Bolsonaristas acham melhor salvar as empresas do que a vida dos trabalhadores

Brasil registra 1 morte por minuto por Covid-19

Charge do Duke (domtotal.com)

Francisco Bendl

O ideólogo gaúcho Percival Puggina é um homem de direita, confesso. Seus valores e princípios não são os mesmos de pessoas comuns – estou deixando de lado a esquerda porque tem os mesmos pensamentos. Ou seja, muito antes dos negócios, do lucro, da economia, a vida como algo incomparável, e que se deve preservar o máximo possível e imaginável, isso não é a ideia corrente da direita e da esquerda.

A intenção de Puggina é de se inserir na mesma linha governamental, em que o objetivo principal para a nação não seria o povo pobre e miserável sobreviver, mas sim o dinheiro, a economia, as arrecadações de impostos.

VIDA OU TRABALHO – Assim, alega o pessoal de direita que as mudanças decorrentes do avanço da pandemia foram os culpados pelo número de óbitos, sem levar em conta o desprezo que o governo desde o início deu ao coronavírus, pois sua maior atenção e seus cuidados, preocupação e avisos, recaiam sobre o emprego.

Curiosamente, e demonstrando a sua sordidez, Bolsonaro omite que o desemprego antes da pandemia estava alto, com milhões de pessoas se transferindo para a economia informal e tentar sobreviver.

Não foi o vírus o causador do desemprego. Ele pode ter contribuído para os índices crescerem, mas a economia nacional estava sangrando há muito tempo, antes de Bolsonaro.

TOTAL OMISSÃO – O problema do atual presidente diz respeito à sua total omissão em aguardar que o mercado reagisse depois da reforma da Previdência, que não aconteceu.

Puggina queria a continuidade do comércio e da indústria, pouco se importando com o contágio entre as pessoas, pois descartáveis, uma vez que pertencem à população, à massa anônima que sustenta esta nação e suas elites, castas e poderosos do sistema financeiro!

Se o articulista fosse mesmo um defensor do desempregado, desde o início da posse de Bolsonaro deveria lhe cobrar políticas de incentivo ao trabalho. Não escreveu um artigo que fosse.

CULPA DA PANDEMIA? – Logo, ao querer apontar as falhas da pandemia ou do isolamento social como as responsáveis pela situação do cidadão, do trabalhador, o gaúcho não está sendo correto na sua análise, e deixa explícito que o dinheiro vale mais do que as vidas humanas que se perderiam em seus locais de trabalho em números muito maiores.

Nesse caso, o meu repúdio ao artigo em tela. E critico veementemente Puggina porque não postou uma palavra que fosse com relação aos custos da máquina pública, durante a pandemia.

O parlamento não abateu um centavo dos vencimentos milionários que recebem; o Judiciário e o Executivo, da mesma forma. Nenhum servidor público da elite deixou de receber seus vencimentos acima do teto estipulado por Lei!

CULPA DO POVO? – Puggina está sendo muito claro que caberia ao povo se imolar em benefício dos negócios dos potentados, dos ricos, dos empresários, dos industriários, dos Três Poderes do sistema bancário e financeiro.

A morte pela pandemia seria natural, mas, em compensação, o trabalhador teria o seu salário e emprego “garantidos”. Ou seja,, depois da morte do trabalhador, seus patrões continuariam a pagar os vencimentos aos familiares do morto!

De mais a mais, já são 121 mil mortos, ninguém tem o direito de externar suas teorias, suas teses, suas ideias, especulando o que teria acontecido se agissem desta ou daquela maneira.

Mais de uma centena de milhares de mortos é um número estarrecedor, apavorante, ainda mais que não parou, segue adiante diariamente. Enfim, eis o povo brasileiro: descartável, desprezado, desconsiderado, abandonado!

SUSTENTO DAS PESSOAS – Acho risível para não dizer trágico, que o governo se jacte do auxílio de 600,00 dados nos primeiros 90 dias da pandemia, que irá diminuir até o final desse ano, enquanto os poderes constituídos não abriram mão de um real que fosse para auxiliar no combate à pandemia, e vem Puggina ainda querer comentar sobre o sustento das pessoas se mantivessem suas ocupações e funções!

O fim do artigo de Puggina é horripilante! Não se deve buscar o sustento para se viver, mas oferecer a vida para se conseguir sustentá-la! Ou assim ou que a vida deve ser perdida por inútil!

Portanto, o articulista confirma e repete que a existência do povo é descartável. Ou seja, se deixou de trabalhar, morreu merecidamente!

35 thoughts on “Bolsonaristas acham melhor salvar as empresas do que a vida dos trabalhadores

  1. Meu amigo Chicão, parabenizo-lhe pelo belo artigo.

    É lamentável , mas o Puggina de uns tempos para cá mudou totalmente seu pensamento.Aliás, ele é um defensor deste desgoverno.

    O artigo( do Puggina), que você coloca em pauta é de uma cretinice a toda prova.

    Abraços, muita saúde e paz.

        • Chico, reproduzo o comentário que lhe fiz particularmente:”Lavou minha alma” e me economizou muitas palavras, que nunca seriam comparáveis às suas.

          • Moreno, meu caro amigo,

            Agradeço sempre pela deferência que me tratas, em princípio.

            Olha, parceiro, tu és um dos esteios da TI.
            Escreves melhor que eu; tens mais conhecimentos que os meus;
            és mais culto e inteligente, que eu jamais serei;
            és uma pessoa educada, admirada e elegante, condições que passam longe de mim.

            Logo, por eu pertencer á plebe ignara, à patuleia, à ratatulha, às pessoas que são descartáveis, os meus dedos teclam pela valorização do ser humano de qualquer categoria ou condição social.
            Meus pensamentos são voltados para os injustiçados, abandonados, desconsiderados, desprezados … para o povo brasileiro, hoje ostentando o quanto é inculto, incauto, analfabeto absoluto e funcional, desempregado, desesperançado e desesperado porque assim as autoridades nos deixaram porque quiseram!

            Dito isso, quando leio textos que mais engrandecem o trabalho, o emprego, TODAVIA, CONSTATO QUE O GOVERNO quer condenar mais brasileiros à miséria e à pobreza através do falso e catastrófico projeto social, Bolsa Família, então a minha revolta e indignação, pois se fossem verdadeiras as palavras empregadas pelos admiradores de Bolsonaro, no caso Puggina, a esmola mensal alcançada para milhões de pessoas deveria ser substituída POR TRABALHO!!!!

            E é justamente essa a omissão mais grave do governo:
            a falta de criatividade, de medidas que visassem colocar para trabalhar as milhões de pessoas que estão em casa, em suas gaiolas, em seus casebres, à espera de esmolas!

            Mesmo assim, parceiro, agradeço penhorado as tuas palavras gentis a meu respeito.
            Não as mereço, mas, confesso, elas me animam a seguir em frente, a continuar nesse périplo em favor do ser humano, em nosso benefício, pois se dependemos “deles”, já estaríamos adubando a terra para aumentar as produções de grãos!

            Um grande e fraterno abraço.
            Saúde e paz.
            Te cuida, meu!

    • Meu caro César – Fortaleza, meu irmão nordestino,

      Obrigado pelo comentário.
      Mas devemos nos valorizar como pessoa, e não colocar as nossas funções e utilidades acima da vida!

      Ela é o bem mais precioso.
      Se as elites, castas, os poderosos não pensam dessa forma, então que os obriguemos a considerar que as nossas existências não podem ser limitadas a um emprego!

      Forte abraço.
      Saúde e paz.
      Te cuida, meu!

      • Prezada Maria,

        Por isso que eles mandam no país, além de ser conhecidos como “formadores de opinião”.

        Se, o povo, fizesse o mesmo, a nossa situação estaria bem diferente.

        Abraço.
        Saúde e paz.

  2. Magistral o texto do Francisco Bendl !!!
    Que prazer poder ler alguém tão lúcido e comprometido com o destino do ser humano !
    Parabéns Amigo.
    E enquanto isto…
    Continuaremos a conviver com tantas asneiras e insanidades neste País catastrófico e injusto…
    Infelizmente…

    • Caro Ricardo Lemos – Belo Horizonte,

      Tenho paixões pelo teu estado, as belas minas gerais.
      Tenho grandes amigos na tua cidade, pois antes de eu ser gaúcho sou brasileiro.

      Comecei a perambular por Minas na década de cinquenta, então o meu apreço aos mineiros, povo trabalhador, alegre, discreto, e inteligente.

      Dito isso, pulo nas patas de trás quando alguém escreve textos desvalorizando o brasileiro e, o mais grave, relativizando a vida!

      A vida é nossa e não deles; nós é que temos o destino nas nossas mãos, e não nas deles; nós que decidimos como será o nosso fim, mas, ate lá, queremos e temos o direito a viver, por mais que o governo queira nos empurrar para a morte por causa da economia, cuja incompetência não sabe como resolver.

      Obrigado pelas palavras gentis.

      Um forte abraço.
      Saúde e paz.
      Lembranças aos mineiros.
      Te cuida, meu!

  3. CANTEIRO HUMANO

    No capitalismo contemporâneo, existem dois tipos de empresas: uma que degenera o homem e outra que o remedeia. Há entre ambas uma simbiose, onde consiste o ponto de equilíbrio do Sistema. O ser humano é como se fosse uma fonte de esterco reciclável: condenado a adubar os seus próprios flagelos!

    CAPITALISTA INATO

    Não nos fazemos Capitalista! Somos frutos de uma licitação intraovariana fraudulenta, onde o espermatozóide ideal perde a concorrência para o esperto que nos gera. -Bem, mas como o intruso consegue vencer a ovulação? -Basta quebrar o sigilo bancário do “Sr. Guarda-Óvulo”, lá está a prova do suborno!

    • Paulo III,

      Obrigado pelo comentário e texto interessante, como sempre.

      Gostei da forma como escreveste sobre o canteiro humano, pois real, verdadeiro, sem eufemismos:
      “somos condenados a adubar nossos próprios flagelos”!

      Abraço.
      Saúde e paz.
      Te cuida, meu!

      • Paulo III,

        Puggina é um cristão de carteirinha.
        Nada contra a sua religiosidade, pelo contrário, eu a té a invejo.

        No entanto, justamente por ser adepto de Cristo, o seu modo de entender a vida humana não poderia ser assim tão pragmática, considerando a existência de acordo com a produtividade de cada pessoa.

    • jhomer,

      Obrigado pela participação.

      Mas, todos nós, temos as nossas falhas.
      Puggina teve a dele, naquele último artigo postado e, evidentemente, na minha ótica, logo, este meu artigo publicado pelo Carlos Newton, que agradeço pela sua gentileza.

      Abraço.
      Saúde e paz.

  4. Puggina é de extrema direita, são monstros assim como os de extrema esquerda.
    Direita e esquerda tem os mesmos objetivos por caminhos diferentes, mas mantém a humanidade.

    • Jaco,

      Obrigado pela participação e comentário.

      Não entendi, no entanto, que o início do teu texto concordes comigo quanto à esquerda e direita serem monstros iguais, porém são aqueles “que mantém a humanidade”.

      Mantém?

      Ou seria a volúpia pela vida, o bem maior, aproveitar a existência pelo mínimo que nos proporciona, que a humanidade se mantém viva até agora?

      Lembro que nossas obras têm suas falhas clamorosas, graves; nossos projetos obedecem a interesses e conveniências pessoais ou de grupos; o ser humano é roubado, explorado e manipulado pelos mais poderosos desde surgiu nesse planeta.

      Enfim, grato pelo que postaste.

      Saúde e paz, Jaco.

      • Caro Sr.Bendl, fico muito feliz com sua melhora e desejo saúde paro o sr e família.
        Quanto ao comentário, apenas destaco a diferença entre as extremas direita e esquerda, com os que abraçam as idéias rotuladas como direita e esquerda.
        Há sim diferenças.

        • Obrigado pelo esclarecimento.

          Agradeço pela tua manifestação em favor de minha saúde, que ainda está lutando contra os males que teimam em permanecer junto a mim.

          Esta semana fiz um cateterismo;
          semana que vem, colocarei um stent numa das artérias com grave estenose;
          e na outra, se eu conseguir que a Justiça me conceda autorização, a substituição da valva aórtica pela TAVI, ou seja, via femoral.

          Então, sim, poderei dizer que o coração melhorou, restando os rins e o câncer de pele para serem curados!

          Como podes observar, o meu caminho é longo até a plena recuperação.
          Eu diria que eu e o Brasil estamos na mesma situação:
          sem conserto!

          Outro abraço.

  5. Desafortunadamente, o País é presidido por um inepto durante a mais mortal crise sanitária em mais de um século

    Se a Nação padece dos severos efeitos da pandemia além do que seria naturalmente esperado, é porque o governo do presidente Jair Bolsonaro foi incompetente para lidar com a crise ou pautou suas decisões por critérios antirrepublicanos. Não há outra conclusão a que se possa chegar após a leitura de um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a gestão da emergência sanitária pelo governo federal.

    O foco inicial da fiscalização do TCU eram as compras feitas pelo Poder Executivo durante o estado de calamidade pública. No entanto, “dificuldades e preocupações” concernentes à gestão da crise como um todo levaram o ministro Benjamin Zymler, relator do processo na Corte de Contas, a expandir o escopo de análise com o objetivo de “sugerir” ao Ministério da Saúde (MS) alguns “apontamentos para correção de rumos”, a começar pela atuação do Comitê de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE). Para o ministro Zymler, uma das principais unidades da estrutura de governança do MS para o enfrentamento da pandemia, se não a principal, “parece não estar exercendo o papel de articulação e coordenação (que lhe cabe) na prática”. O ministro foi elegante na crítica.

    O TCU também destacou o “enfraquecimento da função de comunicação” do governo com a sociedade pelo fim das coletivas de imprensa diárias, o que configura uma violação do Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo Novo Coronavírus. Sem o norte dado pelo poder central, tanto a sociedade como os governos locais ficam mais suscetíveis à inconsistência de informações sobre políticas públicas, o que, em se tratando de uma crise de saúde, é muito grave.

    Mais grave, porém, é a falta de critérios técnicos claros para o repasse dos bilionários recursos da União aos entes federativos, o que sugere que motivações políticas do presidente Bolsonaro podem ter preponderado na hora de definir para onde iria o dinheiro. Os casos do Pará e do Rio de Janeiro são os mais alarmantes.

    Os dois Estados estão entre os três com a maior taxa de mortalidade por covid-19 do País (31,4 e 28,1 mortos por 10 mil habitantes, respectivamente), mas estão entre os três que menos receberam recursos da União para enfrentar a pandemia. O que explica uma aberração dessas? As desavenças de Jair Bolsonaro com os governadores Helder Barbalho (MDB) e Wilson Witzel (PSC)? Será este o espírito que anima o presidente da República? É conhecido seu desdém pela gravidade da pandemia e sua diferença de visão, por assim dizer, em relação às ações de muitos governadores. Daí a ignorar a mortandade nos dois Estados e deixá-los com magros recursos vai uma enorme distância.

    Até o dia 25 de junho, menos de um terço dos R$ 39 bilhões que foram alocados ao MS para enfrentamento da pandemia – ou seja, R$ 11,4 bilhões – tinha sido utilizado pelo governo. Números que traduzem um inaceitável descaso.

    A má gestão pode ser mais perniciosa do que a escassez de recursos públicos. A boa administração de parcos recursos é capaz de produzir melhores resultados do que a incúria em cenário de abundância. Em situações de crise, como agora, o quadro é particularmente mais grave. No curso de uma emergência sanitária, malversação ou demora na alocação desses recursos em ações de socorro à população podem significar vida ou morte para milhões de pessoas. Diante disso, não surpreende que cada vez menos gente se mostre escandalizada pelo uso da palavra “genocídio” pelo ministro Gilmar Mendes, do STF.

    Desafortunadamente, o País é presidido por alguém inepto como Jair Bolsonaro no momento em que enfrenta a mais mortal crise sanitária em mais de um século. Uma tragédia dentro da tragédia. Nunca se saberá ao certo qual seria a história da pandemia de covid-19 no Brasil caso o presidente fosse outro, alguém minimamente cioso de suas responsabilidades, empático e capaz de inspirar e liderar seus concidadãos nesta hora grave. À Nação só resta refletir, amadurecer e evoluir no processo de escolha de seus líderes. É este o curso natural da democracia.

    • Meu caro dr.Ednei Freitas,

      Obrigado pelo seu texto elucidativo, crítico contundente, porém aliado à responsabilidade como cidadão e brasileiro, além de o senhor ser médico, um dos poucos percentuais que o país registra com curso superior completo.

      Logo, as suas postagens são sempre bem-vindas porque trazem consigo a verdade, a realidade dos fatos como nos afetam, prejudicam ou beneficiam.

      Neste caso, da pandemia, concordo plenamente que o presidente da República deixou muito a desejar, e conforme segue na sua conduta reprovável quanto ao combate que deveria ser o primeiro a travar contra o coronavírus.

      De fato, faz tempo que o Brasil carece de líderes incontestes, e não empurrados goela abaixo ou fruto de ocasiões, momentos, circunstâncias.
      Não temos tido um condutor que soubesse o rumo a seguir. Todos, sem exceção, são vítimas da corrupção, da política deplorável e deletéria, de interesses e conveniências pessoais e partidárias.

      Mesmo aqueles que tentam respirar fora desse sistema pernicioso não conseguem, pois a atração dos graves crimes contra o país os suga para dentro do mesmo buraco, impedindo que até as suas vozes sejam ouvidas.

      Sem eu querer ser pessimista incurável ou exagerado, afirmo que o Brasil não tem solução.
      Não do jeito que as elites, castas, poder econômico e constituídos, estabelecerem para o povo e nação.

      Jamais um país conseguirá se desenvolver com tantas injustiças sociais e protagonizadas pelo governo!
      Jamais uma nação sairá da sua situação de eterna dependência alheia, se alimenta a segregação, se contribui decisivamente para condenar à miséria milhões de cidadãos com a manipulação do Bolsa Família!

      Muito antes de ampliar essa esmola, essa indignidade, esse curral eleitoral, caberia o governo incentivar o trabalho, colocar para trabalhar essas milhões de pessoas que aguardam mensalmente por uns trocados como auxílio para viver.

      Muito mais fácil dar o alimento que ensinar a buscá-los, ganhá-los, que proporcionar ao cidadão que resgate a sua dignidade!
      Aliás, essa é a ideia principal dos governos que temos tido:
      um povo sem iniciativa, inculto, incauto, indigno, que se contente em receber uns trocados e cestas de alimentos básicos à sua existência.

      Nesse meio tempo, enquanto o povão agradece pela esmola, os poderes constituídos dividem entre si o país, as suas riquezas, arrecadações, e elaboram leis que os mantém impunes e protegidos de qualquer protesto a respeito de se manter leves, livres e soltos, após tantos crimes praticados contra o cidadão.

      Se precisávamos de uma situação que confirmasse o que alertamos há tempos, a pandemia tem sido exatamente o modo pelo qual somos considerados, ou seja, quanto mais morrerem, melhor!
      Sobra mais, é menos uma boca para dar de comer, é menos uma pessoa que precisará um dia de hospital e receber a sua aposentadoria!

      Por essas e outras, dr.Ednei, que venho escrevendo que não existe democracia no Brasil.
      Cabe ao povo, tão somente obedecer e outorgar poderes.

      Obrigado pela sua participação.
      Um forte e fraterno abraço.
      Saúde e paz.
      Cuide-se!

  6. jhomer,

    Há muito boato a respeito de Bolsonaro com os americanos, convenhamos.
    Seria insano da minha parte, se eu não reconhecesse os esforços da oposição em desmerecer o presidente, e além do que ele faz consigo mesmo!

    Na minha simples e já visão limitada pela idade, a tal vista cansada, o presidente criticado logo quando assumiu pelas queimadas na Amazônia, e reclamações que TRAIDORES PARLAMENTARES nacionais levaram para a Europa, como se Bolsonaro quisesse mesmo aniquilar com a Amazônia, o presidente decidiu mais ainda se aproximar de Trump, haja vista o repúdio da França, Alemanha e Noruega com relação à política nacional nesse particular.

    Mas, Bolsonaro é um homem de poucas luzes.
    Se imaginava que os americanos iriam nos ajudar pecuniariamente na proteção da região em tela, enganou-se, pois o mandatário americano é esperto, rápido, maldoso nas suas negociações, querendo muito mais ganhar do que sequer empatar!

    Portanto, Bolsonaro deve ter imaginado algo impraticável pelo Tio Sam para a Amazônia, tipo bases militares na Colômbia, no combate ao tráfico de drogas.
    Ora, qualquer tentativa francesa, alemã e escandinava de postularem a internacionalização da Amazônia, e teríamos os Estados Unidos como aliados em nossa defesa.

    Evidentemente que Trump não caiu na armadilha de Bolsonaro, até porque Deus não permitiu que o plano do nosso presidente desse certo, e não vejo outra forma de explicar esse acontecimento e essa maneira de, nós e eles, explorarmos a região, hoje a maior cobiça mundial!

    E se resgato Deus, diz respeito que Trump NÃO CONSEGUIRÁ SE REELEGER, o mesmo podendo acontecer a Bolsonaro e, sabe-se lá, como que os sucessores da dupla levariam esse acordo adiante.

    Outro abraço.

  7. Uma tarefa importante, ao menos para quem quer viver minimamente atualizado, é aonde buscar informações relevantes e confiáveis. Então vamos ao Google, googlamos. A verdade é definida pelos resultados principais da busca do Google.

    Isso tem acontecido com habilidades especiais, como a de se orientar no tráfego político. As pessoas pedem ao Google para que nos oriente no deslocamento deste domínio. Quando se chega num cruzamento nosso instinto nos diz “vire a esquerda, mas o Google Maps diz “vire a direita”.

    Primeiro vamos pela intuição a esquerda, então Lula e Dilma, roubalheira, descontrole e descalabro. Na próxima vez ouvimos o Google, dobramos a direita e nos damos de cara com Bolsonaro.

    Não é o Google que falha quando erramos. Somos nós que erramos, e no caso Bolsonaro o fracasso nosso é evidente.

    Gostava do Puggina tempos atrás. Contudo agora sua parcialidade é tão cristalina que me causa tristeza. Seu Google hoje é apenas criticar a esquerda, o discurso esvaiu-se em si mesmo, por incapaz de exercitar a critica a um governo de um imbecil populista.

    A propósito Chico, voltou bem melhor hein? Teu texto está admirável e assino de olhos fechados. Abraço, gauchão!

    • Meu caro amigo, Ricardo Miguel,

      Muito obrigado pelo comentário e elogios à minha pessoa, imerecidos, mas que me deixam alegre e animado.

      Até pouco tempo atrás, eu afirmava categoricamente que o pior presidente que o Brasil havia tido desde a Proclamação da República fora Collor de Mello.
      O confisco do dinheiro e poupança do povo, algo inédito na história, causou um atraso no país de mais de dez anos!

      Tivemos Lula, Dilma e, agora Bolsonaro.

      Preciso mudar o meu conceito sobre Collor, que segue sendo um péssimo presidente que tivemos, a meu ver.
      No entanto, o PT com o casal de bandidos que nos governou, e o ex-militar que atualmente nos preside, hoje é possível eu qualificá-los como indiscutivelmente os piores que esta nação viu e verá até o fim dos tempos!

      Se os petistas nos deixaram nus porque roubaram este país como jamais outra nação teve ladrões como o casal Lula e Dilma, Bolsonaro demonstra um desprezo pelo povo indescritível, absoluto, insofismável.

      Ha um ano e nove meses no poder, e escrevo para não deixar dúvida, o ex-deputado federal NADA FEZ em benefício do pobre, do miserável, do desempregado, e do analfabeto absoluto e funcional!
      NADA!

      Se fosse pelo menos um oportunista, situação que facilitaria esconder a sua incompetência e repúdio à população, mas sequer sabe usar essa condição inata do político, Bolsonaro é incomparável, é amedrontador, é um ditador cruel, um presidente nocivo, nefasto e pernicioso ao povo e país!

      Nesta sua conduta condenável, arrasta consigo, atrai para si, o mesmo tipo de pessoa, que sempre se julgou superior às demais, e acima de qualquer suspeita quanto aos seus valores e princípios, muitas vezes camuflados através da religião ou comportamento pessoal ou conceito sobre o ser humano, que julga invariavelmente estar à disposição dos poderosos.

      Existem mais Puggina pelo Brasil.
      Pessoas boas, seres humanos decentes, porém nos ignoram, nos desprezam, nada valemos porque nada somos.

      Um forte abraço, meu amigo.
      Saúde e paz.
      Te cuida, meu!

    • Prezado Delcio Lima,

      Grato pelo comentário.

      Escreveste uma frase interessante, que me saltou aos olhos:
      “Como estamos numa nova Idade das Trevas, a Ciência tem sido totalmente desprezada …”.

      Che, pura verdade!

      Se o mundo nunca antes experimentou tamanho desenvolvimento científico e tecnológico, inversamente tem sido a sua mente, a sua compreensão, a sua interpretação pela vida e por ele mesmo.

      Agora, quais seriam as causas para esse atraso mental?
      Que motivos poderíamos citar como responsáveis pela nosso retorno à Idade das Trevas?

      Pois olha, Delcio, eu começaria com a política;
      imediatamente os males dos homens que se julgam guias espirituais, então os religiosos, e poucas exceções;
      por fim, o nosso desdém, o nosso menosprezo pela país que nascemos, e falta total de união entre o nosso povo, o brasileiro.

      Resultado:
      temos criminosos que nos comandam através dos poderes constituídos;
      temos bandidos nos “orientando” sobre a fé;
      e somos maus para nós mesmos pelo que permitimos que nos façam, que nos roubem, explorem e manipulem.

      Abração.
      Saúde e paz.

  8. Prezado Chicão,

    Que lição!
    Que coça!
    O articulista Puggina, merecia uma surra de cinta.

    PQP!! Ele fala como se o Circo econômico não dependesse de pessoas. Vai entender?(!)

    Parabéns, meu caro amigo.
    Deu uma aula neste insensível!!

    Termino dizendo o que você disse anteriormente:

    MAS QUE BARBARIDADE, Che!!

    Muita paz e muita saúde!!

    • Espectro, meu amigo,

      Obrigado pelo comentário e participação.

      Agora, jamais eu teria intenção de surrar uma pessoa como Puggina.
      Em princípio porque eu não teria motivo, e depois porque assim como eu, ele tem o direito de pensar diferente.
      E, é claro, sei que usaste uma figura de linguagem, que escreveste uma metáfora, pois as tuas maiores características são a inteligência, a sagacidade, a tua visão da realidade do Brasil.

      Dito isso, caríssimo, penso que não podemos maias aceitar tão passivamente, que menosprezem a nossa vida;
      que digam, textualmente, que valemos pelo que comemos ou pelo que produzimos;
      que proteger as empresas ou morrer pelo emprego é nossa obrigação.

      Convenhamos, Puggina exagerou.
      O brasileiro pobre, miserável, desempregado … não pode ser avaliado dessa maneira tão pragmática, tão cruel, tão insensível.
      Somos mais que uma vaga no comércio, na indústria ou na prestação de serviços;
      temos os mesmos direitos dos ricos, das castas, das elites e dos poderosos do sistema econômico e financeiro que nos comandam.

      A vida não pode ser apenas para gerar lucro, e dinheiro para se sustentar.
      A existência é preciosa demais para tão pouco.
      A começar, que um casal de seres humanos pode gerar seres humanos, espia só o poder que temos, que nos aproxima do Criador!

      A mulher, por exemplo, “simplesmente” foi mãe do Filho de Deus!!!
      Pô, pelo menos, o gênero feminino poderia ter escapado do conceito de Puggina sobre nós.
      Mais:
      Ele, assim como todos nós, viemos através de um homem e de uma mulher – grande novidade essa que escrevi! -, logo, desprezar a vida é desprezar a si mesmo, o seu nascimento, o seu valor como pessoa!

      Mas, é aquela história, Espectro:
      Se queres saber quem é o opressor, dê-lhe poder, autoridade, e saberemos como agirá com o próximo.

      Grande abraço.
      Saúde e paz.
      Te cuida, meu!

  9. Renato,

    Jamais será patriota – repito, de modo a não causar dúvida:
    JAMAIS será patriota quem qualifica o território delineado daquele país como à frente do povo, do ser humano, da vida alheia!

    O lema de Bolsonaro:
    “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, quer dizer povo embaixo da terra!

    O bonito lema de Bolsonaro revela claramente que o povo, o cidadão, sequer são cogitados em seus pensamentos.
    “Brasil acima de tudo”, quer dizer que devemos nascer, trabalhar e morrer pelo país.
    “Deus acima de todos”, significa até mesmo abandonar a nós mesmos, e nos tornarmos tementes a Deus, e entregar-Lhe nossas vidas.

    Desaparece, no conceito do presidente, a espécie humana, o indivíduo, até mesmo a sociedade.

    Pensando bem, e de acordo com a lógica, portanto indiscutível, o lema conduz o povo para um tipo de comunismo radical, uma política que nos impede pensar, agir, elaborar planos de crescimento e melhorar a vida de cada um de nós.
    Somos escravos do país e, ao mesmo tempo, resignados perante o destino que Deus nos deu.
    Bolsonaro eliminou, por assim dizer, até mesmo o livre-arbítrio!

    Não podemos progredir individual e coletivamente, pois muito antes de nossas intenções e objetivos demarcados, a prioridade é o Brasil;
    Muito menos podemos contestar, questionar, buscar conhecimentos para que possamos ampliar nossos entendimentos sobre Deus porque sacrilégio.

    O lulopetismo foi muito eficiente junto aos estudantes – Ensino Médio e Universidades -, ao lhes incutir o socialismo e o comunismo, desde que seus bens patrimoniais, pais abonados, residências luxuosas, apartamentos de cinema não fossem utilizados para amenizar a falta de teto para os necessitados, evidentemente.
    Mas, formou um pensamento acadêmico quase que único, na clientela universitária.

    Bolsonaro quer mais:
    O presidente deseja que os brasileiros só pensem e vivam para o Brasil, e que sirvam a Deus permanentemente. Deixou para ser regulamentado, se primeiro devemos agir em prol do país ou de Deus ou vice-versa ou, então, nos horários de folga ou descanso ou nas refeições, quem será a prioridade, se Deus ou o Brasil.

    Eu, minha família, parentes, amigos, conhecidos, os que moram no mesmo bairro, cidade …. desaparecemos.
    Fim das amizades, das relações sociais, dos churrasquinhos aos fins de semanas, as festas de aniversários, casamentos … acabam.
    Quando não estamos trabalhando para o Brasil, temos de frequentar igrejas, templos, e rezar, clamar, suplicar, pedir a Deus bênçãos ao país.

    Ora, mas quem é o país?
    O que será o Brasil?
    Por que Deus nos criou com inteligência, por maior ou menor que esta se apresente?

    A primeira pergunta pode ser respondida da seguinte maneira:
    País é um determinado território social, política e geograficamente delimitado, habitado por uma população com cultura comum.
    Então o Brasil não pode ser dissociado da população, que tem uma cultura comum.
    Os seres humanos que vivem neste território precisam viver, preocuparem-se consigo mesmos.

    A segunda pergunta pode ser respondida como extensão da primeira, ou seja, o Brasil É O SEU POVO, e não isolado de seus habitantes.

    A última questão não é mais difícil de ser respondida, mas envolve uma condição que muitos não a possuem, crença.
    “Alguns creem que Deus tenha criado a humanidade para que o homem pudesse participar, pelo conhecimento e pelo amor, na vida de Deus.”

    O HOMEM É UM SER INTELIGENTE.
    Os animais não pensam, mas o homem pode pensar e expressar seu pensamento com palavras. Sabe calcular, contar, medir …; fabrica motores, descobre a eletricidade. Distingue-se dos demais seres por sua razão ou inteligência, que é um reflexo da inteligência de Deus. Os animais louvam a Deus sem o saber; o homem o faz sabendo… como pode decidir não louvá-lo sabendo e por ter inteligência!

    O HOMEM É UM SER LIVRE.
    Os animais se governam por instintos e não podem agir de outra maneira; as plantas regem-se por leis as quais obedecem cegamente. O homem pode escolher; pode fazer uma coisa ou outra; pode fazer o bem ou o mal, pode cumprir ou não as leis que o Senhor lhe deu. Deus lhe concedeu a faculdade de escolher livremente. Deus quis o homem livre.
    Ao querer o homem livre, significa que pode acreditar ou não em Deus, que não será se acredita que Ele exista ou não a sua salvação!

    O HOMEM FOI COLOCADO COMO ADMINISTRADOR NO MUNDO.
    Deus entregou o mundo ao homem para que o submetesse e transformasse. O homem pode domesticar os animais selvagens, desviar os rios, fazer saltar as pedras, cortar as árvores … Deus o quis assim. Sendo Deus o Dono e o Senhor de tudo, porque tudo criou e tudo lhe pertence, colocou tudo nas mãos do homem, para que este seja senhor e domine a terra. Nisto também se parece o homem com Deus, que lhe fez participar do dom de poder dominar sobre os animais, as plantas…, todo o mundo.
    Deus pode estar acima de todos, mas temos responsabilidades para com Ele:
    Cuidar do planeta;
    Cuidar da Sua criação;
    Cuidar de nós mesmos.

    O presidente se rebela contra as ordens de Deus, e nos quer comandar como se fôssemos animas amestrados e treinados para somente ter o país acima de nós mesmos!

    Mas, o lema de Bolsonaro revela falhas graves:
    Se a nossa obrigação é o país porque acima de tudo, o presidente nos engana, mente, nos manipula!
    Na verdade, existem pessoas, instituições, que estão acima do Brasil:
    Os poderes constituídos, as elites, banqueiros, as castas, e a intelectualidade nacional!

    Se Deus está acima de todos, o presidente errou de novo:
    Fosse como afirma e quer, Deus não daria ao homem o … Livre-arbítrio!
    A capacidade de escolha autônoma realizada pela vontade … humana!

    E, se fui feito do barro, o Criador ao assoprar para que a espécie humana tivesse vida, e esta existência seria demarcada pela vontade de opção, Deus está muito bem, obrigado. Não precisa de minhas orações ou tempo concedido às igrejas, templos, mesquitas, sinagogas …
    Preciso cuidar de mim, dos meus amados, desta espaçonave chamada Terra.
    E serei impiedosamente cobrado se eu falhar nessa missão, que não é rezar, ajoelhar, declarar o meu amor a Deus a todo momento, mas cuidar, proteger, preservar a espécie humana e a Natureza, que nos acolhem nesse planeta!

    Espécie humana acima de tudo!
    VIDA acima de todos!

    Abraço, Renato.
    Saúde e paz.
    Te cuida!

  10. Amigo Chico, como es generoso, quase me faz acreditar em virtudes. que não possuo.
    Vejo-te agoniado e ansioso para denunciar e explicar a miséria social que nos aflige, o que é um tanto complexo de analisar, mas singelo de sentir.
    Nossa sociedade atual, no meu entender, é o produto da cumplicidade de setores dominantes, oportunistas, aéticos, insaciáveis e insensíveis que nas última décadas se fortaleceram e blindaram, passando a praticar, cada vez mais descaradamente a democracia da exploração do homem pelo homem.
    Junto com a degradação política veio a degradação moral, a indiferença da classe média, financiadora do sistema, e a subserviência da massa empobrecida.
    Talvez, cidadãos como nos, poderiam, hipoteticamente, promover núcleos de resistência cívica e difusão de ideias de mudança, seria um trabalho árduo e complexo, sem garantia de sucesso e nesse caso, só sobra a solução de conflitos nacionais objeto de tantos capítulos da história mundial: A revolução armada, a guerra civil, uma desgraça que este país não merece.

    • Moreno, meu caro amigo,

      A História registra ascensões e quedas de impérios desde os primórdios da humanidade.

      Nenhum país ou rei conquistador resistiu ao tempo, ruíram, desintegraram-se:
      Babilônia, Egito, Romano, Otomano, Inglês, Francês, Holandês … cresceram e perderam depois as suas colônias.

      Até a presente data, o nosso país apenas foi colônia.
      Independente do Grito do Ipiranga, que não existiu, a Proclamação da República, substituindo o nosso Império frágil, e que estava sempre a serviço de Portugal, uma República que jamais deu importância ao povo, mas enaltecia a política de tal forma, que tivemos várias revoluções nesse particular, em consequência, milhares de vidas se perderam, citaste uma questão muito importante:
      ” … Junto com a degradação política veio a degradação moral, a indiferença da classe média, financiadora do sistema, e a subserviência da massa empobrecida …”

      Observa, Moreno, não existe menção na nossa história de apogeu, de crescimento, de desenvolvimento, mas de decréscimo, dependência, degradação política e, em consequência, o desdém à moral, à ética, que se espalhou (a degradação) por todas as atividades existentes!

      Portanto, essa depravação moral de hoje vem sendo construída há tempos.
      Tivemos raros homens que, se hoje fazem parre da história brasileira, deve-se às obras extraordinárias que fizeram, ao legado que deixaram.

      O povo jamais teve exemplos de altivez, de orgulho, pois sempre fomos subservientes ou subjugados pelos poderosos, na maioria das vezes à força, através de mortes incalculáveis.

      Evidente que essa situação chegaria um dia ao seu ápice, ao cume, à sua maior gravidade.
      Eis, então, milhões de pobres; milhões de miseráveis; milhões de desempregados; milhões de analfabetos absolutos e funcionais; milhões que morreram e ainda são imolados por uma saúde pública deficiente; milhões tombados pela violência.

      Nesse meio tempo, o governo se preocupa com a política, discursos demagogos, e total incompetência e insensibilidade para conduzir uma nação de desprezados desde a descoberta desse território!

      Quanto à guerra civil, respeitosamente, Moreno, discordo da tua opinião.
      Quando afirmo que não temos solução, que o Brasil não tem jeito, somente uma luta armada poderá purgar a nossa passividade, omissão e irresponsabilidade como cidadão, e reiniciar um país mediante novos valores e princípios, hoje simplesmente desconsiderados porque os exemplos de nossas autoridades são deletérios, desonestos, e tirá-las do poder somente à força!

      Que seria um massacre é indiscutível, pois as polícias civil e militar defenderiam os poderosos, assim como as FFAA estariam à disposição dos poderes constituídos.
      Mas, somos a maioria absoluta, e chegaria o momento que exército e policiais ou teriam de matar as suas famílias ou ficariam do nosso lado.

      A partir desse momento, o Brasil seria então reconstruído!

      Abração.
      Muita saúde e paz, parceiro.
      Te cuida, meu!

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