Bolsonaro não pode ser ‘levado a sério’. Tudo que faz é para garantir o voto (dos militares) para ele e os filhos, deputado estadual e vereador. Ives Gandra Martins mudou de convicção. O procurador-geral pode pedir a prisão de alguns condenados.

Helio Fernandes

O próximo personagem a entrar em cena no Supremo deve ser o Procurador-Geral. Tomou posse quarta-feira, uma semana, só assistindo. Embora o Supremo só possa julgar, seja o que for, depois da denúncia do procurador-geral, ele não participa das conversas de bastidores dos ministros. Não é hierarquia, é a forma ou norma escrita ou falada.

Existem duas maneiras dele agir, as duas sobre prisões. Mas o Supremo está muito dividido em relação às duas.

1 – Pedir a prisão dos 13 condenados, que não foram beneficiados pelos infringentes. Oposição a esse pedido: vários ministros consideram que o “processo é um todo, termina junto para os 25, apesar desses 13 continuarem com as mesmas penas”.

2 – Pedir a prisão dos 12 que se beneficiarão da aprovação dos infringentes. Cumpririam as penas que não se modificarão com o novo julgamento, as das condenações que não sofrerão alteração. Aí, Ricardo Janot entrará num incêndio que poderá ser visto à distância. Talvez até Joaquim Barbosa votará contra ele.

COMO ENQUADRARÁ OS ACUSADOS?

Pedirá a prisão em regime fechado, semi-aberto ou aberto? E se esses presos (o plenário terá que aprovar o pedido do procurador) tiverem a condenação modificada pelo exame dos infringentes? Então a decisão do procurador será considerada açodada ou apressada?

SE NÃO HOUVER PEDIDO DE PRISÃO,
PROCURADOR PODERÁ ENTRAR EM
FÉRIAS ATÉ MARÇO-ABRIL

Tenho evitado tentar “adivinhar”, sugerir resultados, admitir vitórias ou derrotas. Analiso, estabeleço perspectivas, estimativas, alternativas. Por que arriscar tolamente sobre um plenário que desde o ficha limpa não sai do 5 a 5.

Mas o título desta nota é fotografia da realidade que domina o Supremo. Basta alinhar os números da publicação dos infringentes, da fala da Procuradoria, dos advogados. Natal, Ano Novo, recesso do Judiciário, Carnaval e já estaremos em março. Na melhor das hipóteses.

MUITOS VÃO ALÉM
DE NOVEMBRO DE 2014

Pode até ser mesmo, prefiro ficar como analista. E nem é sigiloso, o comentário que procura discutir quem será o presidente do Supremo em novembro de 14, quando acaba seu mandato. Lógico, se acontecer, será Lewandowski com Cármen Lúcia de vice. Joaquim Barbosa já não mais relator. Muda alguma coisa? Muda tudo.

E A HIPÓTESE DO 5 DE ABRIL?

Se o julgamento terminar em 5 a 5, sem ninguém mais para votar, o presidente desempata. Se como relator foi o primeiro a votar, desempata como presidente. E não está condicionado ao que decidiu como relator. Confirmar ou mudar, pode se julgar “mais bem informado”, com o voto de algum ministro.

O julgamento pode chegar ao 11º ministro, em vez de 5 a 5, em 5 a 4 para qualquer decisão. Por quê? A vida é cheia de contradições, admitamos que um ministro, sem gravidade, mas por cautela, vá para um hospital e não possa votar. (Sarney estava no Senado, tranquilo, não se sentiu bem, ficou 32 dias no hospital, está em casa, recuperado).

Nessa hipótese, a única dúvida é Celso de Mello ter que votar em 5 a 4. Qualquer outro resultado, essa votação estará terminada. Mas no 5 a 4 ele pode ser decisivo, levando os números para 5 a 5. E dando oportunidade de novo voto para o presidente. Se Celso de Mello votar 6 a 4, nada mais a fazer nesse quesito, no caso de existirem apenas 10 ministros.

Como apenas estabelecemos hipóteses, essa que se confirma ou não seis meses antes da sucessão presidencial não tem nada de despropositada, irreal ou sem credibilidade. Tem até muita coerência como que vem sendo escrito e falado. Admitamos, pois, que a história da vida de Joaquim Barbosa marque uma reviravolta nesse 5 de abril. Surpreendente? De jeito algum.

A HISTÓRIA NÃO ESCRITA,
MAS ANTECIPADA

Se isso acontecer, Lewandowski assume imediatamente, o roteiro sobre o final do julgamento terá que se ser escrito novamente. E qualquer que seja o roteirista, sem nada previsível.

O lírico, romântico, trágico, iconoclasta, surrealista e exaustivamente dramático que era Nelson Rodrigues gostava de dizer: “Todo filme deveria ter um final feliz, com um beijo entre os personagens.

Acreditando no autor do “Vestido de Noiva”, o que seria “final feliz” para o processo do mensalão?

O GOVERNADOR E O VICE CONTRA

Carlos Lacerda adorava viajar, Alverga. Em 1962, como você disse, Eloy Dutra foi eleito vice, o governador ficou imobilizado, qualquer viagem tinha de passar o cargo a ele. Em 1964, Eloy Dutra foi cassado, assumiu Rafael de Almeida Magalhães, “nomeado” pela Alerj. No dia seguinte, Lacerda viajava para Milão.

Em 1965, quase a mesma coisa. Com Negrão eleito pelas articulações de Golbery, Lacerda não quis passar o cargo a ele, assumiu Rafael, que também não quis. A vez era do presidente da Alerj, Edson Guimarães, aí no caso dele ficaria inelegível para a reeleição. Assumiu então o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Vicente Faria Coelho.

Seria o mesmo se Dona Dilma ficasse impedida ou incapacitada, Temer não quisesse assumir, Henrique Eduardo e Renan também não, o presidente seria Joaquim Barbosa. Hipótese, apenas hipótese, mas rigorosamente constitucional.

IVES GANDRA MARTINS:
JURISTAS TAMBÉM MUDAM

Em entrevista a Monica Bergamo, na Folha, disse textualmente, sem poder ser refutado: “Dirceu foi julgado sem provas, o Supremo jamais usou o “domínio do fato” para substituir as provas.

Desculpe, mas há mais de seis meses critiquei e comentei o fato aqui. E fiz comparações. Por exemplo: o Supremo ABSOLVEU o já ex-presidente Fernando Collor, alegando “falta de provas”.

Não conheciam ainda esse “domínio do fato”, que substitui as provas? Ou conheciam, mas esqueceram de lembrar. Vários ministros conhecem ou participaram desse julgamento.

E por que Ives Gandra não apareceu com a mesma argumentação (só que em sentido contrário) quando esse mesmo Supremo ABSOLVEU Collor por falta de provas? Nessa época valia utilizar a proclamada, apregoada e empolgada falta de provas? E desprezar o DOMÍNIO DO FATO?

TODOS FAZEM O
“JOGO” DO BOLSONARO

Ele não tem convicções, não se interessa pelo respeito ou solidariedade dos outros, a não ser dos seus eleitores, logicamente militares, que o elegem deputado desde a ditadura. Era capitão, não via muito futuro na caserna, transferiu sua atividade para fora dela, está aí e sendo “levado a sério” como deputado federal.

Com o mesmo eleitorado “cativo”, tem um filho deputado estadual e outro vereador. Defende sua sobrevivência política e sua subsistência familiar, o soldo militar é baixo, como em todo o serviço público.

Precisam se conscientizar. Bolsonaro não é estovado, irritado, provocador. Muito ao contrário. Só que agora partiu para a agressão, para a agressividade física na prestação de serviços. O PSOL entrará com ação, enquadrando-o na falta de ética. Não conseguirá nada, o Congresso tem maioria de bolsonaros civis.

OAB EXAUSTA E OMISSA

Essa Comissão da Verdade não pode ser presidida por um homem como Wadih Damous. Acusadíssimo por irregularidades, continua como conselheiro da OAB Nacional e presidente dessa Comissão.

Já escrevi tanto sobre esse Wadih, pedindo a intervenção da OAB. Não fazem nada, apenas: “O processo contra Wadih Damous corre em SEGREDO DE JUSTIÇA”.

Esse Wadih Damous é o Bolsonaro sem farda e talvez sem votos. Bolsonaro se elege há mais de 20 anos, gostando ou não gostando, representa uma parte do eleitorado. Wadih é candidato a deputado federal pela primeira vez, não deve se eleger, apesar das irregularidades e da utilização do dinheiro público.

E como é que deputados e senadores permitem que esse Wadih presida a Comissão da Verdade?

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PS – Os jornalões que enriqueceram servindo à ditadura, esqueceram de enriquecer conhecimentos. E usam até a primeira página para desinformar: “Celso de Mello dará o voto de Minerva”. Ora, ele era apenas o 11º ministro a votar, para um lado ou para o outro.

PS2 – Com 11 ministros, não haverá o voto de desempate dado pelo presidente, o único que pode usar esse chamado “voto de Minerva”.

PS3 – Adorando o erro ou o equívoco, dizem: “Dona Dilma viajará para os EUA”. Ora, ela foi à ONU, coisa inteiramente diferente. Tradicionalmente, o Brasil abre os debates nas sessões do órgão internacional.

PS4 – O primeiro foi o estadista Osvaldo Aranha, que já fora embaixador do Brasil em Washington. E em 1948 comandou a ONU.

PS5 – Se Dona Dilma não tivesse cancelado (ou adiado) a “visita de Estado”, em outubro iria aos EUA, aí, sim, de verdade.

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40 thoughts on “Bolsonaro não pode ser ‘levado a sério’. Tudo que faz é para garantir o voto (dos militares) para ele e os filhos, deputado estadual e vereador. Ives Gandra Martins mudou de convicção. O procurador-geral pode pedir a prisão de alguns condenados.

  1. (Jair Bolsonaro)logicamente militares, que o elegem deputado desde a ditadura.

    Helio
    Ele foi eleito no primeiro mandato para deputado em 1990, depois da ditadura.
    Reclamou do soldo do colegas e o então ministro Jarbas Passarinho em 1986 mandou prende-lo por 15 dias, depois disso o futuro dele no exercito ficou sem futuro mesmo.

  2. Affaire Bolsonaro.
    .
    Não sou militar por opção. Embora, orgulhosa e saudosamente, lembre os quase 40 anos convivendo com a instituição.
    Defendo a necessidade, mais do que isso, o direito da participação político-partidária – nos termos da lei – do cidadão que exerce a profissão de militar.
    Apoio a atuação do Deputado Bolsonaro, inclusive no episódio. Prefiro não emitir minha particular opinião sobre a ostensiva afetação do Senador envolvido no episódio.

  3. Sinistra possibilidade

    Não fosse decidida e obstinada atuação do ministro Joaquim Barbosa no julgamento-show-mensalão, com vigoroso apoio do PSDB, e implacável inusitado e sistemático fogo cerrado da “grande e pequena mídia livre”, nada teria acontecido. Como de sempre, tratando-se de roubalheiras das elites. Esse processo teria rumo de incontáveis outros envolvendo gente poderosa. A velha impunidade teria sido confirmada. Disso, todos sabem, para desespero dos homens honestos e honrados, cansados de tanta roubalheira.

    Entretanto, dado a grande crise econômica mundial, o episódio mensalão tomou rumo inesperado, transformado em julgamento-show-mensalão. Os azarentos suspeitos, não tiveram a necessária percepção de época e de tempo, que jamais poderia ser perdida por poderosas forças externas (claro que contando com velhos aliados internos), num tempo que os EU, junto com a Europa, estão metidos em gigantesca encrenca econômica e financeira, precisando como nunca, iniciar o desmantelamento de todas as forças nacionalistas existentes na América Latina, principalmente, no Brasil.

    Portanto, reconduzir toda a América Latina à velha humilhante condição de dependência externa, de grande importadora de tudo e de grande exportadora de matérias primas e de alimentos, a preços de bananas, é tudo que os gringos mais querem e precisam.

    Por isso mesmo, as gigantescas forças por detrás desse singular e bizarro julgamento, não estavam, nem nunca estiveram, atrás de corruptos e de ladrões. Estão sim, buscando por fim na trajetória de qualquer partido político e ou liderança que expressem atitudes e ações nacionalistas. Buscam desmantelar a atuação do Partido dos Trabalhadores – PT, de confirmada posição pró Brasil e pró povo, claramente demonstrada pelo governo Dilma Rousseff/PT, continuidade do governo Lula/PT. Sem esquecer que a honestidade pessoal de Dilma Rousseff incomoda muita gente poderosa das desonestas e entreguistas elites.

    Há que se supor, que as mesmas decididas forças entreguistas que estiveram por detrás das fulminantes bilionárias privatizações, em estratégicos países, inclusive no Brasil de FHC/PSDB causando siderais prejuízos para nossa economia e para nosso povo, viram no episódio do mensalão uma oportunidade de ouro para tentar virar o jogo, abrindo possibilidade para retorno do grupo FHC/PSDB ao Poder, com face Aécio, Serra, ou outro qualquer. Não importa.

    Não podemos esquecer que não fossem os consolidados feitos econômicos do governo Lula/PT, reforçados e aprimorados pelo governo Dilma/PT, impediram que o Brasil fosse também tragado pelo furacão econômico devastando o primeiro mundo, desde 2008, com milhares de desempregados e de falências.

    O julgamento-show-mensalão, envolvendo ladrões e inocentes, sem bem saber ao certo já que na inexistência de algumas provas, utilizaram o imoral domínio do fato, levanta forte suspeita de claros objetivos de tentar desmoralizar o governo PT, abrindo portas para retorno de velhos entreguistas visando novas devastadoras privatizações, vistas no passado FHC/PSDB. Levaria a economia dos EUA ao delírio. Acorda, Brasil.

  4. O goleiro Bruno foi condenado sem provas também. Não acharam o corpo da dita assassinada e, sem corpo, não há crime.
    Enfim, o processo foi construído todo na base das evidências.
    Já o mensalão, aquela dinheirama toda que rolou, foi apenas um delírio.

    O problema é que Bruno veio das favelas e não tinha a religião marxista-leninista para se escudar, com seus fiéis escravos como se vê aqui como o falso guerrilheiro Dirceu…

  5. Esse Naveira é tão patético , que nem consegue ser sutil em sua condição de petista empedernido.

    Desde o começo aqui, ele descaradamente defende esse partido corrupto, tentando compensar essa condição atacando FHC, que prá mim não passa de um bobão, mas acertou nas privatizações, que beneficiaram as empresas, que com isso multiplivaram por 10 seus empregos.
    A EMBRAER já estava falida e hoje é uma potência mundial.
    A telefonia propiciou telefone para todos. Mas esses tipos morrem de raiva ao ver os favelados com um na mão.
    A Vale, tinha 10 mil empregados e só os das minas trabalhavam, o resto era a maldragem dos governos. Hoje a Vale tem aproximadamente 100 mil empregados.

    Pior que um tipo assim ainda vai para a capa.
    Será que contribui com muito?

    PS.Meu dinheiro não é capim.

  6. Ao ilustre jornalista Helio Fernandes. Sobre Ives Gandra Martins, dou meu testemunho da seriedade, competência e ética, com que se comporta o notável jurista. Quanto á teoria discutida, ela é um esforço de superação da crise no Direito Penal, diante das fraquezas e defeitos da condição humana. Minhas saudações.

  7. Prezado Sr. MAURO JÚLIO VIEIRA, Saudações.
    O Sr. WELINTON NAVEIRA E SILVA, nosso ilustre colega Comentarista, é Nacionalista com um viés Estatal e fez acima, em linhas gerais uma verdadeira análise da situação.
    Nós, eu e senhor, somos Nacionalistas de viés Iniciativa Privada Nacional, Liberais-Democratas Nacionalistas. As vezes me parece que o senhor, na sua ânsia de DESESTATIZAÇÃO, no que até aí concordamos, concorda até em passar a Estatal para a Multi-Nacional Internacional. Aí, discordamos frontalmente. Claramente para o País, ainda é melhor uma Estatal com seus problemas de interferência Política, do que a Multi-Nacional Internacional que tem seus interesses na Matriz no Estrangeiro. Não vejo nada de errado em se apoiar com critérios, Governos PT + TODOS -3, Governos que contaram com um Vice Presidente como o Mega-Empresário Sr. JOSÉ ALENCAR, ex-Presid. da FIEMG, etc, e que defenderam bem os interesses Nacionais. Tenha mais calma prezado Sr. JÚLIO. Abrs.

  8. Prezado Bortolotto, para mim, em primeiro lugar, só interessa ver o brasileiro empregado. As privatizações mostrararam esse fator que favoreceu isso.
    Fato irrefutável.
    Acho que o estado deve cuidar de sua obrigação fundamental, o que não acontece neste país, que é fornecer educação científica, cobrar menos imposto dequem trabalha e produz, punição severa a criminosos e infraestrutura em geral.
    E por aí vai.
    Mas do jeito que está este país nunca irá.
    Abs.

    PS. Em todos os países sérios é livre o investimento internacional, pois este é fundamental para o progreso do povo. As regras para essas empresas são bastantes favoráveis aos dois lados.
    Todos ganham.

  9. 1) Procurador Geral indicado por Lulla mandar prender mensalleiros? Vc bebeu?

    2) Yves “Grana” ? Qual a novidade?

    3) Dizem que Osvaldo Aranha recebeu uma grana preta para ajudar a aprovar o Estado de Israel na ONU. É verdade, mestre Hélio?

    4) Esqueçam o Julgamento do Mensalão. Já era….Parecia que o Brasil tinha mudado, mas continua a mesma fossa de sempre….

  10. Ilustre Jornalista,
    Neste momento o Dr. Luciano Coutinho esta em New York oferecendo a infraestrutura brasileira ao capital internacional.
    Com o governo totalmente desarticulado, despreparado e desmoralizado que temos hoje, não vamos a lugar algum.
    Pensam os nossos ilustres empresários que a abertura da porteira os vai beneficiar.
    Também esses não entendem que devem colaborar para o bom destino de uma nação.
    São fanáticos em defender a vantagem comparativa! Não sabem eles que a Espanha no anos 1.700 devido a este pensamento. E, o crescimento da China foi pelo mesmo motivo.
    Vão ser todos engolidos. O futuro se repetirá!
    Desculpe o comentário, mas falta no Brasil quem clame por ele como nesta página!
    SDS
    Vitor.

  11. Pelo que leio aqui estamos numa “ótima”.

    Vejamos: -O Collor, coitado, foi justiçado, afinal não existia provas, tá.
    -Os picaretas do mensalão não podem ser condenados, pois os mesmo são “inocentes”.
    -O DESEQUILIBRADO BOLSONARO, É O CARA.

    Tudo isso parece até o Samba do Crioulo Doido.

    Vade retro…

  12. Prezado Sr. MAURO JÚLIO VIEIRA, Saudações.
    A meu ver, quanto mais Investimento Internacional um País recebe, mais Descapitalizado NACIONALMENTE ele fica. Só o Capital NACIONAL gera aumento real de Padrão de Vida. Se não, nós não seríamos a 6ª Economia do mundo e 84ª em IDH. Os Países Capitalizados (Centrais) permitem Livre Investimento Internacional porque tem o Domínio Internacional de sua Moeda, e SÓ NOS EMPREENDIMENTOS NÃO ESTRATÉGICOS. A meu ver, os Países sub-Desenvolvidos e sub-Capitalizados como o nosso devem fomentar ao máximo o Capital Nacional e evitar ao súper-máximo o Capital Internacional, sob pena de nunca se CAPITALIZAR. Abrs.

  13. Direi sempre: comissão da verdade coisa nenhuma,disperdício do dinheiro dos meus impostos é obrigação do estado Brasileiro reparar para os dois lados,é fato o que aconteceu durante os governos militares,mas colocar apenas alguns á tiracolo ,para se promover é canalhice,essa comissão é uma comissão da revanche.

  14. Obrigado Bortolotto, mas continuo com a minha opinião.
    Onde tem empresas nacionais ou internacionais tem emprego.
    O resto é burocracia e a nossa afugenta investidores, ao contrário de países onde a inteligência ainda existe.
    Abração

  15. Mauro Júlio, quanta ignorância. Trabalhei no sistema telebrás, mais precisamente na
    Telemig por longos 27 anos. Por isso mesmo posso falar de catedra e, não daquilo que
    se lê na imprensa venal e venalizada. A privatização do sitena não gerou um só emprego. O que aconteceu foi a precarização das relações de trabalho, pois, todos foram demitidos e, todos os serviços terceirizados. A maioria sem alternativas teve
    que sujeitar a salários até 60% memor do que aquele que ganhava na estatal e, que não era nehuma maravilha. Quando da privatização a assinatura básica de um telefone residencial era de R$ 0,67, quanto é hoje? A privatização ocorreu em junho de 1998 e, em agosto foi publicado o balanço cosolidado do sistema e, a pessimas empresas
    deram ao país um lucro líquido de 6 bilhões, sem sonegarem um centavo de impostos.

  16. Julio Severo entrevista Marco Feliciano.
    “Hoje num pente fino bem apurado, descobri tramitando pela Câmara dos Deputados mais de 900 projetos que ferem a família tradicional, as igrejas e a liberdade de expressão”.
    “Minha esposa contraiu uma doença psicossomática da qual ainda não se recuperou. Minhas filhas menores (10 e 11 anos) precisaram de apoio psicológico, pois em um culto os ativistas gays subiram sobre o meu carro, expondo seus órgãos sexuais, aos gritos, xingamentos, cusparadas, enquanto minhas crianças estavam no carro, aos gritos e prantos”.
    “Marina é tão de esquerda que o próprio PT não foi radical o suficiente pra ela. Vejam os que estão ao lado dela na construção da Rede e entenderão o que falo”.
    Mais aqui: http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/14543-julio-severo-entrevista-marco-feliciano.html

  17. Lafer, sei que sou ignorante. Dos maiores.
    Mas de uma coisa eu não abro mão: do palpável,do visível.
    Antes apenas 20 ou 30% da população tinham telefones.
    Hoje, vejo todo mundo com celulares na mão. Pobre, preto, rico, branco, misturado,etc
    Todos os brasileiros hoje tem telefone, para raivinha daqueles que trocam o palpável e o visível por crenças ideológicas ou malandragem mesmo.

  18. LULA, o FREI, o PODER e aquela ocasião PANTAGRUÉLICA.
    (A propósito de Lula reentrar em cena)
    .
    “O ANALFABETO AINDA PODE VOTAR EM LULA. MAS O FILHO DO ANALFABETO ESTÁ PENSANDO EM SER LADRÃO. Isso me dói. Lula é católico, diz ser. É devoto da Santa Ignorância – Saulo Ramos, advogado e Consultor Geral da República em Código da Vida”
    .
    A analogia é uma forma legítima de comparação e a comparação é o único meio prático de que dispomos para tornar as coisas inteligíveis. Com este conceito que uso de Émile Durkheim é bem possível traçar uma analogia entre o garoto que matou a família e o mito Lula. O último laudo do psiquiatra forense é bastante elucidativo. Ficção e realidade, nele, Lula, se interpenetram. Hoje pode ser doloso; de início, não era.
    .
    Procurei conhecer Lula com quem com ele conviveu desde longe e muito de perto: Frei Betto. Procurei ler (é um ótimo exercício. Pena que Lula não suporte) atentamente o que o religioso e político dissidente afirmou sobre Lula em “a mosca azul – reflexão sobre o poder”. Razões e insuspeição não faltam para crer em Frei Betto.
    Um ímpar senso de oportunidade e de futurologia fez com que Frei Betto trouxesse, logo na contracapa, Machado de Assis em “Ocidentais” que tem por dois últimos versos o Lula de ontem em sua relação com o Poder e o de hoje:

    “Dissecou-a, a tal ponto, e com tal arte, que ela,
    Rota, baça, nojenta, vil,
    Sucumbiu; e com isto esvaiu-se-lhe aquela
    Visão fantástica e sutil
    .
    Hoje, quando ele aí vai, de aloé e cardamomo
    Na cabeça, com ar taful,
    Dizem que ensandeceu, e que não sabe como
    Perdeu a sua mosca azul”

    Essa citação poética permite imaginar o que conta o velho e decepcionado Frei da figura ANTAlógica do ex-retirante, ex-engraxate, ex-tintureiro, ex-metalúrgico, ex-preso político, O Cara! E A Coroa! herdeira dele que faz o humor de Obama, e agora ex-presidente, mas rico, muito rico.
    Conheceram-se – em João Monlevade MG na posse de um sindicalista “companheiro” (João Paulo Pires Vasconcelos) – o então dirigente sindical Lula e o coordenador da Pastoral da Operária em janeiro de 1980, Frei Betto.
    Diz o Frei da ocasião pantagruélica:
    “Narinas e olhos derretiam-se diante daquela pantagruélica fieira de pratos apetitosos, carnes em profusão ao brilho de espessa gordura, arroz enfumaçado de brancura, retalhos de porco a boiarem no caldo espesso do feijão, batatas besuntadas de maionese, cesta de pães para que a fome se visse aplacada, não apenas pelo cardápio variado, mas também por esse estranho hábito de atulhar a boca de miolo, a empurrar goela abaixo o bolo alimentar mal mastigado, essa sofreguidão palradora que envolve comensais desprovidos de preocupação senão a de valer-se da fortuna de merecer o direito de, mais uma vez, provar quer o júbilo do coração quase sempre paga o tributo – se ainda não descobriram os vôos do espírito -, à insaciável voracidade do estômago”
    Coração, espírito e estômago quanta contradição nessa trilogia…
    Segue o Frei e lá pelas pgs 96, a confirmação do que era dúvida quando Lula, Presidente da República, afirmou em público:
    “…que nunca fora de esquerda e evitou promover reformas de estruturas, como a fundiária. Ora, o poder não muda as pessoas, faz com que manifestem a verdadeira face”, concluiu frei Betto.
    .
    Reconhece:
    “A reforma da Previdência não cortou privilégios dos marajás e ainda onerou os aposentados; a tributária não chegou as grandes fortunas, nem se reduziu o ônus dos assalariados na política fiscal; a agrária pouco avançou, sequer o governo cumpriu sua própria agenda de assentamentos de famílias sem-terra”
    Leiam. É um depoimento verdadeiro e comovente.

    Lula é um fantasista, uma fraude, que, nem ele próprio reconhece:

    “O fantasista nega a verdade diante de si próprio, o mentiroso somente diante dos outros – Nietzsche”

  19. Prezado Flávio José Bortolotto

    A memória das pessoas costuma ser falha. Coisa do ser humano, que os políticos, sabem muito bem, aproveitar essa falha biológica. Para reforçar a memória de nosso colega comentarista, Sr. Mauro Julio Vieira, abaixo segue:

    O ex-presidente Lula pegou a economia brasileira, totalmente desmantelada pelas privatizações FHC/PSDB, com milhares de falências e desempregados por todo o Brasil, com milhares de indústrias sucateadas e comércios de portas arriadas. Por todos os lados, estavam desesperadas placas “Vende” e “Aluga”. A inadimplência corria solta.

    Todo o transporte público, inclusive o metrô, ainda que nas horas de grande fluxo, circulavam praticamente vazios. O centro da cidade, em plena semana, pouca gente por todos os lugares, parecia sábado e domingo. Nos fins de semana em Copacabana os bares e restaurantes estavam vazios. Enquanto isso, por todo o calçadão de Copacabana, centenas de improvisados vendedores ambulantes, vendendo água, cerveja, cachorro quente e churrasquinho de gato.

    Compondo esse quadro de profunda depressão econômica, milhares de pessoas da classe média, caminhavam malvestidos, quase que calados. Desmotivados. As minhas três filhas se formaram naquele tempo, tiveram que continuar estudando, pois que emprego para engenharia, nem pensar.

    Não só essas, mas outras incontáveis sinalizações de grande decadência econômica pairam na memória de todos que viveram naqueles sinistros tempos, decorrentes das criminosas privatizações FHC/PSDB.

    Apesar de tamanho estrago FHC/PSDB, Lula/PT, conseguiu restabelecer a confiança interna e externa, gerando as classes de consumidores, “E” e “D”, provenientes da miséria e da pobreza, fortalecendo o nosso mercado interno. Conseguiu propiciar formidável clima financeiro e econômico, capaz de encher os restaurantes e bares durante toda a semana. A classe média, que nunca antes tinha viajado ao exterior, passou a lotar os voos internacionais, em turismo para Europa e outros lugares.

    Logo a seguir, veio o governo Dilma/PT, por azar, junto com a avassaladora crise mundial do capitalismo, destroçando a Europa e os EUA, desde 2008. Apesar de todas as dificuldades decorrentes dessa atual crise mundial, Dilma Rousseff foi capaz de levar adiante o governo de Lula/PT, bem longe das terríveis consequências lá de fora. Só por esses fatos, chegaremos à conclusão que o governo Lula, bem como o governo Dilma, foram o que de melhor já aconteceu para a economia do Brasil, após o governo de Getúlio Vargas.

  20. Mauro Júlio, já disse a você que sou do ramo. É a velha história, criar dificuldade para vender facilidades. Eu era analista-projetista, de 1994 a 1998, trabalhavamos de segunda asabado de 08:00h às 22:00h. Quando houve a privatização toda a demanda da reprimida estava atendida. As empresas que adquiriram as estatais não investiram um centavos,não pagaram nada, não entrou um tostão, tudo foi finaciado pelo BNDES e pelo fundos de pensões estatais. Não houve apagão no sistema como ocorre no sistema movél, porque nós eramos profissionais e competentes.
    Havia em Brasília o CPQD da TELEBRÁS. Era um centro de desenvolvimento e pesquisa. Lá
    foi desenvolvido por um técnico da Telebrasíia uma tecnológia hoje conhecida como Bina. Toda empresa de equipamento telefônico utiliza hoje. Sabia que o inventor não conseguiu patentea-ló até hoje, será porque?
    Existia na época um problema sério que era chamado de rimgue, ou seja desgarda eletríca e fortes ruídos nos fones de ouvidos dos técnicos quando faziam texte na rede ou em telefones, muitos perderam a audição no ouvido atngido. Um colega da Telemig, desenvolveu um dispositivo que êle chamou de varistor e resolveu o problema, conseguiu patentear, não será porque? Há os novos fones de ouvidos vendidos pelas multinacionais da época passaram a vir com
    este dispositivo.
    Agora pasmem, no final da decáda de 70 no CPQD da TELEBRÁS, estava sendo desenvolvida
    por tecnicos brasieleiros a central trópico, que era uma CPA, central altomática digital e, já estava na fase de textes,o Brasil era um dos poucos países naquele tempo que dominaria essa tecnologia. O que aconteceu? O general alencastro presidente da Telebras na época mandou suspender todo trabalho, será porque?
    Se o que defendes é esta elite retrogada, entreguista, ladravas, alienigena e, que não tem nenhum compromisso com o país, estou fora. Disse e repito o Brasil não tem empresários, mas sim mercantilista da pior qualidade.^
    Então quem é o malandro.

  21. Voce falou bem Lafer. Voce estava lá nos escritórios e pouco sabia o que acontecia nas ruas, com a malandragem alugando telefones por exemplo. Aqui mesmo tem um que confessou isso.
    Ou seja , para o povão só orelhão.
    Bem , e por aí vai.

    Quanto a Lula, o malandro, ele pegou a China comprando comodities a preços altos de mercado na sua época e nós importamos de lá manufaturados a preço de banana. Com isso se conseguiu um pífio crescimento de 4%, enquanto o mundo inteiro cresceu a mais de 7%.

    O Brasil não tem pernas para progredir por conta própria. Aliás, esse governo do PT ainda dá dinheiro para o MST detonar o agro-negócio, que é uma das poucas coisas que funcionam por aqui.

    Enfim, esses fatos são irrefutáveis.

    O resto é crença ideológica ou malandragem.

  22. Sr. Flávio Bortolotto:
    Leio os seus comentários sempre com muita atenção e zelo, são sempre sensatos,balizados pelo conhecimento, e sei que o Sr. conhece economia, é Economista, dos bons, no melhor sentido do termo. Eu sou engenheiro, fiz doutorado em Matemática. Gosto de Economia, pois todos nós dependemos dela, sem riquezas, prosperidade tudo é vão. Discordo das sua ideias sobre investimento externo, e acho que quanto mais um país atrai capital externo, mais se desenvolve. Um dos maiores economistas da História foi von Mises, o guru de Hayek, outro gigante intelectual.
    O texto abaixo expõe o oposto do seu pensamento, e o “cara” que escreveu esta pérola era um sábio.Leia o texto, por favor.

    – Investimento Externo
    Há quem atribua aos programas de liberdade econômica um caráter negativo. Dizem: “Que querem de fato os liberais? São contra o socialismo, a intervenção governamental, a inflação, a violência sindical, as tarifas protecionistas… Dizem ‘não’ a tudo”. Esta me parece uma apresentação unilateral e superficial do problema. É, sem dúvida, possível formular um programa liberal de forma positiva. Quando alguém afirma: “Sou contra a censura”, não se torna negativo por isso. Na verdade, esta pessoa é a favor de os escritores terem o direito de determinar o que desejam publicar, sem a interferência do governo. Isso não é negativismo, é precisamente liberdade (é óbvio que, ao empregar o termo “liberal” com relação às condições do sistema econômico, tenho em mente o velho sentido clássico da palavra).

    Hoje, grande parte das pessoas julga inadequadas as consideráveis diferenças de padrão de vida existentes entre muitos países. Dois séculos atrás, as condições da Grã-Bretanha eram muito piores que as condições atuais da Índia. Mas em 1750 os britânicos não se atribuíam os rótulos de “subdesenvolvidos” ou de “atrasados”, pois não tinham como comparar a situação de seu país com a de outros, que se encontrassem em condições econômicas mais satisfatórias. Hoje, todos os povos que não atingiram o padrão de vida médio dos Estados Unidos acreditam haver algo errado na sua situação econômica. Muitos deles se intitulam “países em desenvolvimento” e, nessa qualidade, reivindicam ajuda dos chamados países desenvolvidos ou super desenvolvidos. Permitam-me explicar a realidade dessa situação. O padrão de vida é mais baixo nos chamados países em desenvolvimento porque os ganhos médios para os mesmos gêneros de trabalhos são mais baixos nesses países que em alguns outros da Europa Ocidental, que no Canadá, no Japão, e especialmente nos Estados Unidos. Se investigarmos as razões dessa diferença, seremos obrigados a reconhecer que ela não decorre de uma inferioridade dos trabalhadores ou de outros empregados. Reina entre certos grupos de trabalhadores norte-americanos a tendência a se julgarem melhores que os outros povos – e que é graças aos próprios méritos que ganham salários mais altos que os trabalhadores dos demais países.

    Bastaria a um trabalhador norte-americano visitar um outro país – digamos a Itália, de onde tantos deles são originários – para constatar que não são suas qualidades pessoais, mas as condições do país, que lhe possibilitam receber salários menos ou mais elevados. Se um siciliano migrar para os Estados Unidos, em pouco tempo poderá alcançar os padrões salariais correntes neste país. E, se retornar à Sicília, o mesmo homem verificará que sua permanência nos Estados Unidos não lhe conferiu qualidades que lhe permitissem auferir, na Sicilia, salários superiores aos de seus conterrâneos.

    Essa situação econômica tampouco pode ser explicada a partir do pressuposto de que os empresários americanos sejam superiores aos empresários dos demais países. É fato que – exceção feita ao Canadá, à Europa Ocidental e a certas regiões da Ásia – o equipamento das fábricas e os processos tecnológicos são, de modo geral, inferiores aos utilizados nos Estados Unidos. Mas isso não é fruto da ignorância dos empresários desses países “subdesenvolvidos”. Eles têm perfeita consciência de que as fábricas dos Estados Unidos e do Canadá são muito mais bem equipadas. Muitos recebem informações apropriadas sobre tudo isso, uma vez que são obrigados a se manterem em dia com a tecnologia. As vezes, ao faltarem as informações, esses empresários buscam outros meios disponíveis para suprir suas deficiências: recorrem, então, a manuais e revistas técnicas que divulgam esse conhecimento.

    A diferença, repetimos, não reside na inferioridade pessoal nem na ignorância. A diferença está na disponibilidade de capital, na quantidade acessível de bens de capital. Em outras palavras, o montante de capital investido per capita é maior nas chamadas nações avançadas que nas nações em desenvolvimento.

    Um empresário não pode pagar a um trabalhador mais que a soma adicionada pelo trabalho desse empregado ao valor do produto. Não lhe pode pagar mais que aquilo que os clientes se dispõem a pagar pelo trabalho adicional desse trabalhador individual. Se lhe pagar mais, a paga de seus clientes não lhe permitirá recuperar seus gastos. Sofrerá prejuízos, e além disso, como já ressaltei várias vezes, e é do conhecimento geral, um negociante submetido a prejuízos é obrigado a mudar seus métodos de negociar. Caso contrário, vai à bancarrota.

    Os economistas dizem que “os salários são determinados pela produtividade marginal da mão-de-obra”. Esta afirmativa não é mais que outra formulação do que acabamos de expor. Não se pode negar o fato de que a escala salarial é determinada pelo montante em que o trabalho de um indivíduo aumenta o valor do produto. Dispondo de instrumentos de alta qualidade e eficiência, uma pessoa poderá realizar, em uma hora de trabalho, muito mais que outra que, também durante uma hora, trabalhe com instrumentos menos aperfeiçoados e menos eficientes. É óbvio que cem homens que trabalhem numa fábrica de calçados nos Estados Unidos produzam muito mais, no mesmo prazo, que cem sapateiros na Índia, obrigados a utilizar ferramentas antiquadas, num processo menos sofisticado. Os empregadores de todas essas nações em desenvolvimento estão perfeitamente cônscios de que melhores instrumentos tornariam suas empresas mais lucrativas. Certamente gostariam de poder não só aumentar o número de suas fábricas como também adquirir instrumentos mais modernos e sofisticados. O único empecilho é a escassez de capital.

    A diferença entre as nações mais desenvolvidas e as menos desenvolvidas se estabelece em função do tempo. Os ingleses começaram a poupar antes de todas as outras nações. Consequentemente, também começaram antes a acumular capital e a investí-lo em negócios. Este foi o fator primordial para que se alcançasse, na Grã-Bretanha, um padrão de vida bastante elevado numa época em que, em todos os outros países europeus, prevalecia ainda um padrão consideravelmente baixo. Gradualmente, todas as demais nações começaram a analisar o que ocorria na Grã-Bretanha e não lhes foi difícil descobrir a razão da riqueza desse país. Assim, puseram-se a imitar os métodos dos negociantes ingleses. De qualquer modo, o fato de outras nações só terem começado mais tarde seus investimentos e de os britânicos não terem parado de investir capital fez permanecer uma grande diferença entre as condições econômicas da Inglaterra e as desses outros países. Mas ocorreu algo que veio anular a superioridade da Grã-Bretanha.

    Aconteceu, então, o fato mais importante da história do século XIX – e não me refiro apenas à história de um só país. Trata-se da expansão, no século XIX, do investimento externo. Em 1817, o grande economista inglês Ricardo ainda considerava ponto pacífico que só se poderia investir capital nos limites de um país. Não considerava a hipótese de os capitalistas virem a investir no estrangeiro. Mas, algumas décadas mais tarde, o investimento de capital no estrangeiro começou a desempenhar um papel de importância primordial no mundo dos negócios. Sem esse investimento de capital, as nações menos desenvolvidas que a Grã-Bretanha teriam sido obrigadas a iniciar seu desenvolvimento utilizando-se dos mesmos métodos e tecnologia usados pelo britânicos em princípio e meados do século XVIII. Seria preciso procurar imitá-los lentamente, passo a passo. E sempre se estaria muito aquém do nível tecnológico da economia britânica, de tudo o que os britânicos já tinham realizado.

    Teriam sido necessárias muitas e muitas décadas para que esses países atingissem o padrão de desenvolvimento tecnológico alcançado, mais de um século antes, pela Grã-Bretanha. Assim, o investimento externo constituiu-se num fator preponderante de auxílio para que esses países iniciassem seu desenvolvimento. O investimento externo significava que capitalistas investiam capital britânico em outras partes do mundo. Primeiro, investiram-no naqueles países europeus que, do ponto de vista da Grã-Bretanha, se apresentavam como os mais carentes de capital e os mais atrasados em seu desenvolvimento. É do conhecimento de todos que as estradas de ferro da maioria dos países da Europa – e também as dos Estados Unidos – foram construídas com a ajuda do capital britânico. Aliás, o mesmo se passou aqui na Argentina. As companhias de gás, em todas as cidades da Europa, eram também britânicas. Em meados da década de 1870, um escritor e poeta inglês criticou seus compatriotas dizendo: “Os britânicos perderam o antigo vigor e já não têm uma só ideia nova. Deixaram de ser uma nação importante ou de vanguarda”. A isto, Herbert Spencer, o eminente sociólogo, respondeu: “Olhe para a Europa continental. Todas as capitais europeias têm iluminação porque uma companhia britânica lhes fornece gás”. Isso se passou, é claro, numa época que hoje se nos afigura como a época “remota” da iluminação a gás. Spencer disse ainda mais a esse critico: “Você afirma que os alemães estão muito à frente da Grã-Bretanha. Olhe para a Alemanha: até mesmo Berlim, a capital do Reich alemão, a capital do Qeist, ficaria às escuras se uma companhia britânica de gás não tivesse entrado no país e iluminado as ruas”.

    Foi também o capital britânico que, nos Estados Unidos, implantou as estradas de ferro e deu início a diversos ramos industriais. É evidente que, ao importar capital, o país passa a ter uma balança comercial que os economistas qualificam de “desfavorável”. Isso significa que suas importações excedem as exportações. A “balança comercial favorável” da Grã-Bretanha devia-se ao fato de que suas fábricas enviavam muitos tipos de equipamento para os Estados Unidos e tinham como pagamento simplesmente ações de companhias norte-americanas. Esse durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, bem como nas entre guerras e após elas: os empréstimos, os investimentos feitos na Europa, além do lend-lease, da ajuda externa, do Plano Marshall, dos alimentos enviados para outros países e de todos os demais subsídios. Friso isto porque não são poucos os que acreditam ser vergonhoso ou degradante ter capital estrangeiro operando em seu país. Devemos nos dar conta de que em todos os países, exceto a Inglaterra, o investimento de capital de origem estrangeira sempre desempenhou um papel da mais considerável importância para a implantação de indústrias modernas.

    Se afirmo que o investimento externo foi o maior acontecimento histórico do século XIX, faço-o no desejo de lembrar tudo aquilo que nem sequer existiria se não tivesse havido qualquer investimento externo. Todas as estradas de ferro, inúmeros portos, fábricas e minas da Ásia, o canal de Suez e muitas outras coisas no hemisfério ocidental não teriam sido construídos, não fosse o investimento externo. O investimento externo é feito na expectativa de que não será expropriado. Ninguém investiria coisa alguma se soubesse de antemão que seus investimentos seriam objeto de expropriação. No século XIX e no início do século XX, não se cogitava disso ao se aplicar no estrangeiro. Desde o princípio havia, por parte de alguns países, certa hostilidade em relação ao capital estrangeiro. No entanto, apesar da hostilidade, estes países, em sua maior parte, compreendiam muito bem que os investimentos externos lhes propiciavam imensas vantagens. Em alguns casos, os investimentos externos não eram destinados diretamente a capitalistas de outros países: realizavam-se indiretamente, através de empréstimos concedidos ao governo do país estrangeiro. Neste caso, era o governo que aplicava o dinheiro em investimentos. Foi este, por exemplo, o caso da Rússia. Por razões puramente políticas, os franceses investiram nesse país – nas duas décadas que precederam a Primeira Guerra Mundial – cerca de vinte bilhões de francos de ouro, sobretudo na forma de empréstimos ao governo. Todos os grandes empreendimentos desse governo – como, por exemplo, a ferrovia que liga a Rússia, indo dos montes do Ural, através do gelo e da neve da Sibéria, até o Pacífico – foram realizados basicamente com capital estrangeiro emprestado ao governo russo. Como é fácil presumir, os franceses nem sequer imaginavam que, de um momento para outro, se implantaria um governo russo comunista que simplesmente declararia não pretender pagar os débitos contraídos por seus predecessores do governo czarista.

    A partir da Primeira Guerra Mundial, teve inicio um período de guerra declarada aos investimentos estrangeiros. Uma vez que não há qualquer medida capaz de impedir um governo de expropriar capital investido, praticamente inexiste proteção legal para os investimentos externos no mundo de hoje. Os capitalistas dos países exportadores de capital não previram isso: se o tivessem feito, teriam sustado todos os investimentos externos há quarenta ou cinquenta anos atrás. Na verdade, os capitalistas não acreditavam que algum país pudesse ser antiético o bastante para descumprir uma dívida, para expropriar e confiscar capital estrangeiro. Com este tipo de ação, inaugurou-se um novo capítulo na história econômica do mundo. Encerrado o glorioso período do século XIX, em que o capital estrangeiro fomentou, em todas as partes do mundo, a implantação de modernos métodos de transporte, de fabricação, de mineração e de tecnologia agrícola, inaugurou-se uma nova era em que governos e partidos políticos passaram a ter o investidor estrangeiro na conta de um explorador a ser escorraçado do país. Os russos não foram os únicos a incorrer nessa atitude anticapitalista. Basta lembrar, por exemplo, a expropriação dos campos de petróleo norte-americanos no México, bem como tudo o que se passou aqui, neste país (Argentina).

    A situação no mundo de hoje, gerada pelo sistema de expropriação do capital estrangeiro, consiste ou na expropriação direta ou naquela realizada indiretamente, por meio do controle do câmbio exterior ou da discriminação de taxas. Este é sobretudo um problema de nações em desenvolvimento. Tomemos, por exemplo, a maior dessas nações: a Índia. Sob o sistema britânico, investiu-se, neste país, predominantemente capital britânico, embora também tenha havido investimentos de capital originário de outros países da Europa. Além disso, os britânicos exportaram para a Índia algo extremamente importante, que precisa ser mencionado neste contexto: exportaram métodos modernos de combate a doenças contagiosas. O resultado foi um extraordinário aumento da população do país que, por sua vez, gerou um terrível agravamento dos seus problemas. Ante essa situação cada vez mais grave, a Índia optou pela expropriação como meio de enfrentar suas dificuldades. Mas esta expropriação não foi sempre efetuada de maneira direta: a hostilização do governo aos capitalistas estrangeiros se mostrava nos empecilhos criados para seus investimentos. Como consequência, só restava aos capitalistas liquidarem seus negócios.

    A Índia podia, é óbvio, obter capital por um outro método: o da acumulação interna. Mas trata-se de um país tão hostil à acumulação interna de capital quanto aos capitalistas estrangeiros. O governo indiano declara pretender industrializar o país, mas o que de fato tem em mente é instituir empresas socialistas. Alguns anos atrás, o famoso estadista Ja-waharlal Nehru publicou uma coletânea de discursos. O livro foi lançado no intuito de tornar os investimentos estrangeiros na Índia mais atraentes. O governo indiano não é contrário ao capital estrangeiro antes que este seja investido. A hostilidade só começa quando já está investido. Nesse livro – cito literalmente – o Sr. Nehru diz: “Desejamos, é claro, socializar. Mas não somos contrários a iniciativa privada. Desejamos encorajar de todas as maneiras a iniciativa privada. Queremos afiançar aos empresários que investem no país que não os expropriaremos ou os socializaremos num prazo de dez anos, talvez até por mais tempo.” E ele supunha estar fazendo um convite estimulante.

    No entanto, o problema real – como sabem todos aqui presentes – está na acumulação interna de capital. Em todos os países, são extremamente altos os impostos que, hoje, pesam sobre as companhias. Na verdade, elas sofrem uma dupla tributação. Além de haver uma severa taxação sobre seus lucros, há, ainda, outra taxação sobre os dividendos que pagam aos acionistas. E esta tributação é feita de maneira progressiva. A tributação progressiva da renda e dos lucros tem como resultado o fato de que precisamente aquelas parcelas da renda que se tenderia a poupar e a investir são consumidas no pagamento de tributos. Tomemos o exemplo dos Estados Unidos. Há alguns anos, havia um imposto sobre “excesso de lucros”: de cada dólar ganho, a companhia retinha apenas dezoito centavos de dólar. Quando esses 18 centavos eram pagos aos acionistas, aqueles que possuíam um grande número de ações tinham de pagar, sobre essa cota, como imposto, um percentual de 16, 18 ou até mais. Assim, de um dólar de lucro, os acionistas retinham cerca de sete centavos de dólar, ficando o governo com os 93 restantes. A maior parte desses 93% que, nas mãos do acionista, teria sido economizada e investida, é utilizada pelo governo nas despesas comuns. É esta a política dos Estados Unidos.

    Espero ter deixado claro que a política dos Estados Unidos não é um exemplo a ser imitado por outros países. Quero apenas ressalvar que um país rico tem mais condições de suportar más políticas que um país pobre. Nos Estados Unidos, a despeito desses métodos de tributação, ainda se verifica, todos os anos, alguma acumulação adicional de capital que reverte em investimentos. Permanece ainda, consequentemente, uma tendência à elevação do padrão de vida.

    Mas em muitos outros países o problema é extremamente mais critico. Além de não haver – ou de não haver em volume suficiente – poupança interna, o investimento de capital oriundo do estrangeiro é severamente reduzido em decorrência da franca hostilidade existente em relação ao investimento externo. Como podem estes países falar de industrialização, da necessidade de criar novas fábricas, de atingir melhores condições econômicas, de elevação do padrão de vida, de obtenção de padrões salariais mais elevados, de implantar melhores meios de transporte, se adotam uma prática que terá exatamente o efeito oposto? O que suas políticas fazem efetivamente, quando criam obstáculos ao ingresso do capital estrangeiro, é impedir ou retardar a acumulação interna de capital.

    O resultado final é, certamente, extremamente negativo. Como não podia deixar de ser, decorre de tudo isto uma acentuada perda de confiança: existe hoje, no mundo todo, um crescente descrédito na viabilidade de se investir no exterior. Ainda que os países interessados em conseguir novos capitais se empenhassem em mudar imediatamente suas políticas e fizessem toda a sorte de promessas, é muito duvidoso que pudessem, mais uma vez, estimular os capitalistas estrangeiros a neles investirem.

    É evidente que existem métodos para evitar que as coisas cheguem a este ponto. Uma medida possível seria o estabelecimento de alguns estatutos internacionais – e não somente de acordos – que retirassem os investimentos externos da jurisdição nacional. Isto poderia ser feito por intermédio das Nações Unidas. Mas a ONU não passa de um lugar de encontro para discussões inócuas. Tendo em vista a enorme importância do investimento externo, percebendo com clareza que só ele pode trazer melhorias para as condições políticas e econômicas do mundo, precisamos tentar fazer algo em termos de legislação internacional.

    Esta é uma questão legal, de cunho técnico, que estou levantando apenas para mostrar que a situação não é desesperadora. Se o mundo quiser efetivamente tornar possível que os países em desenvolvimento elevem seu padrão de vida, chegando ao “estilo de vida americano”, isso poderá ser feito. É necessário apenas compreender como.

    Uma única coisa falta para tornar os países em desenvolvimento tão prósperos quanto os Estados Unidos: capital. No entanto, é imprescindível que haja liberdade para empregá-lo sob a disciplina do mercado, não sob a do governo. É preciso que estas nações acumulem capital interno e viabilizem o ingresso do capital estrangeiro. No entanto, faz-se necessário frisar, mais uma vez, que o desenvolvimento da poupança interna só tem lugar quando as camadas populares se sentem respaldadas por um sistema econômico que propicie a existência de uma unidade monetária estável. Em outras palavras, não se pode admitir nenhuma modalidade de inflação.

    Grande parte do capital empregado nas empresas norte-americanas é de propriedade dos próprios trabalhadores e de outras pessoas de recursos modestos. Bilhões e bilhões de depósitos de poupança, títulos e apólices de seguro operam nessas empresas. Hoje, no mercado monetário dos Estados Unidos, os maiores emprestadores de dinheiro já não são os bancos, mas as companhias seguradoras. E, do ponto de vista econômico – e não do legal -, o dinheiro das seguradoras é propriedade do segurado. E praticamente todos os cidadãos norte-americanos são, de uma forma ou de outra, segurados. O requisito fundamental para que haja, no mundo, uma maior igualdade econômica é a industrialização. E esta só se torna possível quando há maior acumulação e investimento de capital. Talvez eu os tenha surpreendido por não mencionar uma medida reputada primordial na industrialização de um país: o protecionismo. Mas as tarifas e controles do câmbio exterior são exatamente meios de impedir a importação de capital e a industrialização do país. A única maneira de fomentar a industrialização é dispor de mais capital. O protecionismo não faz mais que desviar investimentos de um ramo de negócios para outro.

    Por si mesmo, o protecionismo não acrescenta coisa alguma ao capital de um país. Para implantar uma nova fábrica, precisa-se de capital. Para modernizar uma já existente, precisa-se de capital, não de tarifas. Não se trata, aqui, de discutir toda a questão do livre-câmbio ou do protecionismo. Espero que a maior parte dos manuais de economia que se encontram no mercado, ao alcance de todos, já a apresentem adequadamente. A proteção não introduz alterações positivas na situação econômica de um país.

    Também o sindicalismo certamente não vem a promover qualquer melhoria nessa situação. Se as condições de vida são insatisfatórias e os salários são baixos, o assalariado que tenha sua atenção voltada para os Estados Unidos e que leia sobre o que ali se passa, ao ver em filmes, como a casa de um americano médio é equipada de todos os confortos modernos, pode sentir uma ponta de inveja. E tem toda razão ao dizer: “Deveríamos ter a mesma coisa”. Mas só se pode obter esta melhoria através do aumento do capital. Os sindicatos recorrem à violência contra os empresários e contra os que chamam de “fura-greves”. Mas, a despeito de sua força e de sua violência, não conseguem elevar de maneira contínua os salários de todos os assalariados.

    Igualmente ineficazes são os decretos governamentais que estipulam pisos salariais. O que os sindicatos conseguem de fato produzir (quando são bem sucedidos na luta pela elevação dos salários) é um desemprego duradouro, permanente. Os sindicatos não têm como industrializar o país, não têm como elevar o padrão de vida dos trabalhadores. E este é o ponto crítico. É preciso compreender que todas as políticas de um país desejoso de elevar seu padrão de vida devem estar voltadas para o aumento do capital investido per capita. Aliás, este investimento de capital per capita continua a crescer nos Estados Unidos, apesar de todas as más políticas ai adotadas. E o mesmo ocorre no Canadá e em alguns países da Europa Ocidental. Mas, lamentavelmente, vem-se reduzindo em países como a Índia.

    Lemos todos os dias nos jornais que a população mundial apresenta um crescimento de cerca de 45 milhões de pessoas – ou até mais – por ano. Aonde isso nos vai levar? Quais serão os resultados e as consequências? Lembrem do que falei sobre a Grã-Bretanha. Em 1750, os britânicos supunham que seis milhões de pessoas constituíam uma população excessiva para as Ilhas Britânicas: todos estariam fadados à fome e à peste. No entanto, nas vésperas da última Guerra Mundial, em 1939, cinquenta milhões de pessoas viviam nas Ilhas Britânicas com um padrão de vida incomparavelmente superior ao padrão com que se vivia em 1750. Isto era um efeito da chamada industrialização – termo, por sinal, bastante inadequado. O progresso da Grã-Bretanha foi gerado pelo aumento do investimento de capital per capita. Como eu já disse antes, as nações só têm uma maneira de alcançar a prosperidade: através do aumento do capital, com o decorrente aumento da produtividade marginal e o crescimento dos salários reais. Num mundo sem barreiras migratórias, haveria uma tendência à equiparação dos padrões salariais de todos os países. Atualmente, se não existissem barreiras à migração, é provável que vinte milhões de pessoas procurassem ingressar nos Estados Unidos a cada ano, atraídas pelos melhores salários ai oferecidos. Tal afluência provocaria a redução dos salários nesse país e uma correspondente elevação em outros.

    Embora não haja tempo suficiente nesta exposição para tratarmos das barreiras migratórias, é importante deixar claro que há outro caminho capaz de levar à equiparação salarial no mundo inteiro. E este outro caminho, que passa a valer quando não existe a liberdade para migrar, é a migração de capital. Os capitalistas tendem a se deslocar para aqueles países onde a mão-de-obra é abundante e barata. E, pelo próprio fato de introduzirem capital nesses países, provocam uma tendência à elevação dos padrões salariais. Isso funcionou no passado e funcionará no futuro do mesmo modo.

    Quando houve, pela primeira vez, investimento de capital britânico na Áustria ou na Bolívia, por exemplo, os padrões salariais ali estabelecidos eram muito inferiores aos que prevaleciam na Grã-Bretanha. Este investimento adicional originou, então, uma tendência à alta dos padrões salariais nesses países, tendência está que se refletiu no mundo inteiro. É um fato bastante conhecido que, imediatamente após a introdução, por exemplo, da United Fruit Company na Guatemala, o resultado foi uma tendência geral a maiores padrões salariais. A partir dos salários pagos pela United Fruit Company criou-se, para os demais empregadores, a necessidade de pagar, também, salários mais elevados. Portanto, não há absolutamente razão para qualquer pessimismo em relação ao futuro dos países “subdesenvolvidos”.

    Concordo plenamente com os comunistas e com os sindicalistas quando proclamam que o necessário é elevar o padrão de vida. Pouco tempo atrás, num livro publicado nos Estados Unidos, dizia um professor: “Temos agora o bastante de todas as coisas; por que deveria a população do mundo continuar trabalhando tanto? Já temos tudo.” Não tenho a menor dúvida de que esse professor tenha tudo. Mas há outros povos, em outros países – e também muitas pessoas nos Estados Unidos – que desejam e deveriam ter um melhor padrão de vida.

    Fora dos Estados Unidos – na América Latina e, mais ainda, na Ásia e na África – todos desejam a melhoria das condições do seu país. Um padrão de vida mais alto acarreta, também, padrões superiores de cultura e de civilização. Assim, concordo plenamente com a meta final de elevar o padrão de vida em toda parte. Mas discordo no tocante às medidas a serem adotadas para a consecução deste objetivo. Que medidas levarão a atingir esta meta? Certamente não é a proteção, nem a interferência governamental, nem o socialismo, ou a violência dos sindicatos (eufemisticamente chamada de barganha coletiva, mas que se constitui, de fato, numa barganha na mira do revólver).

    Alcançar esta meta final de elevação do padrão de vida em toda parte é um processo bastante lento. Para alguns, talvez demasiadamente lento. Mas não há atalhos para o paraíso terrestre. Leva tempo, é necessário trabalhar. No entanto, não será preciso tanto tempo quanto muitos imaginam. A equiparação virá finalmente.

    Por volta de 1840, na região ocidental da Alemanha – na Suábia e em Württemberg, que eram na época áreas das mais industrializadas do mundo -, dizia-se: “Jamais conseguiremos atingir o nível dos britânicos. Os ingleses têm uma cabeça de vantagem e estarão sempre à nossa frente”. Trinta anos mais tarde, diziam por sua vez os britânicos: “Essa concorrência alemã é intolerável, temos de dar um jeito nisso”. Por essa época, é claro, o padrão alemão experimentava uma rápida elevação, multo embora apenas se aproximasse do padrão britânico. Hoje, a renda per capita alemã nada fica a dever à britânica.

    No centro da Europa, existe um pequeno país, a Suíça, muito pouco aquinhoado pela natureza. Não tem minas de carvão, não tem minérios, não tem recursos naturais. Mas, ao longo de séculos, seu povo praticou uma política capitalista e erigiu o mais elevado padrão de vida da Europa continental. Esse país situa-se, agora, entre os mais destacados centros de civilização do mundo. Não vejo por que um país como a Argentina – muito maior que a Suíça, tanto em população quanto em extensão territorial – não poderia alcançar o mesmo elevado padrão de vida ao cabo de alguns anos de boas políticas. Mas – como já o frisei – é imprescindível que as políticas sejam boas.

  23. Prezado Sr. Welinton Naveira e Silva, Saudações.

    Concordo com tua visão “Reforço de Memória” sobre o fraco Governo FHC-Marco Maciel. Também passei muito apertado nesse Octavonato (8 Anos) de Recessão, Câmbio (Real) súper-Valorizado, altíssimo Desemprego, baixo crescimento Econômico com média de 2%aa, e Desânimo Geral, ESTABILIDADE NA MISÉRIA do “FIM DA ERA VARGAS”, etc. Aliás, aquele Governo 3 X Falimentário, só chegou ao fim graças ao brilhante Economista Armínio Fraga que assumindo o BC, milagrosamente levou o barco até Dez 2002. Os Governos de Lula/José Alencar e Dilma/Temer são muito melhores. Mas temos que levar em conta 2 coisas:

    1- O Governo é: PT + TODOS – 3. O Vice-Presidente, Mega-Empresário José Alencar foi chave na “Decolada Econômica” destes Governos.

    2- Ambos Governos, Lula e Dilma, principalmente Lula, deveriam ter feito mais para Reduzir nosso Duplo Deficit, o Fiscal de +- 3,5% do PIB, e o do Balanço de Pagamentos Internacional hoje em +- US$ 100 Bi/ano, que descapitalizam muito nossa Economia Nacional.

    Prezado Sr. LAFER, Saudações.

    Por nossa Economia ser Endividada, pelo Duplo-Deficit contínuo, nosso Governo não tem Plena Soberania Política para poder defender nossa Economia Nacional (Estatal e Privada). Mesmo levando em conta esse fator, o Governo FHC não precisava ser tão fraco como foi, na Defesa do Interesse Nacional. É por isso que o Gov. Aécio Neves não decolará. Foi uma pena que por falta de um Governo Soberano, Governo sem ou com pouca Dívida, se perdeu todo esse trabalho de Pesquisa do CPQD da Telebras, se tenha tanta dificuldade de patentear Bina e outras Inovações, e no fim a preço de bananas se perdeu a Telebras toda, perdendo-se junto todo um Pessoal Técnico do maior Valor e que custou tão caro ao Povo formar.
    E só com ECONOMIA NACIONAL FORTE (PRIVADA E ESTATAL), fruto de Governo sem Duplo-Deficit, o Povo terá aumento sensível de PADRÃO DE VIDA, que é o que interessa. Abrs.

  24. Bortolotto, o Mário não entendeu nada, se é que entende alguma coisa.
    É uma pena. Disse que era analista/projetista, 60% trabalho de campo,
    40% prancheta e muita, analíse e criatividade.
    Eu defenndo, como sempre defendi o Brasil, não regateio, não transijo, não
    negocio.
    Quanto ao Mauro, êle poderia mudar o nome para: disse-que-disse, ou então, ouvi falar.
    Êle não propoem nada.
    Tchau! Cansei.

  25. Sr. Lafer:
    Não lhe conheço, nunca ouvi falar o seu nome, não sei quem é o Sr. Sei de poucas coisas, mas sei que a ignorância, do seu tipo, é atrevida,espaçosa.
    O Sr. Bortolloto faz restrições ao capital estrangeiro, o economista V. misses, um maiores cérebros do século XX, doutor em Direito e Economia, pela universidade de Viena, afirma o contrário.
    Eu prefiro acreditar em que dinamitou os conceitos do marxismo, um a um, que foi o doutor v. Mises.
    O que o Sr. que mais, Sr. Lafer?
    E saiba, só tomo lições com os gênios, os outros, não me interessam.
    Não procure chifres em cabeça de cavalos, e saiba Sr. Lafer, o Sr. encontrou o homem errado para sacanear.

  26. Mário, Você é outro que não entendeu nada. Jamais falei e defendi o comunismo,
    da mesmo forma que não defendo o capitalismo.
    Defendo sim o Brasil contra essa elite que nos assalta a mais de 500 anos.
    E você parece não saber a diferença entre genialidade e estupides, mesmo porque a estupides não tem limites.
    Fui.

  27. Sr. Lafer:
    Não costumo ter antipatias por aqueles que não conheço, pois isto é doentio. O meu lema é : Viva e deixe viver.
    Acima de tudo, respeito os argumentos, a força das idéias.
    Sei claramente a diferença entre genialidade e estupidez, e este é um problema trivial, ainda que muitos gênios como Van Gogh, Cantor, foram considerados tolos, em seu tempo.
    Quando o Sr. afirmou: “Bortolotto, o Mário não entendeu nada, se é que entende alguma coisa.”, o Sr. me ofendeu.
    Um homem como eu, que vivo pelo saber, buscando o conhecimento, ao ouvi suas palavras, se sente ultrajado, ofendido.
    Passe bem, Lafer, sempre cometemos erros de comunicação.

  28. Sr. Bortolloto:
    Ficaria honrado, prestigiado, em ouvi a sua argumentação em relação ao texto do genial Mises.
    Aguardo a sua resposta, pois nunca devemos furtar em defender os nossos princípios, nossos mais profundos anelos.

  29. As discussões acirradas que temos tido neste Blog incomparável, tais como, socialismo, comunismo, capitalismo, crentes em Deus, ateus, economia, finanças… que não nos têm levado à conclusão alguma a não ser algumas inimizades ou palavras agressivas e, algumas, ofensivas, lembram-me uma passagem muito interessante a respeito do inferno.

    O Dr. Schambaugh, professor da escola de Engenharia Química da Universidade de Oklahoma é reconhecido por fazer perguntas do tipo: “Por que os aviões voam?” em suas provas finais. Sua única questão na prova final de maio de 1997 para sua turma de Transmissão de Momento, Massa e Calor II foi: “O inferno é endotérmico ou exotérmico? Justifique sua resposta.”
    Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma. Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:

    “Primeiramente, postulamos que se almas existem então elas devem ter alguma massa. Se elas têm, então um mol de almas também tem massa.
    Assim sendo, o estado termodinâmico do inferno é função da grandeza de seu volume de controle e da taxa do fluxo líquido das almas que passam pelo mesmo.
    Eu acho que podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra no inferno ela nunca mais sai. Por isso não há almas saindo. Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia. Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno. Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos assumir que todas as pessoas e almas vão para o inferno.
    Daí tem-se que a integral de superfície do fluxo de almas sobre o volume de controle do inferno é negativa o que, de acordo com o teorema da divergência de Gauss, implica dizer que a integral de volume da divergência do fluxo de almas com relação ao volume de controle do inferno é também negativa.
    Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno em função do tempo.
    Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume de controle do inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem invariantes ao tempo, a relação entre a massa das almas e o volume de controle do inferno deve ser constante.
    Existem então duas opções:
    1 – Se o volume de controle do inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa de almas que entram no mesmo, então sua temperatura e pressão vão aumentar até ele explodir.
    2 – Se o volume de controle do inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a da entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele.
    Então, qual das duas?
    Se nós aceitarmos o que Theresa Manyam me disse no primeiro ano: “haverá uma noite fria no inferno antes que e eu me deite com você”, e levando em conta que ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de me deitar com ela, então a opção 2 não é verdadeira.
    Por isso, o inferno é exotérmico.”

    O aluno Tim Graham tirou o único A na turma.

    Ora, podemos extrair dessa narrativa que o inferno também pode se caracterizar pela falta de dinheiro ou, então, que não se ter a mulher amada ao lado igualmente as noites podem ser demoníacas!
    Portanto, cálculos infinitesimais para cá, termodinâmicas para lá, a verdade é uma só:
    Dinheiro é exatamente como sexo: você não pensa em outra coisa quando não o tem, e só pensa nisso quando o tem.

  30. Millôr disse “O petróleo é nosso, mas a conta bancária é deles”
    Se fosse Mauro Julio Vieira que dissesse isso, Sucupira ia me dar uma surra.
    Lafer também não iria gostar.

    Enfim, falar a verdade até que pode, mas tem que ser famoso e irmão de Hélio fernandes.

    O palpável e o visível sempre chocam as vítimas do ideal.

  31. Prezado Sr. Engº MÁRIO LEME, Saudações.

    Muito Obrigado pelas palavras elogiosas, esteja certo de que a recíproca é Verdadeira.

    A Economia é uma Ciência (Não exata) SIMPLES, mas que não é FÁCIL.
    Lí e relí o texto enviado, eis minha Resposta.
    O Professor em conferência na Argentina, expressou uma meia-verdade. Declarou que a única coisa que falta para os Países sub-Desenvolvidos atingir o Padrão de vida dos EUA, é Capital. Corretíssimo. Um Agricultor manejando um arado puxado por um cavalo, produz com 01 HP. Um Agricultor manejando possante trator/equipamentos com motor de 200 HP, produzirá muito mais com 200 HPs. Em seguida diz que o Capital de um País vem da ACUMULAÇÃO INTERNA e do INVESTIMENTO ESTRANGEIRO. Dá a entender que o efeito na Economia Nacional, desses dois Capitais é igual, o importante é equipar o Trabalhador com mais Capital, não importando se de um tipo ou do outro. Aqui, peço vênia para discordar: O crescimento induzido pelo CAPITAL INTERNO é auto-sustentável, cumulativo e produz efeito INTEGRAL na Economia Nacional. O Capital Externo produz só +- 25% de efeito na Economia Nacional e 75% de efeito na Matriz no Exterior. É melhor do que NADA, mas é muito pouco. O Fator fundamental no aumento do Padrão de Vida é a ACUMULAÇÃO INTERNA.
    Prova de que a Tese do Professor é só +- 20% correta é que a própria Argentina em todo o Séc XIX e metade do XX, foi uma das Economias mais abertas com enorme quantidade de Capitais Ingleses, etc, e nunca chegou nem perto do Padrão médio de Vida Inglês, e até hoje anda mal das pernas. A Suíça, um exemplo citado pelo Professor, de um País com poucos recursos naturais e longe do mar, e que tem ótimo Padrão de Vida, foi um exemplo estranho, pois é um dos Países que menos Capital Externo tem investido, e dos que mais Exporta Capital. Enfim, para um País analfabeto e de agricultura braçal, onde o Povo anda a cavalo, o Professor ensinou uma estratégia Econômica para andar de carroça. Mas nós queremos andar de automóvel V8, e dos de 400 HP debaixo do capô. Isso só com ACUMULAÇÃO INTERNA DE CAPITAL via Empresa Nacional (Privada/Estatal). Ele não ensinou o pulo do gato. Abrs.

  32. Zé antonio, quer mais palpável e visível que a sua condição de imbecil, querendo se passar por inteligente com suas frasesinhas curtas, que só servem para encher o saco dos outros?

  33. A colocação feita pelo Sucupyra Filho é procedente e adequada ao momento.
    Ora, se a Europa e Ásia sofreram em demasia com a Segunda Guerra Mundial e conseguiram se desenvolver por que os países que não tiveram em seus territórios qualquer batalha seguem subdesenvolvidos?
    Enfatizando o adágio popular que, “a dor ensina a gemer”, certamente depois de se verem arruinados e esfacelados, os participantes do maior conflito da História da Humanidade não encontraram outra solução que não fosse reerguer-se, tanto material quanto cultural, educacional e sociológico.
    E não se deixaram levar por resoluções que não passassem pela EDUCAÇÃO, pela formação de mão de obra qualificada e, claro, por dirigentes que estavam dispostos a trabalhar em prol do povo e país devassados pela guerra.
    A Europa já tinha consigo uma sólida cultura, pois estava acostumada a participar dos grandes movimentos que mudaram a História: Renascimento, Iluminismo, Era Industrial, portanto, havia uma tradição de desenvolvimento humano e de progresso científico e tecnológico.
    O Japão era o mais rico dos países asiáticos, apesar do seu tamanho diminuto se comparado à Rússia e China, duas nações que sentiram na pele derrotas que o Império japonês lhes havia imposto em passado recente, mas quanto a nós?
    Por que não aproveitamos uma Europa dizimada e com falta de comida para que desenvolvêssemos este Brasil?
    Penso que o brasileiro nunca teve visão de futuro. Preocupou-se apenas com a sua policazinha, seus partidozinhos, sem jamais pensar no povo e no próprio País.
    Havia uma elite política que nos comandava, uma industrial, uma econômica, e andávamos ao redor deste pessoal como satélites.
    Nesse meio tempo, a Europa crescia e se desenvolvia, enquanto que o Brasil, diferentemente da Argentina que se manteve neutra na guerra e enriquecia porque vendia trigo e carne a peso de ouro, nosso País ainda era conhecido pelas suas matas e índios, terras virgens e praias paradisíacas.
    Sim, acuso as nossas autoridades e figuras históricas após a Segunda Guerra de incompetentes, incapazes, maus patriotas e limitados como homens públicos, que tinham o nosso destino em suas mãos e nada fizeram para que o nosso presente fosse infinitamente melhor que estarmos abordando o discurso da presidente Dilma na ONU, reclamando da espionagem americana.
    Poderia ter sido ao contrário!

  34. Prezado Sr. Engº MÁRIO LEME, tenho a impressão que nosso Colega Comentarista Sr. LAFER ditou a sua Secretária, Sr. MAURO, com quem estava dialogando, e ela digitou Sr. MÁRIO. São coisas que acontecem. A minha “Secretária” também volta e meia entende errado, e escreve besteiras, até. Demorei um pouco para lhe enviar a resposta pois tive que ir comprar pão, e pensar um pouco.
    O Sr. FRANCISCO BENDL enviou excelente Comentário, pois até então eu achava que o Inferno era ENDOTÉRMICO pois ao entrar nele infinitas almas sua Temperatura tenderia a baixar até congelar. Eu tiraria Zero nessa Prova. Abraço a TODOS.

  35. Prezado Sr. FRANCISCO BENDL, Saudações.

    O Sr. SUCUPYRA FILHO me deixou numa “sinuca de bico”. Como pode o Capital Externo ter elevado muito o Padrão de Vida de Alemanha, Japão, Itália, e nos Paises sub-desenvolvidos (Periféricos), NÃO. Me parece que nos Paises Centrais, principalmente os que perderam a trágica II Guerra, antes, eles já tinham Padrão de Vida +- semelhante aos EUA. A Alemanha seguramente tinha maior Padrão de Vida que a Inglaterra em 1939. Então foi só uma REPOSIÇÃO e eles sempre tiveram a suas MARCAS, o controle de suas Economias. Apesar da injeção de Capital Externo, sempre Produziram mais do que Consumiam. Os Países Sub-Desenvolvidos, mesmo com injeção de Capital Externo, Consomem mais do que Produzem. Eis o Drama. É preciso um esforço 20 vezes maior para sair do sub-Desenvolvimento. Mas é possível e VALE A PENA. Abrs.

  36. Acho infinitamente menos nocivo e menos cruel, o cidadão ter um emprego numa empresa estrangeira, mesmo que esta não capitalize o país, que para mim, já basta os impostos que ela vai pagar, do que este mesmo cidadão receber 150 reais do bolsa-família.

  37. Caro Sr. Flávio J. Bortolloto, emérito economista:
    Obrigado por sua resposta, e perdoe-me a minha amolação. Sou um ávido leitor dos textos do economista von Mises, pela clareza em que expõe assuntos áridos, pela objetividade. Ele foi um sábio, previu o colapso das economias socialistas com 70 anos de antecedência, uma façanha intelectual de grande envergadura. Teve alunos que ganharam o Nobel de Economia, Hayek, e outros seus ex- alunos , como M. Rothbard, foram brilhantes intelectuais da área.
    Na minha modesta opinião, acho que o capital estrangeiro é sempre benéfico, no sentido de promover o desenvolvimento de qualquer país. Acho também que a “importação” de saberes, de tecnologias, do treinamento intensivo de profissionais nos grandes centros de estudos além mar, colaboram de forma definitiva para o desenvolvimento.
    Grandes pensadores como David. S. Landes, na sua obra A Riqueza e a Pobreza das Nações: Por que são algumas tão ricas e outras tão pobres, Tradução de Lucínia Azambuja Gradiva, 2001, tentam explicar as causas do desenvolvimento das Nações, e enfatiza a importância dos fatores: trabalho, a abertura intelectual e a paixão pela descoberta.
    Acredito também que seja necessário uma certa dose de tensão,conflito, para que engendre o desenvolvimento, pois ficar “deitado eternamente em berço esplendido”, leva à letargia.
    Cordiais saudações.

  38. Bortolotto, meu caro,
    Entendo ser importante as explicações que nos dás sobre economia, razão pela qual a curiosidade e necessidade de esclarecimentos por parte daqueles que não têm este conhecimento que tu nos brindas.
    Obrigado, portanto, pela tua boa vontade neste sentido de permanentemente estares à disposição de leigos, que desejam entender este mecanismo que envolve a todos nós, consciente ou inconscientemente, mas que é causador de progresso ou desenvolvimento, atraso ou estagnação de povos e países.
    Um abraço, Bortolotto.

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