Bolsonaro lança nesta quinta-feira o seu novo partido com a promessa de coibir candidaturas laranjas

Texto final do estatuto do Aliança foi fechado nesta quarta-feira

Jussara Soares
O Globo

O presidente Jair Bolsonaro lançará nesta quinta-feira, dia 21, em Brasília, o seu novo partido, Aliança pelo Brasil, com a promessa de que a legenda terá mecanismos para coibir as candidaturas laranjas.

O uso de candidatas femininas de fachadas no PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu, é alvo de investigação da Polícia Federal e afeta diretamente o governo. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, foi denunciado por supostamente ter desviado dinheiro do fundo eleitoral destinado às mulheres para abastecer a sua própria campanha.

CANAL DE DENÚNCIAS – De acordo com a advogada Karina Kufa, o texto final do  estatuto do Aliança pelo Brasil foi fechado nesta quarta-feira, dia 20, e estabelece a criação de um canal de denúncias sobre irregularidades acerca das candidaturas femininas.

“Em relação à mulher, a gente pretende fazer cursos, eventos, para formação política feminina. Realmente incentivar essa pauta e também criar um canal de denúncias para evitar qualquer irregularidade, inclusive irregularidades relacionadas a candidaturas laranjas”, disse a advogada ao deixar o Palácio do Planalto.

“TRANSPARÊNCIA” – O estatuto, segundo a advogada, defenderá a transparências das contas da legenda e terá um capítulo à parte apenas para tratar de regras de compliance. Bolsonaro e parlamentares envolvidos  na criação do Aliança acusam o presidente do PSL, o deputado Luciano Bivar, de não dar transparência ao uso de recursos da sigla e, por isso, justificam a saída da sigla que os elegeu.

O texto do estatuto e o grupo de 15 pessoas que vão compor a direção do Aliança serão apresentados na manhã desta quinta em evento em um hotel em Brasília.  O presidente Bolsonaro fará um discurso na abertura.

COMANDO – Ainda não está confirmado se Bolsonaro assumirá de fato a presidência do partido, ou se passará a função ao seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.  

Questionado, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, disse que a decisão ainda não está tomada e que Bolsonaro avalia a conveniência de acumular as funções da presidência da República com a do comando do partido.

INDEFINIÇÃO – “Ele está disposto a liderar o partido. Não necessariamente como presidente, mas até como presidente, dependendo da sua avaliação pessoal. Ele entende que uma figura forte é necessário neste momento para o partido, mas não fechou questão neste sentido”, disse Rêgo Barros.

Bolsonaro assinou a ficha de desfiliação do PSL na terça-feira. Até a noite desta quarta, no entanto, o partido ainda não havia recebido o comunicado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Conforme esta TI já comentou, a questão sobre a definição a respeito do comando da nova legenda esbarra na situação de Flávio Bolsonaro, também cotado para assumir, o caso Queiroz e a “rachadinha”. O mais provável é que Bolsonaro, pai, assuma o comando e Flávio a Vice-Presidência do Aliança. Assim, no caso de um eventual licenciamento de Bolsonaro do cargo no partido, o filho assumiria. Independentemente de quem assuma o posto, o comando ficará “em família”. (Marcelo Copelli)

8 thoughts on “Bolsonaro lança nesta quinta-feira o seu novo partido com a promessa de coibir candidaturas laranjas

  1. Mas a impren$a e o tal do delegado Valdir não diziam que o Bolsonaro estava atrás do fundo partidário? Então porque se desfiliou se tinha esta intenção? Mais um FAKE NEWS da impren$a e esse delegado Valdir e o Bivar precisam ser investigados. Estes caras estão complicados.

  2. Bolsonaro se elegeu defendendo o combate a corrupção.
    O ministro do Turismo foi denunciado por uso de candidatas laranjas, mas Bolsonaro o mantém no cargo. Invés de fazer como o Itamar Franco, que demitiu seu ministro acusado de corrupção e, disse: vai prove sua inocência, que eu o admitirei novamente ao cargo. O ministro foi, provou sua inocência e voltou para o mesmo cargo que era seu.
    No governo Bolsonaro têm mais histórias de políticos do partido envolvidos em corrupção.

  3. Alguém duvida ? Mais um partido para acomodar interesses de alguns e vender a imagem de combate a corrupção ( dos outros ) blá blá blá.
    O pai presidente, um filho tesoureiro ( Oba ! ) o outro secretário e por aí vai…
    Quem viver verá

  4. Sempre me pareceu coisa de fascista essa questão de querer limitar o n° de partidos políticos em uma sociedade contemporânea. Em termos democráticos, qualquer néscio e seus asseclas têm o direito de fundar um partideco pra chamar de seu, seja de que orientação for: de deus, do diabo, fascista, comunista, o que for.

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