Bolsonaro finge surpresa, mas foi informado previamente sobre demissões no Banco do Brasil

Bolsonaro reforça fritura de Guedes, mas ministro deve insistir no cargo -  26/08/2020 - UOL Economia

Bolsonaro mandou demitir e Guedes fingiu não ter ouvido

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Além do ministro da Economia, Paulo Guedes, integrantes do alto escalão do Palácio do Planalto tiveram acesso ao projeto de reestruturação do Banco do Brasil, que prevê a demissão voluntária de 5 mil empregados e o fechamento de 361 pontos de atendimento. Não foi a surpresa, portanto, para ninguém do governo, o enxugamento pelo qual a instituição passará.

A repercussão negativa do anúncio da reestruturação do Banco do Brasil, no entanto, incomodou a ala política do Palácio do Planalto e o presidente Jair Bolsonaro, que, agora, se diz surpreso e ameaça demitir o presidente do BB, André Brandão.

NÃO HOUVE SURPRESAS – “Sabíamos que, quando a reestruturação fosse anunciada, haveria reações negativas tanto no campo político quanto no sindical. Mas que fique claro: todas as propostas seguiram os trâmites exigidos por lei. Não há motivo para alguém do governo se dizer surpreso”, afirma um executivo do BB.

Para ele, ficou claro, com todas as justificativas apresentada, que o Banco do Brasil precisa passar por mudanças profundas para se adaptar às mudanças pelas quais o mercado bancário está vivendo. O BB sofre muito com as amarras de ser um empresa com controle estatal. Por isso, precisa ser mais agressivo.

REESTRUTURAÇÃO – A perspectiva é de que, se nada mudar no meio do caminho, o processo de reestruturação do Banco do Brasil ocorra ainda neste primeiro semestre do ano. A economia prevista somente em 2021 é de mais de R$ 350 milhões. O BB já avisou que outras medidas para a sua modernização estão a caminho.

O Palácio do Planalto confirmou que o presidente Jair Bolsonaro pediu a demissão do presidente do Banco do Brasil ao ministro da Economia, Paulo Guedes. Porém, não haverá demissão no momento, já que a equipe econômica está tentando reverter a medida.

AÇÕES DESABAM – A ameaça de demissão fez as ações do Banco do Brasil desabarem quase 5% no pregão de quarta-feira, pois foi vista pelo mercado como uma interferência política na instituição financeira. Por isso, tem sido alvo de protestos do ministro Paulo Guedes e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que indicou Brandão para o comando do BB.

O Planalto confirmou que a equipe econômica está tentando reverter a demissão de Brandão. Porém, deixou claro o impasse entre Guedes e Bolsonaro nesta questão. “O ministro tem que vir aqui, ainda não veio”, comentou uma fonte, ao ser questionada sobre a possibilidade de o chefe da equipe econômica conseguir fazer o chefe do Executivo mudar de ideia.

5 thoughts on “Bolsonaro finge surpresa, mas foi informado previamente sobre demissões no Banco do Brasil

  1. Que o banco do Brasil precisa de um chacoalho precisa.
    Os usuários deste banco sentem isto no dia a dia.

    Alguns ainda pensam que estão no século passado!….

  2. O Banco do Brasil não precisa de privatização porque a maioria de suas ações sem direito a voto já foi negociada na Bolsa há bastante tempo.

    Quanto às ações com voto, o Governo deve ter a metade + um (para ser a maioria).
    Então, o que vão privatizar?
    Vão vender as ações nobres, que ainda pertencem ao Governo?
    Vão ganhar muito pouco com isto e podem fazer um estrago na rede de agências.
    O BB é o maior parceiro do agro negócio.
    Isto é coisa do PG ou do JB?
    Que coisa!
    Cruz credo!

  3. Vendam logo está merda! Mais um atraso! Mas vejam se não enfiam o dinheiro no lugar errado, como fazem sempre, bando de vagabundos ladrões, aproveitadores de quinta categoria… Credo!

  4. As maiores privatizações no Brasil ocorreram no governo FHC.
    Sinceramente, o Brasil entregou empresas estatais a preço de banana. para cobrir a dívida pública.

    Porém, as privatizações não contiveram o aumento da dívida, que foi de 78 bilhões de dólares em 1996 para 245 bilhões em 2002.
    Além do rombo, perdemos as estatais.
    E tem quem ache que não foi um mau negócio.
    Só tem esperto nessa Pindorama.
    Otário é quem pensa que eles são otários.

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