Bolsonaro faz o que pode para Moro se demitir, mas o ministro não vai sair

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Bolsonaro quer blindar Flávio e Queiroz, mas Moro não concorda

Daniel Gullino
O Globo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado que não tem “problema nenhum” com o ministro da Justiça, Sergio Moro , após desautorizá-lo em público na última semana. De acordo com Bolsonaro, houve outras tentativas de criar atritos dele com ministros, como Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil).

— Não tenho problema nenhum com o Moro. Cada hora levantam alguma coisa (contra um ministro). Era Marcelo Alvaro Antonio, era o Onyx também — afirmou.

INGERÊNCIA – Questionado se o Moro tinha “carta branca”, Bolsonaro destacou que tem “ingerência” em todos os ministérios, embora se saiba que, ao convidar Moro para ser ministro, o presidente havia prometido “liberdade total”.

— Olha, carta branca…Eu tenho poder de veto. Se não, não sou presidente. Todos os ministros têm essa ingerência minha e eu fui eleito para mudar, ponto final.

Mas O Globo mostrou neste sábado que o abalo da relação entre Bolsonaro e Moro — que atingiu seu ápice nesta semana com as declarações do presidente de que é ele, e não o ministro, quem manda na Polícia Federal — começou a crescer há quase um mês. Mais precisamente na tarde de 28 de julho, quando Moro foi ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias ministro Toffoli, pedir que ele fizesse uma revisão da decisão em que restringiu o compartilhamento de relatórios do antigo Coaf, hoje Unidade de Inteligência Financeira (UIF), com os ministérios públicos e a Polícia Federal.

RETALIAÇÃO – O movimento do ministro irritou Bolsonaro . Desde que soube do pedido de Moro a Toffoli e a outros ministros do STF, Bolsonaro decidiu inviabilizar a presença do ministro no governo. Os dois já vinham tendo alguns desentendimentos desde o início do ano. O pedido de Moro ao Supremo foi a gota d’água.

A petição para suspender investigações iniciadas com base em relatórios detalhados do ex-Coaf fora feita pelo advogado Frederik Wassef em nome do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Com a decisão de Toffoli, foi suspensa a investigação sobre o Flávio Bolsonaro e o ex-assessor Fabricio Queiroz no chamado caso das “rachadinhas”, que na ponta final envolvia também o presidente Bolsonaro e a mulher dele, Michelle. Portanto, a decisão de Toffoli foi um alívio para toda a família presidencial, mas o ministro Moro fez questão de peitar os ministros do Supremo, levando Bolsonaro à loucura. Quanto ao presidente dizer que não tem problemas com Moro, é somente Piada do Ano. Com suas interferências na Polícia Federal, ele queria que Moro se demitisse, mas não conseguirá. O ministro não nasceu ontem e sabe lutar o bom combate, como dizia o apóstolo Paulo. É uma briga boa e aposto no Moro  (C.N.)

12 thoughts on “Bolsonaro faz o que pode para Moro se demitir, mas o ministro não vai sair

  1. Quando que a TI vai postar matéria sobre os R$375mil de grana pública recebidos pelo corretíssimo “jornalista ” Merval Pereira das organizações Globo, por uma única palestra no SENAC? R $375MIL?? Qual o real interesse público?

    • Me tira destes 200 milhões, não compactuo para condenar usando meios ilícitos, se agisse dentro da lei, apoiaria, não sou partidário de nenhuma sigla, mas não concordo com certas práticas, fazendo conspiração.

  2. Bolsonaro é uma grande decepção, suas tiradas são manobras para se esquivar de assuntos sérios para os quais não tem preparo,, isso fica muito claro.
    Existe um abismo entre o mundo do Bolsonaro e a realidade. Ele está imerso em teorias conspiratórias e tem sempre a mão um “eles” para acusar…ora são os comunistas, ora os esquerdista etc. Deve ser bom governar tendo sempre a quem culpar pelos seus fracassos

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