Bolsonaro e os generais pensam (?) que podem governar sem apoio do Congresso

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Carlos Newton 

A coisa está feia em Brasília e caminha para um impasse. O governo parece ser autocarburante e inventa uma crise atrás da outra. O presidente Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes não podem ver um microfone que imediatamente começam a dar as declarações mais desagradáveis e enlouquecidas, que fazem inveja a Lula da Silva e Dilma Rousseff, verdadeiros especialistas no gênero.

O respeitável público já está até acostumado Mas desta vez foi o general Augusto Heleno, que imitou Bolsonaro e Guedes, também falou o que não devia e abriu mais uma baita crise com o Congresso, totalmente desnecessária.

PALPITE INFELIZ – Estreante em política, o chefe do Gabinete de Segurança Pública (GSI) do governo Bolsonaro, ao invés de estar cuidando da movimentação dos caminhoneiros, que articulam uma nova greve, resolveu recomendar que o governo não ceda às chantagens do Congresso. Foi um palpite infeliz do general Augusto Heleno, que conseguiu uma façanha – uniu o Congresso inteiro contra ele.

A inabilidade do militar foi surpreendente, porque o que ele chama de “chantagens”, na verdade é um acordo a respeito do controle da ordem de execução de R$ 46 bilhões em emendas parlamentares, que são um direito conquistado pelos congressistas para beneficiar suas bases de apoio com verbas para obras.

O acordo entre Executivo e Congresso manteria vetado um trecho que explicita a punição ao gestor que não seguir a ordem de liberação de emendas imposta pelo Parlamento, mas devolveria aos parlamentares o controle sobre mais de R$ 30 bilhões.

DIVERGÊNCIAS – A votação não ocorreu, porém, por divergências quanto ao texto final de um projeto de lei que deveria ser enviado pelo Executivo para selar o acordo, que devolvia ao governo o controle sobre R$ 10,5 bilhões.  Mas um grupo de senadores foi contrário ao acordo e defendeu que o governo deveria definir a execução de todas as emendas parlamentares, e não só uma parte delas, uma reivindicação óbvia, do interesse de todos os parlamentares, de situação ou oposição.

Conversando, o Planalto e o Congresso logo chegariam a um entendimento e a vida seguiria em frente, como dizia João Saldanha. Mas as declarações de Heleno entornaram o caldo.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, bateu pesado e acusou o ministro Augusto Heleno de ter virado um ‘radical ideológico contra a democracia’. Outros deputados e senadores também caíram em cima, ameaçando convocar o general para prestar declarações, que seria uma situação horrível.

BASE ALIADA  – O problema é grave porque o governo Bolsonaro está tentando o impossível – governar sem ter uma forte base aliada. Os diversos exemplos existentes não são levados em conta. Não adianta ter alta aprovação popular sem ter maioria no Congresso. Isso ficou provado no governo de João Goulart, pois não havia entrosamento entre as facções que o apoiavam – Frente Parlamentar Nacionalista, liderada pelo deputado Sérgio Magalhães, a Frente de Mobilização Popular, criada pelo governador Leonel Brizola, e a Frente de Apoio às Reformas de Base, formada pelo ministro Sant Tiago Dantas.

Outros presidentes também não conseguiram manter uma forte base a- aliada e perderam o poder, como Jânio Quadros e Fernando Collor. Mas Itamar Franco fez o contrário. Reuniu todos os partidos, disse que sem o apoio da maioria não aceitava assumir o poder, e assim conseguiu fazer o melhor governo depois de Juscelino Kubitschek, que também teve maioria no Congresso, na coalização PSD-PTB.

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P.S. –
O que circula em Brasília é que Bolsonaro e sua trupe estão costeando o alambrado da democracia, como dizia Leonel Brizola. Com seus repetidos atos provocativos, parecem estar sonhando com um novo 31 de março, sem entenderem que a História só se repete como farsa. (C.N.)

19 thoughts on “Bolsonaro e os generais pensam (?) que podem governar sem apoio do Congresso

  1. CN, bom dia.
    Não é bem isto.
    A verdade é que o crápula, gordo, balofo, sem caráter, lidera uma corja que combina algo, e faz outro.
    Orientou, por trás, para os bandidode, asseclas, tentar destruir o acerto, e este animal, Maia, ficar bem.
    Daí e reação de raiva do Maia, após o comentário do Heleno, desmascarando este crápula.
    E, queiram ou não, o jogo agora, com o Braga Netto na cena, é mais pesado.
    Estes generais não defendem interesses próprios.
    Somente, o interesse nacional, do Brasil.
    O famigerado congresso, o não menos stf, são pocilgas, covil de marginais, onde o Maia, para ficar bem, atende as benesses de vários.
    E os dele, abusando do uso dos aviões da FAB.
    Deve estar pensando como irá enfrentar, enfrentar, é a palavra, quando acabar, no final do ano, já que não tem coragem moral, muito menos, física.
    Falar a verdade, tão somente.

    • Seu Newton se esqueceu que quem tem canhão pode decidir quem tem razão. O problema é que atualmente, devido a um período longo de cafezinho fresco na cantina e quadras de basquete nos intramuros dos quartéis fez desaparecer a necessária testosterona dos nossos generais e coronéis.

  2. As pessoas dentro do governo, independentemente de sua origem, deveriam praticar a política do entendimento. Afinal de contas, temos poderes independentes e cada qual com suas atribuições. Se militares agirem como se continuassem em quartéis, não servem.

    Aliás, se tais militares querem o bem do Brasil, deveriam agir como patriotas, defendendo o que é bom ao povo em geral e não somente as vantagens corporativistas (vejam o caso das aposentadorias dos militares).

  3. o gordo execrável chantageador da democracia é tão venal que está presente na lista da odebrecht sob a alcunha botafogo.
    não vale nada e teve muitos poucos votos para ficar no cargo que ocupa.

  4. “A coisa tá feia, a coisa tá preeeta, que não for filho de Deus, tá na unha dos Capeta$.”, como cantou o rei da viola. O Brasil entre a cruz e a caldeirinha. O Brasil não quer a voltar da famigerada ditadura militar, que tb sentou gostosamente no colo do capital velhaco e depois de usada foi descartada no lixão da história do Brasil, mas o Brasil não quer tb o continuísmo do congresso podre, ou seja, o Brasil está cansado e esgotado da disputa de poder entre o golpismo ditatorial e o partidarismo eleitoral, manivelados pelos tentáculos, velhaco$, dos me$mo$, que tocam o terror no Brasil há 130 anos, pela direita, pela esquerda e pelo centro, enquanto primeira e segunda vias do sistema político podre dos me$mo$, que não representam o povo coisa nenhuma mas, isto sim, apenas os seus próprios interesses em primeiro lugar, agindo sempre em causa própria, infeliz e desgraçadamente, mentindo que são a expressão da democracia, quando na verdade todos sabemos que eles representam isto sim a plutocracia putrefata com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocracia fantasiada de democracia só para enganar a tola freguesia, que sobrevive no poder em estado de guerra tribal, primitiva, permanente e insana, por dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, à moda todos os bônus para ele$ e o resto que se dane com os ônus, dos quais nos tornamos todos vítimas, reféns, súditos e escravos, muitos de nós acometidos pela famigerada “Síndrome de Estocolmo”, sem saída pelos velhos caminhos. Daí a necessidade imperiosa do Novo Caminho para o Novo Brasil de Verdade, a Terceira Via de Verdade, que já se afeiçoa improrrogável e inadiável, como propõe a RPL-PNBC-DD-ME, o Projeto Novo e Alternativo de Política e de Nação, porque evoluir é preciso, e, sobretudo, porque urge descortinarmos novos horizontes para a nação e a população que, em sã consciência, não aguenta mais o continuísmo da mesmice dos me$mo$ que nos usam e nos abusam há 130 anos.

  5. Um regime militar antinacionalista ao extremo.

    Entreguista, traidor dos interesses nacionais.

    Pseudonacionalistas…

    “A cara nem treme!!!”

    (Des)Governador-Geral da maior colônia de Trump.

  6. Botafogo, o barrão que engordou comendo a grana suja da OAS, não tem moral para bater em ninguém. Sempre andou nas costas de outros, até o momento da picada final: traiu o Bornhausen, o Temer e agora, com apoio dos corruptos e 50 Kvotos, quer comandar o Brasil. O general criticou os “chantagistas” … ele prontamente vestiu a carapuça.

  7. Não tem mocinhos nessa história toda! Só bandidos, desequilibrados, psicopatas e outros de qualificação igual ou pior.
    Mas pelo menos uma coisa o general Augusto Heleno falou certo. Em tom de desabafo inquiriu, por que eles não mudam a Constituição e implantam o Parlamentarismo?
    Esse é o ponto principal. Esse regime já deu oq que tinha dar. A maior parte das vezes, irresponsabilidade, cafagestagem, crises e mais crises. Mais uma vez nos aproximamos de um impasse: De um lado o Congresso e boa parte de grupos sociais loucos para promoverem mais um impeachment, seria o 3º em menos de 30 anos. De outro lado, o buraco dessa vez é muito mais embaixo: É muito dificil promover um impeachment aonde a maior parte do governo é composto de militares. Aliás alguns integrantes desse governo, diga-se de passagem não foram militares que tem por formação obrigação de terem um minimo de juizo, já expressaram claramente o desejo de ressuscitar atos como o AI-5 e outras excrescências do genero. Até o momento, para nossa sorte nenhum dos 2 lados teve força para conseguir impor seus desejos. Vamos rezar para até 2022 nenhum deles consiga, e rezar mais ainda para que finalmente o povo consiga escolher um presidente mais qualificado e mais equilibrado. E se um novo presidente for mais equilibrado e qualificado é de se esperar que seja capaz de propor uma emenda constitucional estabelecendo o parlamentarismo que apesar de não garantir que nunca mais o país possa cair nas mãos de desqulificados e/ou de psicopatas, pelo menos dificulta em muito essa possibilidade.
    E apesar de a principio um assunto não ter nada a ver com outro, no fundo tem muito a ver si. Toda essa loucura que estamos vivenciando no Ceará tem muito a ver com todo esse imbroglio federal. Na verdade uma atitude de um governador de quem a gente tanto esperava em termos de equilibrio e responsabilidade fiscal , com sua decisão de dar aumento de mais de 40% para policiais, parece que abriu uma verdadeira caixa de Pandora em outros estados. Por incrivel que pareça, a assembléia de Minas Gerais, espalhando esse aumento para todo o funcionalismo, praticamente inviabiliza essa loucura num estado que não consegue pagar em dia os salários do funcionalismo, como é que vai ter condições de dar aumento de mais de 40% ainda que escalonado. Não resta outra opção para o governador Zema a não ser vetar essa loucura. Governador Zema, que decepção ! ATÉ TÚ, ZEMA????

  8. Bolsonaro precisa ser mais democrático.
    Foi diminuindo o fundo eleitoral que ele começou a se tornar um ditador.

    -Bolsonaro, seja democrático, meu filho! Deixe o Congresso torrar o nosso dinheiro em paz!

  9. KKK não entendo como é que este presidente de faz-de-conta não sabe como lidar com gente como o Nhônho e o David? Como, já se esqueceu de como se faz o tal “jogo político”? De nada adiantam gritos histéricos, ofensas, agressões e grosserias, felizmente as nossas instituições estão funcionando, mal e porcamente mas ainda funcionam. Será que não há ninguém que consiga fazer este presidente de faz-de-conta parar de dar tantas mancadas?

  10. Pra ficar bom só precisa o Bolsonaro cair nas suas pataquadas e o Mourão assumir a presidência, aí vão colocar o Nhonho no lugar dele.

    O cara é o mais astuto e sujo que tem lá dentro, estampa o cargo de chefe do congresso, não se expõe e consegue o que quer. Paga de bom moço. Pensa que é primeiro ministro.

    Há uma linha muito fina entre governar com base e trocar favores, que historicamente sempre aconteceu. Na prática, a farra no congresso é mantida graças a tais “apoios”, comprados com nosso dinheiro. Os deputados estão se lascando pro pagador de impostos, o Nhonho vem com aquele discurso de “a democracia está em risco”, quando na verdade ele defende interesses próprios e dos seus.

    Estamos cada vez mais reféns de bandidos. Lamentável…

  11. O diálogo e a negociação política entre a Presidência da República e o Congresso Nacional é a base da democracia. Sem isso, sem o convencimento do adversário ou do aliado político, sem a persuasão, não há política (que vem de pólis, cidade em grego), a democracia ruirá, como ruiu em 1º/4/64. Eu que sou um admirador do Governador Brizola reconheço, assim como ele próprio reconheceu, que estava errado em 64, quando pregou no comício de 13/3 o fechamento do Congresso. A própria adoção do parlamentarismo em 61 havia sido um erro que culminaria com a ruptura institucional menos de três anos depois. Se não aprendermos com os erros do passado, não teremos futuro. Mas, infelizmente, creio que seja disso que se trata: ausência de futuro.

  12. Alverga,

    O problema não é o povo aprender com os acontecimentos do passado, mas os nossos poderes constituídos insistirem em continuar incompetentes, corruptos, desonestos e irresponsáveis.

    Aliás, aprendemos a duras penas, pois o nosso castigo é o desemprego, a miséria, a pobreza, a falta de saúde, educação e vida insegura.

    Nossos “professores” que divulgam como deve ser na teoria, agem diferentemente na prática, então nos iludem, manipulam e mentem, que somos nós que ainda temos de aprender!!!

    Mas quando que este maldito curso terminará?

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