“Ávido por dinheiro”, diz delator sobre o tesoureiro da última campanha de Lula

Resultado de imagem para jose de filippi

Filippi, operador de Lula, já está na mira da PF

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

Um trecho da delação premiada do executivo Hilberto Mascarenhas, da Odebrecht, aponta para o ex-tesoureiro da campanha de Lula à Presidência em 2006. Segundo o delator, a corrida eleitoral foi ‘uma loucura’ e José de Filippi estava ‘ávido pelo dinheiro’. “Antes do dinheiro chegar, ele já ia buscar”, disse. Cabia a Fillipi arrecadar doações para a campanha de Lula. Naquele ano, o petista concorreu à reeleição e levou a Presidência em 2º turno com 46,6 milhões de votos, superando Geraldo Alckmin (PSDB).

Hilberto era o chefe do Setor de Operações Estruturadas, o Departamento de Propinas da Odebrecht. Segundo o delator, naquele ano, a área da propina ‘ainda não estava estruturada’ na empreiteira e o Sistema Drousys, a rede de comunicação interna, uma espécie de intranet, dos funcionários deste departamento, ‘não estava funcionando’.

PELO MONEY – “Foi uma loucura de trabalho para controlar isso tudo”, relatou ao Ministério Público Federal. “Outubro, né? Foi logo depois que eu entrei . Foi uma loucura. Você tinha eleição para presidente, senador, deputado federal, deputado estadual, governador. Então, era uma loucura. A área não tinha nem experiência, nem estrutura. O caixa era controlado pelo Money. Vocês já ouviram falar do Money? Microsoft.”

Hilberto citou ainda o My Web Day, o ‘manual da propina’ da Odebrecht. Por meio deste software desenvolvido pela empreiteira, era possível gerenciar a contabilidade paralela. O My Web Day permitia identificar os tipos de contrato, natureza do serviço, período de vigência, além de outros caminhos.

“Não tinha o My Web implantado. Era uma loucura, era uma loucura”, disse.

TESOUREIROS – O Ministério Público Federal questionou se Hilberto lembrava ‘de quem tratava dessas situações com o sr Benedicto, algum tesoureiro’. “Eram todos tesoureiros deles, o Fillipi, era o de Lula, né? José Filippi”, afirmou.

A Procuradoria da República perguntou ainda como era feito os repasses de dinheiro para as campanhas. “É, naquela época, no início, ainda estava definindo lugar para ele buscar. Nesse assunto não tinha preocupação de ele não ir buscar. Ele ia buscar antes do dinheiro estar lá. O cara estava tão ávido pelo dinheiro que antes de o dinheiro chegar, ele já ia buscar. Ele ficava na porta do local, esperando autorização para entrar, para pegar o dinheiro”, revelou.

José de Filippi, ex-tesoureiro de Lula na campanha de 2006 não foi localizado pela reportagem.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGNesse depoimento, Hilberto Mascarenhas, executivo da Odebrecht, disse não ter dúvidas de que um dia o escândalo iria acontecer. E avisou à direção da empreiteira, mas o processo já estava em curso, os políticos eram insaciáveis, não havia como recuar e as previsões do executivo acabaram se concretizando na Lava Jato. E os escândalo se internacionalizou. (C.N.)

 

10 thoughts on ““Ávido por dinheiro”, diz delator sobre o tesoureiro da última campanha de Lula

  1. Venha conhecer e assinar o Manifesto Projeto Brasil Nação que visa pensar o Brasil, ajudar a refundar a nação brasileira, unir os brasileiros em torno das ideias de nação e desenvolvimento. Manifesto já conta com a assinatura de centenas de artistas, intelectuais e políticos brasileiros, entre eles Chico Buarque, Raduan Nassar, Laerte, Luis Carlos Bresser-Pereira, Ciro Gomes, Wagner Moura, Eleonora de Lucena, Maria Rita Kehl e Roberto Schwarz. https://goo.gl/GAapqu

    • Embrulhamos todos esses ilustres, passamos mel,
      Encontramos o maior sauveiro do Brasil, colocamos eles em cima,aí puxamos uma extensão de fio da casa do Juca Ninguém e da dona Coisa, ligamos um aparelho de TV, pra eles ficarem assistindo, enquanto puderem, o que estaremos fazendo para limpar o Brasil de corruptos, vigaristas que só mamam no dinheiro da União…

      Artista? Sartapralá Vacavéia!!

  2. Abomino a figura de delator. Deveria haver uma forma de compensar, sem ser por delação. Para mim, delação = traição. Delator é um Judas que se vende por interesse próprio, apenas. Age por interesse pessoal. Tivemos delatores como Joaquim Silvério dos Reis, na Inconfidência Mineira.e outros. Um réu confesso, por exemplo, deveria ter sua pena reduzida. Melhor, do que uma fábrica de traidores
    Cada Indiciado um tem sua história. Então confesse e o juiz pode ir concedendo redução de pena (em vez de reduzir por delação)
    É assim que penso, caros comentaristas.

  3. Prezada Sra. CARMEN LINS,

    A senhora raciocina Cartesianamente. E está correta. O Direito Anglo-Saxão porém, que é pragmático, considera mais Produtivo o uso da Delação Premiada, tanto que eles dizem que; It get´s a crook to take another – É necessário um “safado” para prender outro.

    E a meu ver, é mais eficiente mesmo. Abrs.

  4. …..

    Chico Buarque de Holanda
    …..

    Chico Buarque de Holanda

    …..

    Minha gratidão pela alegria sincera de sua artee minha homenagem, e que retome sua sã consciência…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *