Direção do INSS atestou “serviços” e liberou R$ 4,6 milhões à empresa-fantasma

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Na sede da empresa, só havia um depósito de bebidas

Patrik Camporez e Robson Bonin
O Globo

Depois de o Ministério do Desenvolvimento Social ter anunciado a demissão do presidente do INSS, Francisco Lopes, O Globo obteve novos documentos que revelam a atuação de outros dois servidores do órgão no processo que resultou no contrato do INSS com a RSX Informática no valor de R$ 8,8 milhões.

O negócio com a empresa foi formalizado em contrato assinado no dia 13 de abril. Dez dias depois, o diretor de Atendimento do INSS, Ilton Fernandes, e o gestor nomeado do contrato com a RSX, Ornon Vasconcelos, assinaram um documento no qual atestaram o suposto recebimento de quatro licenças de software da RSX e liberaram o pagamento de R$ 4,6 milhões à empresa. Técnicos do INSS, no entanto, confirmaram ontem que o documento foi redigido e o dinheiro liberado sem que nenhum produto tivesse sido entregue ao órgão.

ÁREA TÉCNICA – Como a reportagem revelou na terça-feira, quando verificou o volume de recursos envolvidos no negócio e o tipo do programa de computador que seria comprado, a área técnica do INSS alertou o presidente para a falta de amparo técnico ao negócio, a possível inutilidade da compra para o órgão e o risco de desperdício de dinheiro público.

— O sistema foi adquirido sem prova de conceito, ou seja, sem mostrar tecnicamente qual ganho, de fato, o programa traria para o INSS. Qual vantagem da compra para o instituto que justifique o gasto de R$ 8 milhões? — diz um servidor do INSS sob a condição do anonimato.

Alertado duas vezes para os problemas, o ex-presidente resolveu agir. Não como os técnicos esperavam. Em vez de ampliar os estudos técnicos e interromper o processo de contratação da RSX, Francisco, segundo técnicos do INSS, teria retirado poderes dos órgãos encarregados de avalizar a contratação e determinado pessoalmente, com a ajuda de um servidor de sua confiança, a assinatura do contrato.

TUDO ARMADO – Braço-direito de Lopes, o diretor de Atendimento do órgão, Ilton Fernandes, o mesmo que assinou a liberação do dinheiro à empresa, assinou memorando em fevereiro conferindo poderes a si próprio para deliberar sobre a “aquisição de solução de segurança integrada”, o produto que viria a ser comprado da RSX Informática dois meses depois. Segundo assessores da área técnica do INSS, o ato de Ilton foi determinante para que o presidente do INSS pudesse prosseguir com a contratação da RSX à revelia dos pareceres da área técnica.

— O presidente do INSS não só ignorou os pareceres técnicos, como nomeou alguém para viabilizar a contratação — diz outro servidor do INSS que pede sigilo ao seu nome, para não sofrer retaliações.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Como dizia Tom Jobim, é a lama, é a lama. E um governo dessa laia ainda exige reforma da Previdência... (C.N.)

Tribunal julga terça-feira mais um recurso de Eduardo Azeredo antes de ser preso

Azeredo

Azeredo se preocupa com a possibilidade de ser preso

Deu em O Tempo

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) vai julgar, na próxima terça-feira, dia 22, os embargos de declaração propostos pela defesa do ex-governador Eduardo Azeredo, condenado a 20 anos e um mês de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, cometidos no escândalo que ficou conhecido como mensalão tucano mineiro.

Esse é o último recurso que Azeredo pode interpelar antes de ser preso. O esquema, conforme denúncia do Ministério Público, desviou cerca de R$ 3,5 milhões de estatais como o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) para a campanha do tucano pela reeleição em 1998, quando foi derrotado por Itamar Franco.

MARCOS VALÉRIO – As investigações mostraram ainda que agências de publicidade de Marcos Valério de Souza foram utilizadas na ação.

Em abril, o TJMG negou os embargos infringentes de Azeredo. Pela sentença de condenação, o cumprimento da pena deve começar quando esgotada a possibilidade de apelação na justiça estadual, que se esgota, desta forma, na próxima terça.

Em entrevista à rádio Super Notícia FM no final de abril, Eduardo Azeredo confessou estar aflito com a possibilidade de ser preso. “Não vou ser falso de dizer que não fico aflito. Fico, fico aflito sim. Mas é uma cobrança descabida, é um excesso o que está se fazendo em cima de mim”, contou.

OUTROS RESPONSÁVEIS – O tucano disse que vem sendo vítima de falta de informação de como funciona um governo. “As estatais têm um conselho fiscal. Têm diretoria com autonomia. Têm um cargo que se chama ordenador de despesas. Essas pessoas que são responsáveis”, disse ele, sem citar nomes.

“Estou triste. Estou triste porque é uma coisa injusta. Não me beneficiei. Meus filhos não se beneficiaram de eu ter sido governador, de eu ter sido prefeito de Belo Horizonte. Tenho uma casa que construí em 1984 com dinheiro do BNH (Banco Nacional de Habitação)”, disse o tucano na entrevista.

Segundo Azeredo, o que aconteceu à época foi uma “questão de eleição”. “Eleição que nas regras da época você tinha financiamento empresarial, e esses financiamentos não eram todos eles contabilizados. Que é aquela coisa que ficou famosa na época, mas eram todos os candidatos”, contou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Azeredo corre contra o tempo. Completa 70 anos em setembro, quando os crimes estarão prescritos. E este não é o último recurso. Depois ele poderá apresentar embargos aos embargos, para ganhar tempo. Mas tudo dependerá do entendimento do Tribunal de Justiça. O final é imprevisível. (C.N.)

Um soneto de Guimarães Rosa que se transforma numa declaração de amor

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Site Poemas & Canções

O médico, diplomata, romancista, contista e poeta João Guimarães Rosa (1908-1967), nascido em Cordisburgo (MG), é um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos, sendo o romance “Grande Sertão: Veredas”, que ele qualifica como uma “autobiografia irracional”, a sua obra mais conhecida. Entretanto, Guimarães Rosa também enveredou pelos veios poéticos. No “Soneto da Saudade”, ele explica que a distância não apaga uma paixão.

SONETO DA SAUDADE
Guimarães Rosa

Quando sentires a saudade retroar
Fecha os teus olhos e verás o meu sorriso.
E ternamente te direi a sussurrar:
O nosso amor a cada instante está mais vivo!

Quem sabe ainda vibrará em teus ouvidos
Uma voz macia a recitar muitos poemas…
E a te expressar que este amor em nós ungindo
Suportará toda distância sem problemas…

Quiçá, teus lábios sentirão um beijo leve
Como uma pluma a flutuar por sobre a neve,
Como uma gota de orvalho indo ao chão.

Lembrar-te-ás toda ternura que expressamos,
Sempre que juntos, a emoção que partilhamos…
Nem a distância apaga a chama da paixão

Intervenção militar na segurança pública é uma grande ideia a ser cultivada

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Charge do Alpino (Yahoo Brasil)

Carlos Newton

Em tempo de paz, os militares deveriam ser aproveitados para melhorar os serviços públicos do país. Uma das minhas propostas é seguir o modelo do Japão, país que obteve maior sucesso no combate ao crime organizado. Mas não foi nada fácil. Ao contrário do que acontece no Brasil, onde as facções criminosas se digladiam em intermináveis disputas, no Japão pós-Segunda Guerra, o líder Yoshio Kodama conseguiu unir todas as máfias do país, e surgiu assim a poderosa Yakuza.

Kodama era de extrema-direita e começou a patrocinar o Partido Democrático Liberal, para se infiltrar na política. A atuação da Yakuza foi se expandindo até que aconteceu o escândalo envolvendo a indústria aeronáutica Lockheed em 1976, quando se descobriu que, com intermédio da máfia japonesa, a empresa norte-americana pagou mais de US$ 3 milhões para subornar o primeiro-ministro Kakuei Tanaka.

LEIS MAIS RÍGIDAS – Para conter a Yakuza, foram aprovadas leis penais cada vez mais rígidas e o sistema carcerário no Japão se tornou tão implacável que a organização criminosa teve de ceder. Suas práticas foram se modificando, passou a atuar de forma menos acintosa no Japão, explorando prostituição, filmes pornográficos (inclusive de pedofilia), agiotagem, corrupção e outras atividades ilícitas.

A Yakuza não morreu, mas ficou sob controle. Ainda é tão poderosa que chega a surpreender. No grande tsunami de 2011, a organização criminosa respondeu à crise com mais eficiência do que o governo japonês, ao fornecer comida, água potável, cobertores e outros suprimentos aos moradores de algumas das regiões devastadas.

Hoje, a Yakuza atua mais agressivamente em vários países europeus e nos Estados Unidos, porque no Japão não tem como prosperar. A segurança pública no país está totalmente sob controle, apesar de a força policial ter menos de 300 mil homens, para uma população de 127 milhões de habitantes.

SEVERIDADE TOTAL – No Japão, a Justiça penal severa é fator determinante para a baixa criminalidade. Nos presídios, o regime disciplinar é draconiano. Existem regras sobre a utilização de banheiros e a arrumação das celas. Todos os horários dos presos são cronometrados. Visitas de familiares e comunicação com o mundo exterior são limitadas e monitoradas. Violações são punidas com rigor. Não existem presos gordos, porque a alimentação é controlada, não há cantinas.

Todos os funcionários das prisões, inclusive os diretores, trabalham usando máscaras de cirurgia, para não serem reconhecidos. Os presos têm de manter a cabeça baixa, não podem olhar para os policiais ou funcionários. Caso contrário, solitária…

O CASO BRASILEIRO – Acontece exatamente o contrário no Brasil, onde todos os presídios estão dominados pelas facções. Aqui, quando um novo funcionário começa a trabalhar, sua família recebe um telefonema descrevendo a roupa que ele está usando, seus horários, a rotina da casa e dos filhos, onde estudam etc. E sua mulher é avisada de que, se o marido não colaborar com a facção, a família sofrerá represálias. No dia seguinte, cortam a cabeça de algum animal (cachorro, bode etc.) e jogam por cima do muro da casa, para reforçar a advertência.

É por isso que todos os presídios brasileiros estão tomado por uma facção ou por várias, não existe exceção. A meu ver, é uma situação tão grave que apenas os militares podem dar jeito nisso, mas têm de seguir o modelo japonês.

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P.S.
1 – No Brasil, temos cerca de 60 mil homicídios por ano. No Japão, há apenas 6 (seis) assassinatos por ano. Você sabia?

P.S. 2Amanhã voltaremos ao assunto, com mais detalhes sobre como poderia ocorrer a intervenção militar no sistema prisional, caso Bolsonaro ou algum candidato idiota como ele ganhe a eleição. (C.N.)

Perícia confirma que caixa 2 da Odebrecht financiou obra do sítio de Atibaia

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Charge do Alpino (Yahoo Brasil)

Fabio Serapião
Estadão

Laudo produzido pelos peritos da Polícia Federal de Curitiba mostra que o dinheiro destinado pela Odebrecht para custeio das obras no Sítio de Atibaia, frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, saiu do caixa 2 da empreiteira abastecido com dinheiro de obras da Petrobrás, de outros órgãos públicos do Brasil e contratos no exterior.

O documento também corrobora versão de engenheiro Emyr Diniz Costa Júnior que em delação disse ter recebido R$ 700 mil para custear compra de materiais e serviços relacionados a obra por meio do departamento de propina da empreiteira.

RESPONDER QUESITOS – O laudo teve como objetivo responder as questões do juiz Sergio Moro, do MPF e da defesa de Lula com base na análise dos dados contidos no sistema Drousys e Mywebday, utilizados pelo departamento de propina da Odebrehct como uma espécie de sistema financeiro paralelo. De acordo com os peritos, os dados são íntegros e autênticos.

O documento foi anexado à ação penal em que Lula, atualmente preso em Curitiba, é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal sustenta que as reformas no sítio foram bancadas pela Odebrecht e a OAS como forma de repasse dissimulado de propina.

DOCUMENTOS – O MPF baseia sua acusação na delação de Emy Diniz COsta Júnior. O engenheiro da Odebrecht apresentou documentos sobre o recebimento, em dezembro de 2010, de dois pagamentos, de R$ 400 mil e R$ 300 mil, para custeio de compra de materiais e dos serviços relativos à reforma do Sítio em Atibaia. Segundo ele, a entrega foi viabilizada pela equipe do departamento de propina da Odebrecht e teria como rubrica o nome Aquapolo.

Em resposta à defesa de Lula, sobre se havia lançamentos contábeis nos sistemas referente à obra Aquapolo, que demonstram o consumo dos R$ 700 mil, os peritos confirmaram que os valores saíram da obra “UO011203 –AQUAPOLO”. A obra é a mesma cujo nome aparece nos documentos apresentados pelo engenheiro da Odebrecht ao MPF.

EXTRATOS POR CONTA – Ainda segundo os peritos, foram encontradas informações sobre o “relatório FDD0320, chamado de Extratos por Conta”, que apresenta os “quatro ingressos e as duas saídas (R$ 400.000,00 e R$ 300.000,00)” que foram citados pelo MPF em suas perguntas.

Ao responder outra pergunta dos advogados de Lula, os peritos afirmam que o caixa de onde saíram os valores utilizados para pagar despesas de custeio da obra no sítio foi abastecido com dinheiro de obras da Petrobras e de outros contratos no Brasil e no exterior.

“Por fim, solicita-se que seja verificado na contabilidade paralela da Odebrecht, se os valores apresentados pelo MPF tem relação com as obras da Petrobras ou são oriundos somente da obra Aquapolo”, perguntaram os advogados.

ORIGEM DO DINHEIRO – “Os 4 ingressos de recursos, que totalizaram R$ 700 mil, foram destinados à conta denominada “Caixa Livre Salvador – real”. Essa conta faz parte do Caixa Único gerenciado pelo Setor de Operações Estruturadas. Já os 2 pagamentos de recursos, também no total de R$ 700 mil saíram do Caixa Único (…). Portanto, esse Caíxa Único tem como fonte diversas obras, tanto no Brasil quanto no exterior, inclusive da Petrobras”, responderam os peritos sobre se os valores tiveram origem apenas na obra Aquapolo ou, também, em contratos da Petrobras.

Os peritos também responderam à defesa de Lula que tanto as obras relacionadas à Aquapolo quanto as da Petrobras “foram utilizadas pelo Setor de Geração para geração de recursos de Caixa 2, com transferências para o Caixa Ùnico, gerenciado pelo Setor de Operações Estruturadas”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG E assim, vem chegando a segunda condenação de Lula, para desespero de seus  milhões de seguidores.  A cobra vai fumar, como diziam os militares na Segunda Guerra Mundial. (C.N.)

Fazenda incorporou a Previdência, mas não controlou o INSS

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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Pedro do Coutto

Na reforma administrativa implantada pelo presidente Michel Temer, extinguiu-se o Ministério da Previdência Social, transformado numa Secretaria do Ministério da Fazenda. É possível que tal incorporação tenha sobrecarregado exageradamente o universo de atuação da pasta comandada por Henrique Meirelles e atualmente por Eduardo Guardia. Seja como for, o fato é que explodiu uma corrupção nesse Instituto. 

Reportagem de Patrik Camponez e Robson Bonin, edição de ontem de O Globo, destaca o contrato firmado pelo INSS com a empresa RSX Informática, de que de informática praticamente só tinha o nome. Os repórteres descobriram que no endereço apontado como sede da RSX funcionava um depósito de vinhos e garrafões de água mineral. Isso no dia 09 de maio.

REFORMA GERAL – No dia 15, portanto seis dias depois, os proprietários pintaram as paredes, destacaram a sigla RSX, colocaram em atividade uma recepcionista, mas esta só forneceu informações superficiais sobre a metamorfose. 

O contrato era no valor de 8 milhões de reais para fornecimento de software. O então presidente do INSS, Francisco Lopes, foi exonerado do cargo ontem mesmo. O ex-presidente do INSS é homônimo de um ex-presidente do Banco Central, filho do engenheiro Lucas Lopes que ocupou a Fazenda no Governo JK.  Mas esta é outra questão.

O fato é que o Ministério da Fazenda não exerceu o comando devido em relação à Previdência Social. Tampouco recebeu informações por parte de Marcelo Caetano, secretário da Previdência. É por essas e muitas outras que o INSS apresenta déficits anuais seguidos. Por falar nisso, será interessante o INSS divulgar a quanto montam para ele as dívidas de empresas privadas. Devemos nesse plano verificar se as estatais também se encontram em débito.

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OUTRO ASSUNTO: O REFIZ DOS CORRUPTOS

Reportagem de Fabio Serapião e Adriana Fernandes, O Estado de São Paulo, também de ontem, destaca como manchete principal o fato de empresários investigados pela Polícia Federal terem usado a lei de refinanciamento das dívidas para reduzí-las no montante de 3,8 bilhões de reais. Além disso, o parcelamento foi alongado.

O episódio foi comentado pelo Secretário de Fiscalização da Receita Lágaro Martins, que acusou uma distorção no programa de refinanciamento. O presidente Michel Temer enviou um projeto ao Congresso e este decidiu por um substitutivo. 

Uma pergunta: Por que o presidente da República não vetou a modificação? Estão inscritas no Refiz 3116 empresas. No Brasil, as cobranças parecem recair apenas no rendimento do trabalho dos assalariados.

“Se dependesse de mim, Magno Malta, do PR, seria meu vice”, diz Bolsonaro

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Bolsonaro fazendo “selfie” em visita à AgroBrasília

Felipe Frazão
Estadão

O pré-candidato do PSL a presidente da República, deputado Jair Bolsonaro (RJ), disse nesta quarta-feira, 16, num aceno ao PR, que, se dependesse dele, seu vice seria o senador Magno Malta (ES), um dos principais da bancada evangélica no Congresso.”Me interessa o Magno Malta. Vamos supor que o PR queira me ofertar o Magno Malta. Se dependesse de mim, seria (pré-candidato a vice-presidente) a partir de hoje”, afirmou Bolsonaro ao visitar a feira AgroBrasília, na zona rural da capital federal. “Acho que outro partido dificilmente vai querer compor comigo.”

O parlamentar afirmou, porém, que um acordo passaria por alianças estaduais porque delegou aos dirigentes regionais do PSL as decisões sobre alianças.

BLOCO DE CENTRO – Bolsonaro criticou a formação de um bloco de centro que apoia o governo Michel Temer, hoje integrado por DEM, PP, Solidariedade e PRB. O parlamentar disse que tais legendas, incluindo o MDB, querem continuar mandando no Brasil “mantendo governos fracos na rédea curta”.

“Estão se unindo para levar um tiro só. Não querem conversar comigo porque não vou negociar escondidinho no mato com eles. Comigo tem que ser aberto”, disse.

Ele afirmou não se preocupar com o desempenho em pesquisas de outros pré-candidatos como Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB), que também visita a feira hoje: “Quem entrar em campo a gente traça”.

BASE ALIADA – O deputado disse que não terá dificuldades de governar, se eleito, por falta de apoio político, porque articula uma base atualmente com 50 deputados.

Bolsonaro disse que nenhum pré-candidato domina o setor do agronegócio e que tem apoio porque representa autoridade e transmite hierarquia e disciplina. “Estamos vivendo uma crise de autoridade no Brasil e ser capitão do Exército ajuda”, disse.

Bolsonaro disse que sua proposta para o setor é “não atrapalhar” e que as reclamações que recebe são pela proteção da propriedade privada, as invasões no campo e a tramitação do Funrural no Congresso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGBolsonaro é do tipo Ofélia e só abre a boca quando tem certeza. Aos produtores rurais acaba de dizer que sua proposta é “não atrapalhar”. Deu bobeira. Os ruralistas gostariam de ouvir que o candidato pretende melhorar as condições de escoamento da safra, para aumentar a competitividade e reduzir o chamado Custo Brasil. Mas quem se interessa? (C.N.) 

Fachin prorroga por 60 dias o inquérito de Renan, Jucá, Maia, Eunício e Lúcio

Parlamentares que são investigados no inquérito, da esquerda para a direita: Eunício Oliveira, Rodrigo Maia, Romero Jucá, Renan Calheiros e Lúcio Vieira Li,a (Foto: Arte/G1)

Os quatro ases e um coringa estão sob investigação

Matheus Leitão
G1 Brasília

Eunício Oliveira, Rodrigo Maia, Romero Jucá, Renan Calheiros e Lúcio Vieira Lima

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e prorrogou por 60 dias o prazo para conclusão das investigações de inquérito sobre o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e outros quatro parlamentares acusados de receber propinas da Odebrecht: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), o senador Romero Jucá (MDB-RR) e o deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA).

Em despacho apresentado nesta semana, Fachin acolhe o pedido da PGR e determina o envio do processo à Polícia Federal para conclusão das investigações.

O inquérito foi aberto após delação premiada da Odebrecht e apura se os parlamentares receberam R$7 milhões em propina da construtora para aprovar a medida provisória que tratou de incentivos tributários a produtores de etanol e à indústria química em 2013.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Renan e Jucá estão acostumados a inquéritos que jamais terminam e prescrevem. Mas os outros três são estreantes e estão preocupados, especialmente Lúcio Vieira Lima, que era o ocupante do apartamento dos R$ 51 milhões. Pode ser que desta vez aconteça alguma coisa, porque o inquérito está submetido a Fachin, que gosta mais de prender do que soltar. (C.N.)

Presidente do INSS é demitido por contratar empresa cuja sede vendia bebidas

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Francisco Lopes foi imediatamente demitido 

Robson Bonin e Patrik Camporez
O Globo

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, decidiu demitir o presidente do INSS Francisco Lopes após O Globo revelar que ele contratou a empresa RSX Informática Ltda, cuja sede funcionava numa loja destinada a venda de bebidas, para fornecer programas de computador para o órgão federal. O contrato no valor de R$ 8,8 milhões foi assinado em abril mesmo após parecer de técnicos do INSS indicar que os programas de computador oferecidos pela RSX não terem utilidade para o órgão. A exoneração já foi enviada à Casa Civil, a quem compete formalizar o ato e publicá-lo no Diário Oficial.

DEPÓSITO DE BEBIDAS – Nesta terça-feira, Beltrame conversou sobre o caso com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O deputado André Moura (PSC-SE), líder do governo, também foi consultado, teria resistido para mantê-lo no cargo, mas foi covencido por Padilha.

Depois que O Globo procurou os donos da RSX para pedir explicações sobre como a empresa com sede em loja de vinhos e outras bebidas poderia fornecer softwares e ainda prometer fazer treinamento de servidores públicos, a empresa passou uma reforma. Nesta terça-feira, as garrafas de vinho foram substituídas por mesas e cadeiras, dando uma nova aparência ao antigo depósito de bebidas.

A direção do PSC apadrinha a indicação de dirigentes do INSS. Ficou acertado que o partido vai apresentar uma nova indicação para o posto. O ministro promete investigar os atos da gestão de Lopes.

 

PT rejeitou a Constituição e o Plano Real, mas sempre por motivos errados

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Percival Puggina

Quando a bancada do ainda minúsculo PT da Assembleia Nacional Constituinte eleita em 1986 se recusou a assinar a Constituição, não estava antevendo os problemas que forçosamente dela adviriam. Era por motivos errados que o partido rejeitava a Carta. Reprovava-a por não ser suficientemente socialista, estatista, coletivista, corporativista e sindicalista, nem suficientemente avessa à propriedade privada, ao cristianismo e à civilização ocidental. Tudo que ela tinha de ruim, o PT queria ainda pior.

Para quase todas as teses derrotadas ou não tão vitoriosas quanto desejava, o partido tinha apoio da ala esquerda do PMDB, que nos últimos meses do processo constituinte rompeu com o governo Sarney e fundou o PSDB. É bom não esquecer: o PSDB nasceu mais próximo do PT que do PMDB e muito distante do DEM (então PFL), com o qual viria a andar por bom tempo.

CONTRA O REAL – A plataforma e as posições políticas que o PT sustentara na constituinte serviram para atazanar todos os governos subsequentes. O partido foi contra o Plano Real, o pagamento da dívida externa, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o superávit fiscal, as privatizações, a abertura ao mercado externo, o agronegócio, bem como a toda e qualquer proposta que significasse redução do tamanho e do peso do Estado.

Na oposição, o PT fez muito mal ao Brasil. O partido pode ser representado por uma figura de costas para o século XXI, empacada com um pé na primeira metade do século XX, outro na segunda metade do século XIX. Não apenas impediu, ou dificultou, de modo sistemático, a aprovação de medidas modernizantes, mas emperrou, na mesma sintonia, a mentalidade de parcela significativa da população brasileira, seduzida pelo discurso partidário. O único, por sinal, que fez e faz política em tempo integral, tendo, por isso, elevado poder de convencimento.

CORRUPÇÃO – O tempo veio mostrar o quanto era hipócrita o duro combate à corrupção que embalava a oratória do PT oposicionista. Esse vício moral não surgiu com o PT. Não nasceu em 2003. Bem antes, já engatinhava pelos corredores do poder, preparando-se para os “malfeitos” do porvir.

Na longa continuidade do governo petista, ganhou tempo para alcançar maturidade e se profissionalizar. Brasília se tornou uma espécie de Vale do Silício da corrupção, terra dos negócios bilionários, das “sacadas” geniais, pluripartidárias, conferindo notáveis fortunas a indivíduos dos quais ninguém, antes, sequer ouvira falar.

Enfim, o caos – Os treze anos de governos petistas criaram o caos. Derrubaram a economia, reintroduziram a inflação, exponencializaram o déficit público, jogaram milhões de brasileiros no desemprego, não promoveram quaisquer das reformas estruturais e institucionais que a realidade nacional exigia e naufragaram em irresponsabilidade fiscal e corrupção. O país afundou.

Com o impeachment de Dilma, o partido voltou à oposição e ao mesmo padrão de conduta que o levara ao poder. Passou a opor-se às mais indispensáveis e inadiáveis reformas, que por não terem sido feitas no tempo devido, tornaram-se urgentíssimas. Em vão. O PT e seus anexos cuidam apenas de impedir que o governo governe.

A irresponsabilidade, na política brasileira, é uma coisa doentia, que o PT também não inventou, mas à qual conferiu estatura épica. Passou da hora de os partidos políticos brasileiros assumirem suas responsabilidades e colocarem o bem do país em primeiro lugar. Parafraseando Temer pelo avesso: não dá para manter isso aí, viu?

Bolsonaro não é idiota e está cercado de grandes nomes, como o general Heleno

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Augusto Heleno apoia Bolsonaro entusiasticamente

Fernando Albuquerque Lima

Como disse eu em comentário anterior, a Engenharia Militar presta, com o que empregou na FEB, na Itália, e, posteriormente, desenvolveu aqui, um serviço incomensurável e inestimável. Como o editor da TI ressaltou, são empreiteiros do bem, construindo um sem número de edificações, obras as mais variadas, em todo o Brasil.

Além disto, em todas as unidades militares há, apesar das restrições orçamentárias, as ACISO, ações cívico-sociais, preparando e educando jovens para diversos serviços e profissões, com o ensino técnico, como mecânicos, torneiros, cozinheiros, operadores de máquinas, etc.

PADRÃO ELEVADO – Para pôr em prática, ao longo dos anos e em todo o Brasil, são formados na AMAN, jovens que ali estudam por quatro anos, segundo um currículo de padrão muito elevado. Posso dizer por experiência própria, pois lá me formei na Arma de Engenharia, com vaga automática no IME.

Por ali passou, também, o Bolsonaro, formado na Arma de Artilharia. Classificá-lo como idiota é demonstrar que não se conhece a formação que teve, e, talvez, possa conhecer, superficialmente, a pessoa.

Idiotas são os petistas, Lula, ladrão e canalha, a imbecil, Dilma, e muitos, muitos deles que destruíram o Brasil, sob qualquer enfoque que se faça, com o pretexto imoral de que se pode usar o dinheiro público como lhe aprouver, até em proveito próprio, o que é inadmissível.

INTEGRIDADE – Como o editor da TI disse, nas FFAA os casos de desvios de conduta, são muito poucos e punidos em sua maioria. Agir com integridade e moralidade não é prerrogativa só das FFAA, mas de todos os brasileiros. Mas lá assim se age e se cobra.

Estes princípios norteiam a conduta de todos com estas origens, sem terem, por óbvio, tal exclusividade. Isto é, ou deveria ser prerrogativa de todos os brasileiros. E, posso afirmar, pelo que conheço do Bolsonaro, ser o que lhe é próprio e intrínseco.

BEM CERCADO – Sei, também, que já se aconselha e se cerca de excelentes nomes como o do General Heleno, meu amigo, o do General Mourão, e de diversos outros, civis e militares. Na área econômica, com o Paulo Guedes, economista de excepcional padrão, com conhecimento acadêmico reconhecido. Na área jurídica, como disse o próprio Bolsonaro, poderá escolher um juiz como o Juiz Sérgio Moro para o STF, por exemplo.

Para quem quiser verificar: entrevista ao Valor Econômico de quarta-feira, 09/05, pág. A8. Poderia me alongar. Não o farei, pois sei que o rótulo de idiota não se aplica ao Bolsonaro.

A adesão à candidatura dele é cada vez maior, demonstrando que não somos idiotas, por consequência. Finalmente, Bolsonaro, 2018, no primeiro turno.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Gostaria de estar errado ao classificar Bolsonaro de um completo idiota. Posso estar exagerando, é sempre um risco que os jornalistas correm. Mas me impressiona a capacidade que ele tem de dar declarações idiotas. Espero estar errado, posso ser meio tapado, como se dizia antigamente, mas sei que existem idiotas em todas as profissões, inclusive com PHD, MBA e tudo o mais. No jornalismo, por exemplo, há superpopulação de idiotas. Concluindo, lembro a genialidade do livro “O Videota”, de Jerzy Kosinski, de forma a esclarecer que estou torcendo para que Bolsonaro faça um excelente governo, caso seja eleito, é claro. (C.N.)    

Prêmio é reconhecimento a todos os que combatem a corrupção, diz Moro

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Pedro Parente foi cumprimentar Moro e Rosângela

Henrique Gomes Batista
O Globo

Na primeira vez que um juiz recebe o prêmio de “personalidade do ano” da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava-Jato na 13ª Vara federal de Curitiba, afirmou que a operação é uma prova do vigor da democracia. Em um discurso de 19 minutos no Museu da História Natural de Nova York, Moro afirmou que sua premiação legitima a luta contra a corrupção no Brasil:

— Este prêmio também significa que o setor privado no Brasil e nos Estados Unidos apoia o movimento anticorrupção brasileiro e isso faz grande diferença — disse Moro, que foi ovacionado várias vezes e, quando subia ao palco, ouviu de ao menos um entre os mil presentes no jantar de Gala o grito de “Moro presidente!”.

RECONHECIMENTO – Moro disse ainda que aceitou a premiação por ser um reconhecimento de todos que trabalham contra a corrupção no Brasil, como outros juízes, promotores e policiais. Ele disse que, ao contrário do que parece, saber e enfrentar todos estes casos não significa um motivo de vergonha, mas de força da democracia brasileira.

— A democracia não está em risco no Brasil. Há riscos de retrocesso, mas não acredito que eles ocorrerão. Os Estados Unidos podem apostar no Brasil como nós apostamos — disse.

A 48ª Premiação da Câmara de Comércio também homenageou o empresário e ex-prefeito nova-iorquino Michael Bloomberg, que recebeu seu prêmio mais cedo e não ficou para ouvir o juiz. Moro disse que com este combate à corrupção mais investimentos podem ir ao Brasil e disse que o país está no “caminho correto”.

EM PORTUGUÊS – No fim de sua fala, desta vez em português, Moro enviou uma “mensagem aos companheiros brasileiros”, dizendo que o país vive 30 anos de democracia e liberdade, com dois impeachment e um ex-presidente preso, mas sem “risco de ruptura”. Ele disse que o país já conquistou muito, como o fim da hiperinflação e criou políticas sociais que diminuíram a pobreza e a desigualdade:

— Há muito a ser feito: continuar as reformas, consolidar a democracia, retomar o desenvolvimento, melhorar a qualidade dos servido públicos de segurança, educação e saúde e enfrentar a pobreza e a desigualdade. Tudo isso só é possível sem a impunidade da grande corrupção – disse ele.

HERÓI NACIONAL – Moro foi apresentado na premiação pelo vencedor do ano anterior: João Doria, ex-prefeito e pré-candidato tucano ao governo de São Paulo. O político apresentou Moro como um “herói nacional”, pediu “salvas de palmas de todos em pé” e disse que este é o “Brasil dos homens de bem”, criticando os que protestaram contra Moro no lado de fora do museu.

O público presente, formado por empresários, advogados, autoridades (o ministro Carlos Marun, da secretaria de governo de Michael Temer, por exemplo) e alguns acadêmicos dos dois países – cada um pagando ao menos US$ 1.200 por uma cadeira ou receberam esta possibilidade dos patrocinadores do evento – reagiu com euforia à premiação de Moro: além das palmas, muitos gravaram todo o discurso do juiz.

BEM DIFERENTE – O próprio evento estava diferente, segundo pessoas que participam da cerimônia há anos: a cerimônia começou pela primeira vez com a execução dos hinos dos dois países e o presidente da Câmara, Alexandre Bettamio, chegou a dizer em seu discurso frases típicas de Trump, ao defender que todos trabalhem para colocar “o Brasil em primeiro lugar”.

Nesta quinta-feira, Moro participa também em Nova York de um evento do Lide – empresa de João Doria – sobre investimentos no Brasil. Ele falará sobre a segurança jurídica no país e será sucedido em uma palestra por Marun.

Dinheiro que mantém os partidos políticos é da sua conta e são R$ 3,6 bilhões…

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Charge do Sinovaldo (Jornal VS)

Gil Castello Branco
O Globo

Os partidos políticos terão nas próximas eleições R$ 2,6 bilhões provenientes de recursos públicos. O valor corresponde à soma dos Fundos Partidário (R$ 888,7 milhões) e Eleitoral (R$ 1,7 bilhão). Além disso, se considerado o montante que o governo abre mão de arrecadar em impostos por conta da veiculação do horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio (R$ 1 bilhão), o dinheiro público que sai do Orçamento ou que deixa de entrar no caixa da União ultrapassa R$ 3,6 bilhões.

Os R$ 3,6 bilhões equivalem às despesas integrais somadas dos ministérios do Meio Ambiente e do Turismo em 2017. É muito dinheiro repartido sempre entre os mesmos. Nos últimos dez anos, os partidos brasileiros renovaram apenas um de cada quatro dirigentes, segundo análise da consultoria Pulso Público. A empresa avaliou a composição das Executivas e Diretórios Nacionais das legendas registradas na Justiça Eleitoral neste período. Como diziam as avós, muda a marmelada, mas as moscas são as mesmas.

SEM TRANSPARÊNCIA – Há dois meses, o Movimento Transparência Partidária divulgou relatório com balanço sobre o nível de transparência dos partidos no Brasil. O resultado foi contundente. Dos 35 partidos registrados na Justiça Eleitoral, o mais bem colocado no ranking obteve a nota 2,5, em escala que vai de 0 a 10.

São precárias, por exemplo, as declarações de despesas e a identificação dos prestadores de serviço, em nível municipal, estadual e federal, e a publicação de dados em formato aberto, de forma a permitir que os cidadãos possam analisar as informações. Também não há clareza na relação dos filiados com os respectivos dados pessoais e no histórico de dirigentes, com as datas de ocupação dos cargos e a forma de escolha.

Além disso, é difícil descobrir quais são as regras para ocupação de cargos nos partidos e como se dá a escolha dos candidatos nas eleições. São raras as listas de funcionários, suas funções, salários, agendas de atividades etc.

SEM FISCALIZAÇÃO – Pela legislação atual, os partidos são obrigados a declarar suas contas para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma vez por ano. Mas a análise e o julgamento dessas contas são bizarros. Há poucos dias, foram julgadas pela Corte, pasmem, as contas referentes ao ano de 2012. A defasagem é tal que sobre essas contas pairavam o risco e o vexame da prescrição, já consumada em anos anteriores.

Os processos relativos aos anos subsequentes avolumam-se no TSE. Há cerca de 1.200.000 páginas pendentes de julgamento.

Ainda que tardios, os julgamentos trazem à tona enormes absurdos. Nas contas de 2011, analisadas em 2017, estavam notas fiscais de barris de chope, vinhos, caipirinha, uísque, jatinhos, banda de rock e até o pagamento a uma consultoria, pertencente a um funcionário do partido, para a realização de um “estudo”, copiado da internet.

IRREGULARIDADES – Ao julgar as contas de 2012 no início deste mês, o TSE determinou que os partidos devolvam mais de R$ 13,3 milhões em virtude de irregularidades na aplicação de recursos do Fundo Partidário. Os maiores ressarcimentos ao Erário terão de ser feitos por PSDB (R$ 5,4 milhões), PT (R$ 1,53 milhão), DEM (R$ 1 milhão), PMN (R$ 922 mil) e PP (R$ 726 mil).

Vale lembrar que para diminuir a papelada, aprimorar e agilizar as análises, em 2006 a Justiça Eleitoral tentou implementar um sistema eletrônico para prestação de contas partidárias, semelhante ao utilizado pela Receita Federal para a declaração do Imposto de Renda. A proposta acabou engavetada devido à forte resistência das legendas.

EMBROMAÇÃO – Os partidos continuaram a enviar suas prestações de contas em papel, usando classificações genéricas para justificar os gastos, como “serviços técnicos”, “manutenção da sede” ou “transporte”, dificultando a identificação exata de como os recursos foram utilizados.

No ano passado, finalmente, as receitas e despesas dos partidos políticos passaram a ser informadas ao TSE por meio do chamado Sistema de Prestações de Contas Anuais (SPCA). Ainda assim, em 3 de abril deste ano, em reunião no TSE, os partidos políticos solicitaram ao presidente do tribunal a suspensão do uso do sistema eletrônico, com o que, felizmente, não concordou o ministro Luiz Fux. Além de manter a ferramenta como obrigatória, o ministro manteve o prazo — que se esgotou em 30/4 — para que os partidos completassem as declarações no sistema.

Pessoalmente, entendo que as informações prestadas pelos partidos devem ser imediatamente divulgadas na internet, em formato que facilite a pesquisa, inclusive em dados abertos. Afinal, o dinheiro dos partidos políticos é da nossa conta.

Embaixada dos EUA disse em 1976 que Geisel tentaria controlar as execuções

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Telegramas da CIA detalham os objetivos de Geisel

Rubens Valente
Folha

Um telegrama norte-americano reforça trecho do memorando da CIA de 1974 no qual o então diretor da agência, William Colby, disse que o general e então presidente Ernesto Geisel (1974-1979) buscaria ter o controle sobre o principal órgão de repressão do Exército, o CIE (Centro de Informações do Exército).

O telegrama, enviado ao Departamento de Estado em 1976, integra o mesmo lote de documentos liberados pelo governo dos EUA em dezembro de 2015 no qual o professor da FGV e colunista da Folha Matias Spektor localizou o memorando que informava que Geisel avalizou assassinatos de adversários do governo.

DIREITOS HUMANOS – Assinado pelo então embaixador dos EUA em Brasília, John Crimmins, o telegrama diz que o novo chefe do CIE, general Antonio da Silva Campos, “está no cargo há menos de um ano e parece ser a escolha do presidente Geisel para apertar o controle sobre a agência-chave de segurança no Brasil que atuou no passado com considerável autonomia e foi associada a algumas violações de direitos humanos”.

Diz ainda que, apesar da “determinação de Geisel de encerrar os maus-tratos, [o CIE] ainda não perdeu, ao olhos do público, sua associação com os antigos abusos aos direitos humanos”.

O telegrama discutia a possibilidade de o governo norte-americano convidar Campos para uma visita secreta aos EUA. Mas o embaixador disse aos seus superiores que não estava muito confortável para fazer o convite porque o Brasil participava naquele momento da “Operação Condor”, uma associação entre ditaduras latino-americanas para localizar e matar opositores fora de seus países e na Europa.

OPERAÇÃO CONDOR – Segundo o embaixador, a visita do chefe do CIE poderia ser interpretada por países-membros da Operação Condor como um aval dos EUA à operação.

O telegrama corrobora o entendimento de parte de historiadores e jornalistas que pesquisaram o período segundo os quais Geisel trabalhou para a abertura do regime militar, mas ao mesmo tempo tinha conhecimento de assassinatos extrajudiciais e manteve a repressão, agora sob controle mais estrito do Palácio do Planalto.

Em outro documento que integra o mesmo lote de papéis liberados em 2015 há mais um memorando produzido pela CIA que novamente indica uma proximidade com figuras-chave do governo, os generais João Baptista Figueiredo, então chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações), e Golbery do Couto e Silva, então chefe do gabinete civil de Geisel.

ABERTURA – O documento não aponta a fonte da informação, mas sugere que podem ter sido os próprios generais. “Eles [Figueiredo e Golbery] expressaram o seguinte: que a política de ‘descompressão’ (permitindo uma atividade política mais ampla) é um objetivo do governo e está próxima. Ela será cautelosa e medida. A oposição e outros [atores] terão que se comportar de maneira responsável.”

O papel foi assinado pelo general Vernon Walters (1917-2002), então vice-diretor da CIA, que tinha contatos estreitos com os principais militares brasileiros e foi um ativo conspirador no golpe de 1964 no Brasil, onde trabalhara como adido militar da embaixada norte-americana.

O telegrama de Walters é de 25 de julho de 1974, três meses depois do memorando da CIA revelado na semana passada, no que o então diretor da agência, William Colby, informou ao secretário de Estado Henry Kissinger os detalhes de uma reunião que envolveu Geisel e Figueiredo.

MONOPÓLIO DA PETROBRAS – O documento assinado por Walters mostra que a CIA continuou tendo acesso a dados da alta cúpula da inteligência militar da ditadura. O militar aparenta ter discutido com Figueiredo e Golbery tema econômico de interesse imediato dos americanos, a exploração de petróleo.

“O Brasil percebeu que o monopólio da exploração do petróleo pela Petrobras não vai gerar novos campos. Em cerca de um ano eles vão alterar a legislação em vigor de forma a permitir que os EUA e a Europa ocidental participem, pois só eles têm a tecnologia necessária. Essa é uma ruptura com um duradouro mito nacionalista e levará um ano para que jovens oficiais e outros sejam educados a fim de aceitar a necessidade fundamental de permitir a participação estrangeira na prospecção de petróleo. Este é um passo muito expressivo”, escreveu Walters.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Nossos irmãos do Norte controlavam tudo e insistiam em derrubar o monopólio do petróleo, uma meta que já conseguiram parcialmente, com a colaboração vassala do PSDB e do PT. Se deixarem Pedro Parente lá na Petrobras, ele entrega até as chaves aos americanos. (C.N.)

Ministros de Temer deveriam estar “lá em Curitiba”, afirma deputado do MDB

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Ramalho foi à tribuna e esculhambou o governo

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

Enquanto ocorria a cerimônia de comemoração de dois anos do governo Michel Temer no Palácio do Planalto, o vice-presidente da Câmara, deputado Fábio Ramalho (MDB-MG), fez duras críticas ao Presidente da República e seus ministros no plenário da Casa. “Minas vai se levantar, presidente, para demonstrar para você, com essa tirania, e esse monte de ministros, a maioria na Lava Jato, a maioria deveria estar sabe onde? Lá em Curitiba, não no Palácio do Planalto”, bradou. Ele reclama da falta do repasse por parte da União de R$ 250 milhões ao Estado.

Ramalho também reagiu ao slogan inicialmente adotado pelo governo no convite do evento que dizia “O Brasil voltou, 20 anos em 2”, fazendo referência aos “50 anos em 5” de Juscelino Kubitschek.

RESPEITE MINAS – “Minas é terra de JK. Não compare este governo com JK. Porque é um absurdo, JK era um democrata e foi um dos maiores presidentes que o Brasil já teve. Presidente (Temer), respeite Minas”, declarou o deputado na tribuna. Após repercussão negativa, ontem, o governo acabou mudando o mote da campanha para Avançamos.

O vice-presidente da Câmara também chamou Temer de “insensível” e disse que ele “não tem força” para determinar ao ministro das Cidades “o que tem que ser feito”. Isto, segundo ele, teria permitido aumento de 88% da tarifa do metrô em Belo Horizonte (MG).

“Não sabe esse insensível governo que conversamos com o presidente Michel Temer e ele, que não tem força com o ministro das Cidades para determinar o que tem que ser feito, deixou que esse aumento fosse colocado. Tive, como cidadão, que entrar com uma ação popular e liminarmente esse aumento foi suspenso.”

INGRATIDÃO – Hoje, Ramalho também avaliou que Temer age com “ingratidão” com a bancada de Minas por não te liberado os R$ 250 milhões prometidos no final do ano para o Estado aos parlamentares.

“(O governo) não liberou pra Minas Gerais R$ 250 milhões, mas neste ano já liberou R$ 150 milhões para a bancada do Rio Grande do Sul. Minas está sendo desrespeitada e hoje eu convoco toda a bancada mineira para que a gente obstrua os trabalhos nessa casa”, afirmou. A bancada mineira é formada por 53 deputados e três senadores.

Petistas protestam em Nova York contra a homenagem a Moro, o Homem do Ano

Cartazes chamavam o juiz  Moro de “Traidor do Ano”

Silas Martí
Folha

Há uma semana, do outro lado do Central Park, fãs babavam por celebridades desfilando pelo tapete vermelho do tradicional baile de gala do Metropolitan. Mas diante do Museu de História Natural, o clima foi outro. Sob forte chuva, com protesto e batuque na porta, uma parte endinheirada do establishment político e econômico do Brasil e dos Estados Unidos subiam os degraus para o jantar do prêmio Pessoa do Ano, que homenageia Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York, e o juiz federal Sergio Moro, alvo de parte do ódio que se concentrava ali.

Eles eram cerca de 60 manifestantes e gritavam “golpista”, “vergonha”, “Moro salafrário, juiz partidário” com faixas dizendo “Lula livre”. Queriam azedar o banquete oferecido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

GRITOS E BARRACOS – Moro, a estrela da noite, entrou por uma porta fora do campo de visão, mas seu nome e o do ex-presidente que ele condenou no caso do tríplex ecoavam pelo Upper West Side num grito de guerra que ainda separa coxinhas e mortadelas.

Não faltaram barracos. Uma mulher no protesto chamava todas que entravam de “cafona”, “ridícula” e “decadente”, às vezes de “pobre de direita”. E as mulheres de salto e vestidos que pareciam de madrinha de casamento perdiam a compostura, revidando com o dedo do meio em riste. Umas atiraram objetos difíceis de distinguir na tempestade em direção aos manifestantes.

CUSPARADA – Dois homens quase saíram no braço. O motorista de uma Mercedes preta, que acabava de deixar um convidado da festa do museu, xingou e foi xingado de volta. De brinde, levou uma cusparada que diz ter arruinado seu blazer “Brooks Brothers de US$ 100” — ele é brasileiro e conta estar há 30 anos em Nova York.

Outro chofer, enquanto ajudava uma mulher de longo e salto a navegar pelo furdunço na porta, mandou os manifestantes irem trabalhar. “Trabalhar ninguém quer, protestar que é bom”, dizia em português. “Volta pro Brasil, cambada.”

Temer deixa Meirelles solto e só decidirá sobre candidatura em julho

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (esq.) e o presidente Michel Temer (dir.) (Foto: Beto Barata/PR)

Meirelles faz campanha, mas o MDB não dará legenda

Gerson Camarotti
Blog do Camarotti

O presidente Michel Temer sinalizou pela primeira vez, em conversa com o blog, que a chance de o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles ser o candidato do MDB à Presidência é maior. A definição, contudo, só acontecerá em julho. Meirelles era filiado ao PSD e se filiou ao MDB em 3 de abril.

“Não sei ainda se serei candidato. Vou esperar o mês de julho. Mas tem o Meirelles. O Meirelles é mais candidato do que eu”, afirmou o presidente ao blog.

PODE SUPERAR – Sobre a resistência de dirigentes do partido ao nome de Meirelles, o presidente avalia que isso pode ser superado.

“Se o partido verificar que Meirelles tem chance, pode apoiar a candidatura dele. Não é improvável”, observou.

Conforme mostrou o blog, caciques regionais do MDB têm defendido que o partido não tenha candidato ao Palácio do Planalto para dar liberdade a alianças estaduais. “Mas vai acabar tendo candidato”, enfatizou o presidente.

DENTRO DO MDB – Ao blog, Temer relatou as rodadas de conversas com os 27 presidentes estaduais do MDB. Segundo ele, “alguns” não querem que a legenda tenha candidato.

Hoje, os diretórios estaduais têm interesses diversos: de aliança com o PT de Lula ao PSDB de Alckmin.  ‘Essa gente está atrás de mim com ânsia’, diz Temer sobre PSDB.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG Meirelles pode fazer campanha à vontade, mas o MDB jamais lhe dará legenda para ser candidato à Presidência. O máximo que conseguirá será ser vice na chapa a de Temer. (C.N.) 

Relembre a canção que disseminou a crença de que Deus é brasileiro

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A obra do maestro simboliza seu amor ao país 

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O maestro, escritor e compositor paraense Waldemar Henrique da Costa Pereira (1905-1995) tinha apenas 18 anos quando compôs ”Minha Terra”, cuja letra exalta o seu amor pelo Brasil. A canção “Minha Terra” foi gravada por Francisco Alves, em 1946, pela Odeon.

MINHA TERRA
Waldemar Henrique

Esse Brasil tão grande, amado
é meu país idolatrado
terra de amor e promissão
toda verde, toda nossa
de carinho e coração
Na noite quente, enluarada
o sertanejo está sozinho
e vai cantar pra namorada
no lamento do seu pinho
E o sol que nasce atrás da serra
a tarde inteira rumoreja
cantando a paz da minha terra
na toada sertaneja
Este sol, este luar
estes rios e cachoeiras
estas flores, este mar
este mundo de palmeiras
Tudo isto é teu, ó meu Brasil
Deus foi quem te deu
Ele por certo é brasileiro
brasileiro como eu.

Piada do Ano! Conselho de Ética não consegue descobrir onde Maluf mora…  

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Eis a mansão de Maluf, que a Câmara não consegue achar

Fernanda Calgaro
G1, Brasília

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aguarda a confirmação do endereço do deputado Paulo Maluf (PP-SP) para tentar notificá-lo sobre o processo que apura suposta quebra de decoro por parte do parlamentar. Maluf foi preso em dezembro do ano passado por determinação do Supremo Tribunal Federal e está afastado do mandato desde fevereiro. Ele começou a cumprir a pena de 7 anos e 9 meses em regime fechado na Papuda, em Brasília, e atualmente está em prisão domiciliar, em São Paulo.

No fim de março, após pegar um jato particular, o deputado chegou à capital paulista e foi para a sua casa nos Jardins, bairro nobre da cidade. Em 6 de abril, foi internado no Hospital Sírio Libanês, onde ficou até o último dia 29.

CASSAÇÃO – Paulo Maluf é alvo de um processo no conselho que pede a cassação do mandato dele. O parecer preliminar, a favor da continuidade da apuração, foi aprovado em 10 de abril.

Desde então, o caso está parado. Isso porque o deputado precisa ser notificado a apresentar a defesa por escrito. Atualmente, Maluf não tem direito a gabinete na Câmara e teve de devolver o apartamento funcional.

Procurado pelo G1, o presidente do Conselho de Ética, Elmar Nascimento (DEM-BA), afirmou que o conselho ainda não foi informado oficialmente sobre o endereço de Maluf e, por isso, não é possível notificar o deputado afastado.

FALTA O ENDEREÇO – Segundo Nascimento, o conselho pediu informações ao Departamento Pessoal da Câmara, e o setor informou ter o endereço de um apartamento de Maluf em São Paulo.

“Geralmente, notificamos a partir do gabinete ou do apartamento funcional. Como mando um funcionário para São Paulo sem saber onde ele [Maluf] está? Ele é rico, pode ter vários endereços”, declarou Nascimento.

“Não quero gastar dinheiro da Câmara à toa, com passagem, diária que tem que ser paga ao servidor, hospedagem e deslocamento”, acrescentou.

AUDIÊNCIA – Técnicos do conselho entraram em contato com a 4ª Vara de Execuções Criminais de São Paulo e foram orientados a aguardar uma audiência marcada para o próximo dia 21 deste mês.

Na ocasião, o juiz responsável por acompanhar a execução da pena irá informar a Maluf as regras para o cumprimento da prisão domiciliar.

“Como é uma questão em que ele se encontra fisicamente muito debilitado, estamos levando com cuidado. Não quisemos notificar no hospital até por uma questão humanitária, mesmo motivo no qual o STF se baseou para dar a domiciliar. Além disso, ele não recebe mais nenhum centavo de verba pública, seja de salário, seja das outras verbas. Então, não há problema em atrasar uma semana, 15 dias. É uma questão de prudência”, afirmou Nascimento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Esta audiência de Maluf corre risco de nem acontecer. De repente, pode chegar um atestado médico dizendo que o deputado está nas últimas, moribundo, como ocorre há 10 meses com o coronel Lima, um dos amigos e cúmplices de Temer, que conseguiu escapar de prestar depoimento até mesmo quando estava preso na carceragem da Polícia Federal em São Paulo. (C.N.)