Procuradoria pede que o STJ rejeite o recurso de Lula para ser libertado

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Alegações de Zanin foram derrubadas pela PGR

Manoel Ventura
O Globo

O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para não aceitar o recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a condenação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no caso do triplex em Guarujá. Além de ter resultado na prisão do petista, essa condenação o deixou inelegível. A defesa tenta a absolvição na corte superior e a suspensão dos efeitos da condenação.

Esse é um dos recursos que a defesa apresentou ao Judicário. Em outra frente, os advogados de Lula pediram ao Supremo Tribunal Federal um habeas corpus para que o petista saia da prisão. No primeiro julgamento, o STF rejeitou o pedido. A defesa, comandada por Cristiano Zanin, recorreu de novo e o caso ainda será levado ao plenário do STF. A manifestação do MPF no caso do STJ é assinada pela subprocuradora-geral da República Aurea Pierre.

14 PONTOS – “No parecer, a subprocuradora-geral rebateu os 14 pontos apresentados pela defesa para fundamentar o recebimento do recurso e a revisão da sentença condenatória”, informou, em nota, o Ministério Público. “O entendimento do MPF é o de que a defesa não demonstrou que a decisão do TRF-4 contrariou lei federal ou deu interpretação diversa de qualquer outro tribunal, requisitos necessários para a admissão do recurso”, acrescentou o órgão.

Lula foi condenado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a 12 anos e 1 mês de prisão pelo TRF-4 em janeiro. Em abril, começou a cumprir pena em uma cela especial da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Logo depois, a defesa apresentou recursos contra a condenação ao STJ e ao STF.

ACEITAÇÃO – Pela regra processual, cabe ao TRF-4 decidir se admite e envia esses recursos aos tribunais superiores. O TRF-4 decidiu aceitar o recurso ao STJ em junho, mas negou para o STF, com o argumento de que não havia questão constitucional a ser analisada.

“O parecer do Ministério Público demonstra que a decisão do TRF4 é fiel à jurisprudência dos tribunais superiores sendo, assim, descabida sua revisão pelo Superior Tribunal de Justiça”, informou o MPF.

O presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, já disse que o recurso poderia ser julgado em até 40 dias. No início do mês, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou a Lula o direito de ser candidato, com base na Lei da Ficha Limpa, que proíbe condenados por um tribunal de segunda instância de concorrer.

Posso estar equivocado, mas Haddad vai quebrar a cara, solenemente

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Haddad é desconhecido em grande parte do país

Carlos Newton

Antes de ser jornalista, trabalhei quatro anos no IBGE e aprendi esta curiosa e intrigante definição: “A estatística é a arte de torturar os números, até que eles confessem os resultados que pretendemos”. Fico pensando nisso ao ler a estrepitosa declaração de Fernando Haddad, ao discursar no Rio de Janeiro, na noite de sexta-feira, após saber o resultado da mais recente pesquisa Datafolha: “Em três dias de campanha estamos em segundo lugar” – vangloriou-se o neocandidato do PT.

A pesquisa mostra que o petista subiu de 9% para 13%, empatando com Ciro Gomes, do PDT, e Jair Bolsonaro (PSL) continua à frente, com 26%, enquanto Geraldo Alckmin ficou estacionado em 9% e Marina Silva desabou para 8%.

LEITURA ERRADA – No empolgação e no delírio que antecipam a derrocada, Haddad se baseou na pesquisa que tem menos precisão – a estimulada, em que o eleitor recebe a lista de candidatos para escolher.

Na verdade, a pesquisa mais importante é a espontânea, que começa com uma pergunta simples – “Em quem você votará para presidente?”. As demais indagações, diante da lista de candidatos, têm muito menos força no levantamento da intenção de voto.

Na pesquisa espontânea do Datafolha, o candidato Jair Bolsonaro, do PSL, oscilou positivamente para 22% das citações, liderando com muita folga. O petista Haddad dobrou sua pontuação na pesquisa espontânea, de 4% para 8%, empatando com Ciro, que subiu de 5% para 7%. Esta é a realidade dos fatos: Bolsonaro 22%, Haddad 8% e Ciro 7%. Depois, Geraldo Alckmin com 3%, seguido de Marina Silva, Alvaro Dias e João Amoedo, cada um com 2%.

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA – Por enquanto, a eleição continua sendo vencida pelos indecisos, brancos e nulos, que têm mais de 50%. E na sua inexperiência e arrogância, Haddad acha que Lula vai lhe transferir todos os seus votos. Não vai.

E o mais importante é que, quando era o candidato do PT, Lula jamais conseguiu passar de 20% na pesquisa espontânea. Geralmente, ficava por volta dos 18%, enquanto Bolsonaro chegava a cerca de 2%. Agora, sem Lula na disputa, o candidato do PSL subiu direto para 22%.

Traduzindo: se não se virar para arranjar voto adicionais, na melhor das hipóteses, caso receba a transferência de todos os votos de Lula, Haddad vai ficar com os 18%, e lamba os beiços. Se isso acontecer, será ultrapassado na reta final por Ciro Gomes, que a meu ver pode chegar entre 20% e 22% e disputar o segundo turno contra Bolsonaro.

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P.S. 1 –
Posso estar enganado, mas fiz igual ao coronel Brilhante Ulstra e torturei implacavelmente os números do Datafolha até que eles enfim confessaram que minha tese está correta.

P.S. 2 – Atenção, galera: na próxima quinta-feira, dia 20, almoço no restaurante da Estação do Bondinho de Santa Teresa, ao lado do prédio da Petrobras, em homenagem a Antonio Carlos Falavena e Antonio Rocha, que completa 66 anos. Presenças já confirmadas de Pedro do Coutto e Paulo Peres, acompanhados de Elena e Cristina, e do Carlos Vicente, que a gente não sabe se irá acompanhado. Vamos nos esbaldar, como se dizia antigamente, e todos estão convidados.  (C.N.)

Bolsonaro, Ciro ou Haddad – um dos três será presidente da República

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Pela primeira vez nas últimas eleições, o PSDB está fora

Pedro do Coutto

A pesquisa do Datafolha, publicada sexta-feira, dia 14, em O Globo e na Folha de Sã Paulo, revela uma tendência bem firme, a três semanas das eleições. Bolsonaro subiu, Haddad também e Ciro Gomes manteve o mesmo índice da pesquisa anterior. Vemos assim 26 para Bolsonaro, Ciro 13 e Haddad também 13. Mas o aspecto mais importante desta pesquisa é que os demais candidatos não conseguiram avançar, sendo que Geraldo Alckmin recuou. Falando em recuo, o maior deles foi o de Marina Silva: desceu de 16 para 8%.

O quadro se refere a duas pesquisas: uma realizada a 21 de agosto e outra agora, nos dias 13 e 14 de setembro. Nenhum outro candidato despertou entusiasmo junto ao eleitorado. Tanto é assim que o número dos dispostos a anular o voto ou votar em branco caiu sensivelmente.

BRANCO OU NULO – As intenções de voto no sentido do sufrágio branco ou nulo foram absorvidas por Bolsonaro e Fernando Haddad. Aliás, foram os dois que avançaram. Ciro, embora esteja no páreo, permaneceu no lugar que já estava. Mas seus eleitores manifestaram confiança na sua possibilidade de avançar, caso contrário ele em vez de ficar estacionado, teria descido vários degraus, como aconteceu com Marina Silva, principalmente, e Geraldo Alckmin, que não está demonstrando forte presença na campanha, embora possua maior tempo de exposição na TV e no rádio.

Não é uma questão de marketing, pois marketing só não resolve. Tem que refletir a disposição do candidato e sobretudo pontos concretos em sua plataforma. Caso contrário, as mensagens se igualam na generalidade, não transmitindo a sensação de algo de novo capaz de abrir a esperança dos eleitores e eleitoras.

MESMOS DESEJOS – Este é um ângulo essencial das campanhas políticas. Todas as pessoas são a favor de maior poder de compra, segurança, educação, saúde e melhor transporte.  Essas manifestações igualam as candidaturas. Por isso os que vão votar a 7 e 28 de outubro não recebem uma prova evidente de que tais ideias são para valer.

Mesmo que, no fundo, não sejam para valer, têm que ser convincentes e ao mesmo tempo deslocarem o ânimo dos eleitores para um estágio de maior emoção. Por esse fato é que nas campanhas em busca do voto uns candidatos se destacam em relação aos outros.

SENTIMENTO – A emoção, em grande parte, adiciona-se à razão lógica. Por isso é que os candidatos necessitam acender a chama do sentimento de cada eleitor.

A fase em que nos encontramos, a três semanas das eleições, desloca de forma ponderável o esforço político para uma espécie de competição esportiva.

Um dia Juscelino Kubitschek me disse numa entrevista ao “Correio da Manhã”: o candidato só se sente forte se for capaz de provocar o grito com seu nome nas ruas e praças do Brasil.

Mercado financeiro aciona especialistas para traçar cenários sem Bolsonaro

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Antes da segunda cirurgia, Bolsonaro já estava fraco

Mônica Bergamo
Folha

O mercado financeiro acionou nesta semana ex-ministros de tribunais eleitorais e advogados especialistas no tema para traçar os vários cenários que podem surgir depois que ficou claro que Jair Bolsonaro não se recuperará rapidamente da facada que recebeu.

Representantes de grandes fundos, inclusive estrangeiros, queriam saber o que ocorreria no caso de um eventual impedimento do candidato.

CENÁRIOS – Há vários cenários possíveis e os especialistas começaram a preparar relatórios para cada um deles. Antes da segunda cirurgia, Bolsonaro já dava sinais preocupantes de debilidade. Em uma ocasião, tentou fazer a barba sozinho e não conseguiu. Foi auxiliado por um profissional.

O capitão reformado queria também ficar sentado mas não conseguia.

BOM AMIGO - Criticado por alguns candidatos por suas declarações de que a eleição “pode ser até questionada”, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, foi tratado com toda a deferência pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) na festa de posse de Dias Toffoli, novo presidente da corte.

Villas Bôas ficou quase até o fim da celebração, conversando com ministros como Alexandre de Moraes e Luiz Fux.

Impunidade de ministros do Supremo é uma agressão à cidadania

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Francisco Vieira

Vejam a lista dos chefes de quadrilhas que nos governaram:
José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer, ainda no cargo. Esses são responsáveis pela administração do país nos últimos anos. O que se esperava que acontecesse? Só se salva na lista de presidente o nobre Itamar Franco, que se tornou presidente por acaso, sem que a corja que nos assalta esperasse ou quisesse

Ao Executivo corrupto, vieram se juntar o Legislativo apodrecido e o Judiciário complacente. Vejam agora, mais um vexame, mais um papelão do ministro Ricardo Lewandowski, ao pedir vista e interromper um julgamento em que seu amigo pessoal Lula já perdia de 7 a 1. E o ministro Dias Toffoli tira do juiz Moro a denúncia contra o ex-ministro Guido Mantega, seu amigo pessoa, e a encaminha à… Justiça Eleitoral.

SEM SURPRESA – O comportamento dos ministros não deveria causar surpresa ou censura, pois todos nós sabemos a história, os princípios éticos e a origem deles. Quem já morou em sítio sabe que é ingenuidade esperar que um porco pare de fuçar a lama quando a acha disponível; portanto, não devemos esperar que eles mudem de comportamento, nem esperar coisa diferente da sua natureza.

O que merecia causar tais aversão e indignação deveria ser o comportamento, o silêncio, a conivência e a criminosa omissão dos seus pares, ministros que chafurdam com ele na mesma pocilga, que dividem as trufas no mesmo prato, que assistem a Constituição ser rasgada toda a semana e que, ainda assim, são tratados pela imprensa como se fossem diferentes dele e se comportam como se nada tivessem com a miséria e o caos reinantes.

Serão mesmo diferentes de Lewandowski? Ou serão todos da mesma igualha? Existe salvação para os brasileiros dentro da Lei, quando vemos que a Instituição e as autoridades responsáveis por resguardá-la estão usando a Carta Magna como pano de chão?

Filho de Bolsonaro delira e anuncia que seu pai logo estará de volta às ruas

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Flávio está forçando a barra nas declarações

talo Nogueira
Folha

Usando colete à prova de balas, o deputado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), candidato ao Senado, afirmou na manhã deste sábado (15) a eleitores que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) voltará às ruas antes do que se espera. “Mais breve do que a gente imagina ele vai estar de volta para continuar a trazer a esperança de volta para milhões de brasileiros”, afirmou ele no largo do Mendanha, em Campo Grande – área de atuação de grupos de milícia.

Flávio afirmou que estava usando colete à prova de balas e com segurança à paisana em seu entorno. E disse que a intenção inicial era fazer essa agenda com o candidato. “Meu pai está no hospital. Cada um de nós aqui é um Jair Bolsonaro na rua”, afirmou ele, num carro de som, ao fazer uma carreata em ruas de Campo Grande.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Sonhar ainda não é proibido. Mas desta vez o filho de Bolsonaro exagerou na dose. Seu pai está na UTI, lutando pela vida, proibido de receber visitas, alimentando-se por soro introduzido na veia, e sem poder falar. Os médicos já avisaram que ele não sai de casa nem mesmo no terceiro turno e deve-se agradecer a Deus se até lá ele conseguir gravar algumas mensagens em vídeo. Como perguntava Noel Rosa: “Pra que mentir?”. (C.N.)

PT estaria pior nas pesquisas com Lula solto, afirma o vice de Marina

Eduardo Jorge diz que Mourão é autoritário demais

Dimitrius Dantas
O Globo

O candidato a vice-presidente de Marina Silva, Eduardo Jorge (PV), afirmou nesta sexta-feira que a prisão do ex-presidente Lula contribuiu para a martirização do petista e que, caso ele estivesse solto, o PT estaria em situação pior nas pesquisas. Eduardo Jorge concedeu uma entrevista à rádio “Jovem Pan”. O candidato não questionou a condenação de Lula que, segundo ele, teve ampla defesa e vários advogados. O companheiro de chapa de Marina, no entanto, afirmou que, se “por acaso”, o julgamento tivesse demorado mais, Lula estaria em condições piores que as atuais.

– Se esse julgamento tivesse demorado mais um pouco, ele estaria nas ruas em condições muito piores nas pesquisas do que hoje porque estaria na rua, explicando muitos malfeitos – disse.

VIROU MITO – Na análise feita pelo ex-deputado federal, que foi filiado ao PT até 2003, com a prisão de Lula, o ex-presidente atuou na criação de um mito. “Agora, ele preservado lá, o mito cria-se. Somos um país fundado sob o símbolo da cruz, do martírio. Essa prisão salvou o Lula de estar explicando na rua os malfeitos e os erros do governo dele e da Dilma. Isso explica, inclusive, a preservação dele nas pesquisas” – disse.

A candidata Marina Silva, que ocupava a segunda colocação nos cenários sem o ex-presidente Lula no momento em que sua candidatura ainda era questionada pelo PT nos tribunais, foi a que perdeu mais votos com o início da transferência de votos do petista para Fernando Haddad. No último levantamento divulgado pelo Datafolha, Marina caiu de 16% das intenções de voto para 11%.

AINDA TEM CHANCE – Apesar disso, Eduardo Jorge defendeu as chances da ambientalista. Segundo ele, a população tem adotado uma postura mais inteligente nas últimas eleições, votando estrategicamente no primeiro turno. O candidato a vice também comentou as declarações de outro concorrente ao cargo, o General Mourão (PRTB), companheiro de chapa de Jair Bolsonaro.

Nesta quinta-feira, em Curitiba, Mourão afirmou que uma nova Constituição poderia ser feita sem eleitos pelo povo. Eduardo Jorge ironizou a crescente participação de Mourão na campanha do rival.

– A própria campanha do Bolsonaro já está com medo dele, não é? Parece que ele está querendo dar um golpe no próprio candidato dele.

AUTORITÁRIO – O ambientalista contou que o general o tratou com respeito e educação quando se encontraram durante uma sabatina. Jorge, contudo, afirmou que era perceptível uma formação “muito autoritária” em Mourão.

– O melhor que a gente faz no Brasil é deixar ele aposentado e em casa.

Haddad e Ciro se distanciam dos demais, na disputa pelo segundo turno

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São amigos, mas agora estão se enfrentando

Merval Pereira
O Globo

Com o crescimento da candidatura de Fernando Haddad, do PT, e a manutenção de Ciro Gomes nos mesmos patamares, parece ter encurtado o campo para os demais candidatos que disputam o segundo turno. O candidato do PSDB Geraldo Alckmin mais uma vez ficou parado, não dando ânimo a quem ainda aguarda uma tendência de alta. Marina Silva confirmou a queda registrada em outras pesquisas, e, segundo o Datafolha, está com a metade das intenções de votos com que começou a campanha eleitoral.

A persistir essa situação, é previsível que a base ampla de apoio do tucano, e a de Marina se dispersarão em busca de porto mais seguro, a maioria dos eleitores indo para Bolsonaro, que continua crescendo, consolidando sua posição no segundo turno. Mas certamente Ciro ganhará com votos úteis de tucanos de esquerda ou que não querem ver o PT de volta, e de eleitores de esquerda de Marina. 

ALCKMIN ESTÁ MAL – Caso Alckmin cresça nas próximas pesquisas, aí será a vez de Bolsonaro desinflar, tornando mais parelha a disputa das duas vagas no segundo turno. Mas para crescer, Alckmin precisa que eleitores de Álvaro Dias, Amoedo e Meirelles decidam fazer voto útil. Os três somam 9 pontos “roubados” do PSDB, além dos eleitores tradicionais do PSDB no sul e no centro-oeste, principalmente ligados ao agronegócio, que migraram para Bolsonaro. Porque nenhum dos três parece disposto a renunciar para ajudar o PSDB.

Em busca do voto útil, tanto Ciro quanto Alckmin transferiram para o candidato petista Haddad a carga de suas baterias. Se esse resultado persistir, o voto útil dos eleitores moderados pode ir para Ciro, que se apresenta como um candidato mais amplo que o petista, e mais competitivo. Alckmin, por sua vez, passou a criticar com mais firmeza Marina, colocando-a no campo da esquerda, dentro do que chamou de “vários tons de vermelho”.

O CASO DE AÉCIO – Na eleição de 2014, o candidato tucano Aécio Neves avançou sobre o eleitorado de Marina defendendo a tese de que não era possível a esquerda disputar sozinha o segundo turno. Alckmin visa o mesmo objetivo, mas desta vez fica difícil apelar para o antipetismo quando Bolsonaro roubou-lhe essa bandeira e já está praticamente garantido no segundo turno.

É previsível, a continuar este quadro, que o candidato do PSDB vá perdendo apoios pelo meio do caminho dentro do centrão, partidos que teriam mais afinidades com Bolsonaro. Mas Ciro Gomes, que chegou a negociar com o centrão, pode voltar a ser a alternativa desse grupo ao petismo.

SEGUNDO TURNO – Ciro costuma dizer que Bolsonaro é “um cabra marcado para perder” no segundo turno, utilizando-se de um filme chamado “Cabra marcado para morrer”. Mas as pesquisas não mostram isso. O candidato do PSL perde sem margem de dúvidas para Ciro Gomes, mas já está empatado tecnicamente com os demais candidatos.

Para quem perdia de todo mundo no começo da campanha, é um grande avanço já ser competitivo contra a maioria de seus adversários. O líder trabalhista Leonel Brizola morreu certo de que houve um complô contra ele para colocar Lula no segundo turno, que seria um adversário mais fácil de ser batido por Collor. Bolsonaro, que lidera a pesquisa eleitoral desde sempre quando Lula não aparece, está se tornando competitivo no segundo turno, e mais uma vez um pedetista considera-se a melhor opção para vencer a direita.

DIFICULDADES
– Ciro se apresenta como aquele que pode garantir a derrota da extrema direita no segundo turno. Alckmin diz que o melhor adversário para o PT seria Bolsonaro, mas as pesquisas mostram que Haddad tem mais dificuldades do que outros para enfrentar no momento o líder das pesquisas.

O apoio de Lula, se é certamente um ativo eleitoral decisivo, também explicita a polarização do país, com 32% de eleitores afirmando que votariam “com certeza” no candidato de Lula, e 49% que não votariam de jeito nenhum. Mas há 16% que “levariam em conta” a recomendação de Lula, e os petistas os consideram já eleitores certos.

DOIS GRUPOS – O empate técnico da disputa do segundo turno continua, mas com dois grupos já se distinguindo um do outro. Ciro e Haddad estão no limite do empate técnico com Geraldo Alckmin (PSDB), que oscilou de 10% para 9%. No mesmo patamar do tucano está Marina Silva (Rede), que caiu 11% para 8%.

Mas é preciso muito malabarismo estatístico para não enxergar que Alckmin e Marina estão estagnados, quando não caindo, enquanto Ciro e Haddad estão em ascensão, principalmente o petista.

Bolsonaro segue estável, mas ainda não pode falar e se alimenta com soro

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Bolsonaro não pode receber visitas

Deu no G1 SP

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, ‘mantém estabilidade clínica e não apresenta complicações’, segundo informou boletim médico divulgado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, na manhã deste sábado (15).

Bolsonaro está internado no Einstein desde o último sábado (9), um dia após ele sofrer ataque com facada no abdômen durante ato de campanha e passar por cirurgia em Juiz de Fora (MG).

Segundo o boletim, o candidato permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do centro médico, onde “encontra-se afebril e sem outros sinais de infecção. Evolui sem dor, recebendo as medidas de prevenção de trombose venosa.”

FISIOTERAPIA – “Hoje prosseguirá com sessões de fisioterapia, incluindo exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular”, termina o comunicado divulgado neste sábado.

Do hospital, Bolsonaro tem movimentado as suas redes sociais. Nesta manhã, ele publicou em sua conta no Twitter que “ainda somos vítimas das mazelas causadas por seus líderes. Além de 14 milhões de brasileiros desempregados, hoje todos sofrem com a crise migratória” dos venezuelanos “no Norte do Brasil, região visitada por nós recentemente.”

@jairbolsonaro

Nos últimos anos o PT doou bilhões para ditaduras amigas via BNDES. Seu dinheiro que deveria ser utilizado de forma responsável para nosso crescimento, serviu pra alimentar governos autoritários e antidemocráticos como Cuba e Venezuela, sem nos dar retorno algum. Isso vai acabar!

@jairbolsonaro

 Servimos como fonte do plano de poder do Foro de SP e ainda somos vítimas das mazelas causadas por seus líderes. Além de 14 milhões de brasileiros desempregados, hoje todos sofrem com a crise migratória causada por Maduro no Norte do Brasil, região visitada por nós recentemente.

FISIOTERAPIA – Na noite de quarta, o hospital Albert Einstein informou que Bolsonaro teve “distensão abdominal progressiva e náuseas”, e precisou passar por uma tomografia no abdômen. O exame identificou presença de aderência obstruindo o intestino delgado. Segundo o hospital, a solução do problema era mesmo a nova cirurgia.

Na noite de sexta-feira (14), outro boletim divulgado pelo hospital informou que o candidato fez fisioterapia e caminhou pelo quarto sem apresentar dor.

Ainda na manhã de sexta, o centro médico também havia informado que as condições clínicas de Bolsonaro eram “estáveis e sem complicações” e que a alimentação dele está sendo por via venosa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, Bolsonaro está muito fraco, por vir se alimentando por soro há vários dias. Sofreu um segunda operação traumática na noite de quarta-feira. Não pode falar nem se alimentar de sólidos ou mesmo sopa. Consequentemente, está com o organismo enfraquecido, mas vem reagindo bem. Quanto à informação de que está enviando tuítes, é “menas” verdade, como diria Lula. Quem o faz é a equipe de campanha, é claro.
(C.N.)                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

 

Em queda nas pesquisas, Marina Silva patina até na estratégia de rua

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Marina sai às ruas apenas em agendas curtas

Angela Boldrini
Folha

Em queda nas pesquisas, a candidata da Rede ao Planalto, Marina Silva, tem patinado em sua nova estratégia de ir mais para a rua. Com uma mudança nas últimas semanas, a candidata tem tentado sair em agendas corpo a corpo e fugir do eixo Rio, São Paulo e Brasília para atingir principalmente o Nordeste do país. No entanto, com limitações financeiras e de tempo, a candidata tem feito agendas curtas e poucas viagens.

Nesta semana, por exemplo, Marina foi a Salvador na segunda (10) e passou por Belo Horizonte na quarta (12). Durante três dias, porém, ficou entre Rio, Brasília e São Paulo.

EM BRASÍLIA – Na capital federal, fez duas agendas de rua. Na quinta (13), conversou pouco com possíveis eleitores e mais com a própria militância da Rede. Ela foi recebida por dezenas de voluntários e apoiadores com bandeiras e uniformes da campanha em frente ao centro comercial onde fica a sede do partido.

Apesar de estar próxima à Rodoviária do Plano Piloto, um dos principais polos de concentração de pessoas no final da tarde na cidade, a candidata apenas passeou rapidamente pelo calçadão, numa agenda que durou cerca de 40 minutos.

Na sexta (14), foi a Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal, onde caminhou em lojas e tirou fotos com eleitores —a agenda, porém, durou menos de meia hora.

EM QUEDA – A pesquisa Datafolha divulgada na segunda (10) mostrou queda da presidenciável, de 16% para 11% de intenção de votos. Nesta sexta (14), a ex-senadora recuou para 8%, sendo ultrapassada por Ciro Gomes e Fernando Haddad.

Nesta quinta, Marina havia participado de entrevista a uma TV evangélica. Depois, saiu para gravação de programas com os candidatos do DF.

Para o Nordeste e o Norte, onde a ex-senadora diz estar focando sua estratégia —que mira eleitores indecisos e órfãos da candidatura de Lula, assim como Ciro e Haddad—, a candidata foi a apenas três cidades nesta campanha: Fortaleza, Recife e Salvador.

NO NORDESTE – Na próxima semana, iria visitar Aracaju e Maceió, na segunda-feira (17) e na terça (18) —mas irá apenas à capital do Sergipe.

Em comparação, Fernando Haddad, candidato do PT, já rodou por dez cidades nordestinas em busca do espólio lulista. Já Ciro Gomes passou pelos estados do Maranhão, Ceará, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Bahia e Rio Grande do Norte.

A campanha de Marina culpa a logística de debates e sabatinas e o pouco dinheiro da campanha pela agenda com poucas viagens, que priorizam as capitais.

PALANQUE FRÁGIL – Com apenas uma coligação nacional, a candidata também tem palanque frágil nos estados. Por isso, tem aproveitado as viagens também para gravar programas com os candidatos das capitais que visita. 

O quadro deve se repetir nas semanas finais da eleição, em que os debates se intensificam nas TVs abertas —e, segundo coordenadores da campanha, os três últimos, promovidos por SBT (em parceria com a Folha), Record e Globo, serão decisivos para o segundo turno.

A ex-senadora vem repetindo que as pesquisas são “um retrato do momento”. A campanha também martela que os participantes só se definirão no último minuto —embora avalie que Jair Bolsonaro (PSL) já deve ter uma vaga garantida após ter sofrido um atentado a faca.

Papa Francisco estudou o Budismo, a Ioga e outras doutrinas do Oriente

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Papa recebe a visita de monges e monjas do Japão

Antonio Rocha

O jornal online Brasil247 publicou, certa feita, uma entrevista com um amigo de longos anos do Sumo Pontífice católico, o docente Francisco Mele, professor visitante em várias universidades italianas e latino-americanas. Mas o que nos chamou a atenção é que o papa foi aluno do grande teólogo e professor jesuíta argentino Ismael Quiles, que, segundo a entrevista, abriu as portas da Universidade Jesuíta para o Zen-Budismo, a Ioga e outras religiões.

Em 1987, a Editorial Kier, de Buenos Aires, publicou uma tradução do Sutra Lótus, com 302 páginas. O prólogo é, justamente de Ismael Quiles. Entre outras, Quiles cita um outro jesuíta Jesús Lopez Gay, que em 1984, na revista da Universidade Gregoriana de Roma, publicou o importante artigo “Buda como Pai no Hokekyo”. Hokekyo é como o Sutra Lótus é conhecido na língua japonesa.

ÂMBITO ACADÊMICO – Deduzimos (é uma dedução…) que o papa Francisco deve conhecer esta edição argentina do Sutra Lótus, pois, em geral, no âmbito acadêmico, os alunos conhecem, pesquisam e leem a produção literária de seus professores.

No Brasil, em 1983, os jesuítas, através das Edições Loyola (jesuíta), já divulgaram o diálogo Catolicismo e Budismo, via a obra “Zen Cristão”, do padre jesuíta inglês que viveu muitos anos no Japão, William Johnston. Suponho que o papa Francisco também deve conhecer este livro de seu colega.

Por fim, recentemente, antes de vir ao Rio de Janeiro, o papa Francisco recebeu no Vaticano uma comitiva da linhagem budista japonesa RKK – Risho Kossei Kai, que tem como base o Sutra Lótus, onde lemos que “Buda é Pai”. Logo, com todo respeito aos que discordam, as palavras Buda e Deus são sinônimos… BuDeus… Budeus.

A foto acima é da Rádio Vaticana, noticiando a visita que o Santo Padre católico fez ao Japão (setembro de 2016), sendo recebido por monjas e monges japoneses e ganhando como presente as Escrituras Budistas.

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VEJAMOS ALGUNS TRECHOS DO SUTRA LÓTUS:

“Eu sou o Buda, honrado entre os seres. Apareço no mundo como uma grande nuvem para chover riquezas em todos, livrá-los dos sofrimento e obter a alegria da paz, alegria do mundo e alegria do Nirvana” (Parábola das Ervas). Nota: o termo riquezas não é só dinheiro….

“Eu sou o Pai de todos os seres vivos… tenho um tesouro inesgotável de Sabedoria, Força e Coragem. Todos os seres vivos são meus filhos… Tudo vos será dado, segundo vossa vontade” (Parábola da Casa Incendiada).

“Na verdade, somos todos filhos de Buda, embora não o saibamos… Buda sempre trata a todos nós como filhos…” (Parábola do filho perdido).

“Buda não tem forma, mas se manifesta em bondade e nos guia com o seu coração misericordioso” (A Doutrina de Buda).

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P.S.
Sutra Lótus é um texto sagrado, tem 624 páginas e pode ser lido na web. Existe uma tradução em português, publicada nos EUA, muito difícil de se encontrar. Só em um Templo de São Paulo se faz o pedido. Contudo, como dissemos, pode-se ler grátis, em pdf. (A.R.)

General Mourão abala candidatura de Bolsonaro, embora seja o vice da chapa

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Pedro do Coutto

Em uma conferência no Instituto de Engenharia do Paraná, na quinta-feira, o general Hamilton Mourão, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro, defendeu a necessidade de o país ter uma nova Constituição, mas que seria resultado de um trabalho conjunto de juristas, a ser aceita pelo povo, mas sem necessidade de ser aprovada pelos Senadores e Deputados Federais, ou seja sem atuação do poder legislativo.

Reportagem de Katnna Baran, O Estado de São Paulo de ontem, destaca a posição assumida pelo general Mourão, a qual certamente vai dar margem a uma reação dos parlamentares que servirá de tema para os adversários da chapa Bolsonaro-Mourão.

LEGITIMIDADE – A maior parte da população pode não ter interpretado ainda o efeito maior das palavras de Mourão, porém de qualquer forma ele colocou no ar uma hipótese na qual o Senado e a Câmara Federal não teriam função constituinte. E não poderiam, portanto, ter legitimidade para sequer apresentar uma emenda à nova Constituição, se imposta pelo general Mourão.

O título da reportagem de O Estado de São Paulo é bastante afirmativo: “Uma Constituição sem eleitos”. Mas tal vendaval jurídico esbarra em todos os candidatos ao Senado e a Câmara dos Deputados que estão buscando renovar ou conquistar novos mandatos nas urnas de 7 de outubro. Assim, dependem diretamente das urnas e muitos deles formam a base de apoio a Bolsonaro-Mourão.

O candidato a vice, com ameaça sombria que colocou, deixou antever a hipótese de pelo menos um fragmento de temor quanto a ordem militar, inspirada nas declarações recentes do General Eduardo Villas Bôas, comandante do exército.

PERDER VOTOS – Em consequência da sombra colocada no palco político, o vice fez com que Bolsonaro venha a perder votos, pois na minha opinião parte substancial do eleitorado pensa diferente.

Mais um problema para o candidato do PSL que se acrescenta a impossibilidade de fazer campanha no primeiro turno e até de gravar vídeos. Esse aspecto da questão foi destacado em reportagem de O Globo de ontem assinada por Jussara Soares, Tiago Aguiar e Flávia Junqueira. No meio do vendaval o General Hamilton Mourão aguarda resposta do TSE se ele poderá substituir Jair Bolsonaro nos programas de debate na televisão.

Este aspecto é muito importante, principalmente porque o confronto de maior amplitude está marcado para 4 de outubro na Rede Globo.

Visita de Adélio Bispo a deputados do PSOL é considerada “fake news”

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Site do “Jornal da Cidade” divulgou a falsa notícia

José Carlos Werneck

O jornal “O Estado de São Paulo” divulgou, na edição de ontem, uma checagem publicada pelo Projeto Comprova, realizada por uma equipe de jornalistas da Gaúcha ZH e da Bandnews FM. Outras redações, como Jornal do Commercio e revista Piauí, concordaram com a checagem, no processo conhecido como “crosscheck”, sobre o homem que tentou matar o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro do PSL com uma faca.

O Projeto Comprova é uma coalização de 24 veículos de mídia com o objetivo de combater a desinformação durante o período eleitoral.

SEM COMPROVAÇÃO – A apuração relata que Adélio Bispo de Oliveira esteve na Câmara dos Deputados em 2013, mas não é possível afirmar que ele visitou ou foi ao gabinete de algum dos deputados do PSOL, como afirmam um site e páginas e perfis em redes sociais.

O site Jornal da Cidade publicou a foto dos três deputados do PSOL na legislatura passada, Chico Alencar, Ivan Valente e Jean Willys afirmando que um deles teria recebido Adélio.

A informação da ida de Adélio à Câmara foi divulgada inicialmente pelo deputado Fernando Fancischini, do PSL do Paraná, e ganhou destaque a partir de publicações no Twitter, no Facebook e em sites e mensagens de WhatsApp,mas ninguém soube afirmar, qual foi o gabinete supostamente visitado por Adélio .

NO ANEXO IV – O Comprova questionou o PSOL, partido a que Adélio era filiado à época,o deputado Francischini e a Câmara dos Deputados.

A visita de Adélio foi confirmada pela assessoria de imprensa da Câmara. “Há registros de que, no dia 6 de agosto de 2013, Adélio Bispo de Oliveira ingressou na Câmara dos Deputados, por duas vezes, pela portaria do Anexo IV. O registro é feito no Sistema de Identificação de Visitantes”, informou, em nota, o departamento. No prédio do Anexo IV está localizada a maioria dos gabinetes dos deputados, além de um restaurante panorâmico e uma capela ecumênica projetada por Oscar Niemeyer.

Apesar de agressor de Bolsonaro ter visitado a Casa, ainda não foram encontrados registros do que ele fez.

SEM REGISTRO – A Câmara dos Deputados informou que não há registros no sistema “sobre o destino do visitante”, nem como “saber o local ao qual ele se dirigiu” porque “as imagens captadas pelo Circuito Fechado de Televisão ficam armazenadas somente por determinado período”. Essa nota é assinada pelo diretor do Departamento de Polícia Legislativa da Câmara, Paul Pierre Deeter.

Adélio foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014. A liderança do partido na Câmara alegou que “a Câmara dos Deputados recebe cerca de 580 mil visitantes por ano, 44 mil por mês (…) e que “não é possível verificar se a pessoa citada no texto esteve no gabinete de algum deputado do PSOL ou de qualquer outra legenda”.

DENÚNCIA VAZIA – A informação de que o quase assassino de Bolsonaro, esteve na Câmara dos Deputados foi divulgada por Francischini, que em nenhum momento disse saber o motivo da visita. “Francischini protocolou requerimento de informações ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a fim de obter detalhes da visita do agressor, assim como imagens”. O deputado também encaminhou as informações à Polícia Federal, que investiga o atentado.

No dia da visita de Adélio, a Câmara realizou duas sessões em plenário, sendo uma não deliberativa, encontros de comissões, como Orçamento, Legislação Participativa e Cultura, e outra onde se discutiu a reforma do ensino médio. Na mesma data, também, ocorreu uma reunião do então presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, do MDB do Rio Grande do Norte, com movimentos que pediam o fim dos autos de resistência. Nas fotos divulgadas pela Casa naquele dia, não é possível localizar Adélio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO site “Jornal da Cidade” se tornou recordista em “fake news” e processos de indenização por divulgá-las. Não é preciso dizer mais nada… (C.N.)

Moro dá aula de Direito a Toffoli, ao pedir para julgar ação contra Mantega

Ministro Dias Toffoli mostra um exemplar da Constituição Federal

Toffoli lê a Constituição, mas não consegue aprender

Julia Affonso e Luiz Vassallo
Estadão

O juiz Sérgio Moro enviou um ofício nesta sexta-feira, 14, ao ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, no qual afirma que a denúncia contra o ex-ministro Guido Mantega (Planejamento e Fazenda/Lula e Dilma) não trata de crime eleitoral e, sim, de corrupção e lavagem de dinheiro. Na quarta, 12, Toffoli acolheu liminar para suspender ação penal contra Mantega.

Na decisão, o ministro acolheu argumento da defesa de que a denúncia, envolvendo supostos repasses da Odebrecht, deveria estar sob responsabilidade da Justiça Eleitoral, e não com Moro. O ministro Dias Toffoli estendeu a decisão a outros réus do processo, como o casal de marqueteiros petistas Mônica Moura e João Santana.

PRAGMATISMO – De acordo com Moro, ‘por uma posição pragmática, é inconveniente atribuir à Justiça Eleitoral, já assoberbada com a gestão do pleito eleitoral e com a apreciação de questões eleitorais, o processo e julgamento de crimes complexos de corrupção e lavagem de dinheiro’.

“Apesar da evolução da Justiça Eleitoral e da eficiência dos juízes eleitorais, dificilmente terão eles condições de instruir e julgar crimes complexos de corrupção e lavagem de dinheiro, por vezes envolvendo até mesmo transações de lavagem de dinheiro no exterior”, observou.

“Então, na prática, o envio de ações penais por crimes federais de corrupção e lavagem de dinheiro à Justiça Eleitoral poderá inviabilizar o processo e julgamento deles e a própria Justiça Eleitoral, apesar da qualidade de seus juízes.”

ATOS ILÍCITOS – Mantega e outros investigados foram acusados por envolvimento em atos ilícitos que culminaram com a edição das medidas provisórias 470 e 472 (MP da Crise), ‘beneficiando diretamente empresas do grupo Odebrecht, entre estas a Braskem’.

A solicitação, a promessa e o pagamento de propina aos agentes públicos, segundo a denúncia, ‘viabilizou a edição das medidas provisórias 470 e 472, as quais permitiram à Braskem a compensação de prejuízo com débitos tributários decorrentes do aproveitamento indevido de crédito ficto de IPI, cujo reconhecimento havia sido negado anteriormente por decisão do Supremo Tribunal Federal’.

Moro afirmou ao ministro que não se trata de doação eleitoral. “Considerando os termos da denúncia oferecida a este Juízo, não se trata de crime eleitoral, mas de imputação tão somente de crime de corrupção e de lavagem de dinheiro. Havendo entrega de dinheiro por solicitação de agente público federal em contrapartida a ato de ofício (no caso a aprovação dos benefícios à Braskem Petroquímica), é de corrupção de que se está tratando e não mero caixa dois de campanha eleitoral”, indicou.

MARQUETEIROS – Sérgio Moro informou a Toffoli que ‘a denúncia proposta não utilizou, aparentemente, os referidos depoimentos prestados por Mônica Regina Cunha Moura, André Luís Reis de Santana e João Cerqueira de Santana Filho nos acordos de colaboração’.

“A denúncia ainda tem por base investigações que iniciaram antes de qualquer colaboração deles ou do Grupo Odebrecht, e que passaram pela descoberta do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht e da conta em nome da off-shore Shellbill Finance mantida no exterior e utilizada pelos referidos profissionais do marketing para recebimento subreptício de depósitos provenientes do Grupo Odebrecht, conforme processos acima citados”, apontou o magistrado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A petição de Moro é uma aula de Direito para Toffoli, que ainda é bisonho nesse como magistrado. Mandar a Justiça Eleitoral examinar denúncia de corrupção e lavagem de dinheiro, somente porque o inquérito envolveu três marqueteiros, é a mesma coisa do que confundir, na culinária, abacate com abacaxi. (C.N.)

Indecisos, brancos e nulos continuam vencendo a eleição, com mais de 50%

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Carlos Newton

Conforme a Tribuna da Internet tem informado, a pesquisa mais importante é a espontânea, que tem de ser a primeira pergunta ao entrevistado – “Em quem você votará para presidente?”. As demais perguntas, já se colocando a lista de candidatos, têm menos força no levantamento da intenção de voto. Na pesquisa do Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, o candidato Jair Bolsonaro, do PSL, oscilou positivamente para 22% nas citações espontâneas ao nome do candidato preferido, liderando com folga nesse quesito.

O levantamento ocorreu dois dias depois do registro de Haddad, então vice de Lula da Silva, como presidenciável do PT. Preso por corrupção, o ex-presidente é inelegível por ter condenação em segunda instância. O ex-prefeito dobrou sua pontuação na pesquisa espontânea, de 4% para 8%, empatando com Ciro, que subiu de 5% para 7%.

OS DEMAIS – Geraldo Alckmin (PSDB) registra os mesmos 3% espontâneos da pesquisa anterior, empatado com Marina da Silva (Rede), João Amoêdo (Novo) e Alvaro Dias (Podemos), todos com 2%. Diz o jornalista Igor Gielow, da Folha: “A pesquisa traz más notícias para o tucano, que esperava crescer com a exposição de duas semanas com o maior horário de propaganda gratuita de rádio e TV. Seu eleitor também é menos sólido: 61% dizem que podem mudar de voto”.

Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) nem aparecem na foto.

Em tradução simultânea, a eleição continua sendo vencida pelos indecisos, brancos e nulos, que têm mais de 50%.

PÓS-FACADA – O levantamento foi feito entre quinta (13) e sexta (14), ouvindo 2.820 eleitores em 187 cidades, com uma margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Folha e pela Rede Globo.

Marina Silva e Geraldo Alckmin estão fora da corrida presidencial, porque o tempo é curto para uma retomada.  Podem dar adeus às ilusões. Apenas três restam na disputa – Bolsonaro, já praticamente confirmado no segundo turno, enquanto Ciro e Haddad disputam ponto a ponto a segunda vaga.

Na teoria do voto útil, tudo indica que Ciro vai ultrapassar Haddad, por receber transferência de votos de Alckmin, Marina Silva, Henrique Meirelles etc. Posso estar errado, mas é esta a minha avaliação – teremos uma final eletrizante, entre Bolsonaro e Ciro, porque Haddad vai bater no teto de 17%.

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P.S. –
Interessante esta pesquisa. Em tradução simultânea, mostra que Jair Bolsonaro é imbatível no primeiro turno e Ciro Gomes é imbatível no segundo turno, mas ainda está difícil para o candidato do PDT chegar lá. É preciso saber até que patamar o petista Haddad conseguirá chegar. O final dessa corrida vai ser eletrizante. (C.N.)

“E a gente se afasta sem querer e se perde dos velhos amigos”, canta Joyce

Imagem relacionadaPaulo Peres
Site Poemas & Canções

A cantora, instrumentista e compositora carioca Joyce Silveira Moreno encontrou, como inspiração, a saudade dos velhos amigos com quem ela deixou de conviver, para compor “Revendo Amigos”, música que ela mesmo gravou no Lp Feminina, lançado pela EMI, em 1980.

REVENDO AMIGOS
Joyce

Vontade de rever amigos
Os gestos de sempre, a risada em comum
Contando as histórias e os casos antigos
As músicas novas
Sem moda, sem tempo nenhum

Vontade de rever amigos
Dizer que estou solta na minha prisão
Gritar pras pessoas
Vem cá que eu tô viva
Me tira a tristeza de dentro
Do meu coração

Saber quem morreu
Perguntar quem chegou de viagem
Se foi porque quis
Explicar que o amor me pegou de mal jeito
Mas tudo somado acho que fui feliz

No entanto, cadê meus amigos
Vai ver que a poeira do tempo levou
A barra da vida tem muitos perigos
E a gente se afasta sem querer
Se esquece sem querer
Se perde dos velhos amigos

Se esquece e se perde dos velhos amigos

Lula perde ação para o delegado Pace, da Lava Jato, e não será indenizado

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Foi Hille Pace que colocou Palocci na cadeia

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

A 5.ª Vara Cível de São Bernardo negou pedido de indenização proposto pelo ex-presidente Lula contra o delegado de Polícia Federal Filipe Hille Pace, da Operação Lava Jato. O petista deverá arcar com as custas e despesas do processo, assim como os honorários da parte contrária, fixados em 15% do valor da causa. Lula pode recorrer.

Na ação, o ex-presidente alegava que teve sua honra, imagem e reputação violadas pela conduta do delegado que integra a equipe da Lava Jato em Curitiba, base e origem da grande investigação. Segundo Lula, o delegado agiu com ‘objetivo de perseguição pessoal’ e ‘proferiu afirmações inverídicas e pejorativas em inquérito policial relativo à chamada Operação Omertà’.

CONTRA PALOCCI – A Omertà, desdobramento da Operação Lava Jato, foi deflagrada em setembro de 2016, levando à prisão do ex-ministro Antônio Palocci, antigo aliado de Lula que acabou fechando acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Em audiência com o juiz Sérgio Moro, o ex-ministro detonou Lula e revelou a existência de um suposto ‘pacto de sangue’ do ex-presidente com a Odebrecht, abrangendo repasse de R$ 300 milhões da empreiteira.

Para o juiz Carlo Mazza Britto Melfi, da 5.ª Vara Cível de São Bernardo, o delegado agiu ‘no estrito cumprimento de suas atribuições’.

SUPEDÂNEO – “Não há dúvida alguma de que a autoridade policial agiu com lisura, em regular atividade ligada à presidência de inquérito de fatos correlatos, justificando suas atividades com a transparência inerente às suas relevantes funções”, escreveu o magistrado em sua decisão.

No entendimento de Melfi, ‘se houve algum abalo à reputação do autor, derivou dos próprios fatos investigados, os quais serviram de supedâneo à denúncia criminal de caráter público, o que ocorreria de qualquer maneira, ainda que menção nenhuma fosse feita pelo requerido’.