegou a ser cotado para substituir Lula na disputa pela Presidência, mas até o PT já abandonou o barco do ex-governador. Antes solução, Jaques Wagner virou um porto de problemas.

Antes de ser preso, Dirceu chorou entre amigos e terminou sua autobiografia

Resultado de imagem para dirceu preso

Defesa de Dirceu ainda tem esperanças de libertá-lo

Mônica Bergamo
Folha

O ex-ministro José Dirceu segue firme na intenção de jamais aderir a um acordo de delação, apesar da perspectiva de talvez nunca mais sair da prisão. Figura central do PT, ele diz que “nem em música” considerou algum dia a hipótese de fazer colaboração premiada. “Nem em samba-canção”, afirma. “No Exército Vermelho [da antiga União Soviética] tinha um ditado: para ser covarde, é preciso ter coragem. Porque os traidores eram sumariamente eliminados pelo comissário político na frente de batalha.”

“Eu fui formado numa geração em que a delação é a perda da condição humana. A maioria [das pessoas presas na ditadura] não delatou nem mesmo sob torturas que as destruíam psicologicamente, fisicamente. Muitas ficaram com sequelas e carregam até hoje aqueles tormentos, como é o caso da própria [ex] presidente Dilma”, segue ele.

AUTOBIOGRAFIA – Antes de ser preso, o ex-ministro terminou de escrever uma biografia, que será lançada pela Geração Editorial.

Apesar das mensagens enviadas na quinta-feira (17) a grupos de WhatsApp em que aparentava firmeza e força, Dirceu chegou a chorar em conversas com alguns amigos antes de ser preso.

O petista pensava, num primeiro momento, em tentar cumprir a pena no Complexo Médico Penal, no Paraná, para onde esperava que Lula fosse transferido. A decisão do ex-presidente de permanecer onde está fez com que Dirceu preferisse ficar em Brasília.

Fachin garante pensão por morte a filhas de servidores que ficaram solteiras

O ministro Edson Fachin, do STF (Foto: Carlos Moura/STF)

Fachin tomou uma decisão que não é nada razoável

Mariana Oliveira
TV Globo, Brasília

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, determinou a retomada do pagamento de pensões por morte pagas a filhas de servidores públicos federais que forem solteiras mesmo se elas trabalharem e tiverem mais de 21 anos. A decisão do ministro, tomada na terça-feira (15) e divulgada nesta sexta-feira (18), atinge mais de 200 casos levados ao STF.

Em 2016, o Tribunal de Contas da União (TCU) fez um pente-fino em mais de 19 mil pensões e revisou as regras, excluindo as beneficiárias que tinham outra fonte de renda. Diante disso, ações judiciais contra a decisão do tribunal começaram a ser apresentadas ao STF, e o ministro Fachin vinha concedendo decisões favoráveis às filhas dos servidores.

A DECISÃO – Para Fachin, o TCU não poderia retirar um benefício previsto em lei. A legislação em vigor, de 1958, estipula que tem direito à pensão “a filha solteira, maior de 21 anos” e que ela “só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente”. O benefício foi revogado em 1990, mas garantido a quem já o recebia e se enquadra nessas regras.

Segundo a decisão, a revisão só pode ocorrer nos casos em que a mulher deixar de ser solteira ou venha a ocupar um cargo público permanente. Fachin lembrou que uma súmula do STF permite, inclusive, que a filha opte pelo benefício mais vantajoso, a remuneração no cargo ou a pensão do pai.

O ministro considera que a revisão, por parte do TCU, viola princípios previstos na Constituição de 1988 e entendimentos do Supremo, que preveem que a pensão por morte seja regida pela lei da época em que o pai morreu.

PRINCÍPIOS – “Em meu sentir, todavia, os princípios da legalidade e da segurança jurídica não permitem a subsistência in totum da decisão do Tribunal de Contas da União. A violação ao princípio da legalidade se dá pelo estabelecimento de requisitos para a concessão e manutenção de benefício cuja previsão em lei não se verifica. Verifica-se, portanto, que a interpretação mais adequada (…) é aquela que somente autoriza a revisão da pensão concedida com amparo em seu regramento nas hipóteses em que a filha solteira maior de vinte e um anos se case ou tome posse em cargo público permanente”, escreveu o ministro.

“Trata-se de aplicar a consolidada jurisprudência desta Corte segundo a qual a concessão do benefício previdenciário de pensão por morte deve ser regida pela lei vigente à data em que falece o segurado instituidor”, acrescentou Fachin.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Neste julgamento, Fachin se comportou como um completo idiota. Baseou sua decisão em dois princípios do Direito – Legalidade e Segurança. Mas esqueceu a existência de um princípio maior, que paira sobre todos os demais – a Razoabilidade. Ou seja, o que não é razoável não é legal, embora esteja previsto em lei. Mas quem se interessa? (C.N.)

Tucanos e aliados já questionam a viabilidade da candidatura de Alckmin

Resultado de imagem para alckmin charges

Charge do Mário Adolfo (Arquivo Google)

Igor Gielow
Folha

O presidenciável Geraldo Alckmin enfrenta o momento mais difícil de sua pré-campanha, com crescente questionamento interno no PSDB sobre a viabilidade de sua postulação. Se as dúvidas são colocadas publicamente por antigos aliados como o DEM, elas agora agitam o caldeirão tucano de rumores. Mas parece questão de tempo até algum peessedebista externar o que se diz reservadamente entre apoiadores e céticos da candidatura Alckmin: ele vai até o fim?

O próprio ex-governador paulista já deu uma resposta prévia em eventos nesta semana, dizendo que as avaliações são precipitadas. Alckmin afirma que a campanha de fato só começará quando se iniciar o horário gratuito de TV, em agosto.

PESQUISA – O estopim aparente da insatisfação foi a pesquisa CNT/MDA que mostrava um retraimento nas suas intenções de voto de quase 10% para 5%.

Reunião nesta semana examinou uma grande pesquisa qualitativa apontando que o eleitor médio identifica o tucano com a política tradicional que hoje é encarnada no poder por Michel Temer (MDB), ou seja, altamente impopular.

O debate sobre como mudar isso é inconclusivo, não menos porque Alckmin mantém sua posição de “jogar parado”. Alguns aliados na cúpula tucana pregam a adoção de um figurino mais agressivo. Polemizar com o nome que lhe tira votos à direita, Jair Bolsonaro (PSL), é uma opção, mas isso teria de ser feito de forma a não alienar todo o eleitorado do deputado.

ECONOMIA PIORA – Como existe um mar de votos hoje em branco à espera de rede de pesca, estimados de 20% a 30% do eleitorado, outra ideia tem a ver com a piora dos indicadores econômicos e a recente disparada do dólar, que assusta a classe média.

Como fez Fernando Henrique Cardoso em 1998, apresentar Alckmin como o único capaz de enfrentar a crise pode ser uma linha de ação. Não deixa de ser irônico, dado que o campo conservador contava com a melhoria da economia sob Temer —com apoio do PSDB— como ativo.

Sem isso, discursos populistas são favorecidos, e o rebolado retórico tucano teria de ser bem embalado para atingir além dos já convertidos.

CIRO CRESCE – Mesmo entre eles há dúvidas. Na conferência anual de CEOs promovida pelo Itaú em Nova York nesta semana, as conversas giraram em torno das dificuldades de Alckmin e do temor de um crescimento de Ciro Gomes (PDT), visto como hostil ao mercado.

Com tudo isso, nomes alternativos voltam à baila, ainda que Alckmin seja o presidente do PSDB e tenha a palavra final sobre o assunto.

Após passar 2017 ameaçando a postulação de Alckmin, o nome de seu ex-protegido João Doria está em todas as conversas sobre o tema. O ex-prefeito tem, publicamente e em conversas internas, mantido apoio a Alckmin. Mas o assédio a ele aumentou, e um tucano próximo a Doria sugere que metade da bancada estadual do partido já defende a substituição.

TAMBÉM NA CÂMARA – Segundo a Folha ouviu de dois importantes deputados federais do partido, o mesmo movimento estaria acontecendo na bancada tucana paulista da Câmara.

Um integrante da pré-campanha admite temer a contaminação de outras sucursais do tucanato pelo país. Diferentemente de Alckmin, Doria ainda empolga aliados externos, especialmente no MDB, e de quebra não tem contra si nenhuma investigação da Operação Lava Jato.

Até como vice de Alckmin ele foi sugerido na mesma reunião que discutiu a imagem do tucano, mas a sugestão foi considerada implausível.

CLIMA RUIM – Na base do clima ruim está a dificuldade de comunicação para acertos básicos, como palanques estaduais. A pré-campanha, quase dois meses depois de Alckmin ter deixado o governo, não tem comando político definido.

Quem fala pelo ex-governador são figuras sem trânsito fora de São Paulo: Samuel Moreira, Silvio Torres e Luiz Felipe D´Ávila. Tucanos com peso regional, como os ex-governadores Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR), estão até aqui alijados de decisões.

Para um aliado de Alckmin, a pressão é natural e o tucano sairá da imobilidade a tempo.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O chamado Picolé de Chuchu foi uma escolha errada do PSDB, que não tem mais líderes nacionais. O fenômeno João Doria, todo estruturado na base do marketing, tinha muito mais chances. É sempre bom lembrar que, quando enfrentou Lula em 2006, no segundo turno Alckmin conseguiu ter menos votos do que no primeiro turno, repetindo o que aconteceu com o jornalista Helio Costa numa eleição para o governo de Minas. (C.N.)

Fornecedores confirmam pagamentos em dinheiro na obra de Maristela Temer

Resultado de imagem para casa da filha de temer

A reforma da casa foi paga sempre com dinheiro vivo

Andreia Sadi e Marcelo Parreira
G1 Brasília

O blog teve acesso a depoimentos dos fornecedores de material para a reforma da casa de Maristela Temer, filha do presidente Michel Temer. Veja abaixo:

PIERO COSULICH, dono da Ibiza Acabamentos (no último dia 3) – Informou ter recebido em sua loja Maria Rita Fratezi (esposa do Coronel Lima), que informou estar encarregada da realização de uma obra de reforma em endereço residencial próximo à Ibiza Acabamentos. Ela teria adquirido materiais no valor de R$ 100 mil, pagamento dividido em 4 parcelas de R$ 20 mil e outras de valores menores.

Segundo ele, “quase a totalidade dos pagamentos foram realizados em cheques “caução”, não se recordando se em nome de Maria Rita ou de outra pessoa ou empresa, os quais eram trocados por Maria Rita por dinheiro, em espécie, quando da data de seu vencimento e em algumas ocasiões com algum pequeno atraso.” Ele também disse que “pode afirmar que todo material de fato foi entregue no endereço fornecido por MARIA RITA, o qual acredita que seja a residência de MARISTELA TEMER”.

Entre os itens adquiridos, ele lista porcelanato, cubas para banheiro e uma jacuzzi. Ele disse que a arquiteta nunca justificou ao depoentes as razões pelas quais realizava os pagamento em dinheiro em espécie. Ele reconheceu a assinatura da esposa dele, que administra a loja com ele, no recibo apresentado a ele.

CARLOS ROBERTO PINTO (no último dia 2) – Ele trabalhou na Argeplan entre 1990 e 1995, mas depois atuava apenas em casos esporádicos. Um dos empreendimentos da Argeplan em que trabalhou foi a reforma da casa de Maristela Temer. Segundo ele, “as questões técnicas relacionadas à prestação de serviços, executado pelo depoente na obra da residência de MARISTELA TEMER ocorreram todas por meio de MARIA RITA FRATEZI, inclusive a contratação do depoente”.

Segundo ele, sua atuação envolveu fazer o acompanhamento da questão legal da obra junto à Prefeitura de São Paulo. Segundo ele, a obra estava mais relacionada “à alteração do layout interno, troca de acabamentos, modernização interna, troca da fachada e também a reforma de uma edícula no fundo do imóvel.” Ele confirma que Maria Rita Fratezi era a responsável por acompanhar as obras e fazer as contratações. Ele disse ter recebido em torno de R$ 15 mil pelo trabalho.

Segundo ele, “não é habitual o pagamento em dinheiro em espécie para fornecedores, porém, a depender da negociação, às vezes se estabelecem tais termos entre o fornecedor e cliente, quando mais vantajoso para o cliente; que porém, geralmente tais transações não são bem vistas pois estão atreladas a possível não emissão de nota fiscal, sonegação de impostos ou mesmo visam ocultas reais pagadores.” (pp. 69 e 70)

Ele ainda disse que um dos orçamentos apresentados a ele, de R$ 1,3 milhão, estaria compatível com os serviços executados. E disse que, enquanto trabalhou para a Argeplan, fixo ou não, “não teve conhecimento de outras obras executadas em residências particulares pela empresa.”

NAYARA MÁRMORE DA SILVA (no último dia 3) – Ela informou conhecer Maristela há 15 anos por ser mais próxima da mãe de Maristela. Segundo ela, em 2011 Maristela pediu que ela fizesse uma “especificação de materiais” para ela, porque planejava reformar a casa. Ela disse ter feito e, em 2011 ou 2012, acompanhou Maristela em uma reunião na Argeplan.

Segundo ela, o engenheiro ou arquiteto da reunião (ela não se lembra o nome, mas acredita ser Fabiano) pediu os detalhes do que ela havia apresentado antes. Maria Rita Fratezi não participou da reunião e a obra não foi adiante.

Em 2013, ela teria sido procurada novamente por Maristela, que lhe pediu um orçamento. Ela afirmou ter ido com profissionais até a casa e orçado uma obra em R$ 900 mil, mas depois foi informada por Maristela que não faria a obra.

Ciro Gomes articula aliança de centro-esquerda e diz que haverá 15 candidatos

Ciro Gomes

Ciro diz que as esquerdas só se unem no segundo turno

Lauriberto Braga
Estadão

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) prevê que dos atuais 23 pré-candidatos à Presidência do Brasil somente 15 chegarão na reta final em outubro no primeiro turno. “Acho que assim como Joaquim Barbosa, outros pré-candidatos sairão. Não haverá vinte e três candidatos, como hoje se menciona, mas ainda assim haverá muitos candidatos. No mínimo uns quinze”, disse nesta sexta-feira, dia 18, em entrevista coletiva no 60º Congresso Nacional de Hotéis (Conotel), no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, preferindo não nominar quem sairá da corrida presidencial.

Sobre as alianças, Ciro disse que falará “só na hora própria. Lá para junho, julho”.

E O VICE? – No momento, ele trabalha uma aliança de centro-esquerda e cogita dois nomes para ocupar o posto de vice: os empresários Josué Gomes Alencar (PR) e Benjamin Steinbruch (PP). “Isso vai acontecer a partir de junho, quando começamos a preparar as convenções de julho e agosto”, destacou.

Ciro Gomes não vê possibilidade de ter o apoio do PT, nem do MDB e tampouco do DEM, pois acredita que esses partidos terão seus próprios candidatos. O presidenciável tem conversando através do presidente do PDT, Carlos Lupi, com setores do PCdoB, PSOL e do PT, mas não aposta em apoio dos três partidos no primeiro turno. Acha mais provável um acordo com o PSB.

“Tenho uma afinidade absoluta com a Manuela d’Ávila, por exemplo. Eu aprendo muito com ela, é uma figura de grande valor e tenho sim uma aliança programática com ela. O que importa agora é eleger a ideia que possa interromper essa tragédia que os golpistas estão querendo legitimar pelo voto”, disse.

Viver é afinar o instrumento de fora para dentro, dizia o irrequieto Walter Franco

Resultado de imagem para walter franco cantor

Franco assume hoje um visual mais conservador

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

 

O cantor e compositor paulista Walter Rosciano Franco, na letra de “Serra do Luar”, mostra que através do pensamento viajou no vento para encontrar o seu amor. Esta música faz parte do LP Walter Franco, lançado em 1982 pela Polygram.


SERRA DO LUAR
Walter Franco

Amor
Vim te buscar em pensamento
Cheguei agora no vento
Amor não chora de sofrimento
Cheguei agora no vento
Eu só voltei pra te contar
Viajei, fui pra serra do luar
Eu mergulhei, ai, eu quis voar
Agora vem, vem pra terra descansar

Viver é afinar o instrumento
De dentro pra fora
De fora pra dentro
A toda hora, a todo momento
De dentro pra fora
De fora pra dentro

Budistas promovem domingo no Rio a Cerimônia do Banho no Menino Buda

Resultado de imagem para Cerimônia do Banho no Menino BudaAntonio Rocha

Outro dia, no centro de Duque de Caxias, RJ, entrei em uma pastelaria chinesa para fazer um lanche. Escolhi dois banquinhos de balcão, sentei em um e coloquei a mochila no outro. Estava saboreando um pastel de queijo e um copo de caldo de cana, quando vejo na parede um pequeno e bonito pôster em Mandarim, do tamanho de uma revista semanal.

Sorri felicíssimo, fiz uma reverência. Apontei para a imagem e com fé exclamei alto: “Namo Kuan Shi Yin Pu Sa”, que significa: “Eu me refugio em Kuan Yin, a Bodhisatva da Misericórdia”.

Surpresa, a chinesinha do caixa, com sotaque, perguntou: “Como você sabe?”

“Eu sou budista há mais de 44 anos e devoto de Kuan Yin” – respondi.

Indicando os familiares que cuidavam da pastelaria, ela respondeu: “Nós também!”

BÊNÇÕES – Que as bênçãos dessa maravilhosa Bodhisatva da Compaixão e da Misericórdia estejam com os moradores, amigos, visitantes e todos os que lá trabalham, é o que eu espero.

Respeitando-se as devidas proporções, o termo Bodhisatva significa “anjo, anja”, e tanto serve para pessoas, quanto para os espíritos, Bodhisatvas Celestes, que é o caso de Kwan Yin  em mandarim  Kanon, em japonês, Quan Yin ou Guan Yin, em vietnamita, Avalokiteswara em sânscrito (às vezes, aparece como homem) e Tara, em tibetano.

A referência literária encontra-se em um dos capítulos do Sutra Lótus, texto sagrado para os budistas, que conta a história e os milagres desta divindade oriental. Há quem afirme que equivale à Nossa Senhora, no Ocidente. Outro dia vi uma pintura de Kwan Yin, feita aa Coréia do Sul, e parecia muito com as representações de Nossa Senhora feitas por aqui.

EDIÇÃO ÚNICA – Em português só há uma edição publicada nos EUA, “Sutra do Lótus da Verdadeira Doutrina”, 624 páginas, publicada em 2006, mas hoje, dificílima de encontrar. Os editores brasileiros ainda não tiveram coragem ou dinheiro ou interesse para investir neste empreendimento.

Sutra significa sermão, discurso, ensinamento, pronunciamento. Kwan Yin é vista como a “Matriz geradora de todos os Budas”. E o citado livro informa que são muitos, milhares de Budas, pois todos os seres vivos, via evolução espiritual, belo dia chegarão ao Estado de Buda, difícil de definir, mas podemos aproximar como Iluminação, Santidade e afins.

CERIMÔNIA NO RIO – Aproveito a oportunidade e convido os que moram no Rio, RJ, para no próximo domingo, na parte da manhã, a partir das 10 horas, na Praça Edmundo Rego, Grajaú assistirem um belo e multimilenar evento, grátis. A cargo da Blia – Associação Internacional Luz de Buda.

Como o blog TI serve de pauta para muitas mídias, aproveito para sugerir aos jornalistas e cinegrafistas de plantão no domingo que, apareçam lá. É o segundo ano que o evento é realizado em praça pública, perto tem um templo budista chinês.

É a Cerimônia do Banho no Menino Buda, em que os participantes, um por um, em fila, banham a pequena imagem. Dizem os textos que isso traz muito boa sorte, independente da pessoa ser budista ou não.

Rivalidades, inabilidades e infantilidades tornam a Tribuna uma chatice enorme

Imagem relacionada

Charge do Edra (Arquivo Google).

Carlos Newton

Jamais pensei em editar um blog, mas o destino assim quis. Quando a Tribuna da Imprensa deixou de circular, em dezembro de 2008, eu pretendia voltar ao trabalho em televisão e cinema, como documentarista. Mas o Dr. Luiz Nogueira, um dos maiores advogados do país, com escritório em São Paulo e que defende Helio Fernandes, veio ao Rio de Janeiro e me convidou para almoçar no Copacabana Palace. Durante a conversa,  propôs a criação de um blog para que Helio Fernandes não deixasse de escrever . Ele tinha patrocinadores, que garantiriam uma receita suficiente para iniciarmos o Blog.

Topei de imediato. Como não sou do ramo da informática, convidei o grande jornalista e cronista Antonio Caetano para montar e editar o Blog, que foi um sucesso desde o começo.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO – Faz quase dez anos, mas parece que foi ontem. Este blog foi criado para dar liberdade de expressão a todas as correntes ideológicas, algo inexistente na internet. Além da coluna do Helio Fernandes, passei a republicar artigos de outros portentosos jornalistas da Tribuna da Imprensa, como Sebastião Nery, Carlos Chagas e Pedro do Coutto.

Como nenhum deles era de direita, abri espaço para Percival Puggina e outros articulistas conservadores, equilibrando o barco para tocá-lo adiante, porque a ideia sempre foi publicar artigos e reportagens que provocassem discussões que fossem proveitosas para o aperfeiçoamento da democracia à brasileira, se é que podemos chamá-la assim.

O resultado foi espetacular. Depois, Helio Fernandes decidiu sair para montar seu próprio blog, o nome foi trocado para “Tribuna da Internet”, por sugestão de Antonio Caetano, e continuamos em frente, com cada vez maior influência, funcionando até mesmo como pauta para os jornalistas.

AGORA, A CHATICE – Quando Percival Puggina mandou um e-mail reclamando que eu estava esquecendo de publicar os artigos dele, julguei que minha ideia tinha dado certo, seria possível a convivência democrática de esquerda e direita. Mas agora vejo que foi um engano. O blog é uma chatice. Comentaristas vivem brigando, um provocando o outro, num festival de rivalidades, inabilidades e infantilidades, sem perceber como são ridículos a até patéticos.

No meio da baixaria, outros comentaristas surgem com palavrões, é decepcionante. Tenho de perder um tempo enorme para ler os comentários, um a um, dá para se sentir mais escravizado do que a ex-ministra Luislinda Valois…

Nesta sexta-feira, um importante artigo trazido por Mário Assis Causanilhas merecia provocar análises em profundidade. Rapidamente chegou aos 150 comentários, mas a maioria era de bobagens que nada tinham ver com o tema abordado — a estratégia dos militares no atual momento político. É desanimador, desagregador e desalentador. Mesmo assim, iremos em frente. 

###
P.S. Sou comunista, mas acho ridícula a brigalhada entre direita e esquerda. As duas teorias têm erros e acertos. Minha meta é identificar os erros e acertos de cada lado e harmonizar as coisas, em benefício da sociedade. No entanto, para que isso ocorra e o mundo se equilibre, será preciso que as pessoas raciocinem sem paixões. É aí que a coisa pega.  A maioria das pessoas se nega a raciocinar, conforme fica demonstrado aqui na TI.  (C.N.)

Gilmar Mendes continua descontrolado e manda soltar mais quatro presos

Resultado de imagem para gilmar mendes enfurecido

Só tomarão providências quando Gilmar surtar de vez

Mariana Oliveira
TV Globo, Brasília

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar (decisão provisória) nesta sexta-feira (18) para soltar mais quatro suspeitos de fraudar fundos de pensão e presos na Operação Rizoma, da Polícia Federal: Marcelo Borges Sereno, economista e ex-assessor do ex-ministro José Dirceu; Adeilson Ribeiro Telles; Carlos Alberto Valadares Pereira (Gandola); e Ricardo Siqueira Rodrigues.

As ordens do ministro são uma extensão da decisão sobre Milton Lyra, suposto operador do MDB no Senado, preso na Operação Rizoma (um desdobramento da Lava Jato) e também libertado por Gilmar Mendes, na última terça-feira (15).

OPERAÇÃO RIZOMA – Os cinco tinham sido presos por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio. A estimativa é de que o suposto esquema investigado pela Operação Rizoma gerou cerca de R$ 20 milhões em propina.

Os quatro libertados nesta sexta-feira serão liberados, mas terão que cumprir três determinações: estão proibidos de manter contato com os demais investigados; estão proibidos de deixar o país sem autorização da Justiça; devem entregar o passaporte em até 48 horas.

Para Gilmar Mendes, as acusações são de crimes graves, mas, para ele, estão “distantes” da decretação da prisão, o que, de acordo com o ministro, não justifica a necessidade de prisão preventiva.

DISTANTES NO TEMPO – “Os supostos crimes são graves, não apenas em abstrato, mas em concreto, tendo em vista as circunstâncias de sua execução. Muito embora graves, esses fatos são consideravelmente distantes no tempo da decretação da prisão”, afirmou o ministro.

Segundo o ministro, em relação ao economista Marcelo Sereno, os fatos se referem aos anos de 2013 e 2014; sobre Adeilson Ribeiro Telles, suspeito de fraudes no fundo Postalis, as suspeitas são do período de 2014 a 2016; em relação a Carlos Alberto Valadares Pereira, suspeito de irregularidades no fundo Serpros, a 2014 e 2015; e sobre Ricardo Siqueira Rodrigues, também suspeito de fraudar o Serpros, ao período de 2014 a 2017.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Gilmar Mendes copiou a mesma decisão anterior, nem se deu ao trabalho de escolher melhor os argumentos jurídicos. Com isso, considerou “distantes no tempo” crimes “graves” ocorridos de 2013 a 2017.  Como se vê, o ministro parece estar sofrendo de problemas psicológicos ou psiquiátricos, tipo Síndrome de Superhomem ou Síndrome de Estocolmo. Mas quem se interessa? (C.N.)

Seria Bolsonaro um direitista de esquerda, conforme Rodrigo Maia afirma?

Resultado de imagem para bolsonaro

Jair Bolsonaro se tornou um curioso enigma político

Fernando Schüler
Folha

Dias atrás eu escutava um ilustre intelectual, apoiador de Bolsonaro, sugerindo o seguinte: essa campanha não é sobre os rumos da economia, regra de ouro ou reformas estruturais que o país precisa fazer. É sobre coisas bem mais elementares. Há uma sensação de insegurança em nossas cidades e de incerteza em nossa democracia. As pessoas desejam ordem. O ponto de Bolsonaro não é discutir se a idade mínima da aposentadoria deve ser aos 60 ou 65 anos, mas insistir em uma pergunta muito simples: quando seus filhos saem à noite, você tem certeza de que eles irão voltar?

Ok, tudo isto faz parte de uma estratégia. Bolsonaro está longe de ter um programa estruturado para a segurança pública. Ele sabe que isso conta muito pouco em uma eleição. Seu ponto é encarnar a imagem do homem providencial que bate no peito e dá conta do problema.

FRASES DE EFEITO – Vai daí o repertório de frases de efeito e a agenda genérica envolvendo a crítica aos direitos humanos, amplo direito ao porte de arma, redução da maioridade penal e aprovação do chamado excludente de ilicitude, que, no limite, dá carta branca para a polícia “fazer o seu serviço”.

O foco de Bolsonaro parece bastante claro: ele confia que esta é uma eleição pulverizada e que é possível a um candidato chegar ao segundo turno com menos de 20% dos votos. Isto posto, suas posições extremadas e favoráveis ao regime militar (sob muitos aspectos inaceitáveis) estão longe de ser um problema.

Pesquisa do Pew Research Center mostrou que 38% dos brasileiros simpatizam com a ideia de um governo militar, percentual acima da média latino-americana. Entre os que não têm ensino médio completo, o apoio aumenta e vai a 45% da população.

VISÃO ECONÔMICA – Mesmo contando relativamente pouco para o sucesso ou insucesso eleitoral, vale perguntar qual é, afinal de contas, a visão econômica de Bolsonaro. Sua retórica é incerta, mas não é difícil ter uma ideia aproximada do que pensa o deputado observando suas votações no Congresso.

Se tomarmos sete votações estratégicas, de um ponto de vista econômico, teremos o seguinte quadro: Bolsonaro se absteve na votação da Lei da Terceirização; apoiou a PEC do teto, o fim da participação obrigatória da Petrobras no pré-sal, a reforma trabalhista e a criação da TLP; foi contra a reforma da Previdência e a recente Lei do Cadastro Positivo. Na votação sobre os aplicativos de transporte urbanos, não compareceu.

Este histórico não autoriza, ao menos não de forma nítida, a definição de Rodrigo Maia, segundo a qual Bolsonaro seria um tipo de direita, nos valores, e de esquerda, na economia. A ideia é sedutora.

AMBIDESTRO – Ao contrário do que ocorreu no mundo anglosaxônico, com sua mescla de conservadorismo cultural e liberalismo econômico, teríamos criado a síntese brasileira: o direitismo de esquerda.

Mas o fato é que isto é apenas uma meia verdade. Bolsonaro é um personagem dúbio. Ele diz que até pode ser a favor da privatização da Petrobras, mas com uma golden share e dependendo de quem serão os compradores.

Sobre a autonomia do Banco Central, foi bastante objetivo, defendendo “mandatos e metas de inflação claras, aprovadas pelo Congresso”.

EM TRANSIÇÃO – Sua aproximação a Paulo Guedes e economistas liberais, que parece bastante sólida, sugere um personagem em transição entre o nacionalismo folclórico, do início da carreira, a posições pró-mercado pontuadas por eventuais recaídas, marcadas pela fraseologia contra o sistema financeiro e coisas do tipo.

Bolsonaro é um caso típico de populista em um dos sentidos sugeridos por Joel Pinheiro da Fonseca: na aposta na lógica da divisão social, do nós contra eles, na ideia vaga, ainda que sedutora, dos “cidadãos de bem contra a elite progressista que quer corrompê-los”.

Neste ponto, ele não se distingue muito da esquerda, na mão inversa. É uma retórica eficiente, nestes tempos em que a democracia foi assaltada pela guerra cultural.

E A ECONOMIA? – Quanto à agenda econômica, não é clara a associação de Bolsonaro ao populismo. Suas posições recentes, no Congresso, não autorizam objetivamente este enquadramento.

O ponto é que tudo isso parece andar distante da demanda dos eleitores e do debate que se estabeleceu, pelo menos até agora, na corrida eleitoral. O futuro dirá para onde exatamente caminhamos. (artigo enviado por Darcy Leite)

Dirceu volta à Papuda, mas a Segunda Turma do STF pode libertá-lo novamente

Resultado de imagem para Dirceu novamente preso

Recurso de Dirceu está para ser decidido no Supremo

Por G1 DF

O ex-ministro José Dirceu se entregou à Polícia Federal na tarde desta sexta-feira (18) e já está na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, Dirceu chegou às 14h40 e foi recolhido ao bloco 5 do Centro de Detenção Provisória (CDP). O espaço reúne internos que, legalmente, possuem direito de custódia em locais específicos, como ex-policiais, idosos, políticos, além de presos com curso superior. A cela onde José Dirceu permanecerá é coletiva, tem aproximadamente 30 metros quadrados, camas do tipo beliche, chuveiro e vaso sanitário.

Ainda de acordo com a secretaria, “assim como todos os outros detentos do sistema prisional, José Dirceu terá direito a quatro refeições diárias – café da manhã, almoço, janta e lanche noturno – e duas horas de banho de sol”.

EXAME NO IML – O ex-ministro se entregou no começo da tarde, após determinação expedida pela Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (VEP/TJDFT). Ele deixou o apartamento onde mora no Sudoeste e seguiu para o Instituto Médico-Legal (vídeo acima). Depois de fazer o exame de corpo de delito, Dirceu foi em um carro da Polícia Federal para a Papuda.

A Comissão Executiva Nacional do PT divulgou nota na qual afirma que o sistema judicial é “manipulado” e que o objetivo da Operação Lava Jato é perseguir o PT e excluir o partido da vida política. “Apesar das mentiras e injustiças, não conseguem nos distanciar do povo, que vê no PT e na candidatura do ex-presidente Lula a única esperança de que o Brasil volte a ser um país de justiça e oportunidades, melhor e mais justo”, diz o texto da nota.

ÚLTIMO RECURSO – Na quinta-feira (17), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, negou por unanimidade o último recurso de José Dirceu na segunda instância. Neste processo da Lava Jato, Dirceu foi condenado a 30 anos e 9 meses de prisão. A pena dele é a segunda mais alta dentro da Lava Jato até o momento. A primeira é a que foi aplicada a Renato Duque: 43 anos de prisão.

Dirceu ainda pode recorrer da condenação a instâncias superiores. Ele é acusado dos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro em processo que investiga irregularidades na diretoria de Serviços da Petrobras, dentro da Operação Lava Jato.

NA LAVA JATO – O ex-ministro chegou a ficar preso no Paraná entre agosto de 2015 e maio de 2017, quando conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus para aguardar o julgamento dos recursos em liberdade – mas com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Em 19 de abril deste ano, o ministro do STF Dias Toffoli negou liminar em que defesa de Dirceu solicitava que ele não voltasse para a prisão mesmo após concluídos os recursos no TRF-4. Toffoli afirmou que não poderia decidir sobre esse pedido sozinho e encaminhou a decisão final à Segunda Turma, composta por cinco ministros, que ainda não analisou a matéria.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Dirceu pode escapar novamente da prisão, porque tem dois votos certos na Segunda Turma – Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, ministros que mantém com ele relações de amizade e deveriam se declarar suspeitos para julgá-lo, mas não pretendem fazê-lo. Fica faltando apenas um voto, que pode ser de Celso de Mello ou Gilmar Mendes, porque já se sabe que Edson Fachin é a favor da prisão. Pior será se um dos dois (Celso ou Gilmar) faltar ao julgamento, porque o empate garantirá a soltura de Dirceu. Vamos aguardar. (C.N.)

Planalto faz caça ao tesouro por bens da União surrupiados por Lula e Dilma

Estão “sumidos” 712 objetos da União, diz a pesquisa

Robson Bonin e Karla Gamba
O Globo

O Palácio do Planalto abriu há dez dias uma investigação para identificar o paradeiro de 712 itens registrados no acervo da Presidência da República que teriam desaparecido durante os governos dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. As buscas foram determinadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 2016, a partir de uma lista de presentes recebidos pelos dois em eventos oficiais durante seus mandatos. Quando deixam o Planalto, ex-presidentes só podem levar itens de natureza estritamente pessoal e não objetos entregues em função do cargo que ocuparam.

Depois de um longo processo de catalogação de milhares de objetos que integram o patrimônio presidencial, o Planalto abriu o procedimento no dia 7 deste mês para ir a campo localizar as peças que estariam em poder dos ex-presidentes.

BENS DE LULA –  A comissão decidiu começar as diligências pelos locais onde foram guardados os bens pessoais do ex-presidente Lula a partir de sua saída do Palácio do Planalto, em 31 de dezembro de 2010. Além dos artigos relacionados ao petista, o Planalto vai utilizar um avião da Força Aérea Brasileira para resgatar 144 artigos ligados a Dilma Rousseff que já foram separados pelos assessores da ex-presidente.

Desde o início da semana passada, um grupo de servidores do Planalto vem vasculhando centenas de caixas guardadas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo com os bens pessoais de Lula para localizar cerca de 568 objetos desaparecidos. Desse total, os servidores já encontraram 390 peças que serão reintegradas ao patrimônio presidencial.

Entre esses itens, estão três peças — uma delas um vaso chinês — que integram o acervo do Museu de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Segundo assessores do Planalto, depois de identificadas, as peças já teriam sido devolvidas ao museu. Fazem parte dessa lista de bens a serem reincorporados ao patrimônio público “documentos bibliográficos e museológicos recebidos pelos presidentes da República em cerimônias de troca de presentes com chefes de Estado”, tanto no Brasil quanto no exterior.

FAIXA PRESIDENCIAL – Em 2016, quando o presidente Michel Temer assumiu o governo, assessores foram destacados para fazer um amplo levantamento nos bens da Presidência. O resultado da varredura tornou-se objeto de julgamento do TCU, que determinou as buscas das peças desaparecidas.

Entre 4,5 mil itens do patrimônio da Presidência de paradeiro desconhecido, o levantamento apontava para o sumiço até de uma faixa presidencial. Localizada dias depois, a faixa estava sem o broche de ouro e diamante que fazia parte da peça.

Após o Palácio ter anunciado a abertura de uma investigação, a joia apareceu sob um dos armários do Planalto. A lista de objetos desaparecidos também inclui obras de arte, utensílios domésticos, peças de decoração, material de escritório e computadores.

SALA-COFRE – Em março de 2016, a Lava-Jato localizou uma sala-cofre numa agência bancária em São Paulo no qual o ex-presidente Lula guardava presentes recebidos durante os oito anos de Presidência. Dentro da sala estavam guardados 186 itens, entre moedas e joias. O cofre está no nome da ex-primeira-dama Marisa Letícia e no de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do casal.

Segundo o relato de funcionários do banco aos policiais federais, as peças chegaram ao local em 23 de janeiro de 2011. Entre as peças armazenadas no cofre, estão moedas de ouro com símbolos do Vaticano, uma imagem de santa trabalhada em prata e pedras preciosas, um crucifixo de madeira, um camelo de ouro e uma adaga dourada com empunhadura de marfim cravejada de rubis.

Na ocasião, o Instituto Lula informou que, quando Lula deixou governo, “a Presidência da República catalogou todos os objetos de seu acervo e providenciou a mudança para São Paulo”. Segundo a entidade, “todos os objetos listados (no Banco do Brasil) estão guardados, preservados e intocados.”

PATRIMÔNIO DA UNIÃO – A lei determina que os presentes trocados entre chefes de Estado sejam incorporados ao patrimônio da União. Entre os objetos extraviados, há computadores, equipamentos de segurança, peças da coleção de prataria palaciana, tapetes persas, porcelana chinesa, pinturas de artistas brasileiros. Apenas no Palácio da Alvorada, a residência oficial da Presidência, foi constatado o sumiço de 391 objetos. Já na Granja do Torto, uma espécie de casa de campo que fica à disposição dos presidentes, foram mais 114 bens.

O prejuízo estimado chegaria a R$ 5,8 milhões. “Há clara negligência da Secretaria de Administração da Presidência da República na guarda dos bens patrimoniais”, diz o relatório elaborado pelo TCU.

BENS SURRUPIADOS – Para comprovar as irregularidades apontadas na auditoria, o TCU procurou nos órgãos de controle de patrimônio e nos arquivos do Ministério das Relações Exteriores os registros de viagens oficiais dos presidentes ao exterior e de visitas de líderes mundiais ao Brasil. Com base em fotos e relatórios diplomáticos constataram-se várias ocasiões em que os presentes recebidos por Lula e Dilma foram incorporados aos seus bens pessoais.

Em função do episódio, os ministros do tribunal determinaram que o gabinete presidencial, o cerimonial do Planalto e o cerimonial do Ministério das Relações Exteriores passassem a utilizar um formulário para registrar todos os “presentes” recebidos pelos presidentes em eventos oficiais. A Casa Civil também foi instada pelo tribunal a promover estudos “para aperfeiçoar a legislação que regulamenta os acervos documentais privados dos presidentes da República”.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Para se ter uma ideia da gravidade, somente os bens armazenados na sala-cofre pela famiglia Lula da Silva estão avaliados em mais de R$ 20 milhões, no barato. O valor real pode passar de R$ 30 milhões. (C.N.)

Há quase 300 investigações de notas frias no esquema de corrupção da J&F

Revelações de Joesley e Wesley abrem novas frentes

Fabio Serapião e Adriana Fernandes
Estadão

A Receita Federal instaurou 298 investigações – chamadas de procedimentos fiscais – contra empresas citadas nos acordos de colaboração premiada de executivos e acionistas do Grupo J&F, dono da JBS. Os procedimentos apuram se as empresas foram emissoras de notas fictícias para mascarar repasses a agentes públicos e partidos políticos. O objetivo do Fisco é rastrear os recursos, identificar os beneficiários finais desses repasses e mapear possíveis crimes tributários na emissão das notas falsas. Ainda não há um valor total envolvido nas operações.

As investigações começaram na esteira da Operação Patmos, que completa um ano hoje e foi o primeiro desdobramento da delação da J&F. A colaboração mirou em aliados do presidente Michel Temer e políticos do MDB e de outros partidos.

MUITOS ENVOLVIDOS – Estão na mira dos procedimentos compradoras de carne da JBS, escritórios de advocacia, agências de publicidade e comunicação, editoras, empresas de transporte e firmas que atuam no setor de construção civil. Todas são apontadas como fornecedoras de notas “frias” que serviram, segundo os delatores, para mascarar repasses de propina para políticos como o ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações), os senadores Eunício Oliveira (MDB-CE) e Eduardo Braga (MDB-AM) e partidos políticos, como PR, PCdoB e Solidariedade.

Alvo da Receita, as empresas “noteiras” formam um dos grupos de pessoas jurídicas investigadas em grandes operações da Polícia Federal.

Os procedimentos vão mapear toda a movimentação financeira dessas firmas para descobrir qual foi o caminho percorrido pelos valores enviados pelo Grupo J&F.

AÇÕES E INQUÉRITOS – As revelações dos acionistas da J&F, os irmãos Joesley e Wesley Batista, e de executivos do grupo levaram à abertura de duas ações penais contra políticos e há pelo menos 13 inquéritos tramitando no Supremo Tribunal Federal. O mais recente deles foi aberto nesta quarta-feira, 16, e envolve caciques do MDB.

Outros inquéritos. Entre os alvos dos processos estão Kassab, o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), o presidente Michel Temer – alvo de duas denúncias e investigado no inquérito sobre o Decreto dos Portos – e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Quatro dos sete delatores da J&F, no entanto, vivem um impasse. A Procuradoria-Geral da República pediu a rescisão do acordos, ainda não homologada pelo ministro-relator no STF, Edson Fachin.

HÁ 76 ANEXOS – Tanto no Supremo como em outras instâncias, mais inquéritos poderão ser abertos com base nos 76 anexos complementares das delações apresentados em agosto. Na semana passada, a Procuradoria deu encaminhamento a essas informações, que, além do STF, seguem para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e para Paraná, São Paulo, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio Grande do Norte, Acre, Rondônia, Minas Gerais e Rio.

“A importância dos depoimentos e dados de corroboração certamente serão utilizados para a abertura de novos inquéritos, pois isso já foi demonstrado nos atuais procedimentos instaurados, o que revela a importância da colaboração”, disse o advogado André Callegari, que defende Joesley no caso do acordo de colaboração premiada firmado no Supremo.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
As revelações dos irmãos Batista devem ser consideradas como delação premiada, porque são tão importantes que significam um recomeço da Lava Jato, com investigações de outras ramificações do crime organizado. É um nunca-acabar de pilantras de colarinho branco ou encardido aqui do lado de baixo do Equador. (C.N.)

Mantega pede ao STF que não envie ao juiz Moro as delações do grupo J&F

Resultado de imagem para mantega

Guido Mantega prefere ser processado em Brasília

Mariana Oliveira
TV Globo, Brasília

A defesa do ex-ministro Guido Mantega pediu nesta quinta-feira (17) ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, que não envie ao juiz federal Sérgio Moro os trechos das delações do grupo J&F referentes ao ex-ministro da Fazenda. Os advogados de Mantega questionaram na Corte o pedido da Procuradoria Geral da República para que trechos das delações sejam remetidos ao juiz de primeira instância.

Nesta quarta (16), a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou pedido semelhante.

ARGUMENTOS – Assim com a defesa de Lula, os advogados de Mantega questionaram o pedido da PGR, apresentado na semana passada. No documento, a procuradora-geral Raquel Dodge pediu que 80 trechos das delações sejam enviados para várias instâncias judiciais pelo país.

Em relação a Mantega, as delações envolvem suspeitas em fundos de pensão e na remessa de dinheiro para o exterior. Dodge pediu que cópias dos depoimentos sejam enviados à Justiça Federal em Brasília e para Justiça Federal no Paraná.

SEM LIGAÇÃO? – Os advogados sustentam que, após a delação da J&F, Edson Fachin enviou trechos tanto para Brasília quanto para Curitiba, mas, diante de recurso da defesa de Lula, a Segunda Turma reformou a decisão e entendeu que não havia ligação com os fatos apurados no Paraná.

“Não há razão para que aquele douto Juízo seja destinatário de relatos complementares a fatos que, por determinação desse e. STF, não estão sendo lá apurados, mas sim na Seção Judiciária do Distrito Federal”, afirmou o advogado Fábio Tofic.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG Mantega tenta escapar da jurisdição do juiz Moro, que já mandou prendê-lo uma vez, mas Mantega escapou, alegando que a mulher estava sendo operada de câncer. O juiz agiu de forma humanitária e relaxou a prisão. Mas a operação não existiu, a mulher dele esta fazenda apenas um exame de gastrite. Agora, o cerco a Mantega apertou mesmo. (C.N.)

Militares iam mesmo intervir, mas o Supremo soube captar a mensagem deles

Resultado de imagem para intervenção militar charges

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Mário Assis Causanilhas

Recebi este texto por intermédio de um grupo formado por oficiais da reserva da FAB e ex-cadetes da antiga Escola de Aeronáutica, no Campo dos Afonsos. Não há a identificação do autor. Devido à importância das informações, acredito que mereça ser divulgada esta análise da situação política e da possibilidade de intervenção dos militares.

###
ENTENDA A ESTRATÉGIA POLÍTICA DOS MILITARES

Temos dois grupos bem definidos no Alto Comando Militar: os moderados (liderados pelo general Villas-Boas) e os “linha dura” (liderados pelo general Mourão), os moderados acreditando que o ponto de ruptura ainda não havia chegado e, portanto não seria adequada uma intervenção, enquanto os linha dura já vislumbrava um claro movimento do Executivo em tentar frear a Lava Jato e ao mesmo tempo do STF em salvar a principal liderança petista e única com chance de se eleger presidente e “estancar a sangria” produzida pela Lava Jato.

Meses atrás, pela lista de pontuação do Exército, Mourão seria o nome natural para substituir Villas Boas, que, sabendo do posicionamento divergente de Mourão em relação aos moderados, lutou para permanecer no cargo mesmo com uma doença neurodegenerativa.

MILITARES NA POLÍTICA – A estratégia de Mourão agora ficou muito clara: ao expor o posicionamento da ala “linha dura” (majoritária no Exército inclusive entre as patentes mais baixas na caserna) no famoso discurso feito em uma loja maçônica, ele na verdade forçou a sua ida para a reserva (sabendo que Villas Boas se manteria no cargo) exatamente para dar início a um novo movimento dos militares: viabilizar candidaturas de militares da reserva para as eleições de 2018, em especial para o Congresso Nacional.

 Mas a idéia foi ainda mais genial pois Mourão não apenas conseguiu “ler” claramente o anseio da maioria do Exército como também das ruas e juntamente com isso entrar em um “denominador comum” com a ala mais moderada liderada por Villas Boas.

SOLTURA DE LULA – E qual foi esse denominador comum? Ambas as alas concordaram que a soltura (habeas corpus) de Lula e sua viabilização como candidato (sendo um ficha suja) seria uma clara quebra da Constituição e do ordenamento jurídico, algo que não poderia ser permitido e que ao mesmo tempo criaria espaço para que as forças vermelhas pudessem voltar ao poder, em virtude da fragilidade das urnas (inauditáveis).

Sendo assim ficou estabelecido que apenas em três hipóteses haveria uma intervenção militar antes de 2019: Lula solto por HC, Lula candidato as eleições e qualquer nome contrário a Bolsonaro eleito por urnas inauditáveis.

Fora desse cenário extremo as duas alas adotaram uma nova estrategia em conjunto: buscar utilizar o sistema eleitoral para eleger nomes ligados ao Exército (reserva) e criar um “plano B” para o caso de Bolsonaro ser cassado pelo STF: a candidatura, na verdade pré candidatura presidencial do general Mourão pelo PRTB, confirmada pelo jornalista Leudo Costa do site Cristalvox e que deixa toda a estratégia descrita até aqui como cristalina.

MUDANÇA NO STF – Nas últimas semanas o STF “surpreendentemente” tomou decisões inesperadas: primeiramente na votação para manter a condenação em segunda instância e rejeitar o HC de Lula, votação que foi precedida por intensa manifestação popular e por duras mensagens dos comandantes do Exército, inclusive Villas Boas.

A mensagem dele foi a “senha” para os ministros: a ala moderada (de Villas Boas) estava agora “fechada” com os linha dura e a maioria da caserna, o Exército pronto e com a estratégia definida para entrar em ação. A confirmação veio logo em seguida, quando Tóffoli tentou tirar de Moro as investigações ja avançadas sobre o caso do triplex de Lula e sua ligação com a Petrobrás: diante da recusa de Moro (que claramente se recusou a cumprir a ordem de Tóffoli), o magistrado do STF teve que vir a público desdizer o que havia dito, que não era bem assim, que o processo continuava com Moro (a quem ele iria recorrer de uma negativa de Moro? Ao Exército? é claro que não).

SEGUNDA TURMA – Por fim a Segunda Turma iniciou no dia 04 o julgamento virtual de um novo pedido de HC para Lula: tais julgamentos virtuais ocorrem normalmente em sentenças já assentadas pelo pleno do STF e funcionam como uma espécie de recurso desesperado da defesa, já que normalmente a turma não desfaz uma decisão já tomada pelo pleno, exatamente o que Toffoli fez ao seguir Fachin e negar o HC para Lula (Celso de Mello fechou a votação, que se encerrou dia 10). Ou seja, os ministros do STF já entenderam qual a linha que não podem passar e por isso Lula ficará preso e inelegível, a não ser que eles queiram uma intervenção antes das eleições.

Para piorar um pouco o lado dos corruptos e melhorar o lado da Lava Jato, a operação “Cambio Desligo” que prendeu dezenas de doleiros e tem material para investigar mais de 3 mil offshores (empresas de fachada no exterior para lavar dinheiro ilícito) vai frear bastante a entrada de dinheiro ilícito nas campanhas, além de trazer provas contra políticos (sobretudo do pt e pmdb) e empresários ligados ao esquema, sepultando de vez muitos corruptos que ainda sonhavam conseguir um eleição

APOIO A BOLSONARO – Mourão nos últimos dias já reiterou apoio total a Bolsonaro, assim como Bolsonaro ja afirmou que ele será seu ministro da Defesa. Mourão se quiser se elege fácil como deputado federal ou até mesmo governador do RJ, ele já é nome garantido do próximo governo e será candidato a presidente em caso da cassação de Bolsonaro, o que estará esclarecido até meados de agosto. Como a opção de Mourão é ainda mais dura do que a eleição de Bolsonaro acredito que o STF vai enterrar a ação contra Bolsonaro

Lula continuará preso em regime fechado e nada impedirá a ascensão dos militares ao poder máximo do Executivo, seja pela via democrática, seja pela intervenção.

VOTO DISTRITAL – O processo de limpeza da Lava Jato com essa nova fase dos doleiros e a própria expansão do fim do foro privilegiado que acontecerá na próxima legislatura permitirão toda a limpeza necessária dentro da política e as medidas necessárias, como a aprovação do voto distrital misto para que em 2022 um Congresso realmente eleito pelo voto do povo (sem os puxadores de voto do atual sistema proporcional) seja eleito e possa realizar a necessária Constituinte, uma nova Constituição mais dura ao combate a corrupção e que definitivamente proíba o marxismo em solo brasileiro, derrubando as últimas barreiras ideológicas em escolas e universidades.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A análise é interessante e verdadeira, porque a democracia no Brasil dependia de ser mantida a condenação de Lula. Na hora H, porém, os ministros do Supremo captaram a mensagem e desistiram do complô para soltar o candidato do PT, e os militares se acalmaram. Mas o encerramento do texto é absolutamente patético, com esta proposta de a Constituição “proibir o marxismo”. Os dois parágrafos finais devem ser um “adendo” feito por algum idiota completo, que sonha em voltar à Idade Média e estabelecer barreiras ideológicas em escolas e universidades. De resto, vamos em frente. (C.N.)