Bestas humanas, em repugnante sadismo, assassinaram João Alberto no supermercado Carrefour

Delegada diz que morte de João Alberto no Carrefour não foi racismo

Não é a primeira vez que acontece racismo no Carrefour

Pedro do Coutto

O título do artigo remete ao romance de Emile Zola, filmado por Jean Renoir, um clássico do cinema. Aqui no Brasil, foi um crime hediondo marcado por total sadismo que não encontra motivo lógico capaz de explicar quais as razões das cenas que levaram a um desfecho tão trágico, repudiado por toda a população que assistiu à gravação feita por um motoboy, que trouxe para a realidade um acontecimento tão brutal.

Qual a razão dos criminosos que justifique, não só o assassinato, mas o início de uma abordagem em um loja do Carrefour. A empresa, ela própria sentiu o peso da reação popular revoltada com o que foi demonstrado.

O preconceito racial está entre os motivos do crime, a exemplo da  morte de George Floyd nos EUA.  O fato é que o preconceito racial permanece absurdamente na realidade de hoje, apesar de estarmos distante há 130 anos do fim da escravidão. Esta, por sua vez, vigorou no Brasil por 350 anos.  É inadmissível que assim seja.

OUTRO ASSUNTO – Reportagem de Cassia Almeida, O Globo deste sábado, focaliza o levantamento da Confederação Nacional do Comércio a respeito do que seria uma reação do poder de consumo da parte da população cuja renda mensal está acima de 10 salários mínimos. Na minha opinião, trata-se de uma fraude. Afinal de contas, como é possível se configurar uma retomada de consumo se os salários estão congelados e os preços em ascensão? Não consigo aceitar tal afirmativa, a qual não tem nenhuma explicação lógica?

Entretanto a mesma matéria focaliza também uma opinião do diretor social da FGV, Marcelo Neri, que sustenta que um dos motivos da retomada de poder de consumo das classes A e B encontra-se no acesso ao crédito bancário. A CNC também apresenta tal hipótese como a forma de traduzir o que considero algo irreal. Com salários congelados perdendo fortemente para os juros bancários dos empréstimos, como vão poder as pessoas físicas que contratam os créditos poderão pagá-los? Para mim não há explicação, pois os juros são de 2% ao mês.

O que deve estar acontecendo refere-se às pessoas que tinham aplicações que passaram a nada render. Com dinheiro parado no banco, preferiram gastar parte dele em consumo ou em alguma atividade comercial.

22 thoughts on “Bestas humanas, em repugnante sadismo, assassinaram João Alberto no supermercado Carrefour

  1. Bom dia! Independentemente da cor ou raça o episódio foi chocante e repugnante! Inaceitável para falar a verdade. Não apenas as vidas negras importam. VIDAS IMPORTAM! A fala do Mourão foi ridícula (para dizer o mínimo). General de m….! É CLARO que existe racismo no Brasil infelizmente! É óbvio! Se todos fossem iguais por aqui como “pensa” o Mourão , seu filho não teria recebido uma promoção assim que ele assumiu a vice presidência da república triplicando o salário! Poucos negros ocupam lugar de destaque na nossa sociedade mesmo sendo a maioria. Isso tem que mudar. Nosso maior ídolo no esporte é negro e poderia ajudar nisso mas sequer reconheceu uma filha fora do casamento. Dele não espero nada tanto que até agora sequer se pronunciou a respeito desse assassinato.

  2. De @leandroruschel :

    Mais uma vez as redes sociais,mostraram a verdade e reverteram a narrativa mentirosa da “imprensa profissional”.Por isso,a urgência,por parte da esquerda,em censurar as redes sociais.

    De @Rconstantino :

    Se essas imagens,são mesmo de como tudo começou (e é preciso provar),então fica claro que
    a reação excessiva não TEVE NADA A VER RACISMO.
    Mas,isso NÃO justifica ou inocenta o segurança.Mas muda totalmente a narrativa da mídia canalha.É a tal circunstância…

    Meu comentário: As imagens a que se refere Constantino são reais,verdadeiras.Os dois seguranças estão um de cada lado de João Alberto e a mulher dele atrás empurrando o carrinho de compras.João Alberto desfere golpe direto no rosto de um dos seguranças.Foi o início da tragédia.

    PS-Um segurança começa a socar a cabeça de João Alberto.Outro o sufoca até a morte.

    PS2-Resumo da ópera: João Alberto,com vasta ficha criminal,temperamento explosivo,gerou o
    momento de sua morte na hora errada e com a pessoa errada.

    PS3-O segurança assassino,desprovido de qualquer auto controle emocional e de técnicas de mobilização (não de assassinato) se deixou levar
    pelo ódio e deu no que deu: uma tragédia evitável.

    PS4-Se João Alberto não tivesse agredido o segurança com soco direto no rosto,teria sido levado até o carro pelos seguranças,ido embora e
    assunto encerrado.Sem qualquer confirmação de racismo.

    PS5-O vídeo amplamente divulgado na mídia (agora) indica toda essa verdade.

  3. Essa imprensa golpista, entreguista e irresponsável só vive dessas narrativas fajutas que lhes garanta sobrevida… ainda mais agora, abstêmia de pixuleco, tendo que se contentar com ração sabor mortadela com rótulo em mandarim…

  4. As perguntas que não querem calar:

    Por que essa extrema-imprensa canalha,nada diz sobre as políticas anti-brancos implantadas na África do Sul e Zimbábue,por exemplo?

    PS-Verdadeiro GENOCÍDIO BRANCO.

    Por que a perseguição e o ASSASSINATO DE CRISTÃOS nas principais cidades africanas não aparece nessa mídia fraudulenta a serviço dos globalistas?

    Por que quase nada é questionado sobre a Argentina,sob a insanidade governamental socialista da dupla Fernandez/Cretina Kirchner,onde 70% da população está sendo conduzida para a pobreza?

    PS@-E a fraude socialista vai taxar “grandes fortunas”, dando como resultado a sonegação fiscal ou fuga do empresariado produtivo do país e o cancelamento de investimentos na Argentina..Um verdadeiro tiro no pé!

    E por aí vai…

  5. Indiscutivelmente o crime não teve qualquer conotação racial!

    Independente da ficha policial do assassinado, de primeiramente ele ter dado um soco em um dos seguranças, que ocasionou a reação violenta e criminosa, a morte de João Alberto, 40 anos, precisa ser analisada com muito mais abrangência que o ato em si.

    No Brasil, a vida humana perdeu o valor!

    Não é de agora essa desvalorização brutal, a violência desmedida, o desrespeito injustificável, os assassinatos por motivos torpes, não.
    Essa maneira de como o povo está sendo tratado e considerado já vem de algum tempo.

    E, por mais que pulem nas patas de trás, quem definitivamente incentivou que as empresas de segurança, os policiais militares e civis, agissem com extremo rigor contra aquele que ousasse contestar o estabelecido, Bolsonaro tem a sua parcela de influência nesse e demais assassinatos que ocorrem diariamente no Brasil!

    Nesse meio tempo, os FRACOS movimentos dos negros, a falta de conteúdo em seus protestos, a ausência de objetivos em suas reivindicações, a morte de João Alberto veio a calhar, pois era a vítima ideal imolada pelo branco e por uma empresa multinacional poderosa.

    A revolta que aconteceu depois contra a rede de supermercado francesa, demonstra de forma clara, nítida, escancarada, que os nervos das pessoas estão à flor da pele pelas injustiças que têm sido alvo todo o santo dia no país!

    O vandalismo que se seguiu não foi em protesto contra a morte de João, mas a reação de um povo oprimido, explorado, roubado, que se apega a qualquer fato – não digo que a morte do senhor é qualquer fato – para dar o recado que a vida está insuportável!

    Ora, logo um supermercado, onde grande parte da população das grandes cidades frequenta permitir tamanha agressão e selvageria, então definitivamente a vida de uma pessoa não vale nada, e até mesmo para aquela empresa que recebe as pessoas para comprar, e que gera lucros excelentes para a rede comercial!

    Os socos e os joelhos nas costas do assassinado é a mesma reação das pessoas que quebraram os vidros e derrubaram as cercas do estabelecimento em várias cidades brasileiras.
    João investiu contra os seguranças, inicialmente, logo contra trabalhadores como ele, que estavam de serviço, cuidando do patrimônio da loja porque tem sido vítima de pequenos roubos, de gente desempregada, com fome, e que não têm auxílio nenhum.

    João, ao agredir um dos seguranças errou o alvo, pois se estava descontente com algo pessoal ou profissional ou familiar, não deveria ter investindo contra quem não lhe fizera nada, em consequência o ato desumano e exacerbado.

    A verdade é que o Brasil – o povo, me refiro – é um barril de pólvora pronto para explodir.
    Se o negro já traz consigo o preconceito racial velado ou não de parte da população, João Alberto foi a vítima que faltava ao dia da Consciência Negra para se fazer presente nas ruas.

    Curiosamente, o pessoal responsável pelo movimento não reclama ou protesta das dezenas de outras mortes de negros que diariamente são registradas em qualquer canto neste país!
    Por quê?
    O racismo só aconteceu no Carrefour e pelos seguranças do estabelecimento francês?

    Se o assassinato de João Alberto aconteceu pela agressão de ambas as partes, a conotação racista perde o sentido, da mesma forma que se tornaram inócuos e inoportunos os protestos e vandalismos contra o supermercado, justamente pela ausência de passeatas e carros de som, que servem como palco de discursos inflamados, em episódios iguais a este, que não se vê movimento em algum em defesa da igualdade racial acontecer.

    Quantos negros morreram assassinados na quinta-feira?
    Só o João Alberto foi assassinado no Brasil?
    Evidente que não.
    Então aonde estavam as pessoas que quebraram algumas lojas do supermercado, que não agiram em favor de outros negros mortos com a mesma violência e selvageria?

    O Rio de Janeiro não tem crime algum, pois se trata de uma cidade pacífica, calma, que se pode andar sem receio de ser assaltado ou morto por balas perdidas;
    São Paulo também é uma megalópole que transborda segurança. Nas periferias nunca se ouviu ou se leu que chacinas acontecem, assassinatos injustificáveis, uma cidade exemplar em termos de segurança.
    Fortaleza, Maceió, Salvador, Brasília, Recife, Natal, São Luís … igualmente capitais de estados que são modelos para o mundo de vida pacata!

    Por favor, tá na hora de o povo botar a mão na consciência e fazer o seu ato de contrição porque age da mesma maneira que os políticos:
    cínica e hipocritamente!

    Se a questão é somente haver protestos de negros mortos violentamente, enquanto o branco morto da mesma maneira é normal ou nada dever ser feito porque branco, a desigualdade continuará e cada vez mais acentuada!

    Se faltava um fato para demonstrar o total desprezo do povo pelo povo, pela vida alheia, pelo cidadão, João Alberto foi o exemplo marcante.
    Ele não foi morto por policiais, por milícias, por gangues rivais, por facções em busca de maiores territórios. João foi assassinado a socos e joelhos nas costas por pessoas iguais a ele, por dois sujeitos que perderam os cadernos porque estavam tendo o serviço alterado, por dois indivíduos que lutam para sobreviver, e que encontraram na segurança vagas para ter um salário.

    A tragédia nacional é esta, de o povo ser contra o povo!
    Os protestos insanos que aconteceram, mostram claramente que seus frequentadores só queriam quebrar, reclamar da vida, aproveitar o momento para berrar, pronunciar palavras de ordem e … mais nada!

    A vida, hoje, segue como nos dias anteriores., então insípido e inodoro os protestos e o vandalismo porque não têm continuidade; não tem substância; não existe uma razão para negros e brancos se unirem e buscar soluções para a violência que estão submissos no Brasil!
    NEGROS E BRANCOS, repito.

    Enfim, eis mais uma demonstração de como está o Brasil!
    Agora, os pronunciamentos das autoridades com relação ao crime foi qualquer coisa de patética, ridícula, bestial, cínica e hipócrita!

    Quantos negros e brancos morrem por que as injustiças sociais, que decorrem das diferenças sociais geradas pelas castas, elites e poder econômico, ocasionam a violência que assistimos diariamente?
    E se surpreendem como ocorrido dias atrás?

    Quer dizer que os demais assassinatos ocorridos no mesmo dia em nível nacional, as autoridades entenderam como corriqueiras e sem importância?
    Cambada de safados, dissimulados, gentalha da pior espécie!

      • Souza/Poa-RS, meu conterrâneo,

        Obrigado pelo apoio.

        Em um momento como esse, onde qualquer palavra mal colocada pode ser mal interpretada, a opinião do comentarista deve ser expressa com sinceridade, o que ele pensa a respeito desse tema extremamente delicado e complexo.

        E dever ser coerente o texto.
        Se hoje está em jogo a igualdade racial, o negro precisa ser tratado como branco, menos com essa dose de vitimismo e de perseguição, que alega ao longo de décadas.

        Se argumentar ser injustiçado concordo; mas deve reconhecer que o mesmo acontece com o branco, pois ambos estão nas cadeias nacionais, existem pobres e miseráveis de ambos os lados, e negros e brancos recebem um salário mínimo aviltante quando se aposentam!

        Um forte abraço.
        Saúde e paz, parceiro.

  6. O que dizer agora?

    URGENTE – TUDO MUDOU, VÍDEO MOSTRA QUE JOÃO ALBERTO MORTO NO CARREFOUR AGREDIU OS SEGURANÇAS PRIMEIRO
    https://terrabrasilnoticias.com/2020/11/urgente-tudo-mudou-video-mostra-que-joao-alberto-morto-no-carrefour-agrediu-os-segurancas-primeiro/

    Sou contra violência de qualquer tipo, MAS o João Alberto deu um murro na cara de cada segurança que o escoltava, pacificamente, para fora do Carrefour. Não justifica o crime, mas explica a fúria dos seguranças. É só ver o video.

  7. Já vi e ouvi muitos comentários a respeito da morte de João Alberto.

    Muitos dizem que a agressão sofrida não teve a ver com racismo. Será? Não posso afirmar que sim ou que não. Afinal de contas, só vimos as imagens do ocorrido, não as palavras proferidas. O que ocasionou o soco desferido pelo morto? Surgiu do nada? Por que a fiscal de caixa e o morto discutiram? São perguntas que ficam.

    Mas uma coisa que ficou bastante evidente foi a falta de preparo dos dois seguranças. Claro, acho que nem vínculos formais tinham com a empresa, o que dirá treinamento.

    Uns falam que o supermercado estaria isento do ocorrido, que a culpa exclusivamente é da empresa de segurança. Será? A responsabilidade da contratante seria apenas a de contratar a empresa de segurança, parando por aí?

    Quanto ao racismo no Brasil, ele existe desde sempre. Agora, de forma mais velada, por força de leis punitivas. Acho que negar isso é uma falácia. Se está pouco a pouco melhorando? Até acho que sim, é um alento, porém ainda é grande o preconceito.

    • Vidal, você levantou um ponto importante. O que é estranho para mim é o comportamento da esposa. Muito passiva para a gravidade da circunstância. Até o momento ela não se manifestou se houve algo mais ou se algo foi dito. Parecia até que queria que isso acontecesse para se livrar de um problema grande dentro de casa, pois o que consta era que João Alberto era violento.

      • Como bem disse Maquiavel,numa tradução simples,adaptando ao caso?

        ” A vida de uma pessoa não voltará, mas o possível ganho material e/ou financeiro com sua morte pode ser compensador.”

        PS-Outro que assimilou rapidamente a morte do filho,o pai,disse que está de “alma lavada” pela publicidade do caso,não somente em Sucupira,mas no mundo.

        PS2-resumo da ópera: os ganhos financeiros para a família serão imensos.

  8. Vidal, meu conterrâneo,

    Quantos brancos já foram assassinados por negros?
    Quantos negros já assassinaram outros negros?
    Tu creditas a esses crimes conotação racial?
    Da mesma forma que se afirma haver racismo no Brasil, é somente do branco para o negro?
    Do negro para o branco é somente respeito e admiração?

    Se João Alberto agrediu um dos seguranças inicialmente, e fosse branco, pardo, amarelo … a reação seria a mesma.

    Aliás, tivemos um branco morto em um supermercado – não lembro onde foi -, da mesma forma que o João, asfixiado, só que através de uma gravata.
    Houve protestos, passeatas, vandalismo contra o supermercado??

    A meu ver, comentários, palestras, simpósios, reuniões, que tentam abordar o racismo no Brasil é pura DEMAGOGIA!
    Como algo precisa ser feito, então as asneiras boca a fora são constantes e permanentes – não me refiro ao teu texto, por favor!

    Se providências devem ser tomadas não serão através de palavras ao vento que os resultados irão aparecer.
    Quantos negros estão inscritos no Bolsa Família?
    Quantos brancos fazem parte dessa relação de dependentes do governo?

    Negros e brancos estão condenados à miséria e à pobreza até o fim de suas vidas.
    Enquanto a questão social – MUITO ANTES DA RACIAL PORQUE CONSEQUÊNCIA DE INJUSTIÇAS NA DESVALORIZAÇÃO DO SER HUMANO -, continuar segregando, ocasionando gravíssimas diferenças entre a população, o pobre e o miserável, na sua maioria de negros, haverá mais mortes desse lado que do outro, dos brancos.

    O povo não se rebela contra o governo, mas contra ele mesmo.
    O vandalismo que o Carrefour foi vítima, como se ele fora culpado pela morte de João – tem a sua responsabilidade porque dentro das dependências do supermercado, mas não foi a empresa que deu a ordem para matar -, os vândalos atentaram contra uma rede que emprega milhares de brasileiros!

    Indiscutivelmente havia no meio dos protestos levados a efeito em várias capitais brasileiras um parente, amigo ou até familiar trabalhando no Carrefour!
    E se a empresa decide, depois do ocorrido e diante da reação e violência do povo ir embora do país??!!
    Milhares de desempregados!!

    O negro não tem mais como se colocar na posição de vítima;
    Não pode se dizer assassinado pelo branco porque vítima de racismo;
    Não tem mais como alegar preconceito racial, e por motivos muito fortes:

    Casamentos inter-raciais;
    leis severas contra o racismo;
    participação do negro em todos os segmentos sociais, políticos e religiosos;
    a maioria da população brasileira é de negros.

    O erro clamoroso dos negros, assim como dos brancos, é a desunião.
    Os movimentos em defesa dos negros contém mágoas e iras contra a escravidão, extinta há 132 anos.
    De lá para cá, livres e donos de suas próprias vidas, fizeram o quê?

    Temos milionários negros como jogadores de futebol, pagodeiros, sambistas, atores e atrizes, além de serem talentosíssimos;
    Temos políticos negros em todos os níveis do Legislativo;
    Temos negros empresários, professores, médicos, advogados, dentistas, contadores …

    O que estaria faltando para o negro se organizar e conquistar mais espaços na sociedade?
    Interesse?
    O papel de vítima é bom?
    Alegar ser alvo de preconceito o coloca numa posição de fragilidade?

    A discussão sobre racismo é superficial, demagógica, repito, quando apenas e unicamente analisa o racismo, deixando de lado a ausência de reação do negro frente às demais injustiças que sofre JUNTO COM O BRANCO!!!

    Reside na igualdade da segregação imposta pelo governo, uma das causas do racismo.
    Negro é pobre, o branco também é pobre mas, em compensação, fora da arte, o branco tem mais dinheiro, posição social, mais influência na sociedade, política e religião.

    Não temos jogadores de futebol brancos com o sucesso e habilidade dos negros;
    muito menos brancos que enriqueceram com o pagode, com o samba, com atletismo.
    O negro está representado e muito bem na constituição da sociedade brasileira.

    O problema é a ausência do negro na valorização dele mesmo;
    Lewis Hamilton, notável piloto de F1, heptacampeão, e detentor do maior número de GPs vencidos, engajou-se na campanha da igualdade racial.

    E os nossos negros de renome, aonde estão?
    Por que não se envolvem nos movimentos negros existentes?
    Qual é o receio?

    Enfim, enquanto a educação no Brasil continuar sendo deplorável, e o povo se preocupar com a refeição do dia para sobreviver, episódios como este vão acontecer por muito tempo.

    A lamentar, que seja o povo contra ele mesmo, e não a população contra a opressão, os ladrões, exploradores e manipuladores!

    Um abraço.
    Saúde e paz.

    • “Bolsonaro tem a sua parcela de influência nesse e demais assassinatos que ocorrem diariamente no Brasil!”

      Pois é, se o morto tivesse direito a uma arma para se defender, poderia estar vivo agora (como também poderia ser um assassino a mais, mas aí não haveria comoção nacional).

      • Rocco,

        Entendeste perfeitamente bem a minha colocação; não precisas deturpá-la.

        Uma das razões que elegeu Bolsonaro foi o combate que daria contra a violência.
        Nada fez a respeito, mas acirrou os ânimos contra aquele que cometesse um crime ou não entrasse no jogo que ele propôs!

        O que me dizes das milícias andarem livres, leves e soltas?
        O que podes me dizer dos crimes de assassinatos no país?
        O que podes falar sobre a fome, que aumentou nos últimos anos no país?
        E sobre o Bolsa Família, que a cada ano aumenta o número de inscritos, comprovando a total ausência de uma política econômica voltada para amenizar os problemas gravíssimos sociais hoje registrados?

        Certamente o João Alberto não portava arma porque tinha o seu nome com problemas na Justiça, caso contrário, se pudesse portá-la, a obrigação seria ter o porte, documento mais difícil de ser obtido.

        Mais a mais, em ambientes públicos, até o porte de arma não permite que a pessoa possa tê-la consigo.

  9. Insisto: Aqui no Brasil temos o brasileiro índio, o brasileiro branco e o brasileiro preto. A miscigenação dos três – e é a maioria – forma o brasileiro típico, que não é nenhum deles. A GloboLixo poderia noticiar “Cidadão é espancado até a morte em supermercado”, mas prefere insuflar a população ao confronto. E a população empresta seu apoio à causa “global”.

    Ah, os “progressistas” latem e ganem de orgasmo quando há alguma matéria estrangeira contra seu (?) próprio país.

  10. Realmente,Francisco Bendl escreve muitíssimo bem.Seus comentários,neste artigo de Pedro do Coutto,demonstram que o gaúcho,possui o dom da Comunicação.Seus comentários de excelente qualidade,merecem ser transformados em artigos,pois são verdadeiros e pontuais.
    Meus parabéns ao grande Bendl !

  11. Meu caro Werneck,

    Não sei como agradecer o teu comentário a respeito dos meus textos, acima.

    O que me deixa alegre e reconhecido ao mesmo tempo, é que percebeste eu tê-los escrito com sinceridade, franqueza, sem receio do que pensariam sobre como entendo e vejo a questão racial.

    O negro está se deixando levar pelo comodismo, de ser vítima de preconceito racial;
    Não está lutando como deveria para se inserir na sociedade;
    Não se organiza social e politicamente;
    Não chama seus pares, os que são ricos, que possuem influência entre o povo, que participem desse engajamento do negro como cidadão.

    O negro luta sozinho, então jamais vencerá a guerra, além de se aproveitar de certos momentos para se fazer presente nas ruas protestando, e não há mais nada depois que os ânimos se acalmam.

    A omissão cobra um preço demasiado alto para todos, inclusive para o branco morto por negros, por brancos assassinando brancos e negros, pela miséria e pobreza que ambos dividem uma subsistência muito difícil!

    Enquanto negros e brancos não se unirem como um povo, uma população, logo, unida, coesa, sólida, o GOVERNO será sempre aquele que mais incentivará as diferenças sociais, a segregação entre as pessoas, e o ódio que sentem pela situação porque vivem, cuja reação explode em se vingar de quem está próximo, menos daqueles que são os responsáveis pela humilhação e desvalorização de negros e brancos!

    Para os oprimidos qualquer pessoa lhe fará mal, irá prejudicá-lo, maltratá-lo, lesá-lo e prejudicá-lo.
    Como é impotente para questionar as autoridades com veemência, e por motivos óbvios, o vizinho, o desconhecido, o amigo e até um familiar, tornam-se alvo de defesa ou de compensação pelos problemas insolúveis que a sua existência se transformou!

    Muitas vezes a prisão, ser retirado do convívio social é a intenção do agressor, de modo que a pressão das pessoas não o torturem mais, não lhe cobrem mais o que não pode dar, então a reação violenta, desmedida, na razão direta como se sente perante à vida que leva sem qualquer esperança de melhora.

    Negros e brancos estão na mesma situação:
    se um século e pouco atrás o negro era escravo, atualmente o branco lhe faz companhia, pois escravo das castas, elites, do poder econômico, de poderes constituídos que os ignoram e os desprezam.

    Enquanto negros e brancos estiverem se digladiando, o governo esfrega as mãos louco de faceiro, assim como lambari na sanga, como se diz no RS.
    Quanto mais o povo eleger o povo como seu inimigo, e o preconceito racial é um prato cheio, uma iguaria, as autoridades, de forma cínica e hipócrita, festejam a desatenção da população para os problemas que afligem a cidadania de todos nós!

    Em outras palavras:
    Os governantes jamais se preocuparam com a questão social e racial.
    Falam que existem as diferenças, que devem ser combatidas e, pelo menos, amenizadas mas, na prática, nada é feito porque interessa os governos manter essa situação.
    O povo, inculto e incauto, analfabeto absoluto e funcional, desempregado e desesperado, falta-lhe discernimento para entender que está sendo manipulado criminosamente.

    Logo, revolta-se contra ele mesmo, e é exatamente o que as autoridades esperam do povão, que se mate, que se odeie, pois jamais será unido!!!

    Werneck, um forte e fraterno abraço.
    Muita paz e saúde, extensivo aos teus amados.

  12. Caríssimo Werneck,

    Citar poesias não é o meu forte.
    Não que eu não goste, mas não consigo rimar laranja com outra palavra, então entre mim e a poesia existe um oceano para ser atravessado.

    Dito isso, o brasileiro do alto da sua alienação, acomodação, de não lutar pelos seus direitos para viver com alguma dignidade, pelo menos, acredito que a poesia que postarei mostra o espírito do brasileiro com relação à praticidade da vida, que ele faz questão de não pensar a respeito;

    Estrela da manhã

    Eu quero a estrela da manhã
    Onde está a estrela da manhã?
    Meus amigos meus inimigos
    Procurem a estrela da manhã
    Ela desapareceu ia nua
    Desapareceu com quem?
    Procurem por toda a parte
    Digam que sou um homem sem orgulho
    Um homem que aceita tudo
    Que me importa? Eu quero a estrela da manhã
    Três dias e três noites
    Fui assassino e suicida
    Ladrão, pulha, falsário
    Virgem mal-sexuada
    Atribuladora dos aflitos
    Girafa de duas cabeças
    Pecai por todos pecai com todos
    Pecai com os malandros
    Pecai com os sargentos
    Pecai com os fuzileiros navais
    Pecai de todas as maneiras
    Com os gregos e com os troianos
    Com o padre e com o sacristão
    Com o leproso de Pouso Alto
    Depois comigo
    Te esperarei com mafuás novenas cavalhadas
    comerei terra e direi coisas de uma ternura tão simples
    Que tu desfalecerás
    Procurem por toda parte
    Pura ou degradada até a última baixeza
    eu quero a estrela da manhã
    ( Manuel Bandeira )

    Outro abraço.
    Boa noite.

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