Bolsonaro joga as últimas fichas, ao garantir que a pandemia será menos grave do que a gripe H1N1

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   Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Carlos Newton  

Por pior que seja, tudo que é negativo traz algum ponto que pode se transformar em positivo. No caso de Bolsonaro, a pandemia se transformou em calamidade pública, o governo então vai ter mais verbas para atacar o problema, justamente quando a economia começava a fraquejar, depois de Henrique Meirelles encarar dois anos de recessão e conseguiu tirar a economia do vermelho, entregando PIB positivo de 1,3% em seus dois anos de gestão na Fazenda.

O supostamente  genial Paulo Guedes assumiu a Economia no embalo de uma eleição que encheu o país de esperança. O Congresso apoiou o governo e aperfeiçoou a reforma da Previdência, a Bolsa de Valores viveu as maiores altas de todos os tempos , os astros mostravam uma conjuntura favorável, podem perguntar ao ex-astrólogo terraplanista Olavo de Carvalho. Mesmo assim a economia não deslanchou e o PIB encolheu para 1,1%, apesar de ter havido uma certa maquiagem nas exportações, mas isso é outro assunto.

INFERNO ASTRAL – Vida que segue, diria João Saldanha, e o governo entrou em inferno astral, porque nenhuma pessoa de bom senso pode considerar normal o comportamento desequilibrado da família Bolsonaro e de sua ala tida como ideológica.

Hoje, no apoio incondicional ao presidente só restaram os fanáticos, aqueles que consideram que se trata do melhor governo de todos os tempos, no estilo do personagem professor Pangloss, criado pelo genial e irreverente Voltaire em seu miniromance “Cândido ou o Otimismo”.

Mas é preciso lembrar que foi também Voltaire que cunhou  uma das mais importantes frases da política: “Os homens erram, os grandes homens confessam que erraram…”

TOTALMENTE EM DESUSO – Aqui no Brasil este ensinamento caiu em desuso. Não há político que confesse que errou, especialmente o atual presidente Jair Bolsonaro, que se dedica a errar diariamente e depois persistir no erro.

Neste domingo, Bolsonaro deu novamente mostras de desequilíbrio administrativo e emocional, em entrevista à TV Record. Mais uma vez  o presidente desqualificou a atuação de seu ministro da Saúde, Henrique Mandetta, ao reafirmar que há um “exagero” nos números sobre o coronavírus. E atacou também os governadores.

“Brevemente o povo saberá que foi enganado por esses governadores e por grande parte da mídia na questão do coronavírus”, disse acrescentando: “Calma, tranquilidade, não levar pânico à população. Não exterminar empregos, senhores governadores. Sejam responsáveis. Espero que não queiram me culpar lá na frente pela quantidade de milhões e milhões de desempregados”, afirmou.

MENOR QUE A GRIPE – Além de desdenhar da importância da morte de pessoas com doenças crônicas e até dos fumantes, Bolsonaro assegurou que o impacto da doença será menor do que a gripe H1N1, que matou 800 brasileiros no ano passado.

Com toda certeza, nenhum outro governante do mundo, incluindo o “ídolo bolsonarista” Donald Trump, demonstra tamanho menosprezo à pandemia  de coronavirus, muito mais grave do que a gripe H1N1, E os EUA já passaram a Espanha e são o terceiro país mais contaminado.

Nesta segunda-feira, dia 23, o FED (Banco Central de nossa matriz USA adotou uma extraordinária série de medidas, incluindo uma gama sem precedentes de crédito para famílias, pequenas empresas e grandes empregadores.

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P.S. Como se vê, Bolsonaro joga suas últimas fichas no coronavírus, apostando que a pandemia será uma marolinha no Brasil. Se estiver certo, ficará no poder e disputará a reeleição. Se sua previsão der errado, o vice Hamilton Mourão já pode encomendar o terno verde-oliva para a cerimônia de posse. É apenas uma questão de tempo. (C.N.)

14 thoughts on “Bolsonaro joga as últimas fichas, ao garantir que a pandemia será menos grave do que a gripe H1N1

  1. O que não falta neste País, são os profetas do apocalipse. A cada dia vemos mais um conraminado por este virus. Época boa era da anta e do molusco, em que o dinheiro era corria livre para nossa imprensa.

  2. Caro Carlos Newton,
    Ouso divergir da previsão do editor da TI, pois a trama já engendrada e há muito fomentada é para impedir o presidente até o final de 2020, justamente para também impedir que o vice Hamilton Mourão possa encomendar o terno verde-oliva para a cerimônia de posse, porquanto o objetivo é a convocação de novas eleições.

    • Não existe possibilidade de novas eleições. O vice Mourão assume e toca o barco, como dizia nosso amigo Ricardo Boechat. Só haverá novas eleições se Mourão renunciar, antes do segundo ano de governo. Mas por que renunciaria? A Constituição é muito clara a respeito.

      Abs.

      CN

  3. -Ora, quem está acabando com a economia mundial não é o Bolsonaro.
    -O erro dele é minimizar a gravidade da atual situação.

    Mas talvez o candidato que teve 80% dos votos nos presidiários e dos maiores bandidos brasileiros seja melhor, apesar de ser um ladrão. Afinal, já nos acostumamos ser roubados mesmo!

  4. O interessante é que vi o doutor amiguinho dos criminoso, até hediondos, dizendo também que a tal gripe não é motivo para pânico e vi também que o Olavo, que chama o biruta doutor de Drauzio Balela, concordando com ele. Já, quando Bolsonaro pede para ninguém entrar em pânico….

  5. Sim, o presidente deveria ir à mídia e proclamar que muitos morrerão, que essa gripe acabará com o Brasil etc etc. Errado estou eu de acalmar o pessoal aqui em casa, que fica procurando notícias de quantos infectados, quantos mortos aqui no Brasil e vai por aí.

  6. Desde quando comentários são motivo de impeachment?

    Crime de hermenêutica?

    Comunistas são bastante rigorosos com a conduta e opinião alheias.

    Mas nunca se arrependem de defender a distopia de Orwel.

    Morte ao Marxismo.

  7. Assim que Meirellis assumiu o Ministério da Fazenda no governo Temer encontrou o Brasil no auge da crise, com o PIB -3,3, quando saiu deixou o PIB em 1,3, recuperou a Petrobrás e acabou com a obrigatoriedade do pagamento do imposto sindical.
    Meirellis conseguiu essa façanha dentro de um governo tumultuado, acossado pelo Janot e petistas. e ainda pegou a greve dos caminhoneiros. Enfim, conseguiu fazer o mais difícil, dar os primeiros passos para recuperação econômica do Brasil.
    Bonsonaro pegou o bonde em andamento, chegou ao Planalto sem lenço nem documento, sem um projeto de nação, entregou tudo nas mãos do Paulo Guedes que só entende do neoliberalismo adotado no Chile no tempo do Pinochet.
    Resultado: em 2019 o Brasil fecho o PIB em 1,1 e crises entre os poderes causadas pelo presidente e filhos, com a economia descendo a ladeira e agora para piorar surgiu a pandemia, que veio sendo tratada pelo presidente como uma gripe insignificante.
    Ha várias maneiras de analisar a política: usando o raciocínio, movido pela emoção, como torcedor de futebol, ou usando a intuição. Felizmente a maioria usa o raciocínio.

  8. O editor desta TI, Carlos Newton, não está com o vírus chinês, mas sua doença ideológica ainda vai fazer estragos em sua saúde e seus desejos que nunca mais se consolidarão. Estamos num país cristão e democrático e um presidente que não pode ser acusado de corrupção, mas é vítima de quase todos os lados, numa estratégia de terra arrasada da esquerda para voltar ao poder.
    “O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, defendeu hoje o retorno da população ao trabalho em meio à pandemia de coronavírus.
    Em sua conta oficial no Twitter, o político afirmou que é possível fazer distanciamento social e cuidar dos idosos ao mesmo tempo. “Nosso povo quer retornar ao trabalho. Eles vão praticar distanciamento social e tudo mais, e os idosos serão cuidados de forma protetora e amorosa. Nós podemos fazer as duas coisas ao mesmo tempo. A cura não pode ser pior (de longe) do que o problema. O Congresso precisa agir agora. Nós vamos voltar fortes”, postou.
    É nesse caminho que vamos. Daqui há pouco o país volta à normalidade e a esquerda que procure outra estratégia, mas polpe vidas da próxima, a começar pelos idosos.

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