Bolsonaro ainda acredita que o mercado voltará ‘a comer na mão dele’ contra Lula

Charge do Dia - Jornal de Brasília

Charge do Emerson Lopes (Jornal de Brasília)

Vicente Nunes
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro reconhece, em conversas com aliados, que perdeu boa parte do apoio dos agentes econômicos, mas acredita que, numa disputa em segundo para a Presidência da República em 2022, entre ele e Lula, o mercado financeiro “vai comer na mão dele”, segundo um interlocutor.

 Para o presidente, na última hora, operadores do mercado, que hoje estão decepcionados com o governo, vão se conscientizar de que a volta do PT ao governo não seria boa para eles. Então, mesmo a contragosto, o apoio a Bolsonaro ficaria explícito na hora certa.

QUESTÕES IDEOLÓGICAS – A aposta de Bolsonaro é de que a ala radical de direita do mercado pensa como ele, especialmente nas questões ideológicos. Então, contra Lula, não será difícil reaver o apoio perdido temporariamente. Bastará encampar um discurso de austeridade fiscal contra a fala de Lula de Estado em de abrir os cofres públicos em dos pobres.

Ainda é cedo para saber se Bolsonaro está certo em suas previsões. Mas já se pode dizer que o presidente deu um gostinho para o mercado do que pretende fazer na campanha de 2022 ao defender a privatização da Petrobrás, um sonho acalentado desde sempre pelos radicais de direita.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Vicente Nunes, editor-executivo do Correio Braziliense, é um dos jornalistas mais importantes de Brasília, com preciosas fontes espalhadas pelos três Poderes. Sobre esse possível apoio no mercado do futuro, digamos assim, Bolsonaro pode fazer como Martin Luther King é dizer que tem um sonho. Fica bonito, até porque sonhar ainda não é proibido. Mas na verdade os líderes do mercado – o pessoal da Faria Lima e da Paulista – estão à procura da terceira via, preferem alguém que seja confiável, ou melhor, um candidato que se coloque como o oposto de Bolsonaro e Lula. O resto é folclore, como diz nosso amigo Sebastião Nery. (C.N.)   

8 thoughts on “Bolsonaro ainda acredita que o mercado voltará ‘a comer na mão dele’ contra Lula

  1. O Sr.Mercado está a procura de um candidato que consiga enganar o cidadão com suas falácias e caso eleito, continue seguindo sua cartilha, dilapidando o Erário e ferrando a nação. Derrepente Sérgio Moro seria uma boa opção, pois em Bolsonaro ninguém acredita mais.

  2. Ah o Mercado! Madalena arrependida!
    Fazer o que?
    Para começar afogar aqueles patinhos amarelos e não se fala mais nisso.
    Para fabricar um candidato em apenas um ano não dá. E agora?
    Pensando bem lá no fundo até que Lula é um cara maneiro!

    • Pensando bem lá no fundo até que Lula é um cara maneiro

      Com certeza, muito maneiro, que o diga o caminhão de dinheiro derramado no pitó da Friboi…..

  3. O mercado prefere um Alckmin, Meireles ou amoedo ao Bolsonaro? Sem dúvida, mas entre ele e qq opção à esquerda, eles estão fechadíssimos sim com o mito, através do safado do Paulo Guedes.

  4. estamos em momento econômico pior do que já estava ainda lá no governo Dilma, continuado no governo Michel que só fez reformas no lombo o povo e que foi ainda mais intensificado na nessa era Jair e tudo com grande respaldo dos ‘faria limers’,alguém da terceira via vai querer apoio destes? Jornalistas experientes que conhecem bem nossa história política sabem que 80% do povo vota com o bolso unicamente: se a economia estiver bombando reelegem fácil o político, mas no descalabro como estamos vivendo, votarão com força total no que for identificado como opositor de Jair. Chapa Ciro/Moro mexeria bem com o atual cenário ,mas creio difícil acontecer.

  5. O que o Genocida fala, em parte, pior que é verdade, num cenário de segundo turno dele contra o Molusco. Senão vejamos.

    A relação EUA x Brasil no período de governo do PT passou a ser se desconfiança e sabotagem daquele em relação ao nosso país.
    Isso ocorreu pela política exterior que o Brasil adotou à época, além de querer participar com protagonismo de negociações de pacificação em conflitos regionais até então restrito à alguns liderados pelos EUA e Europa, tem ainda de acordos comerciais, ou não, com países não alinhados, ou parcialmente num ou outro tema, apenas, aos interesses dos norte-americanos.
    Tivemos prova disso com o conteúdo vazado no Wikileaks acerca do interesse no monitoramento de chefe de estado, empresas públicas e sociedade de economia mista ou com participação minoritária em ações do governo feito pela CIA, pela NSA…
    Muito do que a lavajato apresentou foi narrativa que seus integrantes construíram sob orientação norte-americana, quando da viagem dos agentes brasileiros para um “estágio” com agentes de lá dos EUA. E muito é ficção – coisa que os americanos entendem bem, vide as produções de filmes, séries e desenhos… infelizmente tudo isso negado pela direita brasileira, que se serviu de expediente odioso para retomar o poder.

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