Barroso não participa da sessão, mas indiretamente chama Renan de criminoso

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Barroso se declarou impedido de participar da sessão

Felipe Pontes e André Richter
Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso disse hoje (7) à Agência Brasil que “deixar de cumprir uma decisão judicial é crime de desobediência ou golpe de Estado”. A afirmação foi feita em referência ao posicionamento da Mesa Diretora do Senado, que ontem (6) decidiu aguardar a decisão do plenário do STF antes de cumprir uma medida cautelar expedida na segunda-feira (5) pelo ministro Marco Aurélio, que afastou, com efeito imediato, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado.

Ontem, após esperar por horas no Senado, um oficial de justiça deixou o Congresso sem que Renan assinasse a notificação que o informava da decisão de Marco Aurélio.

O plenário do STF julga na tarde desta quarta-feira (7) se referenda a liminar que afastou Renan da presidência do Senado. Barroso não participa da sessão, por ter sido declarado impedido no processo.

MUDAR O VOTO – Internamente, a expectativa é que ao menos um ministro do STF modifique voto proferido anteriormente na ação que resultou no afastamento de Renan, de modo que o senador possa permanecer na presidência do Senado e fique impedido somente de assumir a Presidência da República em caso de ausência de Michel Temer.

Na ação original, o partido Rede Sustentabilidade pede ao STF que declare réus – pessoas que respondem a ação penal – impedidos de ocupar cargos na linha de substituição do presidente da República, formada pelos presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do STF.

O julgamento definitivo sobre o assunto ficou interrompido por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli, com o placar em 6 votos a favor do impedimento e nenhum contra.

Na semana passada, Renan Calheiros se tornou réu no STF pelo crime de peculato, razão pela qual a Rede pediu seu afastamento por medida cautelar, no que foi atendida por Marco Aurélio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGÉ uma pena Barroso não participar do julgamento tipo armação, na calada da noite. É menos um voto contra Renan. (C.N.)

14 thoughts on “Barroso não participa da sessão, mas indiretamente chama Renan de criminoso

      • Qual é a do UOL?

        Se fosse o Tiririca recebendo premio “babaca do ano” sentado ao lado do Moro, ambos se divertiriam e ririam da mesma forma, sendo aquele num evento sem graça e tao fora de hora, Moro fez bem em rir….

        Só não era o Tiririca, era o outro palhaço…

    • A Kia homenageando a justiça….

      Também foram convocados os executivos Edison Ruy, José Luiz Gandini e Dino Giampetro Arrigoni (da Kia Motors do Brasil), Igor Queiroz Barroso (diretor do Grupo Edson Queiroz) e Jason Zhao (da Huawei). Os empresários são acusados de ter usado esquema de pagamento de propina em troca de decisões favoráveis no Carf.

      ( Operação Zelotes ).

    • ” O que mais chamou a atenção nela foi o momento de descontração entre o juiz Sérgio Moro, símbolo maior da Lava-Jato, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), citado nas delações da Odebrecht e da OAS, no âmbito da Operação Lava Jato, capitaneada pelo juiz.

      Aécio também é investigado por sua atuação na CPI dos Correios e por supostamente ter recebido propina da estatal Furnas, mas ele nega ter cometido irregularidades.

      Para alguns internautas, a foto seria uma “prova” de como o juiz tende a poupar políticos do PSDB por ter afinidade ideológica com eles, especialmente Aécio. ”
      A matéria esquece que Aécio é Senador, tendo, portanto, (Desa)foro privilegiado estando, assim, fora da alçada do referido Juiz. O que ele faria em outra circunstância é mera especulação. Portanto, como diria Pedro Pedreira na Escolinha do Professor Raimundo, “- Não me venham com chorumelas”.

  1. “Barroso se declarou impedido de participar da sessão” ?
    Ou “foi impedido” ?

    Não dá pra entender, quando a crise institucional fica escancarada, urgente, um ministro viaja pro hemisferio norte, um outro dá uma amarelada dessas….
    Realmente a casa da justiça não vai nada bem….

  2. Marco Aurélio a colegas: ‘Que cada qual cumpra o dever decorrente da cadeira ocupada’

    Ao encerrar seu voto favorável ao afastamento de Renan Calheiros da Presidência do Senado, o ministro do STF Marco Aurélio de Mello citou nominalmente seus dez colegas na corte e questionou: “A que custo será implantada essa blindagem pessoal?”. E continuou: “Que cada qual, senhor de uma biografia, senhor da busca da credibilidade, do fortalecimento do Supremo como instituição maior, autor da História a constar dos anais do tribunal, cumpra o dever decorrente da cadeira ocupada, prestando contas da História, das gerações futuras, implacáveis.” Segundo Marco Aurélio, não há o que se falar sobre “afastamento monocrático” de um presidente de outro Poder, mas sim da “observância da Constituição”, conforme interpretação assentada e executada pelo Supremo no caso de Eduardo Cunha, diante do que chamou de “impensável, o desrespeito a uma decisão judicial”.

  3. O STF.deve fazer o que é melhor para as instituições, sem desprestigiar o Marcos Aurélio de Mello. Nesta crise violenta em que estamos, não se deve jogar mais gasolina na fogueira.

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