Bolsonaro ignora críticas e diz que Salles e Pazuello seguem no governo: ‘dois excepcionais ministros’

Bolsonaro cria um mundo paralelo recheado de mentiras

Pedro Caramuru, Gregory Prudenciano e Daniel Galvão
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que, apesar da pressão para a saída do ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, ele permanecerá à frente da pasta. “O Ministério da Saúde precisa muito mais de um gestor do que de um médico”, afirmou, durante transmissão semanal ao vivo.

Segundo Bolsonaro, além de Pazuello, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, alvo de críticas pela condução da gestão ambiental na Amazônia, está fazendo um “excepcional trabalho” e também permanecerá no cargo, a menos que queira sair. Bolsonaro disse que ministro Salles “faz o possível” para conter o desmatamento.

PANOS QUENTES – Sobre o desmatamento e as queimadas, ele afirmou: “pelo tamanho da região amazônica, é difícil conter tudo isso daí”. O presidente negou que Salles tenha desmontado a máquina de fiscalização. Sobre o áudio da reunião ministerial divulgado por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente declarou que o ministro, ao dizer que é necessário “passar a boiada”, se referia a “desregulamentar muita coisa” do setor agropecuário e não a permissão para que se cometam crimes.

“Vocês estão com saudades dos ministros da Saúde de Fernando Henrique Cardoso, Dilma e Lula?”, questionou durante transmissão ao vivo. Segundo Bolsonaro, a criação do Ministério da Defesa no governo FHC foi por imposição política.

O presidente defendeu a atuação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e dos ministros militares, que fazem parte da reserva das Forças Armadas. Bolsonaro afirmou também não ser proibido que militares assumam funções do Executivo. “Essa história de desmilitarização, não”, afirmou. “Militares estão bem avaliados como ministros”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
Teria sido Bolsonaro tão fanfarrão durante a sua breve vida militar quanto é na vida política? Vive em um mundo paralelo, no qual uma pandemia é apenas uma “gripezinha”, em que o avesso é o “normal” e em que para tudo há justificativa, por mais medonhas que sejam as suas desculpas. Tentar desmentir a “boiada” de Salles é uma baita cara de pau e um tremendo desrespeito com a sociedade. Defende o indefensável e praticamente diz que todo mundo é ignorante por não entender o discurso do seu “excepcional” ministro. A tática de Bolsonaro tem três pilares: ataques com desinformação, vitimismo e o viés de se declarar o “menos pior”.  Se vivo fosse, o querido Macaco Tião faria muito melhor. (Marcelo Copelli)

9 thoughts on “Bolsonaro ignora críticas e diz que Salles e Pazuello seguem no governo: ‘dois excepcionais ministros’

  1. O elogio é uma manifestação favorável a alguém. Para um elogio ser considerado seriamente é necessário que a pessoa que elogia tenha capacidade de avaliação daquele a ser elogiado. Não é o caso do Bolsonaro. No nível mental em que este se encontra, até orangotango passa como gênio!

  2. Serão mais dois anos de trapalhadas. Espero que JB cumpra integralmente seu mandato para que em 2022 milhões de brasileiros analisem melhor os candidatos. Mas poderia ser pior: já pensaram se ao invés de Dilma, o presidente fosse o Aécio?

  3. A “boiada” de Salles. A tática parece ser essa, confessa pelo Salles, criar a confusão, a cortina de fumaça, o biombo, levantar a poeira…, e fazer fazer a boiada passar batida, e a boiada, ao que parece, a julgar pelas atitudes dos tocadores da boiada, é muito maior do que se imagina, a boiada é a roubalheira desavergonhada, ao que parece, nada a ver com a boa e séria administração do país.

  4. O nível aqui tá baixo, estão usando pejorativamente a palavra “mongolóides” se utilizando para atacar outrem, isso é crime lembro aos incautos “filhotes e protetores de ladrões da pátria” ! Vem Processo por aí por parte de Portadores da Síndrome !!!!

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