Barroso diz que é preciso combater ‘distorção’ provocada pelo mau uso das redes para espalhar desinformação

Ministro diz que diálogo com empresas de tecnologia tem sido produtivo

Rayssa Motta
Estadão

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, disse nesta sexta-feira, dia 14, que a Corte está investindo na ampliação de campanhas para combater a disseminação de fake news nas eleições municipais de novembro. Para o ministro, é preciso combater a ‘distorção’ provocada pelo mau uso das redes sociais para espalhar notícias falsas.

“O problema é quando você tem estruturas hierarquizadas, consertadas e financiadas para destruir as instituições, ou desacreditá-las, ou destruir reputações. Esta é uma prática inaceitável e a democracia precisa reagir em legítima defesa”, defendeu o ministro em transmissão ao vivo na tarde de hoje. “Nós precisamos enfrentar esta distorção em que as mídias sociais acabam contribuindo para a degeneração da democracia”, completou.

DIÁLOGO – Segundo Barroso, até o momento, o diálogo com as empresas de tecnologia tem sido produtivo. O ministro já declarou, em outras ocasiões, que o protagonismo no combate às fake news disseminadas por aplicativos como o WhatsApp e redes sociais como o Facebook deve ser das próprias plataformas.

“Todas elas têm se mostrado cooperativas para enfrentar esse problema. Não mediante controle de conteúdo, mas mediante o controle de comportamentos, de condutas inautênticas na rede, com impulsionamento fraudulento, perfis falsos, robôs e outras práticas que são inaceitáveis”, adiantou.

CAMPANHAS – Além do esforço para frear o espalhamento de informações falsas, que já havia sido iniciado na gestão da ministra Rosa Weber, sua antecessora, no pleito de 2018, este ano o TSE terá outras três campanhas: pelo voto consciente, pela atração de jovens para a política e pelo empoderamento feminino para aumentar a participação de mulheres nas disputas eleitorais.

“Eu tenho simpatia para a reserva de vagas para mulheres. Este é um avanço que nós precisamos ter. E os partidos relutam muito. Mesmo quando o Supremo mandou direcionar 30% dos recursos dos fundos para candidaturas femininas. Ninguém verbaliza muito em público, mas há choro e ranger. E agora nós estamos tentando fazer coisa parecida para as candidaturas negras”, afirmou, em referência ao julgamento que deve ser retomado ainda este mês de uma consulta que discute a reserva de recursos do Fundo Eleitoral – e de tempo de rádio e TV – para viabilizar as campanhas de candidatos negros e negras.  A verba pública, que nas eleições municipais deste ano soma R$ 2 bilhões, seria dividida segundo o critério racial, obedecendo a proporção de candidatos de cada partido.

ELEIÇÕES – Barroso, que tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral em maio, assumiu o cargo com o desafio de coordenar a realização das eleições municipais de 2020 em meio à pandemia de covid-19. O adiamento do pleito, proposto ao Congresso com base no parecer de uma comissão de autoridades sanitárias montada pelo Tribunal, foi garantido após a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que passou a votação para 15 de novembro e eventual segundo turno para 29 de novembro.

“Em conversa com esse grupo altamente qualificado, nós colhemos dele a opinião perictória da conveniência do adiamento das eleições em algumas semanas. Diante disso, eu convidei a virem aqui ao TSE, o presidente do Senado, David Alcolumbre, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Os dois acudiram ao meu chamado, expus a eles essas posições, eles marcaram uma espécie de audiência pública com as lideranças do Congresso e nós levamos os médicos, tudo por videoconferência, que foram ouvidos pelos parlamentares. Mesmo os que não desejavam o adiamento das eleições, cederam democraticamente a esses argumentos de saúde pública”, contou.

LOGÍSTICA – Os horários de votação ainda estão em abertos, mas é possível que a jornada seja ampliada em até duas horas, segundo adiantou o ministro. As maiores preocupações da Justiça Eleitoral agora são a possibilidade da falta de mesários e a organização da logística para distribuir álcool-gel e equipamentos de proteção individual, os EPIs, aos voluntários.

“A nossa maior preocupação tem sido como assegurar, prover o máximo de segurança do ponto de vista de saúde pública para os mesários e eleitores. Para isso, nós instituímos uma consultoria sanitária constituída pela Fiocruz, Hospital Sírio Libanês e o Hospital Israelita Albert Einstein. Junto com eles nós estamos fazendo um protocolo, um conjunto de procedimentos, passo a passo, para orientação dos mesários e eleitores”, explicou Barroso.

4 thoughts on “Barroso diz que é preciso combater ‘distorção’ provocada pelo mau uso das redes para espalhar desinformação

  1. Carlos Marchi (via Facebook)

    Um contingente expressivo do lumpesinato teve o passe comprado para apoiar Bolsonaro.
    Custou R$ 600,00 por cabeça.
    Mas é um contingente sem compromisso. Apóia enquanto durar o auxílio emergencial.
    Parou de receber, acabou o apoio.
    Não é militante; não vai pras ruas nem opera nas mídias sociais defendendo seu efêmero benefactor.
    Não garante voto – antes, aliás, votava em Lula, que igualmente comprara o seu passe.
    Lúmpen é assim: vende o passe por ocasião, mas só garante o voto enquanto lhe pagam.

    • Primeiro eram robots, agora lumpesinato, não? Tentam encontrar justificativas a sua miopia sobre a realidade. Ainda não entenderam que o povo não é idiota. Caso isso fosse certo como foi que Bolsonaro foi eleito?

      Esse ministro deveria entender que não é pago pelo povo para soltar esses palpites sobre tal “desinformação”. Esta la para garantir que se cumpra a Constituição que preconiza a “Liberdade de expressão”. Discurso desconexo da realidade que ele faz atrapalha o Brasil. Ministro vai cuidar de muito processo que está atrasado no STF o povo paga seu salário para trabalhar!!!

  2. As cadelas do José Dirceu só aparecem em lives e eventos promovidos pela extrema esquerda. $TF totalmente enviesado, são esquerdistas, abortistas, LGBTistas, censuradores, ditadores. Mas ainda hei de ver o povo expulsando esses urubus de toga de suas cadeiras aos tapas, chutes e pontapés.

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