Um aviso aos novos robôs que passaram a frequentar agora o espaço livre da Tribuna

robôs em pânico BX - Blog da Cidadania

Charge do Luiz Gê (Arquivo Google)

Carlos Newton

Desde quando começou a circular, em maio de 2009, em substituição ao antigo site da “Tribuna da Imprensa”, que era um dos melhores do país e tinha sido criado pelos jornalistas Helio Fernandes Filho e Elifas Levi, este blog da “Tribuna da Internet” passou a ser permanentemente frequentado por robôs mecânicos e humanos, porque seu formato possibilita troca de ideias e funciona como formador de opinião.

No início, ainda no governo Lula, os robôs eram basicamente ligados ao PT ou ao PSDB, que disputavam o poder de todas formas – éticas ou antiéticas. Em menor número, também havia no blog representantes de outros partidos, como PDT, PPS e MDB, já de olho nas eleições gerais de 2010. 

DIFERENÇAS ROBÓTICAS – Logo de cara, percebemos que existia uma grande diferença entre as duas modalidades robóticas, digamos assim, que frequentavam a TI.

Notamos que os robôs mecânicos são pouco criativos e se limitam a enviar as notícias (verdadeiras ou fakes) ao maior número possível de pessoas – ou seja, são apenas “replicantes”, no dizer do grande cineasta britânico Ridley Scott, especialista em androides.

Já os robôs humanos são mais avançados, têm vida própria e criam seus próprios posts para defender os empregadores ou assassinar a reputação dos inimigos deles.

PROFISSÃO DE FUTURO – Também ficou claro que se trata de uma profissão de futuro e que certamente está sendo muito bem remunerada, tal o empenho e a dedicação desses profissionais da política, pois trabalham todos os dias, sem folgas nem férias.

Aliás, essa excessiva exploração do robô pelo homem é uma circunstância que deveria motivar rigorosa fiscalização pelas delegacias regionais do Trabalho, mas o Ministério foi extinto por Bolsonaro, e o Brasil passou a ser o único país do mundo onde as questões trabalhistas ficam a cargo da equipe econômica, vejam que é mais uma jabuticaba.

TROCA DE GUARDA – Julgávamos que os robôs eram despidos de sentimentos e somente se preocupavam com o trabalho mecânico e automático, mas foi um erro. Eles são sentimentais e sensíveis, conforme ficou provado recentemente, quando começamos a jogar pesado contra os robôs bolsonaristas que se excediam nos palavrões e nas ofensas que hoje caracterizam o linguajar presidencial.

Os robôs de outros partidos, quando são identificados, simplesmente são substituídos ou trocam de nome e se adaptam às regras do blog. Os bolsonaristas, não. Recusam-se a sair, ficam se lamuriando e têm fricotes, é de cortar o coração.

Nos últimos dias, como a gente já até conhecia as peculiaridades redacionais de cada um, notamos que vários foram substituídos, até porque, como dizia há mais de 330 anos o Conde de Buffon, “o estilo é do próprio homem”.

NADA DE OFENSAS – Diante dessas substituições na equipe de Bolsonaro, cabe um aviso aos novos robôs, como Jair dos Santos e Carlos sp, que já estão em plena atividade:

Meus amigos, se querem ter longa vida entre nós, basta seguir as regras. Esqueçam as lições de Bolsonaro e aqui no blog jamais se comuniquem usando palavrões e expressões chulas. Além disso, não ofendam nem tentem perseguir ou desmoralizar os comentaristas que defendem ideias opostas.

A TI é como um blog democrático de país avançado, onde as pessoas postam suas opiniões civilizadamente e costumam até agradecer a quem as contesta. E não o fazem com cinismo. Pelo contrário. Ficam realmente satisfeitos por haver a troca de ideias e agradecem as réplicas.

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P.S. – Sabemos que para vocês esse comportamento civilizado é estranhíssimo, mas temos certeza de que algum dia vocês irão se acostumar.
(C.N.)

13 thoughts on “Um aviso aos novos robôs que passaram a frequentar agora o espaço livre da Tribuna

  1. Quero dizer aos novos robôs que o blogueiro, seu escudeiro, aliados e cumplices não cumprem NENHUMA das regras estabelecidas por eles mesmos acima. Assim que, não se preocupe, aqui a hipocrisia reina!

  2. O que mais identifica o terrorismo de direita é o anonimato. Na internet usam e abusam para difamar personalidades e instituições que não lhes são favoráveis. Isso quando não usam de artimanhas para que seus atos terroristas sejam imputados aos seus inimigos.

  3. C.N. Censurar linguagem dos ditos cujos, pode ser exaustivo, eles devem ter alguma dificuldade em aprimorá-la, mas o que deve ser punido com severidade são os atentados contra a inteligência alheia, bordões como “Bolsonaro é um estadista” ou “o presidente mais honesto do mundo” ou, ainda, “neste governo não tem corrupção” tem que ser encarados como alucinações patológicas e seus autores bloqueados até o fim da terapia.

  4. Carlos, como seu leitor de longa data (e põe longa nisso :), sou testemunha de que você nunca “rotulou leitores alinhados a um ou outro partido como “robôs”, como foi dito acima, apenas pelo alinhamento a um ou outro partido, e sempre seu espaço foi aberto a comentaristas de todo o espectro da direita até a esquerda. A estratégia, digamos, “robótica” de disseminar mentiras não pode ser classificada por seus defensores como alinhamento a um partido, exceto quando esse alinhamento se transforma na defesa cega de seus líderes seja qual for o erro que tenham cometido, com as consequentes distorções da verdade para fazerem o erro parecer acerto. Sempre fui mais alinhado com a direita, mas me horroriza o que andam fazendo em nome dela. Invejo sua paciência. Força para continuar tentando fazer da TI um dos pouquíssimos blogs onde ainda se pode tentar uma discussão de verdade. Um abraço do Mano

  5. As Guerras Mundiais, a Guerra Fria e a ameaça de holocausto nuclear condenaram o discurso político incisivo. Tornou-se pecado falar com firmeza e tratar o adversário como inimigo. Começou-se a exigir que todo orador buscasse o equilíbrio e a razoabilidade.
    Em tese, as intenções pareciam boas. Contra o que C. Wright Mills chama de realismo excêntrico, principalmente dos conservadores, passou-se a exigir que a linguagem e expressão fossem adornadas com vestes de tolerância. Tendo como base a ideia de que cada um tem uma maneira própria de enxergar a vida, a linguagem dos novos tempos deveria superar a dualidade entre o certo e o errado, mas considerar as ideias alheias como alternativas plausíveis.
    A Nova Retórica, de Chaim Perelman, tornou-se um dos estandartes dessa nova expressão. Sua ciência é uma verdadeira filosofia da concórdia, uma tentativa por criar uma ponte entre os espectros ideológicos.
    O problema é que a vida real é sempre mais complicada do que as melhores boas vontades. Enquanto os conservadores passaram a moderar seu discurso, a fim de adequar-se às exigências dos novos tempos, os progressistas passaram a usar essa mesma forma de expressão, aparentemente cordial e tolerante, para calar seus adversários políticos. No fim das contas, a linguagem polida dos progressistas tornou-se como arma mortal escondida dentro de um buquê de flores.
    O que era para ser uma maneira de aproximar os extremos censurou um lado e fortaleceu o outro.
    Depois de três décadas dessa nova filosofia do discurso, o resultado é que os conservadores não podem mais se expressar. Se falam do seu jeito, tentando mostrar as coisas como são, são tachados de radicais; se amenizam seu discurso e procuram mostrar-se tolerantes, acabam absorvidos por seus adversários políticos, que assumiram essa forma de expressão aparentemente cordial como sua marca registrada.
    Vamos chamar isso de censura cordial.

  6. Votei no “tosco” e teria que ser muito alienado para estar defendendo as sandices cometidas pelo mesmo e a destruição de quem o contesta.

  7. Dá até dó desse editor (Se ele conseguisse enganar muita gente, daria raiva). Não dá raiva, porque ele não engana quase ninguém; na verdade ele tem apenas uma dúzia de seguidores, que ficam aqui defendendo a teta publica.

    PS: Eu vinha (até hoje) aqui para me divertir, o que perdeu a graça ao saber que esse blog é insignificante ATÉ PARA o conjunto da vagabundagem esquerdista.

    PS2 : Por isso eu pergunto: Por que o Bolsonaro iria perder tempo com um blog insignificante, que não faz sucesso nem entre a cumbuia esquerdista ?

    PS3: Você deveria colocar o Bedel como colunista, para ele participar do enterro; vocês tem o mesmo nível e intelecto.

    Ps4: Me despeço com desculpas; por não participarei do funeral do blog (o blog morreu, vai ser enterrado, após um doloroso funeral).

    Para quem não quer apenas se divertir como eu, e quer informação de verdade; sem falar na credibilidade constatas nos comentários que SÃO LIVRES. https://www.youtube.com/watch?v=2YIw9BD_pwk

    PS5: Meu nome é Wanderlei; eu conheci você no hospital; enquanto sua mãe gritava de dor na sala de atendimento, você estava sentado do meu lado, editando o blog.

  8. Esse negócio de robô é coisa de fascista (de direita ou de esquerda) desocupado. A propósito, a palavra inglesa “blog” já tem o correspondente na língua portuguesa: blogue

  9. Lembrar do caso do Verdevaldo, hackers Taubaté, enfim, dos “cabeças” que “desmontaram” a “Lava Jato”, é ser considerado robô, caro Carlos Newton?!

  10. Da primeira vez que esse cretino me xingou de robô, mandei que ele enfiasse o blogue naquele lugar e me afastei dessa latrina, onde ele defeca diariamente; deve ter gostado, sentiu saudades e me xingou mais uma vez.

    Nota:
    Ao buscar o primeiro comentário ofensivo, notei que o covarde tratou de deletá-lo. Mas, para posar de vítima, manteve o meu desabafo. Eis o que ele escreveu em 14/08: “Seja bem-vindo, Jair dos Santos, estávamos aguardando os novos robôs para substituir … Esteja à vontade no blog, sinta-se em casa, como se estivesse numa oficina mecânica.”

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