Familia Jerominho, acabou a bandalheira?

Eram três deles, todos “eleitos”, não pelo povo, pelo voto, pela urna, mas por causa da representatividade (Deus me perode a infamia) que as cupulas supostamente partidarias mantêm em beneficio proprio.

Dois desses Jerominhos já estavam cassados e presos. Agora, o TRE se lembrou da ultima, Carminha, cassada também. Estava na prisão, foi eleita de lá mesmo. Mas não foi cassada por isso.

Desde a Constituição de 1891, cidadãos foram eleitos estando na prisão. O mais famoso: Mauricio Lacerda, grande orador, pai de Carlos.

Torturadissimo no governo Bernardes, foi eleito e logico, solto e empossado. Da tribuna da Camara em varios pronunciamentos, emocionou o país, contando as torturas a que foi submetido no Hospital São Sebastião, ali no Mangue, onde hoje passa a Avenida Getulio Vargas. (Ditador, seja civil ou militar, não deveria dar nome a ruas ou avenidas, é um pessimo exemplo).

Solução reparadora, moral e material para o Senado

1) Demitir os terceirizados. 2) Aposentar 9 mil funcionarios, qualquer que seja o tempo de serviço. 3) Respeitados os direitos, menos os salarios absurdos. 4) Derrubar todos os anexos, cada senador teria só um gabinete. 5) Descongestionar a “cupula” funcional, haveria apenas um.

Exemplo a seguir: 1) O Senado do Rio tinha 263 funcionarios para 66 senadores. 2) O de Brasilia ainda ficaria com mil, 12 para cada senador. 3) O belissimo Palacio Monroe tinha muito menos gabinetes do que senadores. 4) Com 263 funcionarios e 66 senadores, dava 4 para cada senador. 5) Essa orgia da ilha da fantasia começou com a catastrofica mudança da capital. (Exclusiva)

Retrocesso da FIFA, desprezo das tevês

A bola chutada por Kaká contra os EUA entrou visivelmente. É possivel que esse “visivelmente” só ficou claro na segunda ou terceira confirmação da camera. A FIFA não muda nada.

E as televisões por que não mostraram com a camera fixada e a bola parada dentro do gol? Em 1966, assisti em Wembley a final Inglaterra-Alemanha. Fiquei convencido que a bola da Alemanha não entrara.

Fui para o hotel (o Grovesnor House, em Hyde Park), as televisões esgotaram o assunto, me convenci que não fora mesmo gol.

Isso há 43 anos. Por que a pretensiosa e arrogante TV Globo não esclarece o que ela chama (sem provas) de milhões de expectadores? (Exclusiva)

Zelaia, culpado ou inocente?

A destituição (?) do presidente de Honduras está ainda envolta em misterio. É prudente esperar esclarecimento verdadeiro, para a tomada de posição. Os militares de todos os países adoram “derrubar presidentes não-democratas”.

Presidentes eleitos pelo povo sempre querem manipular esse Poder que foi concedido para determinado tempo e prorroga-lo. Estão aí FHC, Fujimori, Menen que confirmam o fato. E a defesa apaixonada que Lula fez de Zelaia, “ele só pretendia um referendo, isso não é crime”, complica ou esclarece as coisas.

Zelaia obteve uma enorme corrente de apoio internacional. É justo que volte ao Poder para cumprir apenas o mandato popular. Os militares não representam a voz do povo nem têm autoridade de corte suprema.

VERDADEIRO E EXCLUSIVO: Sarney renunciaria ou tiraria licença se fosse embaixador na França

Confusão e complicação na presidencia do Senado.

Começamos a semana e o Senado naufraga e mergulha na maior enrascada de sua historia. Sarney jamais imaginou, quando se rendeu ao cerco e ao canto fascinante de Renan Calheiros, que começaria a jogar fora toda a caminhada transitada com obstaculos, mas inegavelmente vitoriosa.

De suplente de deputado em 1956 a presidente da Republica em 1986, 30 anos de vitorias em cima de vitorias.

Mais vitorioso e em mais alta velocidade do que ele, só Janio Quadros. Começando em 1947, tambem como suplente (de vereador, fato que poucos conhecem) a presidente da Republica em 1960, apenas 13 anos. E sem servir a nenhuma ditadura. Mas Janio e Sarney jamais explicaram o fato: como viveram faustosamente, começando pobrissimos e sem recursos e sem trabalharem?

Sarney (e Renan, logico, o artifice e estrategista de tudo) se beneficia da multidivisão de todos os partidos com representação no Senado. cada um tem uma solução (?) vinculada à sucessão nacional e estadual de 2010. Vejamos como os partidos encaminham as coisas e os nomes colocados nesse tumulto escandaloso.

A crise não é do Senado ou da democracia. (Versão tola e torpe do proprio Sarney tentando se salvar do acumulo de irregularidades). São montanhas de escandalos mantidas no freezer pelo menos por 15 anos. Agora, é impossivel descongelar tudo de um momento para o outro. Também existem muitos substitutos para Sarney, o que pode até se transformar em fato positivo para ele. O que quase ninguém admite, incluindo este reporter.

Cada partido tem candidatos, mais vetados internamente do que externamente. Comecemos pelo PMDB, dito majoritario, o que pode ser verdade no numero, mas não na realidade.

Os nomes que o Senado aceita, dentro do PMDB, sofrem o veto irrevogavel de Renan. E no PMDB, haja o que houver, hoje, ou obedecem a Renan ou não sobrevivem politicamente. Se não fosse isso, Romero Jucá seria presidente. Com votos do seu partido, do PT-PT, do PSDB (foi lider de FHC) e do DEM (já intransigente contra Sarney, embora ainda não querendo enfrentar Renan).

O PT-PT trabalha Tião Viana, que se lançou candidato abertamente, num discurso em silencio, ouvindo dezenas de apartes. O senador do PT-PT alega: “Fui derrotado com traição geral, agora deveria ser candidato”. Isso ao mesmo tempo favorece e prejudica o senador do Acre.

O PSDB não tem nomes nem quer a presidencia. Pretende apenas derrotar o governo. Mas nessa confusão, não consegue indentificar bem o que é e onde está o governo. Sarney vem sendo “defendido” por Lula, mas ninguém acredita, ou melhor, “Freud explica”. O PSDB desconfia ou tem certeza que se trava uma das preliminares da sucessão de 2010.

O DEM também não tem candidatos, e como não tem analistas, fica espiando. Existem quatro grupos que defendem individualmente o que poderia se transformar em consenso.

1- Uma mulher para presidente. 2- Garibaldi Alves, que substituiu (muito bem) Renan Calheiros, mas logicamente seria vetado pelo proprio Renan. 3- Francisco Dornelles, duas vezes Ministro de FHC, Ministro da Fazenda, competente e conciliador.

4- Um candidato ofensivo, de luta, agressivo, que tivesse como compromisso de campanha a MUDANÇA TOTAL E GERAL. Os nomes mais cotados seriam Pedro Simon e Jarbas Vasconcellos. Sendo do PMDB historico, levariam votos daí e de todos os partidos.

PS- Nada inedito, mas aparentemente surpreendente: Sarney aceitaria a licença (ou até a renuncia) com um adendo, a nomeação para embaixador na França, sua paixão. Ou até em outra embaixada. Lula daria “Graças a Deus”, o Senado, logico, refendaria Sarney.

PS2- Já aconteceu. O senador Jorge Bornhausen, presidente do PFL antigo, se licenciou, foi embaixador em Portugal. Aí a exigencia surgiu do “monoglotismo”). Foi, voltou, reassumiu.

Brasil ia complicando uma decisão fácil

Pedro do Coutto

A Seleção Brasileira, claro, é infinitamente superior à dos EUA, mas ia complicando uma vitória fácil na decisão da Copa das Confederações 2009. O treinador americano armou sua equipe da única maneira possível de enfrentar o Brasil: abrir as laterais, fechar o meio, só dar combate na sua intermediária e tentar estocadas de contra ataque . A tática de Robert Bradley deu certo no primeiro tempo. Foi inclusive a mesma adotada por Joel Santana contra nós o que nos levou a só derrotarmos a África do Sul nos cinco minutos finais da partida. Abrindo o caminho pelos flancos, Bradley esquematizou lançamentos isolados para dois atacantes. Por duas vezes ficamos com dois homens na defesa e contra eles. E aí saíram os gols. No final do primeiro tempo, Dunga percebeu o estratagema e cobrou méis mobilidade do meio campo, principalmente Gilberto Silva muito lento na saída de bola. Tivemos sorte em fazer nosso primeiro gol logo ao início do segundo tempo.

Quando vi pela televisão o time americano jogar, me lembrei do esquema de Zezé Moreira, em 1951 no Fluminense, aliás campeão carioca daquele ano. Zezé tinha a tese, nessa época, de que os pontas só oferecem perigo quando se aproximam da área. Encontrando espaço livre, acabam cruzando uma bola atrás da outra. Fechando a defesa no meio, isso cria condição para lançamento à distância. Sorte de Zezé, aliás figura exemplar de técnico, o fato de Garrincha só ter começado a jogar pelo Botafogo em 53. Se fosse dois nãos antes, seu sistema teria desabado de cara. Já em 52, Santiago do Chile, quando derrotamos o Uruguai por 4X2 e o futebol brasileiro conquistou seu primeiro título internacional fora di país, um episódio histórico, o Campeonato Panamericano, Moreira criou praticamente o quarto zagueiro. Brandãozinho do Coríntians, fazia o pêndulo na cabeça de área, deslocando a atuação defensiva alternadamente para a esquerda e para a direita. Surgia o esquema de cobertura inspirada no basquete cuja marcação é por zona. Mas estes são outros aspectos do passado hoje incorporados à história do esporte.

Dunga é muito mais jovem e só deve ter tomado conhecimento desse processo de evolução por ouvir falar. Mas percebeu o esquema dos Estados Unidos e determinou mais movimento nas ações da retaguarda. Foi feito isso, sobretudo quando Daniel Alves entrou no time. Atacava e defendia. Compactou a Se3leção. A partir daí a decisão tornou-se fácil, como deveria ter ocorrido desde o início. O Brasil tem muito mais arte e técnicos do que o escrete americano. E, em função de saber tratar melhor a bola, melhor estado atlético também, pois despende menos força para jogar. Como lança melhor à distância, termina desenvolvendo percursos menores para correr em camp0o.

Na etapa de classificação, nós tínhamos derrotado os EUA por 3X0, sem termos encontrado qualquer dificuldade. Mas estamos falando de futebol. Decisão é sempre decisão, o clima e a atmosfera são outros. Entra em cena a estrutura nervosa, o peso da responsabilidade. Reflete no caso contra nós, investidos da obrigação de vencer. Para a seleção americana qualquer resultado seria bom. Foi uma vitória estar na final conosco. Futebol é assim. Dunga, com a vitória em Johanesburgo, conquistou sua segunda Copa. A primeira foi a Copa América, na Venezuela. Além disso, o Brasil já assegurou seu passaporte para ataca do Mundo de 2010. Dunga, que começou contestado, garantiu o lugar na CBF e boca do túnel. Nada substitui as vitórias. Até 2010, portanto.

Vamos lá.

Escorregadelas externas

Carlos Chagas

Mandou-se o presidente Lula para Trípoli, na Líbia, sob os ecos de seu veemente protesto contra a deposição do presidente Manoel Zalaya, de Honduras. Alegou que golpes militares e ditaduras não tem mais lugar na América Latina e que o Brasil  não reconhece o novo governo daquele país.

Tudo bem, não fossem dois detalhes: para prestigiar os países da África, o nosso presidente esqueceu que a Líbia, há mais de trinta  anos, é governada com mão de ferro pelo  ditador Muhamar Kaddaffi,  coronel que chegou ao poder através de um golpe militar e vem se   “reelegendo” desde então. Da mesma forma, não foi completamente informado pelo Itamaraty de que a Suprema Corte e o Congresso, em Honduras, pronunciaram-se pela deposição do presidente Zalaya, sob a acusação de haver irregularmente marcado  consulta popular para  mudar a Constituição e permitir  sua reeleição.

Em matéria de política externa, o Lula dá a impressão de marchar de passo errado. Ainda há dias sustentou a legitimidade da reeleição do presidente do Irã, quando boa parte da Europa e os Estados Unidos participam das denúncias sobre ter havido maracutaia no pleito, por sinal agora submetido a recontagem. Também não o  alertaram de que deveria evitar encontro com o presidente da Rússia na cidade de Ekaterimburg, de triste memória. Lá,  os comunistas trucidaram o csar Nicolau II e  sua família.

Outro escorregão do primeiro-companheiro aconteceu meses atrás, quando, na Venezuela, defendeu com veemência o direito de Hugo Chavez mudar a Constituição para reeleger-se indefinidamente. Chegou a argumentar que a vontade do povo deveria prevalecer sobre as leis vigentes. Manifestação igual referiu-se a Evo Morales, da Bolívia.

Não deixa de ser irônico localizar  a reeleição no âmago de cada uma das intervenções do Lula no campo da política externa. Porque na interna ele continua negando qualquer intenção de permanecer no governo depois de encerrado o seu segundo mandato.

Facilidades e dificuldades

Prepara-se a Câmara dos Deputados para votar, esta semana, modificações da lei eleitoral. Serão criadas facilidades para Suas Excelências disputarem a reeleição em 2010, como a liberação do uso da Internet nas campanhas e a estranha possibilidade de doações ocultas serem feitas aos partidos por pessoas físicas e jurídicas. O nome do doador permanecerá desconhecido e o candidato não estará vinculado a ele, cabendo aos partidos o papel de laranjas.

Admite-se, também, que nessa meia-sola  eleitoral sejam reduzidos os prazos de desincompatibilização, bem como facilitadas as oportunidades para o troca-troca de legendas, beneficiando candidatos e eleitos.

No reverso da medalha, porém, dificuldades serão impostas ao cidadão comum. Seu voto só poderá ser digitado nos computadores caso apresente, junto com o título de eleitor, outro documento contendo sua fotografia atualizada. Convenhamos, o tempo passa mas não muda nada em termos de facilidades para quem legisla…

Propriedade privada

Observadores dedicaram parte de seu tempo, no fim de semana e ontem, indagando-se porque  José Serra decidiu abandonar a postura cautelosa e pacífica de evitar confrontos com o governo federal e seus aliados.  Porque na sexta-feira o  governador paulista vibrou tacape e borduna no lombo do PT. Declarou publicamente que o partido do presidente Lula usa o governo como se fosse propriedade privada.

Acima e além de saber que a acusação é verdadeira, desperta a atenção conhecer seus  motivos. Será porque a candidatura Dilma Rousseff vem crescendo nas pesquisas eleitorais? Ou porque a maioria dos tucanos entende chegada a hora de mais agressividade por parte de seu candidato? No fim dá no mesmo, restando saber se o diagnóstico de Serra constituiu um desabafo isolado ou se marca o início de uma nova fase na campanha presidencial.

Porque quanto ao PT  ter ocupado a administração federal, nem haverá que duvidar. Bastaria relacionar o número de  petistas que  integram as diretorias do Banco do Brasil, da Petrobrás e de  outras empresas públicas, para não falar nos 36 mil cargos em comissão ocupados por eles no país inteiro. Ou nas centenas de ONGs criadas com dinheiro público e dirigidas por companheiros.

Por que Brasília?

Quem acompanha o noticiário dos jornais, revistas, tele e rádio-jornais,  acostumou-se a ouvir montes  de vezes por dia referências aos escândalos de Brasília, agora atingindo o Senado, como antes a Câmara, nos tempos do mensalão e outros. Marcam a cidade como geradora da roubalheira.

Seria bom lembrar que os patrocinadores e os beneficiários dessas sucessivas maracutaias, sejam parlamentares, sejam altos  funcionários, provém  das mais diferentes regiões do país.   Boa parte chega na terça e volta na quinta-feira. Acusar a capital federal de covil ou escola  de bandidos é injustiça para com a população local. Aqui se trabalha, e muito. Os ladrões vem de fora, exceção de uns poucos que resolveram seguir os maus exemplos.

Wimbledon: teto retratil, o jogo mais longo

Tantas vezes anunciado, o teto que vai permitir jogos até tarde (o de hoje acabou às 10:39 de Londres) levou 3 horas e 39 minutos, 5 sets. Vitoria injusta de Murray, que poderia ter sido derrotado em 4 sets.

É irritante assistir à sofrida auto-idolatria de Murray. Ele é bom jogador. Mas compra-lo pelo que vale e revende-lo pelo que pensa que vale, enriquece qualquer um. Wawrinka jogou muito melhor, o britanico acertou bolas “espiritas”.

Dolar e ações em alta na especulação

Às 13 horas, de acorda com a minha postagem, a Bovespa estava em 52 mil e 100, alta de 1,25%.  Cinco horas depois, 52 mil e 100, alta de 1,27%. O que fizeram nesse tempo? O dolar em 1,95, mais 0,90%, melhorou para 1,96 alto, mais 1,16%.

Pelo 19º dia util, o volume não chega a 5 bilhões. Na “pedra” marcava 6 bilhões e 300 milhões. Só que quase 2 bilhões foram de uma operação direta, mais jogatina sem ser anunciada.

Obrigado, Gilberto Amaral

Um dos colunistas mais lidos e respeitados, deu hoje no Jornal de Brasilia: “O bravo e bem informado Helio Fernandes abriu seu blog. Vibra como reporter principalmente com a iniciativa”.

Comentario rapido de Helio Fernandes:
Estou gostando mesmo, Gilberto. E atualizando tudo de hora em hora, com uma satisfação que não imaginava. Tão encantado, que quando a Tribuna papel voltar, me entregarei a ela como sempre, mas ficarei refem do blog, que chega na frente.

A politicagem da política

Vicente Limongi Netto:
“Pedro Simon, Cristovan Buarque, José Nery, Demóstenes Torres, quem são esses monstros diluvianos perto do ex-presidente José Sarney. pertencem ao balaio dos pândegos e demagogos que o senador Geraldo Mesquita, do PMDB do Acre, preferiu chamar de golpistas. Um deles, de tão incompetente, foi demitido por Lula pelo telefone. Outro foi um omisso ministro da Agricultura. Outro é um inexpressivo suplente, pau mandato de Heloisa Helena. E o de Goiânia não se reelege nem para vigia noturno da rua onde mora. Sarney foi eleito presidente do Senado e do Congresso pela maioria dos senadores.  Não dará o gostinho de fugir da luta a esses paladinos de araque.”

Comentário de Helio Fernandes:
Você, Limongi, é um dos raros que pratica a opinião sem omissão.

Finalmente condenado um aventureiro financeiro

Bernard Madoff, que deu prejuizo de 50 bilhões de dolares, foi condenado a 150 anos de prisão. Nos EUA ele não tem direito a recurso. Provavelmente (?), não cumprirá nem um terço da pena, por causa da idade.

Os brasileiros que perderam dinheiro com ele (e não confessaram por vergonha), ainda não sabem. Mas não ganham nada com isso, nem recuperam um dolar que seja. (Exclusiva)

Bovespa: amestrados desinformados

Ações e dolar começaram em alta. Às 13 horas, passava dos 52 mil pontos, mais 1,20%. O dolar em 1,95 subindo 0,70%. O volume era de 2 bilhões, o maior do ultimos 18 dias.

Afirmação duplamente equivocada: “Esta semana há um feriado, da Independencia dos EUA, 4 de Julho”. O dia 4 é domingo, e não é a Independencia e sim a DECLARAÇÃO DA INDEPENDENCIA. Esta propriamente dita ocorreu em agosto de 1781, 5 anos depois. Não quero que amestrados conheçam historia. mas em materia de feriado, basta olhar a “folhinha”.

Contratação rima com eleição

Lei sancionada pelo governador Sergio Cabral permite a contratação de servidores por prazo determinado em até 5 anos. Tomou o numero 5490/2009 e altera a 4599 de 2005. Esta condicionava a contratação temporária ao período de dois anos. Nada como uma eleição, no caso a de 2010, para despertar a sensibilidade dos governantes. Deveria haver, por isso, eleições todos os anos no país todo. Seria um avanço social ponderavel. É o que defendo há muito anos.

Governador guloso

Atualmente, em algumas escolas publicas do Estado do Rio de Janeiro, um prato de comida de boa qualidade pode ser fornecido ao custo de R$ 0,32 (trinta e dois centavos). O Estado paga por cabeça dez centavos e a União, 22 centavos.

A proposta que tramitou na Secretaria de Educação do Estado era fornecer alimentação pelo preço de R$ 2,77 (dois reais e setenta e sete centavos).

Dessa forma, o governandor Sergio Cabral, lembrando seus tempos de tucano, pretende retomar as privatizações, como tenta fazer com a agua (CEDAE), com o aeroporto do Galeão (até mesmo fora da sua competencia), e agora, com a merenda das crianças nas escolas, entregando seu fornecimento nas mãos de particulares.

Querem enriquecer até com a alimentação das crianças. Que Republica. (Exclusiva)

Wimbledon: morango com muito creme

Às 11:30 no Brasil, 3 e meia em Londres, Venus e Serena Williams venciam a quarta partida. Ficaram a três da final. Que pode ser, mais uma vez, entre elas.

Federer eliminou impiedosamente Sonderling. Quando este ganhou de Nadal em Roland Garros, registrei: aos 24 anos, tendo apenas 3 titulos inexpressivos, jamais chegará a numero 1. Ganhou por acaso. Hoje, enfrentando Federer e oerdendo facilmente, confirmou minha observação.

“NÓS VOLTAREMOS”

Jorge Rubem Folena de Oliveira:
“Sempre que leio a tragédia recaiu sobre a sua vida e seu trabalho, fico cada vez mais orgulhoso do senhor, na medida em que não percebo, em suas manifestações, sentimentos de rancor ou ódio, que seriam naturais diante das circunstâncias reveladas e comprovadas.

Ainda bem que existem homens com coragem para lutar e persistir, transmitindo às gerações futuras que um mundo melhor ainda poderá existir. Isto, o repórter nos passa a todo o momento, mesmo nas dificuldades.

Como revelei em outra oportunidade, agradeço por seus ensinamentos diários e desejo uma longa vida à sua Tribuna da Imprensa.”

Comentário de Helio Fernandes:
Obrigado, Folena, pela contribuição e a observação. Esse ponto destacado por você é fundamental na minha vida e em toda a participação de dezenas de anos. Jamais tive qualquer ressentimento, odio, rancor ou coisa parecida. Nas varias vezes em que fui para o DOI-CODI, um centro de terror, quase o instante da tortura, não ficava com raiva dos oficiais. Eles tentavam me gozar, dizendo como interrogação: “Então, jornalista, o senhor escreve contra nós, mas acaba sempre aqui”. E riam, alucinada e prazerosamente.

Não pensava em me vingar, não queria estabelecer qualquer forma de duelo ou de combate com eles. Eu tinha objetivos, procurava cumpri-los, quaisquer que fossem os obstaculos colocados à minha frente. Nada me impediria, não era a luta de um instante, a batalha de um momento, a convicção que eu logo abandonaria. Quando comecei a lutar, foi muito antes de 1964, do golpe chamado de Revolução. Pois o Brasil tem uma historia cheia de golpes e nenhuma Revolução de verdade (1930 é uma fraude, uma farsa, mistificação completa).

Ainda menino, entrei na redação da revista “O Cruzeiro”, era um emprego. mas logo, logo compreendi que seria muito mais do que isso. E não desacreditei jamais. Meu primeiro trabalho de importancia foi a cobertura da Constituinte de 1946.Ali travei conhecimento direto com a politica e compreendi que eles não conheciam Aristoteles, e estavam distantes de compreender que “a politica é arte de governar os povos”.

Acabada a Constituinte, fiz entrevista com o general Goes Monteiro e ouvi pela primeira vez a afirmação: “O Exercito é o grande mudo”. Como desde 1889 o Exercito sempre se meteu em tudo, não tive duvida: era impossivel confiar em politicos e em militares. Eles estão sempre juntos, enganando a coletividade.

Em 1889, os civis combateram, mas o Poder não ficou com eles. A Republica nasceu militar, militarista e militarizada, mas apoiada por civis. Em 1937, o ditador era um civil, Vargas, garantido pelos militares. E, em 1964, trocaram, os militares ficaram com o poder ostensivo, mas garantidos pelos civis.

De qualquer maneira, o bom é a compreensão de um advogado militante como você e tantos outros. Aos que perguntam quando a Tribuna impressa estará nas bancas, respondemos como o general McArthur ao ter que deixar as Filipinas: “NÓS VOLTAREMOS”.

Vencedor? Mesmo dormindo?

Luiz Gonzaga Belluzzo estava satisfeito: como presidente do Palmeiras há menos de um ano, obteve mais visibilidade (na midia, claro) do que em mais de 20 anos como economista.

Mas na demissão de Luxemburgo, sofreu trmenda derrapagem. Foi anunciada a meia-noite e trinta, Belluzzo dormia tranquilamente. Quando acordou não pode fazer nada. A demissão de Luxemburgo foi ordem de pessoa juridica e não fisica.

Depois, bem acordado, Belluzzo passou recibo: Temos que REDISCUTIR com a Traffic”. (Exclusiva)