Bolsonaro não ficou nem saiu do PSL e virou um OVNI político, perdido no espaço

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Charge do Jaguar (A Tarde)

Carlos Newton

O presidente Jair Bolsonaro conseguiu chegar à Presidência da República mediante uma série de circunstâncias, diria o grande filósofo e analista político espanhol José Ortega y Gasset (1883-1955). Depois de chegar ao poder, porém, as circunstâncias mudaram muito e o presidente brasileiro enfrenta dificuldades cada vez maiores. Na política interna ou externa, seu amadorismo é cada vez mais surpreendente, porque formou uma péssima equipe e está pagando esse preço, porque não tem assessores qualificados que possam sugerir os caminhos mais seguros para trafegar. O resultado é patético.

Como toma as importantes decisões sem antes discuti-las, os resultados são patéticos e surpreendentes, A cada dia sai uma novidade (no mau sentido), como uma deselegância, um erro de avaliação, uma ofensa ou mesmo um desatino.

É ASSIM MESMO – Não adianta esperar que o presidente da República aprimore seu comportamento, porque ele é assim mesmo, todos sabem que não irá mudar. Na verdade, Jair Bolsonaro não se comporta como presidente da República. Posiciona-se preferencialmente como chefe da família Bolsonaro.

Um bom exemplo é essa briga com o presidente do PSL, Luciano Bivar, que nunca foi, não é e jamais será referência. Bolsonaro tentou destruí-lo com uma declaração explosiva: “Cara, não divulga isso não. O cara tá queimado pra caramba lá. Vai queimar o meu filme. Esquece o Bivar, esquece o partido”, disse, sem entrar em detalhes.

E o motivo? Ora, tudo isso é porque Bivar não impediu que o líder do PSL no Senado, Major Olimpio, criticasse publicamente Flávio Bolsonaro e sugerido que deixasse o partido. Ou seja, Bolsonaro agiu como pai, ao invés de se comportar como presidente da República.

CAIU NA RODA – O resultado foi o contrário do que Bolsonaro esperava, porque caiu no centro da roda e começou a levar pancada de todo lado. Bivar acusa pessoas ligadas a Bolsonaro de querem controlar as finanças do PSL, o que significa uma maluquice total, enquanto Olímpio aumenta as críticas aos filhos de Bolsonaro, dizendo que eles são filiados como qualquer outro, o que é pura verdade.

Todos sabem que seu partido, o PSL, não é nenhum primor democrático, mas foi a legenda que o levou ao poder e se tornou a maior do país. Agora Bolsonaro está na berlinda, não saiu, mas também não é mais do partido, igual à Viúva Porcina, aquela que foi, sem nunca ter sido, na definição genial de Dias Gomes.

Ele pode trocar de partido mais uma vez, porém os deputados e senadores que elegeu não podem acompanhá-lo com facilidade, há regras na Lei Eleitoral a serem obedecidos. A chamada janela só se abre em 2022. Até continuará reinando a esculhambação.

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P.S.
Em seu delírio de grandeza, Bolsonaro pensa (?) que pode tudo e pretende que a Justiça Eleitoral congele os recursos do  PSL, o que é impossível na forma da lei, que ele julga (?) depender de sua caneta Bic. Não consegue enxergar que na vida tudo tem limites, até mesmo para o eventual presidente da República, que deveria trabalhar para todos e não apenas para sua família. (C.N.)

17 thoughts on “Bolsonaro não ficou nem saiu do PSL e virou um OVNI político, perdido no espaço

  1. Muitos prefeririam o ladrão do erário brasileiro que enterrou o nosso país doando bilhões para ditadores e roubando parte disto.
    Outros muitos riam da engarrafadora de ventos e enaltecedora da mandioca.
    Já milhões de Brasileiros votaram em Bolsonaro à despeito de partidos ou siglas eleitorais.
    Vamos manter o Presidente que está corrigindo os malfeitos destes últimos vinte anos na condução deste país.
    Partidos no Brasil são apenas siglas devoradoras de recursos e que enganam o Povo com suas mazelas.
    Criticar menos e ver o lado positivo do governo que tenta colocar o País nos trilhos, ä despeito das cassandras que ontem devoravam as tetas da Nação Brasileira

    • “O ladrão do erário brasileiro” está preso, não tem nada a ver com o texto. Milhões de brasileiros votaram em Bolsonaro apenas por falta de opção, não pelos méritos dele. Como vc se sente tendo que evocar “O ladrão do erário brasileiro” pra passar pano pro Bolsonaro? E se ele estivesse corrigindo os malfeitos dos últimos vinte anos, não manteria um Ministro do Turismo que acabou de ser indiciado pela PF. E se ele estivesse corrigindo os malfeitos dos últimos vinte anos não teria tirado o COAF de Sergio Moro, nem estaria se confraternizando com o STF para proteger seu filho.

      • Pano rápido, Marcos!

        Quando os quadrúpedes bolsonaristas adotam o Argumento Ad Lula, Ad Dilma et al (“Aiiinnn, bom mesmo era Dilma/Lula!!!!!!!!!!”) é porque estão diante de críticas que não conseguem rebater, por isso adotam a impichada e o presidiário como espantalho, que nem fazem parte do texto……Esses quadrúpedes não percebem que ao fazê-lo nivelam o Bolsonaro por baixo…..Afinal, a única medida de comparação que eles encontraram para defender Bolsonaro foi uma presidente impichada e um ladrão condenado e preso, não é, Sr. Jose Roberto?

        Com advogados deste nível, Bolsonaro está ferrado…..

        “Aiiinnnn, mas e o Lula????”

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk xD

      • A palavra “Méritos” souu bem aos meus olhos e ouvidos. Mas, não são vocês da esquerda que tb são contra a Meritocracia ? Realmente, Bolsonaro não foi eleito pelos seus méritos, mas, isto sim, pelos seus deméritos, de pessoa errada no lugar certo na hora certa, no calor da guerra tribal, com o psdb ainda com os cornos ardendo face às suas 4 capações consecutivas nas urnas. O PSOL tinha tudo para ter aproveitado o vácuo de poder, e ter se apresentado como fiel hospedeiro do Novo de Verdade, tal seja, o Projeto Novo e Alternativo de Política e de Nação, mas, infelizmente, preferiu repetir a mesma burrice eleitoral de 2014, de se apresentar ao público como puxadinho do PT e escudeiro do lulopetismo. Daí, na ausência do Novo de Verdade, o povo olhou para o contexto da obra e decidiu: Já que não temos tu, Novo de Verdade, para votarmos, vai tu mesmo, Novo Fake. Se tivessem colocado o Novo de Verdade na cena eleitoral, e se mesmo assim, o povo tivesse votado no Bolsonaro, aí seria o caso de sugerir a troca de povo tb, e não apenas de guarda.

    • Os trilhos estão todos enferrujados, apodrecidos, inclusive a sua expressão, não há mais como colocar o país nos trilhos, temos que inventar uma nova trilha, que ninguém até hj ousou fazer, nem direita, nem esquerda e nem centro, que, há 129 anos, vivem no bem bom, só no blá-blá-blá. Mas com esses cabeças de mamão macho será impossível desbravar a nova trilha que se faz necessária.

  2. O que fazer, se os eleitores levaram os dois piores candidatos ao segundo turno. Após a ditadura os eleitores, sempre elegeram os piores candidatos: Collor, FHC, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro. Sarney não foi eleito presidente, assumiu a vaga no lugar do Tancredo Neves, mas faz parte dos ´piores candidatos. Com exceção do Itamar Franco, que também não foi eleito presidente, assumiu a vaga no lugar do Collor e foi um bom presidente

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