Bolsonaro prepara-se para fugir dos debates em 2022: “Não posso aceitar provocação”, alega

Jair Bolsonaro e Marina Silva se enfrentam em debate da RedeTV!

Em 2018, Bolsonaro enfrentou Marina Silva e se deu mal

Bernardo Mello Franco
O Globo

O capitão avisou: só vai aos debates em 2022 se os adversários aceitarem suas condições. “É para falar sobre o meu mandato. Até a minha vida particular, fique à vontade. Mas que não entre em coisas de família, de amigos, porque vai ser algo que não vai levar a lugar nenhum”, disse.

“Tenho quatro anos de mandato para mostrar o que fiz”, prosseguiu. “Agora, eu não posso aceitar provocação, coisas pessoais, porque daí você foge da finalidade de um bom debate”, encerrou.

NADA DE FAMÍLIA – Pelas regras expostas na quinta-feira, Jair Bolsonaro não poderá ser questionado sobre o vaivém de dinheiro no gabinete do filho Zero Um. “Coisas de família”, incluindo os depósitos de R$ 89 mil para a primeira-dama. Também ficam proibidas perguntas sobre o gabinete do ódio e a indústria das fake news, que puseram o Zero Dois e o Zero Três na mira da polícia.

Que nenhum candidato se atreva a falar em rachadinha. O termo traz à memória o ex-PM Fabrício Queiroz, antigo parceiro de pescarias e churrascos. O índex ainda incluirá o miliciano Adriano da Nóbrega, fuzilado na Bahia. Este era amigo do clã a ponto de receber visita e condecoração na cadeia.

Bolsonaro sabe que não é talhado para debates. Em 2018, só participou de dois encontros com rivais. Tentou jogar na defensiva, mas saiu em desvantagem quando foi confrontado. Na Band, Guilherme Boulos lembrou que o capitão empregava funcionária fantasma e embolsava auxílio moradia com imóvel próprio em Brasília. Na RedeTV!, Marina Silva lhe passou sermão por ensinar uma criança de colo a fazer arminha com os dedos.

FECHADO EM COPAS – Depois da facada, Bolsonaro não se expôs mais a nenhum confronto direto. Alegou razões médicas, embora tenha recebido uma equipe de TV no dia em que sete candidatos foram aos estúdios da Globo. No segundo turno, ele repetiu a desculpa para não debater com Fernando Haddad. Chegou ao dia da eleição sem ter olhado nos olhos do adversário.

Não existe debate sério com assuntos proibidos. Ao impor suas exigências, Bolsonaro busca um pretexto para se esconder dos oponentes. A questão é saber se ele terá condições de bancar uma nova fuga.

O arrego é um recurso que costuma ser usado por candidatos favoritos. Era o caso do capitão em 2018, mas tudo indica que não será mais em 2022.

LULA JÁ ARREGOU – A história também registra exemplos de presidenciáveis que se arrependeram da tática. Em 2006, Lula faltou aos debates do primeiro turno, alegando que não pretendia se submeter a “grosserias e agressões”. Ausente, virou alvo dos adversários e não teve espaço para se defender.

Por fim, Flávio Bolsonaro tornou-se um caso patológico de infidelidade partidária. O senador vai para a quarta legenda em menos de três anos. Eleito pelo PSL, mudou para o Republicanos e se transferiu de novo para o Patriota. Na terça-feira, assinará a ficha de filiação do PL.

Na prática, o Zero Um e os irmãos sempre pertenceram a uma sigla sem registro: o PFB, Partido da Família Bolsonaro. O clã só usa as legendas oficiais para receber dinheiro público e disputar eleições.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Antes de Lula, houve um precedente. N
a eleição indireta de 1985, Tancredo Neves também se recusou a fazer debates contra Paulo Maluf . Tanto ele como Lula ganharam as respectivas disputas. Vamos ver se Bolsonaro, que também faltará aos debates, consegue vencer. (C.N.)

5 thoughts on “Bolsonaro prepara-se para fugir dos debates em 2022: “Não posso aceitar provocação”, alega

    • Até às pedras das ruas sabem, que Bolsonaro e ruim de debate. Ele é avesso ao contraditório.
      Mas, diante da polarização com Lula e a entrada na disputa do dissidente Bolsonarista, Sergio Moro na disputa eleitoral e que vem avançando no terreno eleitoral do Mito, numa espécie de Reforma agrária da Direita, o presidente não terá outra alternativa para conseguir chegar ao segundo turno, senão participar dos debates, atacar em rede nacional seus competidores com violência na narrativa para tentar arrebanhar corações e mentes e ir para o vale tudo do segundo turno. Ele está sendo treinado para ser um franco atirador.
      Se não der certo essa estratégia, ainda tem o Plano B de girar o jogo nas quatro linhas, apelando para o VAR no tapete verde.

  1. O DEBATE sobre o qual o Brasil inteiro deveria estar debruçado há mais de 50 anos, no mínimo, caso tivesse juízo, independente do militarismo e do partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos, velho$, que aí estão há 132 anos dando as cartas e jogando de mão, não é o que seria de CUBA depois da morte de Fidel, mas isto sim o que seria do BRASIL depois da famigerada ditadura militar, que durou 21 anos consecutivos, enquanto último bastião, sonho e esperança de salvação da pátria e do combate à corrupção. E depois de finda a dita-cuja, antes tarde do que nunca, o país deveria estar debatendo o que fazer pelo Brasil, doravante (como sugeriu Teotônio Vilela pai, há 40 anos, via Canal Livre da Band), de modo a resolvê-lo e torná-lo melhor para todos e todas. E o único Político, com P maiúsculo deste país, que captou todas essas mensagem que vêm de longe, sou eu que, há mais de 30 anos, tratei de estudar a fundo a problemática nacional, elaborar e aperfeiçoar a RPL-PNBC-DD-ME, a Revolução Pacífica do Leão, o megaprojeto novo e alternativo de política e de nação, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, com Democracia e Meritocracia, a nova política de verdade, que resolve o Brasil para os próximos 500 anos, a Terceira Via de Verdade, alternativa ao domínio de 132 anos, do militarismo (1ª via) e do partidarismo, politiqueiro$ (2ª via), e seus tentáculos, velhaco$, com os seus golpes e as suas eleições, 171, as suas fake news, as suas mentiras, as suas enganações e a sua guerra tribal, primitiva, permanente e insana, por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, que funciona à moda todos os bônus para ele$, capazes de tudo e qualquer coisa para lograrem os seus intento$, e o resto que se dane com os ônus, os quais fazem do povo apenas bucha de canhão dos interesse$ dos me$mo$.

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