Bebianno nega ligação dele e de Bolsonaro com as candidaturas laranjas do PSL

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Bebianno diz que agiu estritamente dentro da lei e das regras

Deu na Folha

O ministro Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral) reafirmou na noite desta quinta-feira (14) que não teve participação nos repasses de verba pública feitos para candidatas laranjas durante a eleição de 2018. Em nota, ele também fez um aceno a Jair Bolsonaro ao afirmar que o presidente não teve relação com outras candidaturas do PSL além da Presidência da República. À tarde, Bebianno havia afirmado à revista Crusoé que o presidente temia que o caso respingasse nele.

Bebianno disse que a responsabilidade da transferência de dinheiro para candidatos é de cada diretório estadual. “Todos os repasses para os candidatos das eleições proporcionais e aos governos dos estados são realizados pela Executiva Nacional por conta e ordem dos diretórios estaduais, que recebem diretamente os recursos em suas contas ou indicam os nomes dos candidatos a serem beneficiados”, escreveu o ministro, que também foi coordenador de campanha do presidente.

ESQUEMA DO PSL – Desde o início do mês, a Folha vem publicando reportagens mostrando um esquema do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, de patrocínio de candidaturas laranjas abastecidas com recursos públicos —do fundo eleitoral e do fundo partidário.

Os casos revelados ocorreram em Pernambuco e em Minas Gerais. Essas candidatas declararam ter utilizado o dinheiro em uma gráfica de fachada, em uma gráfica de um filiado do PSL e também em serviços de empresas ligadas ao gabinete do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG).

Em reunião de julho de 2018, a legenda definiu que Bebianno, à época presidente interino do PSL, seria o responsável por distribuir as verbas para aqueles que disputariam cargos na eleição. “Meu trabalho foi executado com total transparência e lisura. As contas da chapa do então candidato Jair Bolsonaro, que estavam sob minha responsabilidade, foram aprovadas e elogiadas pelos ministros do TSE”, disse o ministro, que foi presidente da sigla de fevereiro até outubro do ano passado.

RESPONSABILIDADE – O ministro afirmou que compete a cada um dos candidatos a prestação de contas de sua própria campanha, “cabendo-lhes também a responsabilidade pelos atos praticados”.

Na nota, também disse que Bolsonaro não teve relação com os casos. “Jair Bolsonaro nunca ocupou nenhum cargo de direção no partido, portanto, não tem qualquer relação com outras candidaturas. Responde apenas pela sua própria, como qualquer outro candidato”. ​

Sobre o destino do dinheiro público dado às candidatas, Bebianno também se defendeu. “Não me competia, enquanto Presidente Nacional do Partido, promover contatos com qualquer fornecedor, excetuando unicamente aqueles que prestaram serviço à chapa para Presidente da República”, disse.

LOURDES PAIXÃO – Um dos casos revelados pela Folha foi o de Maria de Lourdes Paixão, 68, que oficialmente concorreu a deputada federal e teve apenas 274 votos. Ela foi a terceira maior beneficiada com verba do PSL em todo o país, mais do que o próprio presidente Jair Bolsonaro e a deputada Joice Hasselmann (SP), essa com 1,079 milhão de votos.

O dinheiro do fundo partidário do PSL foi enviado pela direção nacional da sigla para a conta da candidata em 3 de outubro, quatro dias antes da eleição.

Bebianno reafirmou não conhecer Maria de Lourdes e disse que os recursos foram transferidos nessa data porque foi quando o Supremo Tribunal Federal autorizou que dinheiro do PSL Mulher fosse utilizado na eleição — “todos os partidos têm que recolher 5% do fundo partidário mensalmente para aplicação em iniciativas para promover a participação da mulher na política”.

SEM IRREGULARIDADE – “Por esse motivo, os recursos do PSL Mulher foram transferidos para as suas candidatas apenas no final da campanha, no mesmo dia em que o STF assim autorizou. Logo, ao contrário do que insinua a Folha, nada há de irregular na cronologia de distribuição dos recursos”, afirmou o ministro.

Bebianno ainda se defendeu de outro caso revelado pela Folha, de que ele liberou R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora —Érika Santos—, que repassou parte do dinheiro para uma gráfica registrada em endereço de fachada —sem maquinário para impressões em massa.

“A candidata nunca foi minha assessora, mas já trabalhava para o PSL há vários anos, antes da minha chegada”, disse, reiterando seu “incondicional compromisso com meu país, com a ética, com o combate à corrupção e com a verdade acima de tudo”.

11 thoughts on “Bebianno nega ligação dele e de Bolsonaro com as candidaturas laranjas do PSL

  1. Fora de tópico:

    “Mais Médicos – Brasileiros ocupam todas as vagas: Brasileiros formados no exterior escolheram as 1.397 vagas remanescentes nesta quarta-feira (13/02). Com o preenchimento das vagas, não deve haver chamada para profissionais de outros países.”
    (EBC)

  2. Já descobri o culpado do episódio Bebianooooo !!!

    Foi a imprensa cumuno/isquerdopata qui mandô o Carlos Bolsonaro divulgar um áudio privado do pai !!!

    Foi a imprensa cumuno/isquerdopata qui mandô o Carlos Bolsonaro fritar o Bebiano pela imprensaaaaaa !!!!

    É tudo curpa da imprensa cumuno/isquerdopataaaaaaa !!!

    (Escrito MODO BOLSONETE HISTÉRICA PELANCUDA)

  3. Essa declaração do Bibiano, insentando-se e o Bolsonaro, é uma extensão do que ele, Bibiano, já havia falado antes: “O presidente teme que ele possa ser respingado”. E: “Se eu cair Bolsonaro cai também”
    Agora, dizendo que nem ele nem o presidente tem ligação com os “candidatos laranjas”. Ao capitão que queria retaliar o correligionário rebelde, fica a impressão de que essa sua negativa seja um esforço para salvar a pele dele e a do presidente. Aí o Jair Messias vai passar de punidor de Gustavo Bibiano, para alguém agradecido por Bibiano tê-lo salvado também; de um crime que o próprio Bibiano o imputou, embora insinuadamente..

  4. A Catanhêde é aquela que, em programa de rádio, ao ser instada sobre a alta de Bolsonaro, e consequente ida dele para Brasília, disse: – ele fez a última dose de quimioterapia hoje ao meio dia. Já desmentiu ou não?

  5. Ontem especulei de que poderia haver fatos desconhecidos que justificassem a balançada de Bebianno.

    Hoje veio à tona que o sujeito “costeou o alambrado” fuçando a cúpula das Organizações Globo.

    Lembrem que o presidente é Jair Bolsonaro e não parece aceitar ser pautado por ninguém.

  6. Presidente do PSL contratou empresa de filho na eleição

    false
    bivar

    Fabio Serapião
    Brasília
    15/02/2019 11h15
    O deputado federal Luciano Bivar (PE), presidente nacional do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, gastou R$ 250 mil provenientes do fundo eleitoral para contratar a empresa de um dos seus filhos durante a eleição de 2018. Sediada em Jaboatão dos Guararapes (PE), cidade a cerca de 20 quilômetros do Recife, a Nox Entretenimentos está registrada em nome de Cristiano de Petribu Bivar. Foi o segundo maior gasto da campanha dele.

    https://www.bol.uol.com.br/noticias/2019/02/15/presidente-do-psl-contratou-empresa-de-filho-na-eleicao.htm

  7. A Folhona, totalmente prostituída pelo lullo-petismo, além de manipular a manchete para prejudicar o presidente (“Partido de Bolsonaro […] laranja”), faz ilações caluniosas contra o ministro Bebiano, para intriga-lo com o seu chefe; depois, roda a bolsinha para aquele que ela mesma acusou. E o ministro ainda se dá ao trabalho de falar com essa gentalha. Bolsonaro deveria proibir seus auxiliares de conversar com os jornapetistas da Globo e da Folhona, são inimigos declarados dele e do seu governo e inimigo deve ser tratado com rêlho de couro cru.

  8. Assim, essa gente acaba me confundindo.

    É a “Verdade acima de tudo?

    Ou é o “Brasil acima de tudo?”

    Tem que decidir.

    Não pode ficar adaptando às circunstâncias.
    Se não pode parecer que, como dizia um personagem do Chico Anisio; “Palavras são palavras, nada mais que palavras.”

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