Barack Obama continua na mesma

Carlos Chagas

Vence nesta quarta-feira o prazo dado pela presidente Dilma Rousseff ao presidente Barack Obama para explicar as acusações de espionagem dos Estados Unidos contra o Brasil. Ela havia até exigido respostas por escrito, mas como não depende de nós a iniciativa americana, o risco é de a data passar em branco.
Sem  as explicações  da Casa Branca, porém, começarão a funcionar certas reações brasileiras; Dilma fará contundente denúncia   nas Nações Unidas, no final do mês, quando da abertura  dos trabalhos da Assembleia Geral, podendo anunciar    também o cancelamento de sua visita de estado a Washington, marcada para outubro. Quanto à criação de dificuldades a empresas americanas atuando no Brasil, é pouco provável,  porque a moeda, nesse caso, tem duas faces.  Eles poderiam fazer o mesmo lá.
Nesse bate-cabeça fica claro que o presidente dos Estados Unidos está onde sempre esteve, ou seja, jamais se desculpou da arapongagem cibernética nem anunciou que essa atividade vá ser interrompida.  Insiste em que age assim para defender o planeta do terrorismo e que os países espionados levam vantagem com  sua ação. Em momento algum  reconhece  a coleta de informações econômicas e empresariais, apesar da denúncia de invasão nas comunicações da Petrobras.
Milagres às vezes acontecem, n ão estando afastada a hipótese de a presidente Dilma receber uma comunicação do chefe doi governo americano, mas será preciso ver primeiro para crer depois.  Ao longo da História não há notícia de algum inquilino da Casa Branca haver pedido desculpas a algum país. Pelo contrário, de lá tem partido ameaças, provocações e atos de guerra.
DIA CARREGADO

Hoje é mesmo um daqueles dias carregados de eletricidade. O Supremo Tribunal Federal deverá decidir se aceita ou não os embargos infringentes de onze mensaleiros empenhados em ver reduzidas suas penas. Qualquer prognóstico será precipitado, encontrando-se  aquela corte dividida. Voltam-se as atenções para o presidente Joaquim Barbosa.

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