Bolsonaro defende aliados do “gabinete do ódio”, nega ataques e reclama ser vítima de “perseguição”

Bolsonaro não convence ao defender rede de intrigas

Tiago Aguiar, Pedro Caramuru, Gregory Prudenciano e Daniel Galvão
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira, dia 9, que as acusações que funcionários próximos a seu gabinete produzem conteúdo com discurso de ódio são parte de perseguição e tentativas de desgastar o seu governo.

O presidente usou boa parte de sua transmissão semanal para criticar a derrubada de páginas e perfis do Facebook de aliados, sem criticar a empresa diretamente. “A onda agora é para dizer que as páginas da família Bolsonaro e de assessores, que ganham dinheiro público para isso, promovem o ódio. Eu desafio a imprensa apontar um texto meu de ódio ou dessas pessoas que estão do meu lado”, disse.

APOLOGIA – Bolsonaro usou parte da transmissão para mostrar postagens de adversários que faziam apologia a sua morte e não comentou as investigações que mostram transmissões coordenadas de conteúdo falso. “Tentam no tapetão o tempo todo derrubar a chapa Bolsonaro-Mourão, ou desqualificar ou desgastar o governo, mas não apresentam uma prova sequer”, afirmou.

O Facebook anunciou nesta quarta-feira, dia 8, que derrubou uma rede de contas e perfis ligados a integrantes do gabinete do presidente, a seus filhos, ao PSL e aliados. A plataforma identificou pelo menos cinco funcionários e ex-auxiliares que disseminavam ataques a adversários políticos de Bolsonaro e conteúdo com desinformação.

“GABINETE DO ÓDIO” – Nessa lista está Tercio Arnaud Thomaz, que é assessor do presidente e integra o chamado “gabinete do ódio”, núcleo instalado no terceiro andar do Palácio do Planalto. O presidente ainda invocou a liberdade de imprensa para defender a manutenção de conteúdo favorável nas redes sociais de forma geral.

“O que que é ódio? Me apresentem um texto que tenha saído numa mídia social qualquer minha, batendo no Legislativo ou no Judiciário, o que for. É lamentável o que vem acontecendo, nós não podemos perder essa liberdade de imprensa. Isso me elegeu Presidente da República”, disse.

CLOROQUINA – Com uma caixa de cloroquina sobre a mesa, o presidente também disse que começou a tomar a medicação antes de receber o resultado positivo para a covid-19. Bolsonaro tem defendido o uso do medicamento, apesar da falta de evidências científicas que comprovem a eficácia contra o novo coronavírus.

O presidente também disse ter conhecimento que nenhum remédio tem comprovação científica contra a covid-19 e negou estar fazendo propaganda do medicamento. “Quem não quiser tomar a cloroquina, que não tome, mas não fique querendo proibir”, disse e em seguida desafiou os críticos do medicamento a apresentarem uma alternativa.

12 thoughts on “Bolsonaro defende aliados do “gabinete do ódio”, nega ataques e reclama ser vítima de “perseguição”

  1. Essa picaretaiada já deu no saco, tá mais do que na hora de apertar o botão da descarga e mandar tudo para o esgoto. Já roubaram a cena do Leão, agora, ao que parece, querem roubar o discurso do Lula: “eu não sabia de nada”, “estão me perseguindo” . Fala sério, Bussunda. Que país é este, Renato Russo ?

  2. Eu também concordo com Bolsonaro como sendo absurda a perseguição perpetrada a ele e mais absurdo ainda titular como “gabinete do ódio” o que na prática deveria ser intitulado como “gabinete paz e amor”. De fato uma perseguição antidemocrática a seu primoroso governo, que avança com excelentes decisões nas áreas de saúde, educação, meio ambiente e econômica – inclusive nesse último caso quanto a imperiosa necessidade de voltar com algo similar a CPMF, afinal alguém tem que pagar pela não cobrança tributária justa sobre o sistema bancário e as grandes fortunas. Outro absurdo é a resistência de toda a ciência mundial quanto ao uso indiscriminado de cloroquina e hidroxicloroquina no combate a covid, afinal o mandatário supremo do nosso país aprova, se ele aprova tá aprovado e ponto final. Por último quero deixar expresso aqui a minha indignação pela infestação de esquerdopatas na TE.

  3. Bolsonaro não tem razão ao dizer que “as acusações que funcionários próximos a seu gabinete produzem conteúdo com discurso de ódio e Fake News são parte de perseguição e tentativas de desgastar o seu governo”, no caso as Fake News e conteúdos de ódio e reprodução por robôs de mensagens de ataque a seus adversários ou supostos adversários. Qualquer um, mesmo que militar de alta patente, que discorde das ideias e desejos de Bolsonaros são atacados como sendo seus adversários, com postagens abjetas.

    Esta investigação é internacional, apartidária, retirou sites mentirosos e difamatórios tanto de esquerda quanto de direita ou de qualquer ideologia no mundo todo, sediada nos EUA, por uma comissão de fiscais contratados pelo próprio Facebook, este pressionado por patrocinadores anunciantes do Facebook em vários países, que ameaçaram tirar seus anúncios no Face. Do Brasil, os analistas da comissão de auditoria contra as Fake News e mensagens de ódio, inclusive, deletaram postagens do PT , pela comissão montada nos EUA , bem como o de partidos políticos e cidadãos comuns e robôs em todo o mundo. E também as mensagens robotizadas do “Gabinete do Ódio”, montado no Palácio do Planalto, também foram deletadas, por causa de conteúdo difamatório e mentiroso contra adversários e supostos adversários do Presidente da República e seus três filhos patetas e criminosos (Os três patetas !)

    Esta cantilena de Bolsonaro é mais uma Fake News, deliberada, para mais uma vez iludir seu público e demais brasileiros que não o apóiam, mas é uma cantilena que não cola, porque não se trata de perseguição nem há participação de brasileiros entre os componentes da comissão de auditoria, para filtrar e eliminar Fake News, discurso de ódio, racismo, nos quatro cantos do mundo onde há alcance e uso do Facebook.

  4. Você percebe que uma pessoa odeia o Brasil quando ele passa ar de apoio ao país e se coloca como “aquele que vai tirá-lo do buraco”, “trazendo a moralidade”.

    Pessoas que passam essa imagem você vê na esquerda, direita liberal,…

    Lularápio, família Boçalnaro, direitistas e liberais americanizados,…fazem isso o tempo todo.

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