Aviso ao PT: cuidado com os turcos

Carlos Chagas

Vale relembrar a tomada de Constantinopla pelos turcos, em 1453. Há mais de um século que os otomanos vinham assediando a capital do Império do Oriente, já tendo até sido contornada pela ocupação de territórios ao Norte, onde hoje estão a Bulgária e a Romênia. Por conta de suas muralhas e de sua situação geográfica, a cidade parecia inexpugnável, apesar de haver perdido a maior parte dos antigos domínios. Havia entre seus habitantes imensa presunção e arrogância, entregues a debates teológicos e filosóficos que não raro terminavam em sangue. Discutiam se Deus havia criado primeiro o ovo ou a galinha, matando-se também a respeito do sexo dos anjos.

Os turcos furaram túneis, utilizaram a pólvora e um belo dia entraram, passando metade da população pela espada e escravizando os demais. Constantinopla virou Istambul, até hoje, sem que fossem resolvidas tão fundamentais indagações envolvendo anjos, ovos e galinhas.

O episódio se conta a propósito do Império dos Companheiros. Tão confiantes ficaram, no poder, que não prestaram atenção nos turcos. Suas muralhas estão sendo solapadas, breve deixarão de servir para abriga-los. As eleições do próximo domingo poderão demonstrar o começo da derrocada. Daqui a dois anos, então, será o fim, caso não despertem para a realidade e interrompam suas tertúlias vazias, como a de saber quem Deus, perdão, o Lula, privilegia mais: se os fisiológicos ou os dogmáticos. A soberba conduz os dois grupos à possibilidade de perderem a cabeça, depois de explodidas as muralhas.

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CONDENAÇÃO SEM PRISÃO?

Entre os advogados dos mensaleiros começa a soprar um ventinho que eles gostariam transformado em ventania. A condenação de seus clientes, com raras exceções, já começou e parece inevitável. Dedicam-se, assim, a analisar as penas, imaginando que a maior parte dos ministros do Supremo não seguirá integralmente o voto do relator Joaquim Barbosa.

Debruçam-se no cipoal da legislação penal para obter alforria para a maioria dos réus. Invocam a necessidade de o julgamento ater-se, na sua fase finalíssima, a detalhes técnicos e não à voz rouca das ruas. Pode tratar-se de batalha inglória, mas garantir, ninguém garante…

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CPI DO CACHOEIRA, ADEUS

As dúvidas resumem-se apenas em saber se a CPI do Cachoeira morreu de morte morrida ou de morte matada. Apenas em novembro serão reabertos seus trabalhos, mas sem maiores objetivos que a produção de um relatório final que nem ao Ministério Público deve ser encaminhado. No final, sobrará a evidência de que o bicheiro traficou influência e mandou dinheiro para o exterior. Algum ilustre advogado logo conseguirá sua libertação.

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