Bolsonaro expõe seu projeto de governo, de cunho nacionalista

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Bolsonaro só privatiza estatal que der errado

Lucas Ragazzi
O Tempo

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) confirma sua pré-candidatura à Presidência e expõe as linhas principais de seu projeto de governo, que tem cunho nacionalista. Critica a nova Lei de Imigração, que abre as fronteiras do país e alfineta o governo Temer, dizendo que o peemedebista é “refém” do PSDB. Bolsonaro se diz de direita, mas é crítico da política de privatizações.

Deputado, o senhor não considera um risco alto se candidatar à Presidência e, caso seja derrotado, perder o espaço no Congresso?
Olha só, a vida sem riscos não tem graça. Eu jurei, quando servi o Exército, dar minha vida pela pátria. O que é dar o mandato de deputado pela pátria? Não é nada. O homem que não tem ambição tem que comprar um lote no cemitério.

E a questão partidária, de recursos e de tempo de TV… Como ter chances de vitória sem esses “detalhes”?
Tenho tido uma convivência boa com empresários do bem, que me apoiariam. Quanto a partido, estamos olhando, conversando. Na política é assim, tem que ser conversado pra depois não ser surpreendido.

O Muda Brasil pode ser sua nova legenda?
Não sei, é possível. Estamos vendo.

Há uma tendência forte no mundo de guinada à direita. O senhor vê semelhanças deste fenômeno aqui no Brasil?
O que o Trump sofreu durante a campanha de 2016 (nos EUA) eu sofro há cinco anos. As acusações em cima dele são as mesmas que eu recebo. Fascista, racista, xenófobo, essa besteirada toda. Desculpe dizer isso, mas você também faz parte desse mal. É a mídia que acusa. Grande parte dela está sempre batendo em mim e bateu muito no Trump. Ele chegou com o discurso que agrada à maioria silenciosa, de que América segura é América forte. A segurança, no Brasil, é poder sair aí em BH e não ser assaltado. Para o Trump, é um ponto mais estratégico. Precisamos nos preocupar com isso também. Se Temer sancionar esta nova Lei de Imigração, o Brasil pode se transformar em um país sem fronteiras.

Então o senhor considera a nova Lei de Imigração um risco ao Brasil?
A imigração existe em todo lugar, não sou contra isso. Mas uma imigração aceitável. Esse projeto não é assim. Caso se transforme em lei, vai acontecer o que tem sido discutido na Europa: vai encher navio com refugiados e mandar para o Brasil. Não temos como acolher essa quantidade de gente, ainda mais que o cidadão brasileiro, como diz no projeto, terá que aceitar os costumes de quem Estiver vindo pra cá. Ou seja, tem gente de determinados países que adota a poligamia, que aceita o namoro de crianças com 10, 11 anos. Queremos isso pra nós? Vamos aceitar uma filha ou neta nossa ser aliciada por um elemento dessa origem?

Muito se fala na Europa de islamização de países ocidentais. É um risco que o Brasil corre?
Tem certos países que, se você for com um crucifixo no peito, vão te matar. Se não aceitam o cristianismo, a pluralidade, como podemos aceitar essa cultura aqui também? Não estou falando só do Islã, mas, se (a religião do outro) vale aqui, por que as outras (religiões) não valem no país deles?

Como seria a sua política externa e diplomática com o presidente em relação ao governo de Nicolás Maduro, na Venezuela?
Não há dúvida de que aquilo se transformou em uma ditadura. Falam tanto da nossa ditadura militar, mas aqui no Brasil tínhamos paz nas ruas, havia pleno emprego, respeito, família, direito de ir e vir. Aí, chamam de ditadura. Mas na Venezuela não tem nem feijão e arroz mais. É bom lembrar também que esse projeto da Lei de Imigração é do Aloysio Nunes, do PSDB. O governo Temer é refém do PSDB. Se não fizerem o que os tucanos querem, não vão ter apoio no Congresso. Temer também está muito atingido por denúncias de delatores na Lava Jato. Mas falta pulso, sim (para lidar com as questões da Venezuela). Precisamos de um presidente com autoridade e isenção. Que pense na nossa pátria.

E os nomes do PSDB, como Aécio, Alckmin… Poderiam ter este perfil?
Estão todos chamuscados. O PSDB está manchado por delações da Lava Jato. O (João) Doria é o que está sobrando pra eles. Não entro no mérito no Doria porque só sei por alto o que acontece lá (em São Paulo) e sei que a grande mídia o idolatra. Mas uma coisa é administrar uma cidade, outra é administrar um país. No Brasil, precisamos de político. E o Doria é apenas aquele gestor, nada além disso.

Quem tem aparecido bastante também com falas polêmicas é o ex-ministro Ciro Gomes. O que acha dele?
O Ciro, em 2005, votou a favor do desarmamento. O que falta no Brasil é a coerência. No caso do Ciro, se ele vota a favor do desarmamento, ele tem que ser o primeiro a falar que não possui uma arma em casa. Agora, recentemente, ele disse que receberia a turma do Moro à bala em casa. Duas coisas acontecem: a incoerência com a campanha desarmamentista e o desrespeito ao Judiciário. Enfim, o Ciro tem uma bagagem cultural enorme, experiente, mas o vejo apenas como uma pessoa ligada ao PT.

E o que o senhor tem achado do governo Temer até aqui? É melhor que o governo Dilma?
Sempre disse que há um problema até mais grave que a corrupção, que é o aparelhamento partidário e ideológico do Estado. Com a chegada do Temer, o aparelhamento continua, mas diminuiu drasticamente. Espero que ele termine o mandato e consiga fazer essa transição em 2018. Espero mais ainda: é de minha autoria o projeto de lei que fala do voto impresso pra 2018. Nosso querido Gilmar Mendes do Supremo está tentando passar isso pra 2020. Se não houver voto impresso no ano que vem, pode escrever: teremos um presidente do PT ou do PSDB. As urnas serão fraudadas.

E quanto às reformas propostas por Temer? O senhor foi criticado por se abster na votação da terceirização.
Há coisas necessárias, outras duras demais. Na terceirização, eu me abstive por que entendo os pontos dos dois lados e qualquer que fosse meu voto, eu levaria porrada. Já a Previdência é fato que precisamos mudar algumas regras. O país quebrou, não tem dinheiro.

E a reforma trabalhista?
Uma modernização seria boa, mas isso precisa ser melhor estudado.

E o fim do foro privilegiado?
Urgente.

Reforma política. O senhor apoia a lista fechada?
Não, jamais. Isso é absurdo, é o fim da representatividade. Deixa como está mesmo, o que tem que mudar é o próprio político.

O que o senhor pensa sobre os movimentos sociais de direita, como o MBL, o Vem pra Rua?
Não acho nada. Vários destes grupos estão politizados, já há partidos políticos no comando, já possuem candidatos. Então, não faço nada, faço minha parte aqui, e eles, a deles lá.

Qual projeto de Brasil o senhor defende na área econômica?
Eu jamais entregaria a Petrobras para assaltantes marginais. Mas não podemos também falar em privatizar tudo, não se pode torrar o patrimônio do povo brasileiro. Se não posso administrar bem, por que um grupo privado vai fazer melhor? O grupo privado zela pelo lucro, pelo patrimônio, e, na minha opinião, isso é relevante, mas nem sempre nas estatais. Algumas podem ser privatizadas sim, há muitas hoje em dia que só servem pra dar prejuízo. Então há coisas que precisam ser privatizadas, ou fechadas, mas é importante o Estado estar no comando de outras também. Tem alguns que só faltam querer a privatização das Forças Armadas, aí não dá.

Então, qual seria o papel do Estado na economia? O Estado agora busca uma maneira de tirar o juro subsidiado para o produtor rural. O que dá certo no Brasil, ainda, é o agronegócio. Se apunhalar o agronegócio desta maneira, aí, sim, nós vamos pra pindaíba, para a ruína econômica de uma vez. Qual banco privado toparia fazer este financiamento? Se me responder eu vou ficar surpreso. O capital externo quer é isso, evitar que aquele povo progrida e facilitar a entrada de empresas pra explorar aquelas regiões, principalmente a Amazônia.

18 thoughts on “Bolsonaro expõe seu projeto de governo, de cunho nacionalista

  1. -Ele disse alguma coisa errada ou incoerente?

    “Se não houver voto impresso no ano que vem, pode escrever: teremos um presidente do PT ou do PSDB. As urnas serão fraudadas.”
    -Verdade.

    Por falar em Brasil, vejam este artigo da REUTERS, criticando a exploração de petróleo que poderá ser feita na Região Norte:

    “AMAZONAS – Nova era do petróleo na Foz do Amazonas – Nova era do petróleo na Foz do Amazonas dispara alerta por ameaça a ecossistemas”
    http://www.defesanet.com.br/toa/noticia/25729/AMAZONAS—Nova-era-do-petroleo-na-Foz-do-Amazonas/

    -Os países ricos podem explorar petróleo no Ártico, os Estados Unidos podem explorar no Alasca e, até mesmo, usar gerador nuclear na Antártida, mas o Brasil, mesmo sufocado pela MISÉRIA, não pode construir estradas e nem explorar as riquezas minerais e o petróleo do Amazonas. Temos que ser “politicamente corretos”, usar o sabugo de milho e deixar o papel higiênico para os europeus que se dizem “preocupados com a natureza…
    …os mesmos que quase arrasaram o planeta com duas grandes guerras e que agora nos ameaça com uma terceira.

    Abraços.

  2. Nós nunca esqueceremos:

    -O PSOL 50 apoiou o ditador Maduro.
    -O Partido dos Trabalhadores apoiou o ditador Maduro.
    -O PCdoB – Partido Comunista do Brasil apoiou o ditador Maduro.
    -Lula gravou video de apoio ao ditador Maduro.
    -Dilma Rousseff fez juras de amor em apoio ao ditador Maduro.
    -Luciana Genro foi à Venezuela em apoio ao ditador Maduro.
    -A UNE – União Nacional dos Estudantes emitiu nota de apoio ao ditador Maduro.
    -O MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra fez passeata em apoio ao ditador Maduro.
    -O Levante Popular da Juventude fez dancinha em apoio ao ditador Maduro.
    -João Pedro Stédile fez discurso em carro aberto na Venezuela em apoio ao ditador Maduro.
    -A CUT Brasil realizou ato em apoio ao ditador Maduro.

    Bolsonaro também não esquecerá disso…

  3. Brizola, provou e comprovou, a safadeza da urna eletrônica, fraudavel, retorno do Voto de papel, é preciso para acabar com a bandalheira do voto urna eletrônica, 2014, Toffoli elegeu Dª Dilma, apurando os votos de “forma secreta” proibindo a fiscalização doa Partidos ( o que 99% não merece crédito), e até a presença de seus colegas do TSE. Fraude, sim. e todo mundo calado, “trombone entupido!??”. Toffoli, estupra e vilipendia a Justiça, elegendo Dilma, agradeceu a ela sua indicação, deu nisso que aí está, corrupção desenfreada, um Presidente sem voto, transformando o Brasil em uma grande senzala, com 220 milhões de escravos. 14 milhões de desempregados na rua da amargura. A canalhada que voto eletrônica, pois, sabe, que será eleito, na apuração. Toffoli não nos deixa mentir.
    Pobre Brasil, acorda, a hora é essa, Temer, está entregando a Soberania, aos ladravazes politiqueiros. 2018, voto de papel, apuração, sob fiscalização do eleitor, e dos Partidos, fora disso , os ´politiqueiros continuarão suas Obras maléfica. Políticos, podem ser contados pelos dedos da mão, por um Brasil decente e justo, chega de malvadezas e hipocrisia.

  4. Acho que a Tribuna deveria liderar uma campanha para que se cumpra o que foi determinado: urna eletrônica com voto impresso para 2018!
    O Tofolli já evitou o voto impresso em 2016 alegando que não dava tempo e ficaria para 2018. Agora o Gilmar deve tentar o mesmo e adiar sine die.
    Taí a minha sugestão CN. Só você para colocar isto na pauta da grande imprensa.

  5. Deputado Bolsonaro está correto ao afirmar que o próximo presidente será do PT ou do PSDB, dentro da situação atual. É preciso ficar claro que a corrupção apenas está-se sofisticando com tudo que tem acontecido, porque ela tornou-se inerente à atividade político-partidária. Esperemos uma radicalização nas próximas eleições, porque quem vencer será por uma margem apertada de votos. O problema menor será vencer e sim como conseguirá governar num clima onde não haverá trégua por parte dos derrotados.

  6. Amigos Tribunários
    Falar de algumas coisas a corrigir, tudo bem.
    Nenhum dos candidatos tem um projeto de nação, a té por que, quem tem de definir isto e defendê-lo é o povo brasileiro.;
    No mais, sem considerá-las ruins ou boas, são propostas soltas que só contribuiriam para a grande e infindável “colcha de retalhos” do país.
    Fallavena

  7. Muitos querem a perfeição nos candidatos. Só Deus é perfeito. Acho Bolsonaro o menos pior… Felizmente ou infelizmente, temos que escolher. Mas, sem voto impresso, nada vai mudar, só as moscas.

  8. 1 – Eliminar as fronteiras nacionais é um projeto globalista e o Brasil, com seus governos alinhados, vem atendendo às pressões da Nova Ordem… Com a abertura, o ingresso, em massa, de estrangeiros, contribuirá para a demolição do que entendemos por “unidade nacional” e sentimento patriótico, o que faz pare da quebra cultural do país facilitando o caminho para o Governo Único do Planeta… Bolsonaro, Tal como Trump, é pedra no sapato globalista de modo a que a imprensa alinhada e sob controle os ataca, sistematicamente.
    2 – Islamismo e Comunismo são ferramentas de que se vale a “elite apátrida” globalizante para seus avanços. Novos conceitos de guerra não belicosa estão sendo aplicados incluindo o desmantelamento econômico e cultural. A tecnologia também funciona na direção dos “protocolos”…
    3 – O novo presidente da França é um globalista. Logo, se Dória foi cumprimentá-lo não está escondendo sua posição diante da nova geopolítica que avança…
    4 – Os quadros políticos brasileiros, de modo geral, atuam de acordo com a agenda da Nova Ordem pensando que agem por consciência ideológica. Enquanto isso, a intelectualidade e a mídia, com a Universidade cumprem os seus papéis e reescrevem a História em acordo com o que imaginam ser a verdade…
    5 – Interessante é procurar pesquisar ou entender o que Nostradamus, em suas centúrias, previu sobre o que denominou de “O Cabal”…

  9. Senhores,

    Eu acho o Bolsonaro até liberal pelo CAOS ESQUERDISTA reinante no país! Veja este absurdo:

    “um levantamento do Ministério Público obtido pelo RJTV mostra que aumentou o número de presos em flagrante soltos em audiências de custódia. Mais de 60% deles não ficou na cadeia no primeiro trimestre de 2017.

    O telejornal mostrou o exemplo de Rogério Gomes dos Santos, preso em flagrante no dia 18 de abril com MACONHA, HAXIXE, 10 KG DE COCAINA e MUNIÇÃO. Apesar do flagrante, a magistrada que presidiu a audiência mandou soltá-lo.

    Para os promotores, o caso mostra uma nova tendência do Rio: enquanto os índices de violência aumentam, cada vez mais bandidos presos em flagrante ganham o direito de responder o processo em liberdade.
    “As audiências de custódia estão servindo para uma soltura em massa de pessoas que foram presas cometendo crimes graves: roubos, tráfico e até violência sexual contra crianças” disse uma representante do Ministério Público.

    -Para os esquerdista, o Brasil atual vive o paraíso na terra: Os cidadãos presos em casa e os bandidos soltos nas ruas, com o SAGRADO DIREITO DE IR E VIR garantido pela nossa Justiça.
    Fonte: G1 de hoje.

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