Bolsonaro desconversa sobre indicações políticas para cargos do governo : “Não sei, pô”

Charge do Adnael (humorpolitico.com.br)

Gustavo Uribe
Folha

No momento em que ensaia uma aproximação com os partidos do centrão, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não descartou nesta quarta-feira, dia 22, a possibilidade de aceitar indicações políticas para cargos do governo.

Na entrada do Palácio da Alvorada, onde parou para cumprimentar simpatizantes, o presidente disse não saber se manterá a atual política de preenchimento de cargos de segundo e terceiro escalões.

PASSADO POLÍTICO – “Não sei, pô”, afirmou. “Todo mundo que está em Brasília tem um passado político. Foi filiado, foi simpático ou já trabalhou em algum governo.” Bolsonaro ressaltou que há milhares de cargos em segundo e terceiro escalões.E que, por isso, não tem condições de saber quem entra e quem sai.

“Eu troco um cara no Piauí. Aí, ele tinha filiação com um partido, que é simpático a nós. Pronto, já falam que eu dei um cargo para o cara”, afirmou. “Eu não fico perseguindo ninguém por ser de tal partido”, acrescentou.

BASE ALIADA – Na tentativa de montar uma base aliada, o que rejeitou durante todo o seu primeiro ano de mandato, o presidente avançou na semana passada na negociação com partidos de centrão e, nesta semana, iniciou conversas também com o DEM e com o MDB.

Durante toda a campanha eleitoral, o presidente tinha afirmado que sua administração não teria loteamento de cargos em troca de apoio no Poder Legislativo, promessa que ele tem sinalizado que pode descumprir agora.

REFORMA – Na rápida entrevista, Bolsonaro disse ainda que não avalia fazer uma reforma ministerial neste momento e que não pretende recriar o Ministério do Trabalho para acomodar o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.

“Não está prevista [reforma ministerial]. Só se algum ministro quiser sair”, afirmou. “No momento, eu não pretendo trocar ninguém”, acrescentou. O presidente disse que faz dois anos que não conversa com Jefferson e ressaltou que não avalia dar um cargo a ele na administração federal.

“Vocês falaram que eu ia recriar o Ministério do Trabalho. Quem inventou isso aí? A última vez que eu conversei com Roberto Jefferson eu estava em um lugar qualquer do Brasil. No aeroporto, eu conversei com ele. Tem uns dois anos que não converso com Roberto Jefferson”, afirmou Bolsonaro.

10 thoughts on “Bolsonaro desconversa sobre indicações políticas para cargos do governo : “Não sei, pô”

  1. “Que raio de democracia é essa que nos impõe apenas duas opçõe$ nas urnas: a ruim e a pior. Filhota do sistema podre que tb só nos impõe duas opções: ditadura militar ou ditadura partidária, dois sacos da mesma farinha vencida. Tanto é assim que Bolsonaro representa as duas ditaduras: a militar e a partidária, as duas vias do sistema podre, que, na moral e no jogo limpo, não resistem sequer a um debate à luz do sol com a Terceira Via de Verdade, que é a Democracia Direta com Meritocracia. E, por tudo isso, Bolsonaro tornou-se até uma figura emblemática, que passa a ser enigmática quando em frente ao QGM, cercado de faixas pedindo a volta do famigerado AI-5, discursa dizendo que “agora é a vez do povo no poder ”. E que raio de “poder do povo” é esse que o Bolsonaro fala ? Será que é aquele que o povo pediu nas ruas do Brasil em Junho de 2013, aos gritos de “sem partidos, sem golpes, sem violência, basta, chega dos mesmos, vocês não nos representam, democracia direta já…” ? Portanto, a menos que Bolsonaro explique a contento o que seja esse seu “agora é a vez do povo no poder ”, restará muito claro que trata-se de um charlatão, psicopata, camaleão, velhaco, mentiroso, bravateiro, sofista, etc., ou seja, a síntese da sinopse, do resumo, do esquema, do sistema político podre, forjado pelas ditaduras militar e partidária, que perfazem a plutocracia putrefata, com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocracia, com prazo de validade vencido há muito tempo, que, à evidência, está sofrendo de um problema muito sério de junta, que implica em juntar tudo e jogar no lixão da história do Brasil, para que o conjunto da população possa conviver em paz. http://www.tribunadainternet.com.br/bolsonaro-fracassa-com-presidente-mas-confia-que-vai-se-dar-bem-como-ditador/?fbclid=IwAR0F_wA-Kxs_WVjrt5eQFQKxC1vOB0QfaHaX62ttpatwwRqhS9kSgCtbPKg

  2. Muito presidencial esse seu “Não sei, pô”.
    Não dão educação formal boa universal e ainda não dão bom exemplo. Esperar o quê desse Brasil.
    Nosso futuro vai ser comer capim gordura!

  3. KKK para quem se elegeu dizendo que era contra tudo o que estava aí, já começou a se contradizer. Conversa com um, depois com outro, aí nega que conversou, se faz de bobo mas está dando continuidade a tudo o que sempre houve de ruim na nossa política. Este boçal ressuscitou a lei máxima que sempre regeu a nossa política, a Lei de São Francisco.

  4. Mídia desconversa e não noticia as fugas dos presos beneficiados pelo STF:
    Outro traficante, condenado a 100 anos de prisão, rompeu a tornozeleira e fugiu após ser beneficiado com o regime de prisão domiciliar.
    Gerson Palermo, de 62 anos, tem um longo histórico criminal, incluindo o sequestro de um avião da Vasp, também é uma das lideranças do PCC.
    Ontem já havia fugido o líder do PCC no Paraná, o narcotraficante Valacir de Alencar beneficiado ontem mesmo com o regime de prisão domiciliar. Ao deixar a cadeia, rompeu a tornozeleira e desapareceu.

    Por que a imprensa não cobra explicações do ministro Dias Toffoli, que expediu a recomendação de relaxamento prisional via CNJ?

    • Aranha, na verdade não querem que a verdade venha a tona, essa é a tônica do jornalismo desde sempre pois não podem preder a grana, mas agora o item em desacordo é o leitor que ficou um pouco menos otário.

    • E desde quando Recomendação do CNJ é ato executivo?
      Tem natureza de recomendação para uma ampla gama sendo que o caso concreto é do juiz a competência de analisar e liberar ou não.
      O que ocorre é que o juiz e a Imprensa atribuirão a culpa sempre ao CNJ, STF etc.

  5. É que ele ainda não sabe o que o guru vai dizer. Ainda não falou c o 01. O 02 está acupado planejando manifestações. O 03 vai consultar a milícia para depois se posicionar.

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